Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de história em pedagogia
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I – A história, até a segunda metade do século XIX, era dividida entre história profana e história eclesiástica, com o foco na aprendizagem moral dos jovens.
II – A ampliação das fontes históricas e a expansão dos conceitos de história romperam essa divisão no final do século XIX.
III – O movimento da Escola Nova promoveu o desprezo das fontes históricas como materiais didáticos.
É falso o que se afirma em:
I - A memoração histórica é o processo de formação de sentido por meio da narrativa histórica e interpretação temporal.
II – A memoração histórica transforma o passado em algo proveitoso para o presente e orientador para o futuro, conectando experiências temporais.
III - A história prática está ligada à aplicação funcional da história no cotidiano.
IV - A história, ao ser ensinada, tem em vista produzir conhecimento histórico que responda questões cotidianas em busca de orientações para a vida, para ações visando o futuro.
É verdadeiro o que se afirma em:
PEREIRA L. L. C. Nos arquivos da Polícia Política. Reflexões sobre uma experiência de pesquisa no DOPS do Rio de Janeiro. Acervo, Rio de Janeiro, v. 27, n. 1, p. 254-267, jan./jun. 2014.
Desde 2015, os arquivos da Comissão Nacional da Verdade, que investigou as violações de direitos humanos no Brasil entre 1946 e 1988, estão disponíveis para consulta online no site do Arquivo Nacional. Os documentos foram extraídos de arquivos produzidos pelo Estado brasileiro e por órgãos militares de inteligência e espionagem, entretanto, dadas suas condições de produção, eles revelam mais sobre a polícia da época e sobre a violação de direitos humanos do que sobre as pessoas investigadas e os crimes a elas imputados. Por isso, o seu uso escolar demanda uma abordagem sensível, respeitosa e que encoraje a reflexão crítica sobre “o que” era documentado e sobre “como” foi documentado.
Nesse caso, a maneira adequada de promover a autonomia dos estudantes no trabalho com as fontes documentais desse tipo de acervo é orientá-los a
BRASIL. Ministério da Igualdade Racial. Lançado projeto de reconhecimento de lugares de memória dos africanos escravizados no Brasil. Disponível em: https://www.gov.br/igualdaderacial/ pt-br/assuntos/. Acesso em: 8 maio 2024 (adaptado).
Considerando essa informação, assinale a opção que apresenta os desdobramentos do referido projeto no âmbito do ensino de História na Educação Básica.
O Ser-Um chamou-se de Maa Ngala. Então ele criou a ‘Fan”, um ovo maravilhoso com nove divisões no qual introduziu os nove estados fundamentais da existência. Quando o ovo primordial chocou, dele nasceram vinte seres fabulosos que constituíram a totalidade do universo, a soma total das forças existentes do conhecimento possível. Mas, aí!, nenhuma dessas vinte primeiras criaturas revelou-se apta a tornar-se o interlocutor (kuma-nyon) que Maa Ngala havia desejado para si. Assim, ele tomou de uma parcela de cada uma dessas vinte criaturas existentes e misturou-as; então, insuflando na mistura uma centelha de seu próprio hálito ígneo, criou um novo Ser, o Homem, a quem, deu uma parte de seu próprio nome: Maa.
HAMPATÉ-BÂ, A. A tradição viva. In: KI-ZERBO, J. (ed.) História Geral da África I: metodologia e pré-história da África. Brasília: UNESCO, 2011. p. 170-171 (adaptado).
Considerando-se que um professor de História da 2ª série do Ensino Médio tenha selecionado o mito de criação apresentado acima para abordar o papel da oralidade entre diversos povos africanos, é correto afirmar que, a partir desse texto, o docente poderá explicar que a tradição oral relaciona-se com
Considerando a perspectiva de construção de uma abordagem de História Ambiental, que dialogue com outras disciplinas das humanidades, assinale a opção que apresenta corretamente a relação entre as categorias trabalhadas pelo professor e os objetivos e desenvolvimento de habilidades da área de História.
No século XIX, intelectuais se reuniram no Rio de Janeiro formando um grupo que, entre as décadas de 1830 e 1860, especializou-se na criação e disseminação de falsificações documentais. Seus principais alvos eram políticos e figuras públicas da época. As notícias falsas criadas por eles muitas vezes eram republicadas em outros jornais e revistas, sendo aceitas como verdadeiras pelo público.
VEIGA, E. A “fábrica de fake news” que funcionou no Rio no século 19. DW, 14 de out. de 2020. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/. Acesso em:15 abr. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Atualmente, a manipulação de informações ganhou novas ferramentas, que afetam diretamente a escola, com o advento da tecnologia de inteligência artificial (IA). Nos Estados Unidos, foi reportado o uso de aplicativos de IA por estudantes para criar imagens pornográficas falsas de suas colegas, fenômeno conhecido como “deepnudes”. No Brasil, casos semelhantes já foram registrados e preocupam autoridades. Especialistas alertam para os severos impactos dessas ações na saúde mental, reputação e segurança das vítimas.
SINGER, N. Deepnudes: uso de imagens pornográficas criadas por IA vira epidemia nas escolas dos EUA. O Globo. 10 de abr. de 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/. Acesso em: 15 abr. 2024 (adaptado).
Nesse contexto, em uma aula de História que explore a manipulação da informação desde o século XIX até a era digital, para desenvolver nos estudantes uma postura crítica e investigativa sobre essas informações, é recomendável ao professor
Ao estudar a obra de Boris Fausto, observa-se que sua obra é marcada pela:
1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.
2. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.
3. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
4. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Deve-se buscar uma transformação pedagógica onde o papel do professor supere a compreensão e prática sobre sua disciplina, abrangendo uma reflexão sobre os conteúdos e valores a ele associados, ampliando a responsabilidade do educador com a formação dos alunos. Ou seja, com base nos temas transversais propostos e na necessidade de cada realidade escolar, o professor deve aproximar seus conteúdos e sua prática escolar para o desenvolvimento da capacidade do aluno ler e interpretar a realidade, contextualizando-a, aprendendo a aprender.
NETO, José Alves de Freitas; KARNAL, Leandro (organizador). História na Sala de Aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2003. p. 62.
O texto apresentado oferece reflexões e orientações sobre o ensino de História. A partir dessa linha pedagógica, em um planejamento de aula deve ser considerado(a)
Nessa época não era incomum assistir a procissões, participar de rituais, cerimônias emocionais em teatros de corte ou de manifestações pelo fim da escravidão, que perdiam em eficácia e facilidades. Por mais que o governo tentasse recorrer a uma estratégia “reformista” — como a promulgação da Lei dos Sexagenários —, o resultado começou a ser o oposto. E os ataques vieram de todo lado, isso sem falar das rebeliões escravas que estouravam nos quatro cantos do país. “Medo” era uma palavra e um sentimento que se socializava [...]. Os senhores, impedindo o fim do regime, e tendo boa parte de seu capital imobilizado em escravos, passando-lhes a exigência de uma jornada ainda mais carregada de trabalho. As consequências foram fugas constantes, ataques e assassinatos de fazendeiros e feitores, protestos de forros e populares; movimento paralelo, diga-se de passagem, ao aumento do recurso aos castigos e sevícias [...]. Para conter o pânico, uma política atuosa ao lado dos senhores, prendendo escravos considerados indisciplinados, descaracterizando denúncias de maus-tratos e reprimindo atos de abolicionistas. Mas a indisciplina tornava-se coletiva, e os crimes cada vez mais violentos, rompendo-se assim um dos tabus de uma escravista: o monopólio do castigo corporal e da violência por parte dos brancos.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 420-421.
No contexto apresentado no texto, diversas lutas e eventos moldaram a transição para um regime de trabalho livre no Brasil. Ao trabalhar com esses dados em sala de aula, e considerar os estudos mais atualizados sobre essa transição, o professor de História pode
Ao preparar uma aula sobre história local, o professor leu um texto escrito pela professora Circe Bittencourt. Nesse texto, o professor destacou o seguinte fragmento:

Levando em consideração o pensamento de Bittencourt, o professor percebeu que o estudo de conteúdos escolares relacionados à história local exige a
(Rüsen, 2010, p. 51.)
A aprendizagem histórica desempenha um papel importante na vida do indivíduo, uma vez que