Na fisiopatologia da eosinofilia clonal,

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Q4153016 Medicina
Na fisiopatologia da eosinofilia clonal,
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão exige reconhecer a alteração molecular mais frequente entre as eosinofilias clonais associadas a rearranjos de tirosina-quinase. Nesse contexto, a fusão FIP1L1-PDGFRA, por deleção críptica em 4q12, é o achado clássico e mais comum, enquanto PDGFRB/5q33, FGFR1/8p11 e KITD816V não predominam na maioria dos casos.

Tema central: Eosinofilia clonal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é correta porque FIP1L1-PDGFRA é a alteração molecular prototípica e a mais frequentemente identificada nas eosinofilias clonais. As demais opções citam alterações reais, mas menos comuns: PDGFRB em 5q33 e FGFR1 em 8p11 não são as predominantes, e KITD816V se associa principalmente à mastocitose sistêmica, não à maioria dos casos de eosinofilia clonal.
B
Errada
Rearranjos envolvendo 5q33/PDGFRB são causas reconhecidas de eosinofilia clonal, mas não representam a alteração predominante. O erro da alternativa é não apontar o mecanismo molecular principal cobrado pela questão. Além disso, a formulação com 'ausente na maioria dos casos' cria uma semântica ampla, mas o critério médico decisivo aqui não é uma negação genérica; é a identificação da alteração mais frequente, que é FIP1L1-PDGFRA.
C
Errada
As translocações 8p11/FGFR1 pertencem a um subgrupo clonal raro e geralmente mais agressivo das neoplasias mieloides/linfoides com eosinofilia. Portanto, não definem a fisiopatologia predominante da eosinofilia clonal. A alternativa erra por deslocar o foco para uma alteração rara em vez da anomalia molecular prototípica e mais frequente.
D
Errada
A mutação KITD816V não está presente na maioria das eosinofilias clonais. Sua associação principal é com mastocitose sistêmica, podendo existir eosinofilia associada em subgrupos, mas isso não a transforma em marcador majoritário da eosinofilia clonal. O erro é confundir uma mutação típica de mastocitose com a base molecular predominante das eosinofilias clonais mieloides.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre leitura semântica de 'presente/ausente na maioria' e reconhecimento da alteração clonal prototípica. B e C podem soar genericamente plausíveis por descreverem alterações menos comuns, mas a questão quer a anomalia molecular mais característica e frequente: FIP1L1-PDGFRA.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão comparar genes na eosinofilia clonal, hierarquize pela frequência: FIP1L1-PDGFRA vem antes de PDGFRB e FGFR1.
  • Não confunda eosinofilia clonal com mastocitose sistêmica: KITD816V aponta principalmente para mastocitose, não para a maioria dos casos de eosinofilia clonal.
  • Lembre que FIP1L1-PDGFRA decorre de deleção críptica; ausência de translocação citogenética clássica não exclui essa alteração.
  • Se a alternativa citar alteração rara verdadeira, isso não basta: o critério decisivo pode ser qual delas é a alteração prototípica e mais frequente.

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