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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.798 questões

Q3796099 Português

Coisa de outro mundo


Por Pedro Guerra







(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/11/coisa-deoutro-mundo-cmhz55u0d023g016043t7phbg.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise a charge de Ricardo Manhães apresentada abaixo:


Imagem associada para resolução da questão



Fonte: https://ndmais.com.br/opiniao/charges/mais-de-70-celulares-sao-furtados-durante-evento-emflorianopolis/



Assinale a alternativa que apresenta um trecho, retirado do texto, que expressa o ponto levantado pela charge. 

Alternativas
Q3796098 Português

Coisa de outro mundo


Por Pedro Guerra







(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/11/coisa-deoutro-mundo-cmhz55u0d023g016043t7phbg.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. Para o autor do texto, nosso mundo tornou-se um lugar em que as coisas parecem ter se afastado da lógica.
II. A espetacularização do sofrimento alheio é alvo de ironia por parte do autor, que não a considera algo civilizado.
III. Para o autor, a Internet é um espaço no qual as pessoas precisam exercer seu direito de expressão e isso não se configura como preconceito.


Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3796037 Português
“Nossa felicidade depende da educação da vontade, pois a felicidade consiste em fazer com que as ideias e os sentimentos agradáveis deem tudo o que podem dar de alegria, e em impedir aos pensamentos e às emoções dolorosas o acesso à consciência, ou pelo menos em não deixá-los preponderar.”
Jules Payot
O conectivo “pois”, no texto acima, introduz uma oração que: 
Alternativas
Q3796034 Português
Quero pedir desculpa a todas as mulheres
“quero pedir desculpas a todas as mulheres que descrevi como bonitas antes de dizer inteligentes ou corajosas fico triste por ter falado como se algo tão simples como aquilo que nasceu com você fosse seu maior orgulho quando seu espírito já despedaçou montanhas de agora em diante vou dizer coisas como você é forte ou você é incrível  não porque eu não te ache bonita mas porque você é muito mais do que isso”
Rupi Kaur
A autora do poema acima: 
Alternativas
Q3796028 Português
“Após quatro dias de intensa programação, a Feira de Negócios da Uva e do Vinho do Nordeste – Vinhuvafest 2025 – encerrou sua nona edição neste domingo (23) celebrando recorde de público, negócios e uma das maiores movimentações já registradas no Parque de Eventos da Uva e do Vinho, em Lagoa Grande. A programação, iniciada na quinta-feira (20), atraiu cerca de 120 mil visitantes nos quatro dias, consolidando o evento como a principal vitrine da vitivinicultura nordestina.”
Disponível em: https://lagoagrande.pe.gov.br
No texto acima, evidencia-se a seguinte função da linguagem: 
Alternativas
Q3795991 Português

A respeito dos sinônimos e antônimos na língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir:



I. A palavra “corajoso” pode ser considerada sinônimo de “valente”, pois ambas representam alguém que enfrenta o medo.


II. O termo “humilde” pode ser tomado como antônimo de “arrogante”, já que expressam sentidos contrários.


III. Os vocábulos “pequeno” e “minúsculo” têm significados opostos, por isso não podem ser usados como sinônimos.


IV. A palavra “claro” pode ser vista como sinônimo de “escuro”, pois ambas se referem à intensidade da luz.



Assinale a alternativa que indica quais afirmativas são verdadeiras.

Alternativas
Q3795988 Português

Leia a letra da música a seguir para responder à questão.



Evidências


Chitãozinho & Xororó




Quando eu digo que deixei de te amar

É porque eu te amo

Quando eu digo que não quero mais você

É porque eu te quero

Eu tenho medo de te dar meu coração

E confessar que eu estou em tuas mãos

Mas não posso imaginar

O que vai ser de mim

Se eu te perder um dia



Eu me afasto e me defendo de você

Mas depois me entrego

Faço tipo, falo coisas que eu não sou

Mas depois eu nego

Mas a verdade

É que eu sou louco por você

E tenho medo de pensar em te perder

Eu preciso aceitar que não dá mais

Pra separar as nossas vidas



E nessa loucura de dizer que não te quero

Vou negando as aparências

Disfarçando as evidências

Mas pra que viver fingindo

Se eu não posso enganar meu coração?

Eu sei que te amo!



Chega de mentiras

De negar o meu desejo

Eu te quero mais que tudo 

Eu preciso do seu beijo

Eu entrego a minha vida

Pra você fazer o que quiser de mim

Só quero ouvir você dizer que sim!



Diz que é verdade, que tem saudade

Que ainda você pensa muito em mim

Diz que é verdade, que tem saudade

Que ainda você quer viver pra mim




Disponível em:  <https://www.letras.mus.br/chitaozinho-exororo/768469/>

Na música Evidências da dupla Chitãozinho e Xororó, o eu lírico tenta não se entregar a seus próprios sentimentos até certo momento. Qual trecho da música, nas alternativas a seguir, confirma essa interpretação? Assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q3795963 Português
“Provavelmente, uma das maiores dificuldades compartilhadas pelos professores e profissionais da educação em geral, é a de que os estudantes não conseguem decodificar bem um texto, ou seja, não conseguem interpretá-lo corretamente. E esse desafio passa pela leitura. Não só pela possibilidade de saber o que está escrito, mas pelo hábito de ler, de identificar o que está sendo lido e o que aquilo quer dizer. Mesmo com diferentes objetivos, seja por prazer, para se informar ou memorizar um conteúdo, a prática da leitura é essencial para ampliar o vocabulário, melhorar a escrita, fortalecer o raciocínio e principalmente desenvolver a habilidade para interpretação de texto. Independentemente do formato utilizado, seja físico ou impresso, o incentivo à prática é essencial para a formação de cidadãos mais críticos e mais conhecedores.”
Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br (adaptado)
Leia o texto e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3795961 Português
Língua
Esta língua é como um elástico que espicharam pelo mundo. No início era tensa, de tão clássica. Com o tempo, se foi amaciando, foi-se tornando romântica, incorporando os termos nativos e amolecendo nas folhas de bananeira as expressões mais sisudas. Um elástico que já não se pode mais trocar, de tão gasto; nem se arrebenta mais, de tão forte. Um elástico assim como é a vida que nunca volta ao ponto de partida.
Gilberto Mendonça Teles
De acordo com a leitura do poema acima, pode-se afirmar que o poeta:
Alternativas
Q3795960 Português
“Somos donos dos nossos atos mas não donos dos nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos mas não pelo que sentimos. Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos. Atos são pássaros engaiolados. Sentimentos são pássaros em voo.”
Rubem Alves
Nos dois últimos versos do texto acima, o autor fez uso de uma associação subjetiva de ideias. Com essa afirmativa, caracteriza-se uma figura de linguagem denominada:
Alternativas
Q3795959 Português
“A Academia Brasileira de Letras apresenta palavras ou expressões que passaram a ter uso corrente na língua portuguesa, podendo ser neologismos, empréstimos linguísticos ou mesmo vocábulos que, apesar de já existirem há algum tempo na língua, têm sido usados com mais frequência ou com um novo sentido nos dias de hoje. A criação, o uso e a difusão de uma nova palavra ou expressão vêm da necessidade que temos de nomear algo que faz parte da nossa realidade ou que nossa inteligência e percepção foram capazes de identificar com mais intensidade. Conhecer o significado de novas palavras enriquece nosso vocabulário e nos faz mergulhar na atmosfera intelectual em que vivemos. Mais do que isso, contribui para o pleno desenvolvimento de nossa capacidade de comunicação, amplia a compreensão que temos do mundo e nos torna aptos a identificar problemas, buscar soluções e sermos agentes de mudança em prol de uma sociedade mais humana, ética e justa.”
Disponível em: https://www.academia.org.br
Com base no texto acima, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3795958 Português

Imagem associada para resolução da questão
Na ilustração acima, o emprego das formas verbais “continue” e “seja” caracteriza a função de linguagem denominada: 
Alternativas
Q3795894 Português
No contexto da linguagem utilizada em documentos e orientações da área da saúde, assinale a alternativa em que ambos os pares de palavras estão corretamente classificados como sinônimos ou antônimos.  
Alternativas
Q3795892 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo. 



Ricos demais



    Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.



    A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima. 



    Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros. 



    O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.” 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 


Ao longo do texto, imagens como “afogado em números”, “desviar dos grandes propósitos” e “usar a vida até furar a sola” intensificam a crítica do autor a um modo de existência fragmentado e desorientado. Essas expressões atuam como recursos que ampliam a dimensão simbólica do argumento, aproximando o leitor de uma reflexão ético-existencial sobre limites, escolhas e vulnerabilidades. Considerando esses efeitos, assinale a alternativa que melhor interpreta o valor figurativo dessas imagens no conjunto do texto. 
Alternativas
Q3795891 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo. 



Ricos demais



    Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.



    A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima. 



    Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros. 



    O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.” 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 


No trecho “Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir”, o conectivo “porém” atua como elemento articulador do enunciado, introduzindo uma relação que modifica a orientação argumentativa e reorganiza o sentido da frase. Considerando o valor discursivo dessa conjunção no contexto do texto, assinale a alternativa que identifica corretamente a circunstância expressa por esse termo. 
Alternativas
Q3795890 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo. 



Ricos demais



    Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.



    A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima. 



    Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros. 



    O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.” 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 


A reflexão proposta pelo texto contrapõe duas experiências humanas: o acúmulo obsessivo, que aprisiona, e o usufruto consciente, que liberta. Essa oposição se revela não apenas no exemplo do idoso, mas também na incorporação de referências como Marina Colassanti, Michel Alcoforado e Michel Onfray, ampliando o olhar para questões que envolvem desejo, privação e sentido da vida. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta leitura compatível com a crítica subjacente ao texto. 
Alternativas
Q3795889 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo. 



Ricos demais



    Ela tinha uma expressão preocupada, mostrando-se distante. Depois de quase meia hora e na certeza de que o assunto ficaria entre nós, confessou-me sentir-se bastante preocupada com o marido. Pouco dormia e apresentava crises constantes de ansiedade. Passava o dia somando valores e consultando seu advogado. Pensou estar com problemas financeiros, tentando se reorganizar, pois sua mente era um caos. Para minha surpresa, era exatamente o contrário. Ele tinha excesso de dinheiro, veja só. O problema é que passava as horas livres administrando quase uma centena de imóveis de sua propriedade, além de aplicações na bolsa. Esse era o seu dilema: via ao redor pessoas tentando enganá-lo e não descuidava um minuto do patrimônio. Além disso, buscava outras aquisições, e escolher as melhores consumia parte significativa do tempo. É, enfim, alguém que só conseguiu acumular escrituras e dinheiro. As relações familiares e as amizades nunca foram prioritárias. Agora, aos 82 anos de idade, encontra-se perdido.



    A escritora Marina Colassanti disse, em uma entrevista, ser importante ponderar acerca de um dos maiores mitos sobre a velhice: acreditar que venha sempre acompanhada da sabedoria. Na maioria das vezes, só representa o desgaste do corpo e a proximidade da morte. Se nos descuidarmos, atravessaremos a existência como um mero organismo biológico, nada mais. A natureza cria e descarta, eis tudo. Refletindo sobre o relato acima, dei-me conta do quanto podemos nos desviar dos grandes propósitos. A cobiça se alimenta de si mesma. E, pior, quem a nutre ao longo dos anos, mal percebe as coisas boas acontecendo no entorno. Atenção: não estou fazendo a apologia da pobreza. Ter dinheiro é muito bom. Escasso, nos leva a uma situação de carência, traduzida em dificuldades de toda ordem. Eu nem me importaria de, por exemplo, ter dúvidas de como e onde gastá-lo. O problema surge quando nos desviamos do foco principal, que é o seu usufruto pleno. Somar é bom, porém, precisa ter o mesmo valor de dividir. Caso contrário, nos candidataremos a repetir o modelo acima. 



    Se você já leu o livro Coisa de Rico, do escritor Michel Alcoforado, sabe a que me refiro. O excesso nos leva a ignorar a noção de realidade, extrapolando o bom senso e nos tornando vulneráveis às pequenas perdas. Como somos criaturas desejantes, a privação também pode causar sérios problemas. Sem contar, claro, que parece melhor resolver os dramas de qualquer ordem ancorados no conforto e na ausência de preocupações financeiras. Soaria bem simpático dizer o contrário, mas os exemplos o desmentem. Enfim, surpreendo-me recordando este homem afogado em números e tão distraído a ponto de não perceber que em breve nossos pertencimentos serão entregues a outros. 



    O pobre senhor tão aflito deixou de aprender a lição proposta pelo filósofo Michel Onfray: “Sair por aí, desenfreadamente, usando a vida até furar a sola.” 


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado). 


O texto articula o relato inicial sobre o idoso milionário com reflexões filosóficas e literárias, produzindo uma crítica ao modo como certas formas de acúmulo podem desviar o indivíduo dos propósitos essenciais da vida. Esse entrelaçamento discursivo permite ao autor sustentar uma visão mais ampla sobre o sentido da existência e o risco de uma vida reduzida à administração de posses. Considerando esse percurso reflexivo, assinale a alternativa que apresenta interpretação coerente com a perspectiva construída no texto. 


Alternativas
Q3795640 Português
No cotidiano escolar, o trabalho com a diversidade textual (tipologias, gêneros e suportes) é fundamental para garantir o desenvolvimento da competência comunicativa dos estudantes. Considerando os pressupostos da Linguística Textual e das orientações dos documentos oficiais, marque a alternativa que apresenta a forma mais adequada de conduzir a prática pedagógica com a diversidade textual: 
Alternativas
Q3795616 Português
Em relação ao trabalho com oralidade, leitura, produção de texto e gramática na escola, analise as afirmações a seguir, marcando V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) A oralidade, no ensino de Língua Portuguesa, deve ser tratada apenas em situações de debate formal, já que práticas cotidianas de fala não exigem sistematização pedagógica.
( ) A avaliação em leitura deve ultrapassar a decodificação, considerando estratégias como antecipação, inferência, intertextualidade e análise crítica do texto.
( ) A produção de texto, no contexto escolar, deve ser concebida como processo, o que implica planejamento, escrita, revisão e reescrita, e não apenas como produto final.
( ) O ensino de gramática, sob uma perspectiva contemporânea, deve integrar-se às práticas de leitura e produção textual, favorecendo a reflexão sobre o funcionamento da língua em uso.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Respostas
10241: E
10242: B
10243: E
10244: E
10245: D
10246: A
10247: A
10248: A
10249: D
10250: D
10251: E
10252: B
10253: A
10254: D
10255: D
10256: C
10257: B
10258: A
10259: B
10260: B