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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.798 questões

Q3794843 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Dois mais dois



    O Rodrigo não entendia por que precisava aprender matemática, já que a sua minicalculadora faria todas as contas por ele, pelo resto da vida, e então a professora resolveu contar uma história.

    Contou a história do Supercomputador. Um dia, disse a professora, todos os computadores do mundo serão unificados num único sistema, e o centro do sistema será em alguma cidade do Japão. Todas as casas do mundo, todos os lugares do mundo terão terminais do Supercomputador. As pessoas usarão o Supercomputador para compras, para recados, para reservas de avião, para consultas sentimentais. Para tudo. (...)

    Um dia, um garoto perguntará ao pai:

    – Pai, quanto é dois mais dois?

    – Não pergunte a mim – dirá o pai –, pergunte a Ele.

    E o garoto digitará os botões apropriados e num milésimo de segundo a resposta aparecerá na tela. E então o garoto dirá:

    – Como é que sei que a resposta é certa?

    – Porque Ele disse que é certa – responderá o pai.

    – E se Ele estiver errado?

    – Ele nunca erra.

    – Mas se estiver?

    – Sempre podemos contar nos dedos.

    – O quê?

    – Contar nos dedos, como faziam os antigos. Levante dois dedos. Agora mais dois. Viu? Um, dois, três, quatro. O Computador está certo.

    – Mas, pai, e 362 vezes 17? Não dá para contar nos dedos. A não ser reunindo muita gente e usando os dedos das mãos e dos pés. Como saber se a resposta d’Ele está certa? Aí o pai suspirou e disse:

    – Jamais saberemos ...

    O Rodrigo gostou da história, mas disse que, quando ninguém mais soubesse matemática e não pudesse pôr o Computador à prova, então não faria diferença se o Computador estava certo ou não, já que a sua resposta seria a única disponível e, portanto, a certa, mesmo que estivesse errada, e... Aí foi a vez da professora suspirar.



VERÍSSIMO, Luis Fernando. Dois mais dois. Disponível em .<https://www.culturagenial.com/cronicasengracadas-de-luis-fernando-verissimocomentadas/>.

O texto “Dois mais dois” é predominantemente: 
Alternativas
Q3794835 Português
Compreender os comportamentos leitor e escritor e sua relação com a fluência leitora envolve mais do que descrever habilidades técnicas associadas à decodificação ou à produção de textos. Tais comportamentos constituem manifestações discursivas complexas, inseridas em práticas sociais e cognitivas que pressupõem objetivos, interlocuções, gêneros e níveis distintos de apropriação da linguagem. Com base nessas considerações e nas contribuições teóricas dos estudos de letramento, da linguística textual e da psicogênese da língua escrita, pode-se afirmar que:

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3794834 Português
Do ponto de vista da teoria da comunicação, as funções da linguagem não se realizam isoladamente, mas interagem e se sobrepõem de acordo com o foco da mensagem e a intencionalidade do emissor. Com base nisso e nos pressupostos teóricos da linguística textual e da análise pragmática da linguagem, analise as proposições abaixo e assinale a única afirmativa plenamente compatível com uma concepção avançada e funcional do fenômeno comunicativo.
Alternativas
Q3794832 Português
As reflexões contemporâneas sobre os usos da linguagem evidenciam que o texto é uma unidade de sentido que se concretiza socialmente em diferentes gêneros, os quais mobilizam tipos textuais conforme as intenções comunicativas e os contextos de circulação. Assim, compreender o modo como as sequências tipológicas (narração, descrição, argumentação, exposição e injunção) se articulam aos gêneros (artigo, notícia, bilhete, carta, entre outros) é essencial para o reconhecimento das práticas discursivas. Considerando essas noções, assinale a alternativa que expressa análise correta e coerente com essa perspectiva teórica.
Alternativas
Q3794831 Português
Com base em abordagens contemporâneas sobre o ensino de leitura — especialmente à luz dos estudos do letramento, da linguística textual e da didática discursiva —, examine as afirmativas a seguir:

(__) A mobilização de estratégias inferenciais durante a leitura é operacionalmente autônoma em relação ao conhecimento prévio do leitor, uma vez que o significado do texto decorre, sobretudo, da articulação lógica entre os enunciados.
(__) A utilização didática de diferentes gêneros discursivos no ensino de leitura contribui para a ampliação de habilidades interpretativas, mas compromete a sistematização dos conteúdos linguísticos, especialmente no que tange à coesão e à coerência.
(__) A compreensão leitora, em uma perspectiva sociointeracional, demanda não apenas decodificação e reconhecimento lexical, mas também a ativação de esquemas de conhecimento discursivo e a consideração do horizonte de expectativas do leitor. 

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3794828 Português
As figuras de linguagem, no âmbito da estilística e da semântica discursiva, transcendem o mero adorno do discurso e operam como mecanismos cognitivos e comunicativos que reconfiguram relações de sentido. Nesse contexto, considerando as classificações tradicionais e as abordagens contemporâneas acerca das figuras de pensamento e de palavras, assinale a alternativa que apresenta conceituação plenamente compatível com os princípios teóricos da Linguística e da Retórica clássica reinterpretados pela moderna teoria do discurso. 
Alternativas
Q3794826 Português
A produção de textos orais e escritos, no campo da Linguística Textual e dos estudos discursivos, não se reduz à concatenação de unidades linguísticas coerentes sob o ponto de vista gramatical. Ela constitui-se como prática social situada, perpassada por escolhas de natureza funcional, ideológica e retórica, que demandam do produtor textual a ativação de múltiplas competências discursivas. Nesse sentido, indique a proposição que está em consonância com uma perspectiva avançada e integrada de produção textual, conforme discutida nos referenciais teóricos contemporâneos.
Alternativas
Q3794823 Português
À luz das perspectivas estrutural e discursiva da linguagem, compreende-se que fenômenos como sinonímia, antonímia, homonímia, paronímia, polissemia e ambiguidade expressam a natureza dinâmica e relacional do léxico, no qual os sentidos se constroem em redes de oposição, semelhança e variação contextual. Assim, o significado não é estático nem absoluto, mas dependente do uso, da intencionalidade comunicativa e das condições de enunciação que o atualizam. Nesse contexto analítico e interpretativo, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3794808 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como é fazer entrevista de emprego com uma inteligência artificial: tempo foi otimizado, mas desumaniza


O economista Everton Freire, de 33 anos, havia preenchido dezenas de formulários em busca de trabalho quando finalmente recebeu um e-mail positivo: fora selecionado para a segunda etapa de um processo seletivo em uma empresa de educação na área da saúde. Surpreendeu-se ao saber que seria entrevistado por uma inteligência artificial — experiência inédita entre as vagas às quais havia se candidatado.

Esse tipo de tecnologia vem sendo adotado por empresas brasileiras de vários portes. No caso de Freire, as instruções chegaram por WhatsApp, e suas respostas deveriam ser enviadas em áudio. O sistema reagia de forma imediata, adaptando as perguntas às respostas. Após poucas interações, a entrevista terminou com um retorno positivo: ele se encaixava no perfil da vaga. O processo, porém, não avançou.

Freire relata ter sentido curiosidade e estranhamento. Achou impessoal falar com uma máquina, especialmente em uma empresa da área da saúde. Depois reconheceu que o tempo fora otimizado e que, ao menos, obteve um retorno rápido. Hoje, já empregado, avalia que a tecnologia beneficia mais as empresas do que os candidatos: "é eficiente, mas desumaniza o processo".

O uso de IA em processos seletivos não é novo, mas se expandiu com a IA generativa, como o ChatGPT. Segundo a professora Humberta Silva, da Hochschule Bremen, o grande volume de candidaturas em plataformas como o LinkedIn levou empresas a recorrerem à automação. A pandemia acelerou esse movimento, com chatbots, entrevistas avaliadas por algoritmos e rankings automáticos.

Especialistas apontam vantagens como escalabilidade, padronização e redução de vieses. Edison Audi Kalaf, professor do Insper, afirma que o impacto da IA pode superar o da internet no início dos anos 2000, desde que usada de modo ético.

Startups brasileiras já oferecem esse tipo de serviço, defendendo ganhos de tempo e custo. Patrick Gouy, da Recrut.AI, ressalta que seria inviável analisar milhares de currículos sem apoio tecnológico. Christian Pedrosa, da DigAI, diz que o modelo reduz vieses, e Augusto Salomon, da Starmind, afirma que a IA tende a julgar menos que humanos. Para Pamela Borges, da Coploy, a tecnologia não substitui o recrutador, mas libera o profissional para tarefas mais estratégicas.

A tese de doutorado de Humberta Silva, na FEA-USP, conclui que as vantagens da IA ainda não superam os efeitos negativos, como a exigência de palavras-chave, o acesso desigual à internet e a falta de transparência sobre o uso da tecnologia. O desequilíbrio de poder entre empresas e candidatos também aumenta, pois as corporações dispõem de mais informações.

Em testes feitos pela BBC News Brasil, as entrevistas conduzidas por IA destacaram a valorização de termos técnicos e avaliações automáticas pouco contextualizadas. Em um caso, um candidato foi penalizado por não citar "SEO", exigência apenas opcional. Em outro, as respostas foram criticadas por motivos sem relação com a pergunta.

Em um experimento, jornalistas responderam a uma entrevista com textos criados pelo ChatGPT, adaptados para soar naturais. O desempenho foi bem avaliado, mas o sistema registrou suspeita de leitura das respostas. 

O uso de IA em recrutamentos exige cautela jurídica. O advogado Rafael Bispo de Filippis, do escritório Mattos Filho, explica que, mesmo sem legislação específica, continuam válidas as regras contra discriminação. Se o algoritmo agir de forma enviesada, o candidato pode buscar indenização. O projeto de lei aprovado no Senado em 2024, ainda em análise na Câmara, prevê transparência, direito à informação e correção de vieses.

Filippis recomenda que empresas mantenham contratos claros com os fornecedores de IA e arquivem as entrevistas, garantindo meios de defesa em caso de litígio. Candidatos podem solicitar acesso a seus dados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Ainda cercado de desafios éticos e humanos, o uso da inteligência artificial em entrevistas tende a se consolidar. Para as empresas, representa eficiência; para candidatos como Everton Freire, lembra que, mesmo com ganhos de tempo, nada substitui o olhar humano no processo de seleção.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cewyng440vro.adaptado.
O texto discute o uso crescente da inteligência artificial em entrevistas de emprego, destacando tanto os ganhos de eficiência quanto as preocupações éticas e jurídicas que acompanham a automação de processos seletivos. Ao reunir relatos de candidatos, opiniões de especialistas e considerações legais, a narrativa propõe uma reflexão sobre os limites da tecnologia quando aplicada a contextos humanos e decisórios.

Com base nas ideias apresentadas, é CORRETO afirmar que o texto defende:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto IDEAP Órgão: Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG Provas: Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Apoio Educacional Especializado | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Arte | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Atendimento Educacional Especializado | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Ciências | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Educação Física | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Educação Religiosa | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Geografia | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de História | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Inglês | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Matemática | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Português | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor P1 | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor P3 | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Psicopedagogo | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Supervisor Escolar |
Q3794772 Português

Leia atentamente o texto a seguir.

 

A digitalização do cotidiano transformou de forma irreversível a maneira como nos relacionamos com o conhecimento. Antes, bibliotecas e arquivos físicos eram referências quase incontestáveis; hoje, a Internet oferece acesso instantâneo a informações diversas, ainda que nem sempre verificadas. Esse fenômeno, paradoxalmente, amplia a democratização do saber e intensifica os desafios da filtragem crítica.

Nas universidades, professores e pesquisadores debatem os impactos dessa mudança. Alguns argumentam que a facilidade de acesso favorece o aprendizado autodidata e a interdisciplinaridade, permitindo que estudantes conectem áreas de estudo de forma inédita. Outros, porém, alertam para a superficialidade das consultas rápidas e a tendência de aceitar dados sem o devido escrutínio, comprometendo a qualidade da formação acadêmica.

Além disso, práticas de leitura e escrita foram profundamente afetadas. A leitura extensiva, crítica e reflexiva — aquela que exige tempo e envolvimento com o texto — concorre com hábitos mais imediatistas, como a leitura fragmentada de notícias ou postagens em redes sociais. No campo da produção textual, observa-se que a síntese e a objetividade ganham relevância, mas que a argumentação complexa e elaborada frequentemente sofre restrições de tempo e espaço.

Em última análise, o desafio contemporâneo não reside apenas na quantidade de informação disponível, mas na capacidade de relacioná-la, interpretá-la e transformá-la em conhecimento sólido. Isso exige competências que vão além da memorização, incluindo análise crítica, capacidade de síntese, interpretação de contextos múltiplos e consciência das estratégias de comunicação e persuasão presentes nos textos. Assim, formar leitores e escritores críticos torna-se prioridade, não apenas no ambiente acadêmico, mas na vida cotidiana.

 

Considerando o texto, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto IDEAP Órgão: Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG Provas: Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Apoio Educacional Especializado | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Arte | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Atendimento Educacional Especializado | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Ciências | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Educação Física | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Educação Religiosa | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Geografia | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de História | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Inglês | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Matemática | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Português | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor P1 | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor P3 | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Psicopedagogo | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Supervisor Escolar |
Q3794766 Português
Leia o texto a seguir.
Então, sabe aquele projeto que a gente comentou na reunião passada? Pois é, ele tá andando meio devagar porque várias pessoas não entregaram o que prometeram. Mas eu acho que, se cada um fizer sua parte, a gente consegue finalizar tudo dentro do prazo. Tipo, não é impossível, só precisa de organização mesmo.
Com base no texto acima, analise as afirmativas.
I - O uso de expressões como “tipo” e “sabe aquele projeto” caracteriza marcas linguísticas da linguagem oral, indicando informalidade e presença do falante no enunciado.
II - A ausência de pontuação rigorosa e a presença de conectores coloquiais evidenciam que o texto não respeita plenamente os padrões da linguagem escrita formal, aproximando-se do registro oral.
III - O contexto de produção textual pode ser identificado como comunicativo e situacional, direcionado a colegas de trabalho, em que o emissor assume postura persuasiva e motivadora.
IV - A expressão “não é impossível, só precisa de organização mesmo” indica marca de objetividade típica da linguagem escrita formal, reforçando clareza e neutralidade do texto.
Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto IDEAP Órgão: Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG Provas: Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Apoio Educacional Especializado | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Arte | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Atendimento Educacional Especializado | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Ciências | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Educação Física | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Educação Religiosa | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Geografia | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de História | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Inglês | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Matemática | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor de Português | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor P1 | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Professor P3 | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Psicopedagogo | Instituto IDEAP - 2025 - Prefeitura de Monte Alegre de Minas - MG - Supervisor Escolar |
Q3794763 Português
Leia atentamente o texto a seguir.
Há quem insista em afirmar que a tecnologia nos isola. Entretanto, não é raro observar que ela também aproxima: pessoas distantes trocam mensagens em segundos, reuniões virtuais substituem longas viagens, e novos vínculos se criam em redes sociais. O risco talvez não esteja na tecnologia em si, mas no modo como a utilizamos: tanto pode se tornar instrumento de solidão quanto de convivência.
Com base no texto, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3794729 Português
Na tirinha de Galhardo, os últimos dois quadros revelam a crítica central do texto, que se direciona à(ao):
Alternativas
Q3794728 Português

Leia o texto a seguir:


Texto 1


Estamos viciados em narrativas curtas



    Já começo esta coluna tentando criar alguma frase de impacto: vai que o leitor não aguenta ler o texto até o fim. Ler o parágrafo até o fim. Ler a linha até o fim. Também estou sofrendo do mesmo mal. Assim como milhões de outras pessoas, tive meu cérebro transformado pelo imediatismo dos posts, dos vídeos curtos, das frases de 140 caracteres.


    Se meu cérebro velho e tão pouco elástico quanto meus quadris se transformou, imagine aquelas cacholas dotadas de jovial plasticidade. Uma amiga que trabalha numa gravadora me contou que muitas crianças já não têm paciência para ouvir uma música inteira: para que ouvir tudo se podemos colocar direto no refrão?


    Tenho um afilhado que fica impaciente quando lhe conto alguma história. Percebi que sua capacidade de atenção dura o mesmo tempo que os recortes a que ele assiste no YouTube: no máximo 60 segundos. Depois, ele começa a se dispersar. Ou então a me pressionar pelo desenlace da narrativa.


    Esses dias, na companhia da minha filha e dos meus sobrinhos, dei play numa música do Velvet Underground, de dez minutos. Ficaram indignados: que música bizarra, que saco ter que esperar tudo isso. E eu: esperar o quê? Ouvir não seria o destino? Além disso, aonde vamos com tanta pressa? Claro que ninguém soube responder.


    Já escuto o dia em que eles vão querer ouvir duas músicas ao mesmo tempo. Exagero? Algo parecido já vem acontecendo com os vídeos, aqueles de tela dividida. Esses dias minha filha assistia a um tutorial de maquiagem na parte de cima da tela, enquanto, na parte de baixo, um homem fazia a demonstração de um aspirador que prometia acabar com ácaros. "E esse cara limpando o tapete?", lhe perguntei. "O que é que tem?", me devolveu de ombros, como se aturar dois vídeos ao mesmo tempo fosse a coisa mais natural do mundo.


    Quando a tela não se divide, o espectador se divide. A maioria das pessoas assiste a séries com o celular ao lado. Conscientes da dispersão causada pelo uso simultâneo de duas telas, os roteiristas já começam a escrever episódios mais didáticos, recapitulando aquilo que a mente multitarefa não foi capaz de guardar.


    E isso sem falar na duração da dramaturgia, cada vez mais curta. Na Argentina, visitei o Microteatro, que encena várias peças de 15 minutos numa mesma noite, uma em cada sala, permitindo ao público ver quatro ou cinco peças curtas numa visita – o local vive lotado.


    Não à toa, alguns amigos romancistas andam tensos: se eu escrever um livro muito longo, alguém vai ler? No incerto mercado editorial, ninguém pode dar garantia, mas eu sigo apostando no caráter subversivo da literatura como forma artística capaz de resistir ao imediatismo. Romances com cerca de mil páginas, como "Guerra e Paz", "Os Miseráveis", "Um Defeito de Cor" e "2666" seguem atravessando o tempo e sendo lidos e agraciados.


    Cada vez que olho para um desses tijolos que não cabe em 60 segundos nem pode ser resumido em 140 caracteres, sinto esperança. As coisas mudam, não há como resistir. Mas sempre haverá quem não se renda ao mercado. Quem esteja disposto a aprofundar reflexões. E quem consuma livros, peças e filmes longos. Ou mesmo leia uma coluna até o fim.


MADALOSSO, Giovana. Estamos viciados em narrativas curtas. Folha de S. Paulo, 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/10/estamos-viciados-em-narrativas-curtas.shtml. Acesso em: 10 nov. 2025 (Adaptado).

No contexto do oitavo parágrafo, no fragmento “No incerto mercado editorial, ninguém pode dar garantia, mas eu sigo apostando no caráter SUBVERSIVO da literatura como forma artística capaz de resistir ao imediatismo”, uma palavra que melhor se opõe ao sentido expresso por “subversivo” é:
Alternativas
Q3794726 Português

Leia o texto a seguir:


Texto 1


Estamos viciados em narrativas curtas



    Já começo esta coluna tentando criar alguma frase de impacto: vai que o leitor não aguenta ler o texto até o fim. Ler o parágrafo até o fim. Ler a linha até o fim. Também estou sofrendo do mesmo mal. Assim como milhões de outras pessoas, tive meu cérebro transformado pelo imediatismo dos posts, dos vídeos curtos, das frases de 140 caracteres.


    Se meu cérebro velho e tão pouco elástico quanto meus quadris se transformou, imagine aquelas cacholas dotadas de jovial plasticidade. Uma amiga que trabalha numa gravadora me contou que muitas crianças já não têm paciência para ouvir uma música inteira: para que ouvir tudo se podemos colocar direto no refrão?


    Tenho um afilhado que fica impaciente quando lhe conto alguma história. Percebi que sua capacidade de atenção dura o mesmo tempo que os recortes a que ele assiste no YouTube: no máximo 60 segundos. Depois, ele começa a se dispersar. Ou então a me pressionar pelo desenlace da narrativa.


    Esses dias, na companhia da minha filha e dos meus sobrinhos, dei play numa música do Velvet Underground, de dez minutos. Ficaram indignados: que música bizarra, que saco ter que esperar tudo isso. E eu: esperar o quê? Ouvir não seria o destino? Além disso, aonde vamos com tanta pressa? Claro que ninguém soube responder.


    Já escuto o dia em que eles vão querer ouvir duas músicas ao mesmo tempo. Exagero? Algo parecido já vem acontecendo com os vídeos, aqueles de tela dividida. Esses dias minha filha assistia a um tutorial de maquiagem na parte de cima da tela, enquanto, na parte de baixo, um homem fazia a demonstração de um aspirador que prometia acabar com ácaros. "E esse cara limpando o tapete?", lhe perguntei. "O que é que tem?", me devolveu de ombros, como se aturar dois vídeos ao mesmo tempo fosse a coisa mais natural do mundo.


    Quando a tela não se divide, o espectador se divide. A maioria das pessoas assiste a séries com o celular ao lado. Conscientes da dispersão causada pelo uso simultâneo de duas telas, os roteiristas já começam a escrever episódios mais didáticos, recapitulando aquilo que a mente multitarefa não foi capaz de guardar.


    E isso sem falar na duração da dramaturgia, cada vez mais curta. Na Argentina, visitei o Microteatro, que encena várias peças de 15 minutos numa mesma noite, uma em cada sala, permitindo ao público ver quatro ou cinco peças curtas numa visita – o local vive lotado.


    Não à toa, alguns amigos romancistas andam tensos: se eu escrever um livro muito longo, alguém vai ler? No incerto mercado editorial, ninguém pode dar garantia, mas eu sigo apostando no caráter subversivo da literatura como forma artística capaz de resistir ao imediatismo. Romances com cerca de mil páginas, como "Guerra e Paz", "Os Miseráveis", "Um Defeito de Cor" e "2666" seguem atravessando o tempo e sendo lidos e agraciados.


    Cada vez que olho para um desses tijolos que não cabe em 60 segundos nem pode ser resumido em 140 caracteres, sinto esperança. As coisas mudam, não há como resistir. Mas sempre haverá quem não se renda ao mercado. Quem esteja disposto a aprofundar reflexões. E quem consuma livros, peças e filmes longos. Ou mesmo leia uma coluna até o fim.


MADALOSSO, Giovana. Estamos viciados em narrativas curtas. Folha de S. Paulo, 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/10/estamos-viciados-em-narrativas-curtas.shtml. Acesso em: 10 nov. 2025 (Adaptado).

Ao anunciar, no primeiro parágrafo, que tentou criar uma frase de impacto logo no início do seu texto, a autora ironiza a seguinte característica dos leitores atuais:
Alternativas
Q3794725 Português

Leia o texto a seguir:


Texto 1


Estamos viciados em narrativas curtas



    Já começo esta coluna tentando criar alguma frase de impacto: vai que o leitor não aguenta ler o texto até o fim. Ler o parágrafo até o fim. Ler a linha até o fim. Também estou sofrendo do mesmo mal. Assim como milhões de outras pessoas, tive meu cérebro transformado pelo imediatismo dos posts, dos vídeos curtos, das frases de 140 caracteres.


    Se meu cérebro velho e tão pouco elástico quanto meus quadris se transformou, imagine aquelas cacholas dotadas de jovial plasticidade. Uma amiga que trabalha numa gravadora me contou que muitas crianças já não têm paciência para ouvir uma música inteira: para que ouvir tudo se podemos colocar direto no refrão?


    Tenho um afilhado que fica impaciente quando lhe conto alguma história. Percebi que sua capacidade de atenção dura o mesmo tempo que os recortes a que ele assiste no YouTube: no máximo 60 segundos. Depois, ele começa a se dispersar. Ou então a me pressionar pelo desenlace da narrativa.


    Esses dias, na companhia da minha filha e dos meus sobrinhos, dei play numa música do Velvet Underground, de dez minutos. Ficaram indignados: que música bizarra, que saco ter que esperar tudo isso. E eu: esperar o quê? Ouvir não seria o destino? Além disso, aonde vamos com tanta pressa? Claro que ninguém soube responder.


    Já escuto o dia em que eles vão querer ouvir duas músicas ao mesmo tempo. Exagero? Algo parecido já vem acontecendo com os vídeos, aqueles de tela dividida. Esses dias minha filha assistia a um tutorial de maquiagem na parte de cima da tela, enquanto, na parte de baixo, um homem fazia a demonstração de um aspirador que prometia acabar com ácaros. "E esse cara limpando o tapete?", lhe perguntei. "O que é que tem?", me devolveu de ombros, como se aturar dois vídeos ao mesmo tempo fosse a coisa mais natural do mundo.


    Quando a tela não se divide, o espectador se divide. A maioria das pessoas assiste a séries com o celular ao lado. Conscientes da dispersão causada pelo uso simultâneo de duas telas, os roteiristas já começam a escrever episódios mais didáticos, recapitulando aquilo que a mente multitarefa não foi capaz de guardar.


    E isso sem falar na duração da dramaturgia, cada vez mais curta. Na Argentina, visitei o Microteatro, que encena várias peças de 15 minutos numa mesma noite, uma em cada sala, permitindo ao público ver quatro ou cinco peças curtas numa visita – o local vive lotado.


    Não à toa, alguns amigos romancistas andam tensos: se eu escrever um livro muito longo, alguém vai ler? No incerto mercado editorial, ninguém pode dar garantia, mas eu sigo apostando no caráter subversivo da literatura como forma artística capaz de resistir ao imediatismo. Romances com cerca de mil páginas, como "Guerra e Paz", "Os Miseráveis", "Um Defeito de Cor" e "2666" seguem atravessando o tempo e sendo lidos e agraciados.


    Cada vez que olho para um desses tijolos que não cabe em 60 segundos nem pode ser resumido em 140 caracteres, sinto esperança. As coisas mudam, não há como resistir. Mas sempre haverá quem não se renda ao mercado. Quem esteja disposto a aprofundar reflexões. E quem consuma livros, peças e filmes longos. Ou mesmo leia uma coluna até o fim.


MADALOSSO, Giovana. Estamos viciados em narrativas curtas. Folha de S. Paulo, 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/10/estamos-viciados-em-narrativas-curtas.shtml. Acesso em: 10 nov. 2025 (Adaptado).

Com base nas reflexões críticas e nos exemplos apresentados, o texto de Giovana Madalosso pode ser classificado como um(a): 
Alternativas
Q3794693 Português
Marque a opção que mostra o contrário (antônimo) da palavra muito, usada na frase "gosta muito de animais".
Alternativas
Q3794692 Português
Na frase "Ela ficou feliz", qual palavra tem o mesmo sentido da palavra destacada? 
Alternativas
Q3794691 Português

Texto de Apoio para a questão:


O passeio no sítio


Dona Maria gosta muito de animais. No final de semana, ela foi ao sítio visitar sua irmã. Lá, Maria viu vacas, porcos e muitas galinhas. Ela ficou feliz porque adora a vida no campo. Na hora de ir embora, Maria comprou queijo fresco e ovos para levar para casa. 

Após realizar a leitura atenta da história narrada no texto acima, onde acompanhamos o passeio de final de semana da personagem ao sítio, identifique a alternativa que explica corretamente o verdadeiro motivo de Dona Maria ter ficado feliz durante a sua visita: 
Alternativas
Q3794690 Português

Texto de Apoio para a questão:


O passeio no sítio


Dona Maria gosta muito de animais. No final de semana, ela foi ao sítio visitar sua irmã. Lá, Maria viu vacas, porcos e muitas galinhas. Ela ficou feliz porque adora a vida no campo. Na hora de ir embora, Maria comprou queijo fresco e ovos para levar para casa. 

De acordo com o texto, o que Dona Maria foi fazer no sítio?
Alternativas
Respostas
10281: C
10282: A
10283: A
10284: D
10285: D
10286: B
10287: A
10288: B
10289: B
10290: A
10291: B
10292: B
10293: D
10294: D
10295: C
10296: B
10297: C
10298: B
10299: A
10300: B