Questões de Concurso
Sobre neurologia em medicina
Foram encontradas 10.076 questões
• estrabismo divergente ao teste de motricidade ocular;
• assimetria da mímica facial;
• elevação assimétrica do palato mole à fonação.
Com base nesses achados de nervos cranianos, avalie as afirmativas a seguir.
I. A paralisia do III par craniano pode cursar com estrabismo divergente, podendo estar associada à ptose e à midríase.
II. Na lesão central do VII par craniano, ocorre acometimento de toda a hemiface ipsilateral; já a lesão periférica tende a poupar os movimentos da musculatura frontal e o fechamento ocular.
III. O comprometimento dos nervos IX e X pode se manifestar por elevação assimétrica do palato e alteração da voz (disfonia).
Está correto o que se afirma em
Sobre o caso em questão, é correto afirmar:
Sobre a neuropatia diabética, é correto afirmar:
Considerando a investigação inicial da síndrome demencial nesta paciente, a conduta mais adequada ao caso é
Exame neurológico: sem alterações significativas.
MiniExame do Estado Mental: 27 pontos.
Teste de fluência verbal: normal.
Ressonância magnética de crânio: sem alterações relevantes.
Exames laboratoriais (VDRL, HIV, vitamina B12, ácido fólico, TSH e T4 livre): dentro da normalidade.
Diante do caso descrito, o diagnóstico mais provável é
Helena, mulher cis, 56 anos, é levada ao pronto atendimento devido a episódio de fraqueza súbita em membro inferior direito, que dificultou a marcha, há cerca de 6 horas, evoluindo com crises convulsivas. O acompanhante informa que a paciente é acompanhada em UBS por hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes mellitus, com antecedente de AVE isquêmico há 8 anos, do qual se recuperou sem déficits. Ao exame neurológico, apresenta Glasgow 14, déficit neurológico focal restrito a membro inferior direito, preservando força nos demais membros, sem alteração de fala, com reflexos pupilares normais, sem desvio de rima labial e ausência de sinais de irritação meníngea. Sinais vitais estáveis, exceto temperatura axilar de 37,7°C. Teste rápido para HIV na admissão foi reagente. Realizada RM de crânio abaixo.

O diagnóstico mais provável para este caso é
Mulher de 67 anos chega a uma unidade básica de saúde (UBS) acompanhada pelo filho. Ele relata que a mãe, há cerca de 30 minutos, passou a apresentar intensa dor de cabeça e dificuldade para falar. A paciente é hipertensa, faz uso de anti-hipertensivos, estatina e antiagregante plaquetário em dose profilática. Há 6 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) sem sequelas. Durante o exame físico, pontuou 14 na Escala de Coma de Glasgow e apresentou seguintes sinais vitais:

Nessa situação, qual é a conduta adequada a ser adotada pelo médico da UBS?
Qual é o tipo de cefaleia dessa paciente, e qual exame seria útil na sua investigação preliminar, respectivamente?
Paciente do sexo masculino, 23 anos, foi vítima de acidente automobilístico no qual o veículo em que estava colidiu com caminhão. Usava cinto de segurança e foi retirado consciente do carro pela equipe de resgate. Apresentava amnésia anterógrada. Após atendimento pré-hospitalar, o paciente foi levado ao pronto-socorro, sem déficits motores ou sensitivos. No hospital, o médico pede uma tomografia computadorizada de crânio para avaliação. Alguns minutos depois, a equipe de enfermagem solicita avaliação de emergência para o paciente, com necessidade de intubação orotraqueal por rebaixamento do nível de consciência e anisocoria com pupila esquerda dilatada. Tomografia computadorizada de crânio sem contraste

Ao considerar a situação clínica do paciente e a imagem tomográfica apresentada, o médico diagnosticou
O médico da unidade explica ao acompanhante que, apesar dos potenciais benefícios da terapia trombolítica em pacientes com acidente vascular encefálico isquêmico, o paciente apresenta contraindicação em função de
O tratamento medicamentoso inicial recomendado para o caso clínico será
Considerando a idade, os achados clínicos, radiológicos e a biologia tumoral típica, qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
Disartria espástica, reflexo de gag exaltado e labilidade emocional.
Fasciculações em língua e atrofia discreta de musculatura intrínseca lingual.
Hiperreflexia generalizada, sem fraqueza significativa nos membros.
Sem alterações sensitivas e sem distúrbios esfincterianos.
A EMG revela:
Sinais de desnervação ativa e crônica em região bulbar e em membros superiores, com unidades motoras de padrão neuropático.
Ausência de bloqueio de condução, sem potenciais sensitivos anormais.
A RM de encéfalo e crânio não mostra alterações estruturais. Sorologias e exames metabólicos são normais. Critérios mimetizadores (miastenia gravis bulbar, neuropatia motora, miopatias e lesões infiltrativas do tronco encefálico) foram excluídos.
Considerando os critérios diagnósticos e os fenótipos clínicos da ELA, qual é a classificação diagnóstica MAIS adequada para este caso?
Confusão mental com desatenção importante.
Oftalmoparesia com abdução limitada à direita.
Ataxia de tronco com marcha impossível sem apoio.
Temperatura normal; sem rigidez de nuca.
Laboratório mostra deficiência nutricional marcada, sem hipoglicemia. A RM ponderada em FLAIR e T2 revela hipersinal simétrico nos corpos mamilares e na região periaquedutal, sem realce anormal.
O paciente recebe tiamina intravenosa de maneira tardia (apenas após 18 horas do início dos sintomas), com melhora parcial da confusão, mas persistência de grave incapacidade de fixar novas memórias, além de fabricação de relatos falsos com convicção.
Com base no quadro e no curso clínico, qual achado abaixo é o MAIS característico da fase Korsakoff dentro do espectro Wernicke−Korsakoff?
Desinibição social grave, incluindo comentários inapropriados e condutas impulsivas.
Perda de empatia, irritabilidade e indiferença afetiva.
Comportamentos repetitivos estereotipados, como organizar talheres por horas.
Hiperalimentação com forte preferência por doces e por alimentos hiperpalatáveis.
Julgamento social prejudicado, apesar de memória episódica preservada nas fases iniciais.
Ao exame neurológico, não há sinais motores. O Mini-Mental é 26/30 (normal para a escolaridade).
A RM de encéfalo mostra atrofia predominante em córtex orbitofrontal e ínsula anterior, bilateral, com discreto predomínio direito.
Exames laboratoriais, LCR e pesquisa para doença de Alzheimer (biomarcadores ATN) são negativos.
Com base nos critérios clínicos vigentes para DFT variante comportamental, qual achado abaixo é o MAIS característico e sustentado pelo conjunto do caso apresentado?
Sensação súbita de déjà vu,
seguida de mal-estar epigástrico ascendente,
progressão para pausa comportamental com fixação do olhar,
e automatismos oroalimentares por 30−45 segundos.
Após a crise, apresenta confusão pós-ictal de 2 a 3 minutos. Não há generalização motora observada.
O EEG interictal mostra descargas rítmicas e pontas temporais anteriores unilaterais à esquerda, mais pronunciadas no sono.
A RM de encéfalo com protocolo de epilepsia evidencia hipersinal em T2/FLAIR e redução volumétrica do hipocampo esquerdo, com perda de arquitetura interna.
Os exames metabólicos e autoimunes são normais. A paciente não faz uso de substâncias psicoativas.
Com base na classificação atual da ILAE, na semiologia clínica, no EEG e na neuroimagem, qual é o diagnóstico MAIS adequado?
O exame neurológico revela parkinsonismo discreto, com bradicinesia e rigidez simétrica, sem tremor significativo. O minimental sugere declínio cognitivo leve. A polissonografia demonstra perda de atonia muscular durante a fase REM, com comportamento motor compatível com transtorno comportamental do sono REM (TCSR).
A RM de encéfalo é normal para a idade.
Um DaTscan (SPECT com transportador de dopamina) mostra redução bilateral de captação no putâmen, compatível com déficit dopaminérgico presináptico.
Não há uso de neurolépticos. Não há histórico de diagnóstico prévio de doença de Parkinson.
Com base nos critérios diagnósticos centrais e nos biomarcadores indicativos, qual é o diagnóstico MAIS adequado?
Durante a avaliação, a equipe de resgate inter-hospitalar informa que o paciente está a 50 minutos de distância de um centro com capacidade de trombectomia mecânica 24h. O hospital atual não realiza trombectomia. A janela terapêutica para trombólise e para trombectomia conforme diretrizes vigentes deve ser considerada. Qual é a conduta mais adequada