Questões de Concurso
Sobre hematologia em medicina
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Analise os seguintes fatores preveníveis da anemia.
I. Doença hepática.
II. Sangramento significativo por úlcera de estresse.
III. Redução de volume em coletas sanguíneas.
IV. Interrupção de fármacos que provoquem hemólise ou supressão da liberação eritropoietina.
É(são) fator(es) prevenível(is) da anemia em Unidade de Terapia Intensiva:
I.A deficiência de ferro é a carência nutricional mais prevalente no mundo. Aproximadamente um quarto da população mundial apresenta essa deficiência.
II.A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que nos países em desenvolvimento mais de 50% de crianças menores de 4 anos apresentam deficiência de ferro.
III.Os lactentes no período de 4 meses a 1 ano de idade devem incorporar cerca de 200 g de ferro e requerem a absorção diária de 0,8 g/dia.
IV.A anemia é precedida por um estágio de depleção de ferro em que inicialmente ocorre diminuição do ferro de depósito, com posterior diminuição do ferro circulante. De modo geral, quando as primeiras manifestações surgem, a anemia já é moderada.
V.O tratamento consiste em corrigir a causa determinante da anemia e restabelecer os níveis de hemoglobina e demais índices hematimétricos, além de repor os estoques de ferro dos tecidos. Para isso, devem ser feitas a adequação nutricional e a administração intravenosa de sais ferrosos (sulfato, fumarato, gluconato, citrato ou outros), que têm absorção mais rápida que os férricos.
O diagnóstico mais provável é
Paciente de sete anos, do sexo masculino, portador de anemia falciforme, vem à consulta por apresentar palidez mais acentuada. Também apresentou febre de até 38,2 ºC, por dois dias seguidos, com melhora dois dias antes do atendimento. Ao exame físico, o paciente se apresenta descorado +++/4+, sem visceromegalias ou outras alterações ao exame físico. Hemograma: hemoglobina 4,5 g/dl; hematócrito 14,8% hipocromia+; microcitose+; VCM 80; HCM 26; reticulócitos 0,7%; leucócitos 7.600/mm³ com 2% bastonetes; 65% segmentados; 1% monócito; 2% basófilos; 30% linfócitos; plaquetas: 326.000/mm3.
Nesse caso, a hipótese diagnóstica é:
Mulher 65 anos, portadora de hipotiroidismo por tireoidite de Hashimoto, em uso regular de levotiroxina 150 mcg/dia, com quadro de adinamia progressiva com palidez cutaneomucosa ao exame. Ausência de hepatoesplenomegalia ou linfadenopatia. Negava sangramentos. Hemograma evidenciou hemácias 2.200.000/mm3, hemoglobina de 7,2 g/dL, hematócrito 36%, leucócitos de 2.200/mm3 e plaquetas de 98.000/mm3. Contagem de reticulócitos de 20.000/mm3. TSH e T4 livre normais. DHL = 1.220 UI/L e bilirrubina indireta de 1,9 mg/dL.
Considerando os aspectos descritos, o achado predominante na hematoscopia desta paciente será:
Uma mulher de 38 anos tem histórico de artrite reumatoide e atualmente está recebendo terapia imunossupressora, incluindo corticosteroides. No exame físico, ela apresenta eritema, calor e inchaço mínimos nas pequenas articulações das mãos. Estudos de laboratório mostram Hgb 10,1 g / dL, Hct 30,4%, MCV 88 fL, contagem de leucócitos 6500 / microlitro e contagem de plaquetas 137.000 / microlitro. Sua contagem de reticulócitos é de 1,5%. Ela possui um ferro sérico de 28 mcg/dl e capacidade de ligação ao ferro (TIBC) de 200 mcg/dl. A ferritina sérica é de 420 ng / mL.
Nesse caso, o diagnóstico é: