Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de história em pedagogia
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A inclusão nas discussões sobre a Didática da História de temas relacionados à diversidade, às novas relações com a natureza, bem como o combate radical ao eurocentrismo, tem indicado a necessidade de uma mudança e renovação estrutural dos conteúdos substantivos, além do trabalho efetivo com os conceitos epistemológicos constitutivos da formação do pensamento histórico. Exige também a consolidação da inclusão dos diferentes sujeitos no processo de ensino e aprendizagem, bem como o acolhimento da pluralidade de suas vozes em todos os elementos constitutivos dos artefatos da cultura escolar.
SCHMIDT, Maria Auxiliadora Moreira dos Santos. A formação como possibilidade de superação do status de “reçaga” da Didática da História na contemporaneidade. In: NICOLINI, Cristiano; SILVA, Maria da Conceição (org.). Natureza, diversidade e os desafios para a cultura histórica. 1. ed. Teresina: Cancioneiro, 2025, p. 22.
De acordo com o texto, a Didática da História tem como desafio a
( ) A História mundial não pode se restringir à história da Europa.
( ) O reconhecimento da importância da Europa não exclui a valorização das heranças americanas e africanas.
( ) O estudo da História da África é considerado secundário e desnecessário para compreender a formação do Brasil.
Assinale a alternativa correta.
Considerando esse enquadramento historiográfico, patrimonial e pedagógico, marque a alternativa que apresenta a melhor abordagem didática e formativa do patrimônio cultural, coerente com a BNCC e com a atuação docente em História no Ensino Básico da regido:
Ao considerar essa chave interpretativa e seu diálogo normativo com a BNCC, a ocupação da fome como fenômeno histórico e a leitura do coronelismo como categoria de análise, é correto afirmar que o coronelismo, enquanto estrutura política e objeto de ensino crítico em História, pode ser definido como:
Para a resolução dos problemas foi
I – A história mundial não pode estar limitada ao conhecimento sobre a Europa.
II – A história do Brasil deve ser integrada à história mundial para que possa ser compreendida de forma mais ampla.
III – O legado europeu deve ser negado para evitar interpretações equivocadas da história brasileira.
Assinale a alternativa correta.
I – A história regional valoriza as diferenças e a multiplicidade presentes nos processos históricos.
II – A historiografia nacional costuma enfatizar as semelhanças na formação do país.
III – A história regional impede o aprofundamento da história nacional, pois trata apenas de aspectos isolados.
Assinale a alternativa correta.
BONETE JR., W.; MANKE, L. S.; SZLACHTA JR., A. M. Ensino de história: disputas de narrativas, negacionismos e consciência histórica. Ponta de Lança: Revista Eletrônica de História, Memória & Cultura, n. 32, 2025 (adaptado).
Um professor de História, ao ministrar uma aula sobre a Segunda Guerra Mundial, foi interpelado por alguns estudantes sobre uma informação de um perfil de uma rede social que nega os dados históricos acerca do holocausto judaico. Diante do negacionismo, dialogando com os desafios e dilemas do ensino e da pesquisa em História do tempo presente, apontados no texto, o professor precisa
TEXTO 1

TEXTO 2
Nas cidades medievais, as mulheres trabalhavam como ferreiras, açougueiras, padeiras, candeleiras, chapeleiras, cervejeiras, cardadeiras de lã e comerciantes. Em Frankfurt, havia aproximadamente duzentas ocupações nas quais participavam entre 1 300 e 1 500 mulheres. Na Inglaterra, 72 das 85 guildas incluíam mulheres entre seus membros. Algumas guildas, incluindo a da indústria da seda, eram controladas por elas; em outras, a porcentagem de trabalho de mulheres era tão alta quanto a dos homens. No século XIV, as mulheres também estavam tornando-se professoras escolares, bem como médicas e cirurgiãs, e começavam a competir com homens formados em universidades, obtendo em certas ocasiões uma alta reputação.
FEDERICI, S. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Elefante, 2017.
Em uma aula para a Educação Básica, um professor constatou a percepção, entre os estudantes, de que o trabalho na esfera pública nas cidades medievais era realizado, quase que exclusivamente, por homens, enquanto as mulheres ficariam restritas a tarefas domésticas na esfera privada. Ao utilizar ambos os recursos didáticos — a fonte imagética e o texto acadêmico —, a metodologia adotada pelo professor, para abordar o espaço urbano medieval, foi a