Questões de Concurso Sobre alfabetização e letramento em pedagogia

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Q2035212 Pedagogia
TEXTO para a questão.

“Como mostram vários estudos, a oralidade e letramento são atividades interativas e complementares no contexto das práticas sociais e culturais e por isso não devem ser tratadas de maneira estanque e dicotômica. Tal como pontua Marcuschi (2013), trata-se de uma relação em que as diferenças existentes se dão dentro de um contínuo tipológico das práticas sociais de produção textual, e não na relação dicotômica de dois polos opostos. Por essa razão, essas duas modalidades da língua devem ser trabalhadas de maneira integrada em sala de aula. Por exemplo, o professor pode mostrar que a carta pessoal se aproxima muito da conversação espontânea, pois, mediante as trocas de correspondência, os papéis de remetente e destinatário vão-se encadeando alternadamente num movimento que se assemelha aos grandes turnos de uma interação. Além dos movimentos de idas e vindas, vários são os índices que evidenciam o caráter dialogal da interação epistolar na superfície textual. [...]”

CAVALCANTE, M. C. B.; MELO, C. T. V. Oralidade no ensino médio: em busca de uma prática. In: In: BUZEN, Clécio; MENDONÇA, Márcia (orgs.). Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo: Parábola, 2006, p. 193. 
A relação entre oralidade e letramento é evidente nos estudos da linguagem e deve ser um conteúdo a ser trabalhado em sala de aula. Marcuschi propõe o conceito de RETEXTUALIZAÇÃO como uma atividade comum das práticas de linguagem, com quatro processos: da fala para a escrita, da fala para a fala, da escrita para a fala, e da escrita para a escrita.
Assinale a alternativa que apresenta o conceito mais assertivo para retextualização.
Alternativas
Q4117545 Pedagogia

O ensino de Língua Portuguesa dá continuidade às práticas de oralidade e escrita iniciadas na Educação Infantil no campo de experiências ___________. As aprendizagens deste campo de experiência na Educação Infantil demonstram que sua finalidade é inserir a criança no universo das culturas do escrito, não como antecipação de processos formais de alfabetização, mas visando ao reconhecimento da função social da escrita e da leitura como fonte de prazer e informação, e empregando a oralidade em diferentes situações como ponto de partida para o trabalho com a língua escrita, em um processo que pressupõe a transição para o Ensino Fundamental.

Disponível em:https://novaescola.org.br/conteudo/18165/enten da-como-a-bncc-aborda-a-lingua-portuguesa-no-fundamental

Assinale a alternativa que completa o excerto.
Alternativas
Q4117536 Pedagogia
De acordo com o decreto Nº 9.765, DE 11 DE ABRIL DE 2019 que institui a Política Nacional de Alfabetização considera-se literacia:
Alternativas
Q4115323 Pedagogia
A aprendizagem da linguagem oral e escrita é um dos elementos fundamentais para as crianças ampliarem suas possibilidades de inserção e de participação nas diversas práticas sociais. O trabalho com a linguagem se constitui em um dos eixos básicos da educação infantil, dada sua importância para a formação do sujeito, para a interação com as outras pessoas, a orientação das ações das crianças, a construção de muitos conhecimentos e o desenvolvimento do pensamento. Nessa perspectiva, considerando o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI), é correto afirmar que a concepção da aprendizagem da linguagem escrita é: 
Alternativas
Q4115299 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Considerando a reflexão sobre a leitura e construção de sentidos no espaço escolar, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4115298 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Sobre os aspectos sociolinguísticos da alfabetização, analise as afirmativas a seguir.

I. A codificação e a descodificação garantem que a aquisição da leitura e da escrita seja significativa, no sentido de que partem da discussão da palavra geradora, através do diálogo e dos códigos que o alfabetizando já domina, e constituem- -se em fase necessária de exploração das potencialidades mentais do alfabetizando, por intermédio das linguagens que devem preceder a técnica de ler e escrever, e que o instrumentalizam para o desempenho social, tendo acesso ao poder de reivindicação, através das habilidades de discutir, tomar a palavra, expor e superar as formas contemplativas (ingênuas) de compreender o mundo.
II. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.
III. O diálogo entre professor e aluno é imprescindível, pois, através dele, o professor descobre a visão de mundo dos educandos para, no segundo passo, intervir, trazendo conhecimentos científicos que promovam a transformação da visão de mundo.
IV. A partir do momento em que o aluno tem a oportunidade de falar, e é ouvido pelo professor, sua postura se transforma em sala de aula e o respeito mútuo surge como elemento fundamental na construção da aprendizagem e da disciplina.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4115297 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Considerando o desenvolvimento cognitivo da criança de maneira coerente e epistemológica relacionado à aquisição da leitura e escrita por meio dos processos de alfabetização e letramento, analise as afirmativas a seguir.

I. A criança no processo de alfabetização precisa estar em contato com diferentes suportes textuais; vale salientar que apenas o contato com gêneros diversificados não garante que o aluno se alfabetize, ou seja, não o fará leitor ou escritor, é necessária a participação em atividades que explorem seus usos e funções sociais de forma significativa e contextualizada no uso de práticas cotidianas.
II. O professor alfabetizador, sob a égide do alfabetizar letrando, poderá oportunizar ao educando um momento de discussão sobre o gênero recado e explicitar a sua função social de maneira contextualizada.
III. O ensino, pautado nas concepções do alfabetizar letrando, culminou em diferentes reflexões voltadas para a distinção entre os processos de alfabetização e letramento, embora sejam processos distintos e indissociáveis, caminham sempre juntos.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4115296 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Alfabetização e letramento são, no estado atual do conhecimento sobre a aprendizagem inicial da língua escrita, indissociáveis, simultâneos e interdependentes: a criança alfabetiza-se, constrói seu conhecimento do sistema alfabético e ortográfico da língua escrita, em situações de letramento, isto é, no contexto de e por meio da interação com material escrito real, e não artificialmente construído, e de sua participação em práticas sociais de leitura e escrita.
(Soares, 2004. Pág. 100.)

De acordo com as informações anteriores, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) É fundamental que o alfabetizador faça uso da leitura e da escrita, utilizando diversos portadores de textos, que contenham diferentes gêneros textuais, para que a criança possa interagir com o mundo letrado.
( ) Não é somente a escola que favorece as práticas de leitura e de escrita; o incentivo às crianças em casa, através do treinamento com situações reais, que envolvam leitura e escrita, é fundamental para adentrar no mundo letrado com mais facilidade.
( ) A criança precisa de estímulos para interagir com o mundo letrado, que pode emergir a partir de uma leitura deleite na qual pode se explorar não só a temática do texto, mas também o jogo de linguagem presente nele, conduzindo o educando a tentar ler sozinho, identificando palavras que já tem o conhecimento prévio e refletir sobre algumas delas.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4115295 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Os estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, bem como seus colaboradores, sobre a aquisição da escrita (ou sobre a psicogênese da escrita), fornecem uma excelente base para fundamentar discussões de natureza metodológica. Sobre o tema alfabetização e letramento, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4111723 Pedagogia
A alfabetização está intimamente ligada com a maturidade do aprendizado que está envolvido diretamente com algumas habilidades. Julgue as alternativas abaixo referentes às habilidades para a alfabetização e marque a opção que contém todas as alternativas CORRETAS.
I.Consciência fonológica.
II.Habilidade de contar.
III.Vocabulário.
IV.Disrupção.
V.Cópia de formas geométricas.
VI.Memória.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4095164 Pedagogia
Analise as assertivas a seguir e marque C (certo) ou E (errado), em relação à Alfabetização e Letramento.
(__)Alfabetização e Letramento são processos distintos, assim a criança primeiro precisa ser alfabetizada e depois letrada.
(__)O letramento consiste na integração do sujeito com a diversidade de textos escritos e com situações que o leve a testemunhar a utilização que os já leitores fazem e participar de atos de leitura de fato.
(__)A alfabetização consiste no aprendizado do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação.
(__)O letramento refere-se à apropriação do sistema de escrita, e pressupõe a compreensão do princípio alfabético, indispensável ao domínio da leitura e da escrita.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4086561 Pedagogia
O letramento está muito presente nos dias de hoje, até mesmo na educação infantil. Vivemos em uma sociedade letrada ou grafocêntrica, onde a escrita figura como centro de tudo e, para mantermos as relações sociais, há necessidade de cada vez mais estreitar a escrita como o principal vetor. Para que isto ocorra no processo de ensino-aprendizagem, devem aparecer desde as atividades do cotidiano do discente, passando pelas relações socioculturais e ambientais e do seu convívio familiar. Assim, não se trata de um processo sequencial, pois é preciso aprender simultaneamente a responder às demandas sociais de uso da escrita e, para isso, aprender a tecnologia da escrita. Sobre os conceitos imputados ao letramento, analise as afirmativas a seguir.

I. Domínio da representação que é a escrita alfabética e das normas ortográficas, habilidades motoras de uso dos instrumentos da escrita, aquisição de modos de escrever e de modos de ler.
II. Capacidades de uso da escrita que implicam várias habilidades, como: capacidade de ler ou escrever para atingir para interagir com outros, para interagir no imaginário, no estético, para ampliar conhecimentos, para seduzir ou induzir, para divertir-se.
III. Habilidade de interpretar e produzir diferentes tipos e gêneros de textos, habilidade de orientar-se pelas convenções de leitura que marcam o texto ou de lançar mão dessas convenções ao escrever.
IV. Atitudes de inserção efetiva no mundo da escrita, tendo interesse e prazer em ler e escrever, sabendo utilizar a escrita para encontrar ou fornecer informações e conhecimentos, escrevendo ou lendo de forma diferenciada,segundo as circunstâncias, os objetivos, o interlocutor.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4079507 Pedagogia
Segundo Magda Soares na educação infantil as crianças devem ter acesso tanto às atividades de introdução ao sistema alfabético e suas convenções, à alfabetização, como também práticas sociais de uso da leitura e da escrita, o letramento. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4073176 Pedagogia
Segundo autores que descrevem sobre a alfabetização na perspectiva do letramento, o objetivo da alfabetização é ensinar a ler e escrever e o letramento diz respeito à aquisição da habilidade de fazer uso da leitura e da escrita nos espaços sociais. Nesse sentido, os processos de alfabetização e letramento, quando bem articulados levam a uma aprendizagem mais significativa.

Considerando essas concepções é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4069200 Pedagogia
Julgue os itens a seguir em V, para verdadeiro, ou F, para falso, em relação ao papel do professor no processo de alfabetização, segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

(__)É papel do professor utilizar novas práticas e formas de comunicação.
(__)É papel do professor proporcionar um ambiente em que os estudantes desenvolvam cada vez mais a autonomia.
(__)É papel do professor criar possibilidades, promovendo práticas pedagógicas que vão além de uma sala de aula.
(__)O professor alfabetização deve ser um constante pesquisador; ter clareza do currículo que os alunos devem aprender.
(__)O professor alfabetizador deve compreender a avaliação como um processo que visa prioritariamente mensurar as aprendizagens dos alunos.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4069191 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define que a alfabetização das crianças deverá ocorrer até o segundo ano do ensino fundamental, com o objetivo de garantir o direito fundamental de aprender a ler e escrever.
Nesse sentido, é CORRET0 afirmar em relação à Educação Infantil que:
Alternativas
Q4068792 Pedagogia
A leitura na escola deve variar de acordo com o texto, pois não se lê poesia como se lê uma receita ou uma narrativa, já que a reflexão que o primeiro exige é diferente das outras, e as crianças precisam perceber como proceder em cada caso. Dessa forma, o professor precisa levar essas informações para a sala de aula para que elas possam aprender. Uma criança compreende quando o adulto diz “olha o que a fada do dente deixou pra você!”. Em situações como essa, a criança faz uma relação com o texto escrito, como em um conto de fadas. Assim, ela:
Alternativas
Q4068390 Pedagogia
Segundo Vygotsky (1991), o ensino deve se dar de forma sistematizada e organizada, onde a leitura e a escrita sejam necessárias a formação pessoal da criança, com um significado relevante para sua vivência social. Nesse sentido, julgue os itens a seguir em relação à literatura infantil:

I.A literatura Infantil pode colaborar com o processo de apropriação da linguagem escrita.
II.A literatura agrega conhecimento e produz conceitos significativos no desenvolvimento de ensino e aprendizado.
III.A literatura apresenta um vasto repertório, tendo como objetivo respeitar as especificidades da criança e suas capacidades de compreensão do saber.

Estão CORRETAS as assertivas:
Alternativas
Q4052809 Pedagogia
Conforme Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (1998, p.122), para aprender a ler e escrever, a criança precisa compreender não só o que a escrita representa, mas também de que forma ela representa graficamente a linguagem [...].
Nesse sentido, a criança precisa construir um conhecimento de qual natureza?
Alternativas
Q4052797 Pedagogia
Conforme Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (1998, p.122), para aprender a ler e escrever, a criança precisa compreender não só o que a escrita representa, mas também de que forma ela representa graficamente a linguagem [...].
Nesse sentido, a criança precisa construir um conhecimento de qual natureza? 
Alternativas
Respostas
1181: B
1182: B
1183: B
1184: C
1185: B
1186: A
1187: A
1188: A
1189: A
1190: A
1191: C
1192: D
1193: B
1194: C
1195: X
1196: C
1197: D
1198: C
1199: B
1200: C