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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.798 questões

Q3795615 Português
A construção da imagem do locutor e do interlocutor em um texto depende, entre outros fatores, das escolhas linguísticas realizadas, que podem evidenciar marcas dialetais, níveis de registro (formal, informal, técnico, literário etc.), jargões profissionais e gírias. Tais marcas contribuem para a representação de identidades, contextos sociais e relações de poder entre os participantes da interação.
Considerando essas informações, assinale a alternativa que está correta: 
Alternativas
Q3795612 Português
Considere os excertos a seguir.
I - "O sol queimava as pedras da estrada. João, cansado, sentou-se à beira do caminho e lembrou-se da infância, quando corria livre pelos campos."
II - "O presente manual tem por objetivo orientar o usuário quanto ao uso correto do equipamento, descrevendo passo a passo o procedimento de instalação."
III - "Manifestamos, por meio desta nota, nosso repúdio às declarações recentes, reafirmando nosso compromisso com a democracia e a justiça social."
A partir dos elementos característicos dos tipos e gêneros textuais, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3795610 Português
Leia o texto abaixo. “A sala estava mergulhada em silêncio. Os alunos, atentos, aguardavam a explicação do professor. Alguns cochichavam discretamente, mas logo cessaram diante do olhar firme do mestre. O educador iniciou a exposição, retomando conceitos já discutidos e acrescentando exemplos novos para facilitar a compreensão da turma.”
Com base no texto e nos conhecimentos sobre coesão, coerência, sinonímia, antonímia e hiperonímia, analise as afirmações a seguir.
I - A palavra “educador” retoma, por coesão lexical, o termo “professor”, estabelecendo uma relação sinonímica.
II - A oposição entre “silêncio” e “cochichavam” constitui exemplo de antonímia contextual, reforçando a coerência da cena narrada.
III - O uso de expressões como “retomando conceitos” e “acrescentando exemplos” assegura a progressão textual, funcionando como elementos de coesão sequencial.
IV - O termo “alunos” é um hipônimo de “turma”, já que “turma” designa um conjunto mais abrangente do qual os alunos fazem parte.
V - O texto é incoerente porque apresenta informações contraditórias entre “silêncio” e “cochichavam discretamente”.
Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3795608 Português
Leia com atenção o texto a seguir.
“O mito de Sísifo, condenado a empurrar eternamente uma pedra até o alto da montanha, apenas para vê-la rolar de volta, tem sido usado como metáfora da condição humana. Para Albert Camus, esse esforço inútil simboliza a busca incessante por sentido em um mundo indiferente. No entanto, a lição camusiana não está no fracasso da tarefa, mas na consciência da liberdade: é preciso imaginar Sísifo feliz. Assim, o gesto repetitivo deixa de ser punição e transforma-se em resistência.”
Com base no texto e nos conhecimentos acerca de paráfrase, de fidelidade aos segmentos de origem, de intertextualidade e de leitura de informações implícitas e explícitas, analise as afirmativas abaixo.
I - Uma paráfrase fiel do texto poderia ser: “O mito de Sísifo, reinterpretado por Camus, representa o esforço humano diante da ausência de sentido universal, mas também a possibilidade de liberdade e resistência na repetição.”
II - A frase “é preciso imaginar Sísifo feliz” constitui uma referência intertextual, já que retoma literalmente a reflexão final de Camus em sua obra “O mito de Sísifo”.
III - Está implícito no texto que a repetição, mesmo absurda, pode adquirir valor positivo se for ressignificada pelo sujeito.
IV - O texto afirma explicitamente que a punição de Sísifo é anulada pela decisão consciente de encarar a tarefa como liberdade.
V - A fidelidade a um segmento de origem permite ao leitor reescrever com outras palavras, desde que preserve o sentido essencial, sem reduções ou acréscimos que desvirtuem a mensagem.
Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3795280 Português

Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo correto, entre parênteses, para a palavra em destaque na frase.

Alternativas
Q3795273 Português

Leia a letra da música a seguir para responder à questão.



Velha Infância


Tribalistas



Você é assim

Um sonho pra mim

E quando eu não te vejo

Eu penso em você

Desde o amanhecer

Até quando eu me deito



Eu gosto de você

E gosto de ficar com você

Meu riso é tão feliz contigo

O meu melhor amigo é o meu amor



E a gente canta

E a gente dança

E a gente não se cansa

De ser criança

A gente brinca

Na nossa velha infância



Seus olhos, meu clarão

Me guiam dentro da escuridão

Seus pés me abrem o caminho

Eu sigo e nunca me sinto só



Você é assim

Um sonho pra mim

Quero te encher de beijos

Eu penso em você

Desde o amanhecer

Até quando eu me deito

(...)



Disponível em: <https://www.letras.mus.br/tribalistas/64148/>

Qual das alternativas a seguir apresenta uma interpretação correta da música “Velha Infância”? 
Alternativas
Q3795096 Português


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/mario-corso/noticia/2025/11/recessao-derelacionamentos-cmhtir1vh008u013jx873msoe.html – texto adaptado especialmente para esta prova).



Considerando a frase a seguir, retirada do texto, assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir o vocábulo “idiossincrasias” sem causar alterações significativas no sentido do trecho em que ocorre.

“Para o sujeito contemporâneo, como tudo que lhe é próprio tem demasiado valor, suas idiossincrasias são seu ser”.
Alternativas
Q3795093 Português


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/mario-corso/noticia/2025/11/recessao-derelacionamentos-cmhtir1vh008u013jx873msoe.html – texto adaptado especialmente para esta prova).



Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. Nos EUA, há mais solteiros, pessoas sem um relacionamento estável, há mais de uma década.
II. O autor concorda com os motivos apontados pela revista que ele cita como causas desse fenômeno, mas acentua uma delas, incluindo sua visão pessoal.
III. O fenômeno descrito pelo texto é da esfera social, portanto, suas consequências são restritas à decisão pessoal dos envolvidos.

66Quais estão corretas?
Alternativas
Q3795013 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como é fazer entrevista de emprego com uma inteligência artificial: tempo foi otimizado, mas desumaniza


O economista Everton Freire, de 33 anos, havia preenchido dezenas de formulários em busca de trabalho quando finalmente recebeu um e-mail positivo: fora selecionado para a segunda etapa de um processo seletivo em uma empresa de educação na área da saúde. Surpreendeu-se ao saber que seria entrevistado por uma inteligência artificial — experiência inédita entre as vagas às quais havia se candidatado.

Esse tipo de tecnologia vem sendo adotado por empresas brasileiras de vários portes. No caso de Freire, as instruções chegaram por WhatsApp, e suas respostas deveriam ser enviadas em áudio. O sistema reagia de forma imediata, adaptando as perguntas às respostas. Após poucas interações, a entrevista terminou com um retorno positivo: ele se encaixava no perfil da vaga. O processo, porém, não avançou.

Freire relata ter sentido curiosidade e estranhamento. Achou impessoal falar com uma máquina, especialmente em uma empresa da área da saúde. Depois reconheceu que o tempo fora otimizado e que, ao menos, obteve um retorno rápido. Hoje, já empregado, avalia que a tecnologia beneficia mais as empresas do que os candidatos: "é eficiente, mas desumaniza o processo".

O uso de IA em processos seletivos não é novo, mas se expandiu com a IA generativa, como o ChatGPT. Segundo a professora Humberta Silva, da Hochschule Bremen, o grande volume de candidaturas em plataformas como o LinkedIn levou empresas a recorrerem à automação. A pandemia acelerou esse movimento, com chatbots, entrevistas avaliadas por algoritmos e rankings automáticos.

Especialistas apontam vantagens como escalabilidade, padronização e redução de vieses. Edison Audi Kalaf, professor do Insper, afirma que o impacto da IA pode superar o da internet no início dos anos 2000, desde que usada de modo ético.

Startups brasileiras já oferecem esse tipo de serviço, defendendo ganhos de tempo e custo. Patrick Gouy, da Recrut.AI, ressalta que seria inviável analisar milhares de currículos sem apoio tecnológico. Christian Pedrosa, da DigAI, diz que o modelo reduz vieses, e Augusto Salomon, da Starmind, afirma que a IA tende a julgar menos que humanos. Para Pamela Borges, da Coploy, a tecnologia não substitui o recrutador, mas libera o profissional para tarefas mais estratégicas.

A tese de doutorado de Humberta Silva, na FEA-USP, conclui que as vantagens da IA ainda não superam os efeitos negativos, como a exigência de palavras-chave, o acesso desigual à internet e a falta de transparência sobre o uso da tecnologia. O desequilíbrio de poder entre empresas e candidatos também aumenta, pois as corporações dispõem de mais informações.

Em testes feitos pela BBC News Brasil, as entrevistas conduzidas por IA destacaram a valorização de termos técnicos e avaliações automáticas pouco contextualizadas. Em um caso, um candidato foi penalizado por não citar "SEO", exigência apenas opcional. Em outro, as respostas foram criticadas por motivos sem relação com a pergunta.

Em um experimento, jornalistas responderam a uma entrevista com textos criados pelo ChatGPT, adaptados para soar naturais. O desempenho foi bem avaliado, mas o sistema registrou suspeita de leitura das respostas.

O uso de IA em recrutamentos exige cautela jurídica. O advogado Rafael Bispo de Filippis, do escritório Mattos Filho, explica que, mesmo sem legislação específica, continuam válidas as regras contra discriminação. Se o algoritmo agir de forma enviesada, o candidato pode buscar indenização. O projeto de lei aprovado no Senado em 2024, ainda em análise na Câmara, prevê transparência, direito à informação e correção de vieses.

Filippis recomenda que empresas mantenham contratos claros com os fornecedores de IA e arquivem as entrevistas, garantindo meios de defesa em caso de litígio. Candidatos podem solicitar acesso a seus dados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Ainda cercado de desafios éticos e humanos, o uso da inteligência artificial em entrevistas tende a se consolidar. Para as empresas, representa eficiência; para candidatos como Everton Freire, lembra que, mesmo com ganhos de tempo, nada substitui o olhar humano no processo de seleção.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cewyng440vro.adaptado. 
O texto apresenta a experiência de Everton Freire em uma entrevista de emprego conduzida por inteligência artificial, revelando percepções pessoais, implicações sociais e questões éticas sobre a presença crescente das máquinas em processos seletivos. O relato individual, somado às análises de especialistas, permite compreender as ambiguidades e os desafios dessa inovação no contexto profissional contemporâneo.

Com base na leitura do texto, é CORRETO afirmar que ele evidencia:
Alternativas
Q3794987 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.  



O sagrado da mesa



    Quando sentamos para comer, existe algo de reverência nesse gesto. Aqui, em nossa região de colonização italiana, esse costume está enraizado no coração das pessoas. As famílias se juntam não só para saciar a fome, mas para partilhar o tempo, o riso, as preces, as histórias e o pão. A mesa torna-se um altar do cotidiano, onde se celebra a vida.



    Muitas vezes minha mãe dizia para nunca jogar comida fora, _____ o alimento é sagrado. Pela casa, repetia com voz mansa e presença firme: “Cuidado para não desperdiçar, ______ um dia pode faltar.” Eram pequenas lições temperadas com afeto e sabedoria que servia entre o fogão e a mesa, ensinando-nos a valorizar e a respeitar o que nos sustenta.



    Mas o que tem acontecido é que muitas famílias estão entregando esse momento ao automatismo. As conversas cederam às telas; o barulho dos talheres se mistura ao som da televisão, e o silêncio foi substituído pelas distrações. Cada um come apressado, sozinho, no seu canto. E assim, o alimento perde o sentido que tinha: o de reunir. Nesse mesmo descuido, revela-se outra contradição dolorosa: enquanto sobra comida em algumas mesas, falta em tantas outras. No Brasil, cerca de 30% de tudo o que se produz é jogado fora, o que representa mais de 46 milhões de toneladas de alimentos por ano. Um verdadeiro absurdo diante da fome e da desigualdade.



    Em 2022, o país voltou ao mapa da fome, com 33 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave. Três anos depois, segundo a FAO (Food and Agriculture Organization), o Brasil deixou novamente esse mapa, mas a realidade permanece alarmante. O que os números revelam vai além das estatísticas: somos uma nação que, apesar de sua imensa capacidade de produção, ainda não consegue garantir alimento para todos. A fome não é um destino inevitável e, sim, o resultado das escolhas e prioridades que fazemos ao distribuir e consumir alimentos. Grande parte do desperdício nasce do cotidiano: nas feiras, nos restaurantes, nas casas, onde o olhar se acostumou a descartar o que ainda poderia ser aproveitado. E enquanto o lixo se enche de comida, o prato de muita gente segue vazio. A abundância não redime a fome se não houver partilha.



    Talvez o problema esteja justamente no que esquecemos de celebrar. A refeição deixou de ser encontro, deixou de ser consciência. Quando se perde o sentido do alimento, de onde vem, o que custou, quem plantou, perde-se também o vínculo com o outro. E esse vínculo que, se refeito, pode transformar de novo a mesa em espaço de cuidado. Porque o sagrado de comer juntos está menos no prato e mais na presença. E, no fim das contas, é dela que a humanidade ainda tem fome.



Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado). 

A progressão argumentativa do texto revela que o desperdício alimentar não é apenas um problema quantitativo, mas um sintoma da perda de sentido cultural e humano do alimento. Essa leitura exige compreender a crítica ampliada que a autora dirige ao comportamento social contemporâneo. Nessa direção, o trecho “A abundância não redime a fome se não houver partilha” sintetiza a ideia de que o excesso material, sem consciência coletiva, converte-se em forma de __________, perpetuando a desigualdade mesmo em contextos de ampla produção de alimentos. 

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas?

Alternativas
Q3794986 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.  



O sagrado da mesa



    Quando sentamos para comer, existe algo de reverência nesse gesto. Aqui, em nossa região de colonização italiana, esse costume está enraizado no coração das pessoas. As famílias se juntam não só para saciar a fome, mas para partilhar o tempo, o riso, as preces, as histórias e o pão. A mesa torna-se um altar do cotidiano, onde se celebra a vida.



    Muitas vezes minha mãe dizia para nunca jogar comida fora, _____ o alimento é sagrado. Pela casa, repetia com voz mansa e presença firme: “Cuidado para não desperdiçar, ______ um dia pode faltar.” Eram pequenas lições temperadas com afeto e sabedoria que servia entre o fogão e a mesa, ensinando-nos a valorizar e a respeitar o que nos sustenta.



    Mas o que tem acontecido é que muitas famílias estão entregando esse momento ao automatismo. As conversas cederam às telas; o barulho dos talheres se mistura ao som da televisão, e o silêncio foi substituído pelas distrações. Cada um come apressado, sozinho, no seu canto. E assim, o alimento perde o sentido que tinha: o de reunir. Nesse mesmo descuido, revela-se outra contradição dolorosa: enquanto sobra comida em algumas mesas, falta em tantas outras. No Brasil, cerca de 30% de tudo o que se produz é jogado fora, o que representa mais de 46 milhões de toneladas de alimentos por ano. Um verdadeiro absurdo diante da fome e da desigualdade.



    Em 2022, o país voltou ao mapa da fome, com 33 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave. Três anos depois, segundo a FAO (Food and Agriculture Organization), o Brasil deixou novamente esse mapa, mas a realidade permanece alarmante. O que os números revelam vai além das estatísticas: somos uma nação que, apesar de sua imensa capacidade de produção, ainda não consegue garantir alimento para todos. A fome não é um destino inevitável e, sim, o resultado das escolhas e prioridades que fazemos ao distribuir e consumir alimentos. Grande parte do desperdício nasce do cotidiano: nas feiras, nos restaurantes, nas casas, onde o olhar se acostumou a descartar o que ainda poderia ser aproveitado. E enquanto o lixo se enche de comida, o prato de muita gente segue vazio. A abundância não redime a fome se não houver partilha.



    Talvez o problema esteja justamente no que esquecemos de celebrar. A refeição deixou de ser encontro, deixou de ser consciência. Quando se perde o sentido do alimento, de onde vem, o que custou, quem plantou, perde-se também o vínculo com o outro. E esse vínculo que, se refeito, pode transformar de novo a mesa em espaço de cuidado. Porque o sagrado de comer juntos está menos no prato e mais na presença. E, no fim das contas, é dela que a humanidade ainda tem fome.



Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado). 

A construção discursiva do texto opera pela tensão entre o simbolismo da mesa e a materialidade da fome, recorrendo a contrastes que evidenciam paradoxos sociais. Assim, analise as assertivas a seguir acerca dos elementos centrais dessa articulação: 

I. O texto sugere que a ruptura do ritual da refeição — substituído por distrações tecnológicas — enfraquece não apenas o convívio familiar, mas a própria consciência ética sobre o alimento e sua origem.

II. A referência aos percentuais de desperdício e aos milhões de toneladas de alimentos jogados fora cumpre função argumentativa de denunciar uma incoerência estrutural: a abundância coexistindo com a privação extrema.

III. Ao afirmar que “a humanidade ainda tem fome de presença”, o texto encerra-se com uma personificação que desloca o foco da alimentação material para a carência relacional, sustentando a tese de que o ato de comer é, essencialmente, um fenômeno de pertencimento social.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3794985 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.  



O sagrado da mesa



    Quando sentamos para comer, existe algo de reverência nesse gesto. Aqui, em nossa região de colonização italiana, esse costume está enraizado no coração das pessoas. As famílias se juntam não só para saciar a fome, mas para partilhar o tempo, o riso, as preces, as histórias e o pão. A mesa torna-se um altar do cotidiano, onde se celebra a vida.



    Muitas vezes minha mãe dizia para nunca jogar comida fora, _____ o alimento é sagrado. Pela casa, repetia com voz mansa e presença firme: “Cuidado para não desperdiçar, ______ um dia pode faltar.” Eram pequenas lições temperadas com afeto e sabedoria que servia entre o fogão e a mesa, ensinando-nos a valorizar e a respeitar o que nos sustenta.



    Mas o que tem acontecido é que muitas famílias estão entregando esse momento ao automatismo. As conversas cederam às telas; o barulho dos talheres se mistura ao som da televisão, e o silêncio foi substituído pelas distrações. Cada um come apressado, sozinho, no seu canto. E assim, o alimento perde o sentido que tinha: o de reunir. Nesse mesmo descuido, revela-se outra contradição dolorosa: enquanto sobra comida em algumas mesas, falta em tantas outras. No Brasil, cerca de 30% de tudo o que se produz é jogado fora, o que representa mais de 46 milhões de toneladas de alimentos por ano. Um verdadeiro absurdo diante da fome e da desigualdade.



    Em 2022, o país voltou ao mapa da fome, com 33 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave. Três anos depois, segundo a FAO (Food and Agriculture Organization), o Brasil deixou novamente esse mapa, mas a realidade permanece alarmante. O que os números revelam vai além das estatísticas: somos uma nação que, apesar de sua imensa capacidade de produção, ainda não consegue garantir alimento para todos. A fome não é um destino inevitável e, sim, o resultado das escolhas e prioridades que fazemos ao distribuir e consumir alimentos. Grande parte do desperdício nasce do cotidiano: nas feiras, nos restaurantes, nas casas, onde o olhar se acostumou a descartar o que ainda poderia ser aproveitado. E enquanto o lixo se enche de comida, o prato de muita gente segue vazio. A abundância não redime a fome se não houver partilha.



    Talvez o problema esteja justamente no que esquecemos de celebrar. A refeição deixou de ser encontro, deixou de ser consciência. Quando se perde o sentido do alimento, de onde vem, o que custou, quem plantou, perde-se também o vínculo com o outro. E esse vínculo que, se refeito, pode transformar de novo a mesa em espaço de cuidado. Porque o sagrado de comer juntos está menos no prato e mais na presença. E, no fim das contas, é dela que a humanidade ainda tem fome.



Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado). 

O texto articula dimensão simbólica, crítica social e reflexão antropológica para evidenciar como a ruptura dos rituais alimentares esvazia vínculos humanos e agrava desigualdades estruturais. A interpretação exige atenção à sobreposição de níveis: o doméstico, o cultural e o socioeconômico. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3794949 Português

Leia a letra da música “Sonhos” de Caetano Veloso a seguir para responder à questão.


Sonhos


Caetano Veloso



Tudo era apenas uma brincadeira

E foi crescendo, crescendo, me absorvendo

E de repente eu me vi assim completamente seu

Vi a minha força amarrada no seu passo

Vi que sem você não há caminho, eu não me

acho

Vi um grande amor gritar dentro de mim

Como eu sonhei um dia


Quando o meu mundo era mais mundo

E todo mundo admitia

Uma mudança muito estranha

Mais pureza, mais carinho mais calma, mais

alegria

No meu jeito de me dar


Quando a canção se fez mais clara e mais

sentida

Quando a poesia realmente fez folia em minha

vida

Você veio me falar dessa paixão inesperada

Por outra pessoa


Mas não tem revolta não

Eu só quero que você se encontre

Saudade até que é bom

É melhor que caminhar vazio

A esperança é um dom

Que eu tenho em mim, eu tenho sim


Não tem desespero não

Você me ensinou milhões de coisas

Tenho um sonho em minhas mãos

Amanhã será um novo dia

Certamente eu vou ser mais feliz 

Quanto às figuras de linguagem, muito utilizada na linguagem conotativa, na frase “Você me ensinou milhões de coisas”, a palavra em destaque representa o uso: 
Alternativas
Q3794947 Português

Leia o texto de Ricardo Ramos a seguir para responder à questão.


Circuito fechado


Ricardo Ramos 



Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço. Relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos, jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, blocos de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia. Água. Táxi, mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras. Cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.


Fonte: https://revistamacondo.wordpress.com/2012/02/29/conto circuito-fechado-ricardo-ramos/ 

Após leitura do texto “Circuito-fechado” de Ricardo Ramos, analise as afirmativas a seguir.



I. Devido à estrutura fragmentada e à ausência de verbos, o texto exige uma participação ativa do leitor para inferir as ações e construir o sentido completo da narrativa;


II. O texto não possui coesão e, por consequência, nenhuma coerência, uma vez que é impossível compreender a crítica apresentada pelo autor na narrativa;


III. Comparando o título ao texto, percebe-se que o autor cumpre com o que sugere no retrato (título) do seu texto, pois apresenta o cotidiano de uma pessoa (circuito) fechado em si mesmo;


IV. O texto apresenta uma crítica à sociedade moderna ao apresentar uma vida mecânica, em que o ser humano inicia e termina todos os dias da mesma forma.



Após análise, conclui-se que estão corretas as afirmativas:  

Alternativas
Q3794943 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.



Fonte:https://www.tumblr.com/tirasarmandinho/tagg ed/p%C3%B4r%20do%20sol 

Tendo em vista as figuras de linguagem como o espelho da estilística, percebe-se, como elemento indispensável para construção do humor na tirinha do Armandinho apresentada, na frase “Vendo pôr do sol”, a presença: 
Alternativas
Q3794937 Português

Leia o texto III a seguir e responda à questão.


Texto III


Realização pessoal ou tormento?


Autor anônimo 



A palavra trabalho originou-se do termo latino tripalium (ou trepalium), que nomeava um instrumento utilizado para torturar os escravos, no século VI. Naquela época, o “trabalhador” não era uma vítima, como hoje em dia, em que ele é “escravizado”, mas, sim, um torturador que castigava os prisioneiros. Antes de significar “atividade ou exercício profissional”, trabalho tinha o sentido abstrato de “tormento, agonia, sofrimento”, sentido este que permanece para muitas pessoas atualmente.


        Após ter recebido o novo sentido, o trabalho passou a ser exaltado por comemorações, como no dia 1 de maio, “Dia do trabalho”, ou até por frases como: “O trabalho dignifica o homem”. Mas, será mesmo que o trabalho perdeu a velha “sombra” da aflição? Como será que a sociedade lida com este exercício nos nossos dias? Será que ele é tratado de forma justa?


        Mesmo depois da abolição da escravidão no Brasil, em 1888, cidadãos ainda têm seu trabalho explorado, isto é, algumas pessoas são sujeitadas a certos tipos de empregos por não poderem obter um melhor. Um exemplo clássico são os trabalhadores rurais que, na maioria das vezes, não possuem carteira assinada e que por não terem uma formação escolar ou acadêmica ou por morarem muito longe do centro urbano terminam aceitando ganhar menos de um salário mínimo (direito de todo profissional com a carteira assinada). Assim, podemos ver que em determinados lugares os trabalhadores não são tratados com justiça, pois não recebem o salário adequado ao seu serviço, ou então, em alguns casos, embora os patrões tentem ser mais justos, estes empregados rurais não obtêm uma contribuição digna, pois recebem uma remuneração mais baixa do que o salário determinado pela Lei do TRT (Tribunal Regional do Trabalho). 


        Para alguns cidadãos, o trabalho ainda é um tormento, pois não é fonte de realização, ou seja, estes cidadãos não escolhem a profissão que revela o seu talento, o que termina gerando insatisfações pessoais, dores de cabeça, aborrecimentos, ao contrário de outras pessoas, que se realizam em sua profissão, tornando-a valorizada. A profissão não deve ser escolhida apenas pelo benefício financeiro, mas, sim, pelo benefício espiritual. Se trabalharmos naquilo que gostamos, estaremos sempre realizados, dispostos, sem dores de cabeça, caso contrário, teremos sempre o trabalho como uma “sombra” em nossas vidas, consequência das más escolhas.


        Assim sendo, se quisermos nos realizar tanto profissional como espiritualmente, devemos escolher nosso trabalho, com base no que gostamos de fazer, desconsiderando os preconceitos presentes na sociedade os quais desvalorizam as profissões sem as quais a população não vive como, por exemplo, o trabalho de um professor, de um gari, de um faxineiro, de um cozinheiro, entre outros tão descriminados. Enfim, para acabarmos de vez com o antigo conceito do termo “trabalho”, precisamos, primeiramente, extinguir todos os preconceitos para com o mesmo, pois, desta forma, ninguém terá vergonha de exercer qualquer profissão, seja esta de faxineiro, gari, professor, entre outros, da mesma maneira que nenhum cidadão envergonha-se de ser um médico, advogado ou engenheiro. (Profissões mais valorizadas socialmente)


Fonte: arquivo pessoal do elaborador

Após leitura do texto, percebe-se que, ao discutir sobre a temática do trabalho, o autor defende que: 
Alternativas
Q3794936 Português

Leia o texto III a seguir e responda à questão.


Texto III


Realização pessoal ou tormento?


Autor anônimo 



A palavra trabalho originou-se do termo latino tripalium (ou trepalium), que nomeava um instrumento utilizado para torturar os escravos, no século VI. Naquela época, o “trabalhador” não era uma vítima, como hoje em dia, em que ele é “escravizado”, mas, sim, um torturador que castigava os prisioneiros. Antes de significar “atividade ou exercício profissional”, trabalho tinha o sentido abstrato de “tormento, agonia, sofrimento”, sentido este que permanece para muitas pessoas atualmente.


        Após ter recebido o novo sentido, o trabalho passou a ser exaltado por comemorações, como no dia 1 de maio, “Dia do trabalho”, ou até por frases como: “O trabalho dignifica o homem”. Mas, será mesmo que o trabalho perdeu a velha “sombra” da aflição? Como será que a sociedade lida com este exercício nos nossos dias? Será que ele é tratado de forma justa?


        Mesmo depois da abolição da escravidão no Brasil, em 1888, cidadãos ainda têm seu trabalho explorado, isto é, algumas pessoas são sujeitadas a certos tipos de empregos por não poderem obter um melhor. Um exemplo clássico são os trabalhadores rurais que, na maioria das vezes, não possuem carteira assinada e que por não terem uma formação escolar ou acadêmica ou por morarem muito longe do centro urbano terminam aceitando ganhar menos de um salário mínimo (direito de todo profissional com a carteira assinada). Assim, podemos ver que em determinados lugares os trabalhadores não são tratados com justiça, pois não recebem o salário adequado ao seu serviço, ou então, em alguns casos, embora os patrões tentem ser mais justos, estes empregados rurais não obtêm uma contribuição digna, pois recebem uma remuneração mais baixa do que o salário determinado pela Lei do TRT (Tribunal Regional do Trabalho). 


        Para alguns cidadãos, o trabalho ainda é um tormento, pois não é fonte de realização, ou seja, estes cidadãos não escolhem a profissão que revela o seu talento, o que termina gerando insatisfações pessoais, dores de cabeça, aborrecimentos, ao contrário de outras pessoas, que se realizam em sua profissão, tornando-a valorizada. A profissão não deve ser escolhida apenas pelo benefício financeiro, mas, sim, pelo benefício espiritual. Se trabalharmos naquilo que gostamos, estaremos sempre realizados, dispostos, sem dores de cabeça, caso contrário, teremos sempre o trabalho como uma “sombra” em nossas vidas, consequência das más escolhas.


        Assim sendo, se quisermos nos realizar tanto profissional como espiritualmente, devemos escolher nosso trabalho, com base no que gostamos de fazer, desconsiderando os preconceitos presentes na sociedade os quais desvalorizam as profissões sem as quais a população não vive como, por exemplo, o trabalho de um professor, de um gari, de um faxineiro, de um cozinheiro, entre outros tão descriminados. Enfim, para acabarmos de vez com o antigo conceito do termo “trabalho”, precisamos, primeiramente, extinguir todos os preconceitos para com o mesmo, pois, desta forma, ninguém terá vergonha de exercer qualquer profissão, seja esta de faxineiro, gari, professor, entre outros, da mesma maneira que nenhum cidadão envergonha-se de ser um médico, advogado ou engenheiro. (Profissões mais valorizadas socialmente)


Fonte: arquivo pessoal do elaborador

Tipologia textual refere-se à organização discursiva do texto. Sabendo disso, percebe-se que, no texto III, as tipologias predominantes na organização textual são:  
Alternativas
Q3794851 Português

Imagem associada para resolução da questão


DUKE. Não me lembro dessa charge. Disponível em <https://www.diariodocentrodomundo.com.br/nao-me-lembro-dessa-charge-por-duke/>.




O humor presente na charge acima encontra-se no fato de que: 

Alternativas
Q3794845 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Dois mais dois



    O Rodrigo não entendia por que precisava aprender matemática, já que a sua minicalculadora faria todas as contas por ele, pelo resto da vida, e então a professora resolveu contar uma história.

    Contou a história do Supercomputador. Um dia, disse a professora, todos os computadores do mundo serão unificados num único sistema, e o centro do sistema será em alguma cidade do Japão. Todas as casas do mundo, todos os lugares do mundo terão terminais do Supercomputador. As pessoas usarão o Supercomputador para compras, para recados, para reservas de avião, para consultas sentimentais. Para tudo. (...)

    Um dia, um garoto perguntará ao pai:

    – Pai, quanto é dois mais dois?

    – Não pergunte a mim – dirá o pai –, pergunte a Ele.

    E o garoto digitará os botões apropriados e num milésimo de segundo a resposta aparecerá na tela. E então o garoto dirá:

    – Como é que sei que a resposta é certa?

    – Porque Ele disse que é certa – responderá o pai.

    – E se Ele estiver errado?

    – Ele nunca erra.

    – Mas se estiver?

    – Sempre podemos contar nos dedos.

    – O quê?

    – Contar nos dedos, como faziam os antigos. Levante dois dedos. Agora mais dois. Viu? Um, dois, três, quatro. O Computador está certo.

    – Mas, pai, e 362 vezes 17? Não dá para contar nos dedos. A não ser reunindo muita gente e usando os dedos das mãos e dos pés. Como saber se a resposta d’Ele está certa? Aí o pai suspirou e disse:

    – Jamais saberemos ...

    O Rodrigo gostou da história, mas disse que, quando ninguém mais soubesse matemática e não pudesse pôr o Computador à prova, então não faria diferença se o Computador estava certo ou não, já que a sua resposta seria a única disponível e, portanto, a certa, mesmo que estivesse errada, e... Aí foi a vez da professora suspirar.



VERÍSSIMO, Luis Fernando. Dois mais dois. Disponível em .<https://www.culturagenial.com/cronicasengracadas-de-luis-fernando-verissimocomentadas/>.

No texto “Dois mais dois”, o uso de “Ele”, “Supercomputador” e “Computador”, com inicial maiúscula, expressa:
Alternativas
Q3794844 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Dois mais dois



    O Rodrigo não entendia por que precisava aprender matemática, já que a sua minicalculadora faria todas as contas por ele, pelo resto da vida, e então a professora resolveu contar uma história.

    Contou a história do Supercomputador. Um dia, disse a professora, todos os computadores do mundo serão unificados num único sistema, e o centro do sistema será em alguma cidade do Japão. Todas as casas do mundo, todos os lugares do mundo terão terminais do Supercomputador. As pessoas usarão o Supercomputador para compras, para recados, para reservas de avião, para consultas sentimentais. Para tudo. (...)

    Um dia, um garoto perguntará ao pai:

    – Pai, quanto é dois mais dois?

    – Não pergunte a mim – dirá o pai –, pergunte a Ele.

    E o garoto digitará os botões apropriados e num milésimo de segundo a resposta aparecerá na tela. E então o garoto dirá:

    – Como é que sei que a resposta é certa?

    – Porque Ele disse que é certa – responderá o pai.

    – E se Ele estiver errado?

    – Ele nunca erra.

    – Mas se estiver?

    – Sempre podemos contar nos dedos.

    – O quê?

    – Contar nos dedos, como faziam os antigos. Levante dois dedos. Agora mais dois. Viu? Um, dois, três, quatro. O Computador está certo.

    – Mas, pai, e 362 vezes 17? Não dá para contar nos dedos. A não ser reunindo muita gente e usando os dedos das mãos e dos pés. Como saber se a resposta d’Ele está certa? Aí o pai suspirou e disse:

    – Jamais saberemos ...

    O Rodrigo gostou da história, mas disse que, quando ninguém mais soubesse matemática e não pudesse pôr o Computador à prova, então não faria diferença se o Computador estava certo ou não, já que a sua resposta seria a única disponível e, portanto, a certa, mesmo que estivesse errada, e... Aí foi a vez da professora suspirar.



VERÍSSIMO, Luis Fernando. Dois mais dois. Disponível em .<https://www.culturagenial.com/cronicasengracadas-de-luis-fernando-verissimocomentadas/>.

“As pessoas usarão o Supercomputador para compras, para recados, para reservas de avião, para consultas sentimentais. Para tudo.”



A repetição da palavra no trecho acima configura a existência da figura de linguagem conhecida como:

Alternativas
Respostas
10261: A
10262: A
10263: C
10264: C
10265: C
10266: D
10267: C
10268: B
10269: D
10270: C
10271: A
10272: C
10273: A
10274: E
10275: C
10276: E
10277: B
10278: D
10279: B
10280: A