Questões de Concurso
Sobre neurologia em medicina
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Surgem de forma abrupta, exclusivamente do lado esquerdo.
A dor é descrita como intensa, lancinante, profunda, orbital, durando 45 a 90 minutos.
A frequência é de 2 a 3 episódios por dia, ocorrendo tipicamente entre 1h e 3h da manhã.
Durante a crise, há lacrimejamento ipsilateral, congestão nasal, ptose discreta e inquietação motora (o paciente não consegue permanecer parado).
Os episódios ocorrem diariamente por cerca de 8 semanas, seguidos de remissão completa por meses.
O exame neurológico interictal é normal. RNM de encéfalo e órbitas é normal.
O paciente não responde a analgésicos comuns e relata piora com álcool durante os períodos de crise.
Com base nos critérios internacionais (ICHD-3), qual das características abaixo é a MAIS indicativa de cefaleia em salvas episódica neste caso?
A RM de encéfalo mostra:
Atrofia simétrica do hipocampo e giro parahipocampal, discreta redução volumétrica do córtex temporal medial.
O PET com marcador de beta-amiloide (PiB-PET) evidencia acúmulo cortical difuso de amiloide, e o PET-FDG demonstra hipometabolismo temporoparietal posterior bilateral, mais acentuado à esquerda.
O líquor apresenta perfil bioquímico: Beta-amiloide 1−42 reduzido,
Tau total e fosforilada aumentadas,
sem sinais de inflamação.
Com base nos critérios diagnósticos ATN (Apoio a Biomarcadores) para Doença de Alzheimer, qual a classificação mais adequada deste paciente?
A força muscular é normal no período intercrise.
A eletroneuromiografia entre crises é normal. Biópsia muscular (obtida um mês após resolução da rabdomiólise) mostra núcleos centrais em algumas fibras e aspectos centronucleares discretos, sem necrose ativa. A imunohistoquímica é normal.
O sequenciamento genético identifica variantes heterozigóticas patogênicas no gene RYR1 relacionadas a liberação anormal de Ca²? no retículo sarcoplasmático.
Qual das manifestações abaixo é a MAIS característica das miopatias associadas ao RYR1 e está plenamente compatível com o caso?
Neurite óptica grave unilateral, com acuidade visual final 20/200, sem dor residual.
Mielite longitudinalmente extensa (LETM) acometendo C3−T2, com lesão central e expansão medular moderada.
O exame do líquor é inespecífico, sem bandas oligoclonais.
A sorologia revela:
AQP4-IgG positivo por técnica de célula viva (cell-based assay)
MOG-IgG negativo
A RM de encéfalo apresenta apenas uma pequena lesão periependimária no assoalho do quarto ventrículo. A paciente inicia pulsoterapia, com melhora parcial.
Considerando o quadro clínico, os critérios diagnósticos vigentes e a fisiopatologia da doença, qual das opções abaixo representa a característica MAIS típica e diretamente relacionada ao diagnóstico de NMOSD associada a AQP4-IgG?
Febre baixa nos últimos 2 dias.
Vômitos esporádicos.
Sem convulsões reportadas.
Exame físico:
Estado geral grave, Glasgow Coma Scale (GCS) 7 (Ocular 2, Verbal 2, Motora 3).
Pupilas isocóricas, fotorreagentes.
Sinais meníngeos discretos.
Reflexos tendinosos presentes, sem lateralização.
Sinais vitais: FC 130 bpm, PA 90/60 mmHg, FR 28/min, saturação 98%.
Exames laboratoriais:
Hemograma e eletrólitos dentro da normalidade.
Glicemia normal.
Função hepática e renal preservadas.
Gasometria sem acidose significativa.
Neuroimagem (RM de encéfalo):
Hipersinal difuso em substância branca periventricular e córtex parietal em T2/FLAIR.
Sem sinais de hemorragia ou lesão focal expansiva.
EEG:
Atividade difusa lenta, sem descargas epileptiformes.
Considerando a história, exame físico, exames laboratoriais, neuroimagem e EEG, qual é a etiologia mais provável do coma neste caso?
Qual hipótese diagnóstica é mais compatível com esse conjunto de achados?
No exame físico:
Macrocefalia evidente (circunferência cefálica > 98º percentil).
Fontanela anterior tensa, pulsátil.
Sinais de irritabilidade e sono agitado, mas sem déficit motor focal.
Reflexos tendinosos normais, sem hipertonia.
Olhos com desvio para baixo (sinal de "sunset").
A ultrassonografia transfontanelar evidencia dilatação simétrica dos ventrículos laterais e terceiro ventrículo, com quarto ventrículo de tamanho normal. A RM confirma os achados e não mostra massa expansiva nem hemorragia intraventricular.
Com base na apresentação clínica, achados de neuroimagem e fisiopatologia, qual é a forma de hidrocefalia mais provável neste caso?
Considerando a apresentação clínica, qual é a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta inicial mais adequada?
Exame físico:
Criança letárgica, reativa apenas a estímulos dolorosos.
Reflexos tendinosos normais, sem déficit motor focal.
Sinais meníngeos negativos.
Temperatura: 38,5°C.
Laboratórios iniciais:
Hemograma e eletrólitos dentro da normalidade.
Glicemia normal.
Função hepática levemente elevada (AST/ALT <2x).
O EEG mostra atividade difusa lenta, sem descargas epiléptiformes.
A RM de encéfalo apresenta hipersinal difuso bilateral em substância branca e núcleos da base em T2/FLAIR, sem lesão focal.
O líquor mostra leve pleocitose e proteína discretamente aumentada, sem alterações de glicose.
Considerando os achados clínicos, laboratoriais e de neuroimagem, qual é o diagnóstico mais provável?
Parada súbita da atividade durante a escola, com olhar fixo por 5−10 segundos.
Retorno espontâneo à atividade sem confusão pós-ictal.
Frequência diária, variando de 10 a 20 episódios.
Nenhum relato de crises tônico-clônicas.
O exame neurológico e o desenvolvimento psicomotor estão normais.
O EEG mostra:
Descargas generalizadas de ondas lentas de 3 Hz associadas a espículas, evocadas ou espontâneas, especialmente com hiperventilação.
A ressonância magnética de crânio é normal.
Com base nos critérios da International League Against Epilepsy (ILAE), qual é o diagnóstico mais apropriado?
Considerando os transtornos do sono em neurologia pediátrica e seus diagnósticos diferenciais com epilepsia noturna, qual é a hipótese mais consistente, e qual conduta é mais apropriada?
Qual é a conduta adequada para o caso?
Considerando esse quadro clínico, qual é o nível da lesão medular?
Qual é o diagnóstico mais provável? Assinale a alternativa correta:
Qual é a conduta terapêutica mais adequada para o manejo de episódios de hipertermia maligna em pacientes com mutação RYR1?
Qual é o diagnóstico mais provável?
Qual é o diagnóstico mais provável?