Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de história em pedagogia
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No século XIX, intelectuais se reuniram no Rio de Janeiro formando um grupo que, entre as décadas de 1830 e 1860, especializou-se na criação e disseminação de falsificações documentais. Seus principais alvos eram políticos e figuras públicas da época. As notícias falsas criadas por eles muitas vezes eram republicadas em outros jornais e revistas, sendo aceitas como verdadeiras pelo público.
VEIGA, E. A “fábrica de fake news” que funcionou no Rio no século 19. DW, 14 de out. de 2020. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/. Acesso em:15 abr. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Atualmente, a manipulação de informações ganhou novas ferramentas, que afetam diretamente a escola, com o advento da tecnologia de inteligência artificial (IA). Nos Estados Unidos, foi reportado o uso de aplicativos de IA por estudantes para criar imagens pornográficas falsas de suas colegas, fenômeno conhecido como “deepnudes”. No Brasil, casos semelhantes já foram registrados e preocupam autoridades. Especialistas alertam para os severos impactos dessas ações na saúde mental, reputação e segurança das vítimas.
SINGER, N. Deepnudes: uso de imagens pornográficas criadas por IA vira epidemia nas escolas dos EUA. O Globo. 10 de abr. de 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/. Acesso em: 15 abr. 2024 (adaptado).
Nesse contexto, em uma aula de História que explore a manipulação da informação desde o século XIX até a era digital, para desenvolver nos estudantes uma postura crítica e investigativa sobre essas informações, é recomendável ao professor
Nesse sentido, a fim de atender às demandas do presente por um ensino de História mais inclusivo, plural e decolonial, o uso de mapas em sala de aula é indicado, pois, por meio deles, é possível observar
Ao estudar a obra de Boris Fausto, observa-se que sua obra é marcada pela:
1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.
2. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.
3. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
4. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Deve-se buscar uma transformação pedagógica onde o papel do professor supere a compreensão e prática sobre sua disciplina, abrangendo uma reflexão sobre os conteúdos e valores a ele associados, ampliando a responsabilidade do educador com a formação dos alunos. Ou seja, com base nos temas transversais propostos e na necessidade de cada realidade escolar, o professor deve aproximar seus conteúdos e sua prática escolar para o desenvolvimento da capacidade do aluno ler e interpretar a realidade, contextualizando-a, aprendendo a aprender.
NETO, José Alves de Freitas; KARNAL, Leandro (organizador). História na Sala de Aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2003. p. 62.
O texto apresentado oferece reflexões e orientações sobre o ensino de História. A partir dessa linha pedagógica, em um planejamento de aula deve ser considerado(a)
Nessa época não era incomum assistir a procissões, participar de rituais, cerimônias emocionais em teatros de corte ou de manifestações pelo fim da escravidão, que perdiam em eficácia e facilidades. Por mais que o governo tentasse recorrer a uma estratégia “reformista” — como a promulgação da Lei dos Sexagenários —, o resultado começou a ser o oposto. E os ataques vieram de todo lado, isso sem falar das rebeliões escravas que estouravam nos quatro cantos do país. “Medo” era uma palavra e um sentimento que se socializava [...]. Os senhores, impedindo o fim do regime, e tendo boa parte de seu capital imobilizado em escravos, passando-lhes a exigência de uma jornada ainda mais carregada de trabalho. As consequências foram fugas constantes, ataques e assassinatos de fazendeiros e feitores, protestos de forros e populares; movimento paralelo, diga-se de passagem, ao aumento do recurso aos castigos e sevícias [...]. Para conter o pânico, uma política atuosa ao lado dos senhores, prendendo escravos considerados indisciplinados, descaracterizando denúncias de maus-tratos e reprimindo atos de abolicionistas. Mas a indisciplina tornava-se coletiva, e os crimes cada vez mais violentos, rompendo-se assim um dos tabus de uma escravista: o monopólio do castigo corporal e da violência por parte dos brancos.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 420-421.
No contexto apresentado no texto, diversas lutas e eventos moldaram a transição para um regime de trabalho livre no Brasil. Ao trabalhar com esses dados em sala de aula, e considerar os estudos mais atualizados sobre essa transição, o professor de História pode
Ao preparar uma aula sobre história local, o professor leu um texto escrito pela professora Circe Bittencourt. Nesse texto, o professor destacou o seguinte fragmento:

Levando em consideração o pensamento de Bittencourt, o professor percebeu que o estudo de conteúdos escolares relacionados à história local exige a
(Rüsen, 2010, p. 51.)
A aprendizagem histórica desempenha um papel importante na vida do indivíduo, uma vez que
I. Nos Anos Iniciais, as habilidades são desenvolvidas em diferentes graus de complexidade, sendo que no 3º, 4º e 5º anos são analisados processos mais longínquos na escala temporal, como a circulação dos primeiros grupos humanos.
II. No 5º ano, a ênfase está em pensar as formas de organização dos povos e das culturas e sua diversidade. É essencial um olhar para que se motive o respeito e o convívio entre os povos por meio do trabalho com noções de cidadania, com direitos, deveres e o reconhecimento da diversidade nas sociedades.
III. Nos documentos que orientam o ensino de História, a aprendizagem parte do conhecimento da cidade, a vida em sociedade, “o nós” e “o outro”, e culmina com a compreensão do “eu”.
IV. O tempo histórico é um termo que renuncia concepções múltiplas, pois não depende do ponto de vista de quem o concebe, sendo um campo de estudos histórico.
Estão CORRETOS:
I. O ensino de História entre o 6º e 9º anos procura desenvolver a observação dos estudantes a partir de diferentes situações e objetos capazes de trazer à tona dinâmicas sociais e seus processos históricos.
II. A compreensão e problematização de conceitos norteadores da produção historiográfica nos Anos Finais do Ensino Fundamental, não fazem parte das competências específicas.
III. Na disciplina de História, a BNCC propõe, para os anos finais do Ensino Fundamental, a contextualização, a compreensão do tempo histórico, o reconhecimento de permanências e rupturas em processos que integram múltiplas experiências e escalas como pilares do trabalho.
Está(ão) CORRETO(S):
1. ( ) O campo iconográfico abrange uma vasta variedade de tipos de imagens, que são fontes fiéis das representações da realidade.
2. ( ) Todas as imagens têm um significado claro e universalmente compreendido, bastando ao professor garantir que o conteúdo histórico seja, de fato, transmitido pela imagem.
3. ( ) As imagens são fontes secundárias de informações históricas, passando a fazer parte apenas do cotidiano e da cultura moderna.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é: