Em uma mulher de 65 anos, a combinação de púrpura periorbit...

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Q4153015 Medicina
Em uma mulher de 65 anos, a combinação de púrpura periorbitária bilateral, dispneia progressiva aos esforços e presença de dissociação massa-voltagem na análise conjunta da ecocardiografia transtorácica bidimensional e do eletrocardiograma sugere o seguinte diagnóstico: 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O achado decisivo é a combinação de púrpura periorbitária bilateral com padrão de cardiomiopatia infiltrativa e dissociação massa-voltagem no eco/ECG, conjunto clássico de amiloidose sistêmica com acometimento cardíaco.

Tema central: Amiloidose cardíaca
Análise das alternativas
A
Errada
Sarcoidose pode acometer o coração, mas tipicamente se associa mais a distúrbios de condução, arritmias e áreas de cicatriz/inflamação. Ela não explica de modo clássico a púrpura periorbitária bilateral, que é a pista extracardíaca decisiva do enunciado, nem corresponde tão bem ao padrão semiológico de dissociação massa-voltagem típico de amiloidose.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne exatamente os dois elementos mais específicos do quadro descrito: púrpura periorbitária, achado clássico de amiloidose AL por fragilidade capilar/infiltração vascular, e fenótipo cardíaco infiltrativo com dissociação massa-voltagem. Nesse contexto, o aumento de espessura ao ecocardiograma não representa hipertrofia miocárdica verdadeira, mas infiltração, razão pela qual o ECG não mostra voltagens altas proporcionais. A dispneia progressiva é compatível com insuficiência cardíaca por cardiomiopatia restritiva/infiltrativa, reforçando o diagnóstico.
C
Errada
A síndrome hipereosinofílica pode causar cardiopatia restritiva, mas por mecanismo diferente: dano eosinofílico com endomiocardiofibrose e trombose mural. Esse processo não tem como achado característico a púrpura periorbitária e não é a explicação clássica para o padrão de aumento aparente de massa no ecocardiograma com baixa voltagem desproporcional no ECG, que aponta para infiltração amiloide.
D
Errada
A histiocitose de células de Langerhans não tem como combinação semiológica típica púrpura periorbitária bilateral associada a cardiomiopatia infiltrativa com dissociação massa-voltagem. Além disso, não é um quadro clássico de infiltração cardíaca restritiva com baixa voltagem desproporcional no ECG, o que a torna clinicamente incompatível com os achados-chave do enunciado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre espessamento ventricular por infiltração e hipertrofia verdadeira: se o candidato olhar apenas o ecocardiograma, pode pensar em hipertrofia; o achado decisivo é que, na amiloidose, há aumento aparente de massa com baixa voltagem no ECG, além da púrpura periorbitária.
Dica para questões semelhantes
  • Quando houver púrpura periorbitária, considere fortemente amiloidose AL, especialmente se houver sinais sistêmicos ou cardíacos associados.
  • Se o ecocardiograma sugere aumento de espessura ventricular, confronte com o ECG: espessura aumentada com baixa voltagem favorece cardiomiopatia infiltrativa por amiloide, não hipertrofia verdadeira.
  • Em questões de cardiomiopatia restritiva, use o achado extracardíaco específico para diferenciar infiltração amiloide de outras causas como sarcoidose ou síndrome hipereosinofílica.

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