Questões de Concurso
Sobre mídias, comunicação e tecnologias na educação em pedagogia
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Nesse contexto, espera‑se que o professor contemporâneo
De acordo com a utilização das tecnologias digitais apontada pelo autor, analise as afirmativas a seguir e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A segunda etapa da gestão do uso das tecnologias pelas escolas visa à melhoria do que se faz, tal como o desempenho, a gestão, a automatização de processos e a diminuição de custos.
( ) Como apoio para a pesquisa, os docentes podem auxiliar os alunos por meio do incentivo relacionado ao saber perguntar, focalizar questões importantes, estabelecer critérios na escolha de sites e de avaliação de páginas, e a comparar textos com pontos de vistas diferentes.
( ) Os mapas conceituais, que possibilitam a organização de conceitos e as relações entre eles, podem ser usados nas várias etapas do processo educacional, como também para planejar e elaborar atividades para a educação a distância.
( ) O podcast, programa digital de áudio / vídeo, é usado de forma mais propícia pelos alunos em acessos a materiais bem elaborados e disponibilizados na internet do que na produção e divulgação de seus próprios podcasts.
Assinale a sequência correta.
Considere o texto a seguir para responder à questão.
Texto 2
Série ‘A Mulher da Casa Abandonada’ ganha data
de estreia no streaming
Documentário chega ao Prime Video no segundo
semestre, trazendo luz ao caso que chocou o Brasil
em 2022
Em junho deste ano, o Prime Video havia anunciado o lançamento da série documental A Mulher da Casa Abandonada, que conta a história completa de Margarida Bonetti, uma rica moradora de um casarão antigo no bairro Higienópolis, em São Paulo. O caso veio à tona em 2022 pelo podcast homônimo apresentado por Chico Felitti em plataformas de áudio como o Spotify. Agora, a produção ganha data de estreia no streaming da Amazon: 15 de agosto. A mansão suntuosa estava gasta e precisando de reparos e sua dona uma figura um tanto quanto peculiar frequentemente vista pela vizinhança usando um creme facial branco por todo o rosto discutia com agentes da prefeitura. O encontro de Margarida com Chico Felitti aconteceu enquanto a mulher tentava impedir a poda de uma árvore.
Conforme Chico se aproximava da mulher e descobria mais sobre sua vida, ele descobriu que ela havia fugido dos Estados Unidos com o marido após manter uma pessoa em situação análoga a escravidão por 20 anos dentro de sua própria casa, trabalhando como empregada doméstica. O podcast é resultado da investigação de Felitti sobre a história bizarra da mulher, apelidada de “a mulher da casa abandonada”. Ao longo de três episódios, a série do Prime Video trará novos detalhes sobre o caso, bem como declarações do FBI e de novas testemunhas. Na época em que o caso repercutiu, Margarida Bonetti deixou a residência no Higienópolis, largando para trás dois cachorros de estimação, que posteriormente foram resgatados pela ativista Luisa Mell, que relatou a insalubridade do local após fazer o resgate.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/serie-a-mulher-da-casa-abandonada-ganha-data-de-estreia-no-streaming/. Acesso em: 22 jul. 2025.
“Analisar, discutir, produzir e socializar, tendo em vista temas e acontecimentos de interesse local ou global, notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens multimidiáticas, documentários, infográficos, podcasts noticiosos, artigos de opinião, críticas da mídia, vlogs de opinião, textos de apresentação e apreciação de produções culturais (resenhas, ensaios etc.) e outros gêneros próprios das formas de expressão das culturas juvenis (vlogs e podcasts culturais, gameplay etc.), em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, analista, crítico, editorialista ou articulista, leitor, vlogueiro e booktuber, entre outros”.
Em uma aula, a proposta é a de realizar a adaptação de um podcast para um documentário, tal qual o tema da reportagem do Texto 2. Para tanto, essa transposição exige ressignificação dos recursos semióticos para diferentes linguagens midiáticas. Dito isso, a BNCC e Rojo (2013) destacam que a retextualização de gêneros midiáticos deve considerar as potencialidades de cada linguagem. Analise as seguintes alternativas e assinale aquela que melhor representa o processo de adaptação do podcast para o documentário, conforme esses referenciais.
Considere o texto a seguir para responder à questão.
Texto 1
Nuvem não é nuvem, amigo não é amigo
[...]
Por Sérgio Rodrigues
Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?
Deixemos de lado por ora as considerações morais. Restam questões bem objetivas: se a nuvem se situa nas profundezas da Terra, então incorremos em erro quando dizemos “baixar” um filme ao trazê-lo de alguma cinemateca virtual para nossa máquina. Deveríamos dizer “subir”. E vice-versa. No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?
O problema se revela no atacado, na escala em que a linguagem digital reprogramou nossas palavras. A nuvem de dados é apenas uma das formas que ela tem de nos apresentar uma face familiar, sorridente, enquanto demole e reconstrói o edifício das relações sociais inteiro. De cima até embaixo. Se a nuvem não é nuvem, o amigo de rede social será mesmo amigo, quer dizer, amigo-amigo de verdade, amigo em qualquer sentido que vá além do figurado?
Estamos no terreno da metáfora, claro. Força indomável da linguagem, criadora de novos sentidos por analogia, é ela que explica a página que não é página, a janela que não é janela, a navegação que não é navegação, o vírus que não é vírus, a reunião que não é reunião. Alguém pode argumentar que tudo isso é perfeitamente inofensivo, quem sabe até uma bênção: tratando-se de uma tecnologia que cria tanta coisa nova, é bom que ela se expresse assim em vez de poluir a paisagem com neologismos frios, não?
O argumento é válido em tese, mas desconsidera algo fundamental: o quanto a metaforização digital ampla e irrestrita nos impede de compreender a profundidade da mudança em nossas vidas – e reagir com a cautela que o bom senso recomendaria. A comunidade online não é antropologicamente comparável a nada do que os seres humanos entendiam por “comunidade” desde que a palavra foi criada até... outro dia de manhã. Como esperar que as nossas democracias permaneçam as mesmas?
Fazendo parecer familiar e seguro um meio de comunicação agressivamente dedicado a reconfigurar a paisagem social nos mínimos detalhes, a linguagem nos induz a um estado de negação. Se nossos filhos pequenos não estivessem apenas se divertindo entre “amigos”, navegando por instrutivas “páginas”, acessando “nuvens” bucólicas, será que os deixaríamos por tanto tempo sozinhos diante de telas, sem nenhuma supervisão?
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2025/06/nuvem-nao-e-nuvem-amigo-nao-e-amigo.shtml. Acesso em: 17 jul. 2025.
“Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?”.
Em uma turma do ensino médio com diversidade de perfis de aprendizagem, você percebe que parte dos alunos apresenta dificuldade em relacionar a linguagem metafórica com suas experiências midiáticas cotidianas. Considerando a Competência Específica 1 da BNCC de Língua Portuguesa, que prevê o uso crítico de diferentes linguagens para interpretação da realidade, avalie a seguinte proposta de intervenção pedagógica:
Sequência didática proposta:
1. etapa de sensibilização: exibição de memes e posts de redes sociais que utilizam cores como metáforas de sentimentos (ex.: “azul da melancolia”, “verde da inveja”);
2. etapa de produção: divisão da turma em grupos para criar artes para diferentes plataformas de mídias sociais, explorando como as metáforas expressam questões cotidianas. Tais artes devem mesclar: linguagem verbal, linguagem visual, linguagem sonora;
3. etapa de socialização: exibição das artes seguida de debate sobre como a adaptação para outras mídias altera a recepção do texto original. Multiletramentos mobilizados:
• digital: produção audiovisual e análise de mídias;
• artístico: uso de cores, música e composição visual;
• verbo-textual: interpretação do texto e roteiro das artes.
No trabalho de leitura e produção de texto, mais especificamente no trabalho com os multiletramentos (ROJO, R. (Org.). Escola conectada: os multiletramentos e as TICs. São Paulo: Parábola, 2013.), a proposta apresentada é eficaz para desenvolver a Competência 1 da BNCC porque
Considere o texto a seguir para responder à questão.
Texto 1
Nuvem não é nuvem, amigo não é amigo
[...]
Por Sérgio Rodrigues
Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?
Deixemos de lado por ora as considerações morais. Restam questões bem objetivas: se a nuvem se situa nas profundezas da Terra, então incorremos em erro quando dizemos “baixar” um filme ao trazê-lo de alguma cinemateca virtual para nossa máquina. Deveríamos dizer “subir”. E vice-versa. No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?
O problema se revela no atacado, na escala em que a linguagem digital reprogramou nossas palavras. A nuvem de dados é apenas uma das formas que ela tem de nos apresentar uma face familiar, sorridente, enquanto demole e reconstrói o edifício das relações sociais inteiro. De cima até embaixo. Se a nuvem não é nuvem, o amigo de rede social será mesmo amigo, quer dizer, amigo-amigo de verdade, amigo em qualquer sentido que vá além do figurado?
Estamos no terreno da metáfora, claro. Força indomável da linguagem, criadora de novos sentidos por analogia, é ela que explica a página que não é página, a janela que não é janela, a navegação que não é navegação, o vírus que não é vírus, a reunião que não é reunião. Alguém pode argumentar que tudo isso é perfeitamente inofensivo, quem sabe até uma bênção: tratando-se de uma tecnologia que cria tanta coisa nova, é bom que ela se expresse assim em vez de poluir a paisagem com neologismos frios, não?
O argumento é válido em tese, mas desconsidera algo fundamental: o quanto a metaforização digital ampla e irrestrita nos impede de compreender a profundidade da mudança em nossas vidas – e reagir com a cautela que o bom senso recomendaria. A comunidade online não é antropologicamente comparável a nada do que os seres humanos entendiam por “comunidade” desde que a palavra foi criada até... outro dia de manhã. Como esperar que as nossas democracias permaneçam as mesmas?
Fazendo parecer familiar e seguro um meio de comunicação agressivamente dedicado a reconfigurar a paisagem social nos mínimos detalhes, a linguagem nos induz a um estado de negação. Se nossos filhos pequenos não estivessem apenas se divertindo entre “amigos”, navegando por instrutivas “páginas”, acessando “nuvens” bucólicas, será que os deixaríamos por tanto tempo sozinhos diante de telas, sem nenhuma supervisão?
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2025/06/nuvem-nao-e-nuvem-amigo-nao-e-amigo.shtml. Acesso em: 17 jul. 2025.
“No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?”.
Assinale a alternativa que melhor articula uma proposta de atividade integrada, considerando:
• conteúdo temático (as ressignificações da linguagem na cultura digital); • estilo (híbrido entre crônica e ensaio, com marcas de oralidade); • construção composicional (adaptação ao suporte impresso e digital); • multimodalidade (recursos linguísticos e não linguísticos em diferentes mídias); • produção textual (prática de escrita com base no multiletramento).
I. o empenho para incluir as TDIC nas ações pedagógicas visa à promoção de uma aprendizagem crítica, interdisciplinar e colaborativa
PORQUE
II. as tendências pedagógicas contemporâneas respondem às demandas sociais e integram espaços formais e informais de aprendizagem.
Com base nas proposições apresentadas, assinale a alternativa correta.
I. Todo meio ou recurso utilizado para gerar, registrar ou difundir informações pode ser considerado mídia educativa, desde materiais impressos até Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) e softwares educacionais.
II. O sucesso de uma iniciativa educacional que utilize mídias depende apenas da disponibilidade de ferramentas modernas e tecnologia de ponta.
III. As tecnologias aplicadas à educação funcionam como pontes que ampliam a sala de aula, permitindo diferentes formas de representação da realidade e o desenvolvimento das potencialidades dos alunos.
IV. Cada mídia educativa exige cuidados específicos em seu uso, mas todas produzem os mesmos efeitos sobre a aprendizagem independentemente do contexto, do conteúdo ou dos objetivos.
Assinale a alternativa correta:
Picture that you are tasked with developing a practical and sustainable initiative under the umbrella of 'Internationalization at Home' (IaH) to ensure that all undergraduate students have an intercultural and international experience.
Which of the following initiatives aligns best with the objective of promoting comprehensive and inclusive internationalization using hybrid approaches?
Fonte: BERSCH; TONOLLI (2006) apud SANTOS, Adriana Prado Santana; GOES, Ricardo Schers de. Língua Brasileira de Sinais − Libras. UNIASSELVI, 2016.
Considerando os recursos tecnológicos que podem ser utilizados por alunos surdos para favorecer a comunicação e o acesso à informação, assinale a alternativa INCORRETA.
Com base nesse cenário, analise as seguintes ações propostas pelo programa e assinale a alternativa que apresenta todas as ações mais alinhadas com os objetivos do programa de TICs:
1. Implementar aulas de programação e robótica para os alunos do ensino fundamental e médio.
2. Proporcionar cursos de formação continuada para os professores, focando no uso pedagógico das TICs.
3. Criar um portal online onde alunos e professores possam acessar materiais didáticos, realizar atividades e interagir virtualmente.
4. Restringir o uso de dispositivos móveis em sala de aula para evitar distrações.
5. Incentivar a colaboração entre escolas e a troca de experiências bem-sucedidas no uso das TICs.
Qual das alternativas abaixo melhor expressa a relação entre ciência, tecnologia e sociedade?