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Q4153013 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Uma mulher de 38 anos tem histórico de artrite reumatoide e atualmente está recebendo terapia imunossupressora, incluindo corticosteroides. No exame físico, ela apresenta eritema, calor e inchaço mínimos nas pequenas articulações das mãos. Estudos de laboratório mostram Hgb 10,1 g / dL, Hct 30,4%, MCV 88 fL, contagem de leucócitos 6500 / microlitro e contagem de plaquetas 137.000 / microlitro. Sua contagem de reticulócitos é de 1,5%. Ela possui um ferro sérico de 28 mcg/dl e capacidade de ligação ao ferro (TIBC) de 200 mcg/dl. A ferritina sérica é de 420 ng / mL.

Nesse caso, o diagnóstico é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em paciente com artrite reumatoide, a associação de anemia normocítica (VCM 88 fL), reticulócitos sem elevação adequada, ferro sérico baixo, TIBC baixo e ferritina elevada caracteriza anemia de doença crônica/anemia da inflamação, sustentando o gabarito C.

Tema central: Anemia de doença crônica
Análise das alternativas
A
Errada
Perda crônica de sangue costuma produzir deficiência de ferro, cujo padrão esperado é ferritina baixa e TIBC elevado. Aqui ocorre o oposto: ferritina elevada e TIBC baixo. Portanto, o ferro sérico baixo não representa ferropriva típica por sangramento crônico, mas restrição de ferro em contexto inflamatório.
B
Errada
Talassemia beta geralmente cursa com microcitose importante, muitas vezes desproporcional ao grau de anemia. Neste caso, o VCM é 88 fL, sem microcitose, e os estudos de ferro mostram perfil inflamatório. Isso afasta talassemia beta como explicação do quadro apresentado.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o caso mostra exatamente o perfil laboratorial clássico da anemia de doença crônica: ferro sérico reduzido, TIBC reduzido e ferritina elevada, em contexto de doença inflamatória crônica. Esse padrão decorre de sequestro de ferro e menor disponibilidade para eritropoiese, e não de deficiência absoluta de ferro. O VCM normal reforça o padrão de anemia da inflamação, e a contagem de reticulócitos sem elevação mostra ausência de resposta medular compatível com hemólise.
D
Errada
Anemia hemolítica autoimune exigiria evidência de destruição eritrocitária com resposta medular compensatória, especialmente reticulocitose. Aqui a contagem de reticulócitos é inadequadamente não elevada para um quadro hemolítico, e faltam dados laboratoriais de hemólise. O antecedente autoimune isolado não sustenta esse diagnóstico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre ferro sérico baixo e deficiência de ferro. O dado decisivo é que, na anemia de doença crônica, o ferro sérico também cai, mas com TIBC baixo e ferritina elevada.
Dica para questões semelhantes
  • Não feche ferropriva com ferro sérico baixo isolado; sempre confronte com TIBC e ferritina.
  • Em doença inflamatória crônica, ferro baixo + TIBC baixo + ferritina normal ou alta aponta para anemia da inflamação.
  • Se a hipótese for hemólise, procure reticulocitose; reticulócito não elevado enfraquece essa etiologia.
  • Microcitose é peça importante para pensar em talassemia beta; VCM normal vai contra essa alternativa neste contexto.

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