Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de história em pedagogia
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A busca pela autonomia também exige o reconhecimento das bases da epistemologia da História.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente esse reconhecimento.
I. O ensino de História deve ser centrado apenas na memorização de datas e fatos históricos, enquanto a Geografia deve se concentrar exclusivamente no estudo dos mapas.
II. A abordagem interdisciplinar permite que os professores integrem diferentes áreas do conhecimento, promovendo uma compreensão mais contextualizada dos eventos históricos e seus impactos geográficos.
III. Atividades práticas, como a realização de experimentos geográficos e análise de fontes históricas, são essenciais para estimular a participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem.
IV. O ensino das ciências humanas não necessita de atividades práticas, pois o foco deve estar apenas no conteúdo conceitual teórico.
Assinale a alternativa correta:
Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: história / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC / SEF, 1998. Adaptado.
A partir dessas informações, observa-se que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para o ensino de História,
Alves, Francisco José. Teorias da História / Francisco José Alves – São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, CESAD, 2010.
Considere agora, as seguintes informações:
- Busca compreender a subjetividade humana, investigando crenças, valores e percepções coletivas.
- Analisa práticas culturais e simbólicas, como rituais, mitos e representações artísticas.
- Valoriza as mentalidades como parte central das mudanças históricas.
Qual paradigma historiográfico está associado às características apresentadas acima?
Silva, Max Rodolfo Roque da. Ensino de História e novas tecnologias: desafios e perspectivas. Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil.
Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/ensinoemperspectivas/art icle/view/10099/8667. Acesso em: 24 nov. 2024.
No que concerne a utilização das novas tecnologias no ensino de História no Brasil, observa-se que:
PINSKY, Carla Bassanezi. Novos temas nas aulas de história. São Paulo, 2010. p.74.
A contemplação de questões culturais no ensino de História contribui para a(o):
1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.
2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica.
3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo unicamente a documentos oficiais e fidedignos.
4. Relacionar acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
No cotidiano da aula de História, devem ser garantidos momentos de interação de ideias, de hipóteses, debates, levantamento e resoluções de problemas, bem como o contato com diferentes versões e registros acerca dos objetos de conhecimento.
Currículo Base do Ensino Fundamental do Município de Chapecó.
Essa afirmação pode ser associada à (ao):
(SEFFNER, 2000:261.)
O tratamento de fontes históricas é válido para ajudar nessa reflexão teórica. Pensando numa hipótese de prática especificamente nesse quesito (fontes históricas), para trabalhar as diferentes possibilidades de interpretação, ou de construção do fato histórico, podemos apontar como correta a seguinte atitude:
( ) A flexibilidade nas estratégias de ensino, de acordo com os PCN, é essencial para atender à diversidade de aprendizagem dos alunos.
( ) Os PCN preconizam que a abordagem de temas transversais é dispensável para o desenvolvimento integral dos estudantes.
( ) A interdisciplinaridade, conforme orientação dos PCN, é desencorajada na condução das aulas das diferentes disciplinas.
( ) A valorização da cultura local e regional é essencial para o ensino de História e Geografia, de acordo com as diretrizes dos PCN.
( ) As orientações dos PCN para Educação Física incluem apenas atividades esportivas, excluindo outras manifestações corporais e expressivas.
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.
Texto II
No início do século XXI, o Haiti, pioneiro nas lutas pela abolição, pela independência e pela república, comemorou duzentos anos de autonomia política, porém sob intervenção militar estrangeira. Nesses dois séculos, a pátria de Louverture foi devastada por catástrofes naturais e políticas. Furacões, ocupação estrangeira, secas, ditaduras sanguinárias, massacres e corrupção marcaram a história do país. Entre 1950 e 2005, os indicadores sociais e econômicos haitianos permaneceram muito negativos e o país tornou-se o mais pauperizado da América Latina.
PESCHANSKI, João Alexandre. Haiti. USP: Portal contemporâneo da América Latina e Caribe, São Paulo, 15/06/2017. Disponível em: https://sites.usp.br/portalatinoamericano/espanol-haiti. Acesso em: 18 jul. 2024.
A partir das discussões destacadas nos textos e o ensino de História, analise as afirmativas:
I. O Currículo do Ensino Fundamental II de Pernambuco sugere uma abordagem interdisciplinar da Revolução Haitiana, abordando aspectos históricos e culturais, por exemplo.
II. A pintura, por incorporar elementos inerentes à Revolução Haitiana, como o protagonismo da população negra e escravizada, é entendida como um instrumento pedagógico.
III. No período colonial, o Haiti era denominado São Domingo, e seu processo de independência esteve intimamente ligado à Revolução Francesa, dado que o território era uma colônia francesa.
IV. A caracterização do Haiti apresentada no texto II é elucidada pelos elementos visuais do texto I, pois o exército libertador haitiano, além de recorrer à violência, instaurou um regime ditatorial no país.
Quais são as afirmativas corretas?
A teoria não é intrinsicamente curativa, libertadora e revolucionária. Só cumpre essa função quando lhe pedimos que o faça e dirigimos nossa teorização para esse fim.
BELL, Hooks. Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017.
Como um(a) professor(a) de História pode utilizar a análise feita pela autora no processo de ensino-aprendizagem?
No período de descolonização apelam para a razão dos colonizados. Propõem a eles valores seguros [...] que é preciso apoiar-se em valores [...] bem avaliados. Ocorre porém que, quando um colonizado ouve um discurso sobre a cultura ocidental, ele saca o seu facão ou pelo menos se certifica de que o tem em seu alcance. A violência com a qual a supremacia dos valores brancos se afirmou [...], faz com que, por meio de uma justa inversão das coisas, o colonizado ria com escárnio quando esses valores são evocados diante dele.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.
Texto II
Duvido muito que a não violência possa ser um princípio, se entendemos por princípio uma regra consistente, passível de ser aplicada com a mesma confiança e da mesma maneira a toda e qualquer situação. [...] A pergunta pertinente, portanto, se torna: em que condições somos receptivos a essa reinvindicação, o que torna possível aceitar a reinvindicação quando ela surge, ou melhor dizendo, o que possibilita o surgimento da reivindicação.
BUTLER, Judith. Quadros de guerra: quando a vida é passível de luto?. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2017.
No ensino de história, o(a) professor(a), ao abordar temáticas relativas ao conceito discutido pelos textos, deve levar em consideração a