Questões de Concurso
Sobre alfabetização e letramento em pedagogia
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Considerando a situação hipotética apresentada, o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-5-TR) e a relação da psicologia com a educação, julgue o item que se segue.
Embora se espere, no que diz respeito a marcos do desenvolvimento, que crianças com a idade de Bruno já pronunciem corretamente todos os fonemas de sua língua materna, o conhecimento dos sons e do nome das letras não pode ser considerado um preditor da capacidade da criança de ser alfabetizada.
“Que uma criança não saiba ainda ler, não é obstáculo para que tenha idéias bem precisas sobre as características que deve possuir um texto escrito para que permita um ato de leitura. Quando apresentamos às crianças diferentes textos escritos em cartões e lhes pedimos que nos dissessem se todos esses cartões ‘servem para ler’ ou se existem alguns que 'não servem', observamos dois critérios primordiais utilizados: que exista uma quantidade suficiente de letras, e que haja variedade de caracteres. Em outras palavras, a presença das letras por si só não é condição suficiente para que algo possa ser lido; se há muito poucas letras, ou se há um número suficiente; porém, da mesma letra repetida, tampouco se pode ler. E isso ocorre antes que a criança seja capaz de ler adequadamente os textos apresentados.” (p. 43)
“O critério de quantidade mínima de caracteres foi utilizado por 57,41% da totalidade da amostragem; porém, mais frequentemente em CM (na qual se mantém próximo aos 70% em todas as idades) que em CB (na qual aumenta progressivamente de 4 a 6 anos para situar-se ali em torno dos 60%). O critério de variedade de caracteres foi utilizado por 68% da totalidade da amostragem.” (p. 49).
“Isso nos indica que, inclusive quando uma letra é reconhecida como tal e mais ainda, nomeada adequadamente, não serve de garantia que seja sempre uma letra; depende do contexto em que se encontra. Para um adulto é óbvio que uma letra é sempre uma letra em qualquer contexto em que se apresente. Para as crianças, o problema surge de outra maneira: a mesma forma gráfica pode ser uma coisa ou outra em função do contexto. Para que algo seja uma letra, é preciso que esteja com outras letras.” (p. 47).
Com base nos critérios de legibilidade identificados por Ferreiro e Teberosky e nas interpretações das autoras sobre os processos de conceitualização infantil, assinale a alternativa correta.
(__)A avaliação pode auxiliar o professor na identificação das hipóteses de escrita construídas pelos estudantes durante o processo de alfabetização.
(__)Os instrumentos avaliativos utilizados na alfabetização podem envolver observação, registros pedagógicos e análise das produções das crianças.
(__)A avaliação das aprendizagens pode contribuir para reorganização das estratégias pedagógicas desenvolvidas pelo professor.
(__)O processo avaliativo na alfabetização relaciona-se predominantemente à aplicação de provas padronizadas voltadas à classificação dos estudantes.
(__)As práticas avaliativas enrijecem os diferentes métodos e instrumentos, bem como os diferentes ritmos de aprendizagem.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Essa proposta, alinhada à concepção de letramento na Educação Infantil, fundamenta-se na ideia de que:
O Auxiliar deve participar das atividades desenvolvidas pelo Professor, em sala de aula. Ao colaborar em turmas dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o Auxiliar depara-se com as metas do pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). Considerando isso, pode-se afirmar que:
Considerando as ideias pedagógicas atuais sobre leitura e linguagem, situando o possível uso do dicionário na Educação Infantil, analise as assertivas a seguir.
I- Na Educação Infantil, o contato com o dicionário deve ser evitado, posto que perde o sentido para crianças pequenas, as quais, como ainda não estão alfabetizadas, não compreendem a função social do suporte e do gênero de consulta ou referência.
II- O dicionário é uma ferramenta escolar para quem já domina o código da escrita e, portanto, não é indicado para crianças pequenas. Seu uso faz sentido a partir do Ensino Fundamental, quando a decodificação das palavras já está consolidada.
III- A consulta ao dicionário deve ser uma estratégia para ampliar o vocabulário das crianças na Educação Infantil e deve acontecer antes das rodas de histórias, de forma a garantir que todas as palavras desconhecidas sejam exploradas, assegurando assim a plena compreensão do texto.
IV- O dicionário pode ser explorado na Educação Infantil como objeto cultural e não como ferramenta de decodificação, compondo o repertório de suportes textuais da turma, desde que sua função e uso sejam articulados a situações dialógicas.
V- Ao explorar diferentes suportes e gêneros textuais na Educação Infantil, como receitas, listas, bilhetes e verbetes, o professor favorece a percepção da criança de que a escrita não serve apenas para contar histórias, mas atende a múltiplos propósitos comunicativos.
É CORRETO o que se afirma apenas em: