Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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Observe o seguinte trecho:
“A música, em si, não é tão significativa para o nosso mundo interior, tão profundamente tocante, que possa valer como linguagem imediata do sentimento; mas sua ligação ancestral com a poesia pôs tanto simbolismo no movimento rítmico, na intensidade ou fraqueza do tom, que hoje imaginamos que ela fale diretamente ao nosso íntimo e que dele parta”.
(Friedrich Nietzsche)
De acordo com o texto de Friedrich Nietzsche, qual das
seguintes afirmações melhor reflete a visão do autor
sobre a música?
Utilize o seguinte trecho para responder à questão.
“Quando você percebe que o universo inteiro é uma manifestação da sua mente, você se torna onipresente. E na onipresença estão contidas todas as nossas necessidades, e todas as nossas necessidades são preenchidas a partir do nosso interior. Mas quando você começa a se preocupar e a pensar sobre isso, você estraga tudo. Então você tem que fazer coisas humanas para tomar conta de si mesmo. Mas se você deixa essa camada humana sozinha, e volta para a compreensão que está tudo na sua mente, você automaticamente solta a mente, e o Ser toma conta, trazendo as pessoas certas pra sua vida, a situação certa, o endereço certo. Lembre-se, seu corpo veio para essa terra por causa do karma. E vai passar pelo que quer que tenha que passar. Mas você não tem nada a ver com isso porque você não é seu corpo. Mas se você pensar sobre isso você estraga. Por isso, permita seu corpo fazer o que quer que ela tenha vindo fazer aqui. Não interfira. Não lute. Simplesmente observe. Não reaja. Você ficará bem.”
(Robert Adams)
Utilize o seguinte trecho para responder à questão.
“Quando você percebe que o universo inteiro é uma manifestação da sua mente, você se torna onipresente. E na onipresença estão contidas todas as nossas necessidades, e todas as nossas necessidades são preenchidas a partir do nosso interior. Mas quando você começa a se preocupar e a pensar sobre isso, você estraga tudo. Então você tem que fazer coisas humanas para tomar conta de si mesmo. Mas se você deixa essa camada humana sozinha, e volta para a compreensão que está tudo na sua mente, você automaticamente solta a mente, e o Ser toma conta, trazendo as pessoas certas pra sua vida, a situação certa, o endereço certo. Lembre-se, seu corpo veio para essa terra por causa do karma. E vai passar pelo que quer que tenha que passar. Mas você não tem nada a ver com isso porque você não é seu corpo. Mas se você pensar sobre isso você estraga. Por isso, permita seu corpo fazer o que quer que ela tenha vindo fazer aqui. Não interfira. Não lute. Simplesmente observe. Não reaja. Você ficará bem.”
(Robert Adams)
I. O texto em análise é considerado como gênero notícia, por falar de um fato de maneira específica.
II. É um texto com elementos de produção literária que descreve sobre Pierre de Coubertin e os Jogos Olímpicos.
III. É um texto informativo com uma temática relevante e atual que enfatiza a paz no mundo e o cuidado com o planeta.
IV. O texto possui teor informativo e se constitui de linguagem formal, clara e objetiva.
A partir da charge a seguir, responda a questão.

Fonte: BING IMAGENS. Disponível em: https://www.bing.com/images/search?
Observe o contexto da charge a seguir e responda, posteriormente, a questão.

Fonte: Portal Microsoft Bing. Disponível em:
<https://www.bing.com/images/search?>
Observe o contexto da charge a seguir e responda, posteriormente, a questão.

Fonte: Portal Microsoft Bing. Disponível em:
<https://www.bing.com/images/search?>
O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas ________ e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros ________ e no estabelecimento de condições que assegurem acesso _______ e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e___________.
Assinale a alternativa que não completa corretamente nenhuma das lacunas.
Leia o texto a seguir para responder à questão
Walcyr Carrasco
Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?". Respondi: “Não, mas já há algum tempo queria conhecer.” Ele disse: “Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões.” Sorri e disse: “Tudo bem, eu faço um Pix.” Aí ele frisou: “Só aceitamos pagamento em cash.” Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.
Refleti que, de fato, eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. “Aceito Pix”, ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: “Aponta seu celular pra esse QR Code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.
As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana — tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola, intitulada Pecado Capital, diz que “dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador”. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.
Publicado em VEJA de 1° de março de 2024, edição n° 2882.
De acordo com o texto, analise as assertivas abaixo:
I. O Sistema de compras on-line para entrega em casa é mais cômodo e privilegia o pagamento via cartão ou outro meio eletrônico.
Il. A Pandemia ressaltou a comodidade e a segurança do dinheiro eletrônico e do próprio comércio on-line.
IIl. O Sistema de pagamento instantaneo por apps cresceu e as cédulas desapareceram.
Esta(ão) CORRETA(s):
Leia o texto para responder a questão.
O bacana
A rua ainda era a mesma. As mesmas casas. As mesmas árvores, só mais troncudas. Até o armazém do Espanhol (assim chamado por razões misteriosas, pois o dono sempre fora português) continuava lá. Ele desceu do carro e começou a caminhar pela calçada esburacada. Parou em frente à casa que tinha sido a dele. Era a maior da rua. Puxa. Sentiu um aperto na garganta. Quanta lembrança! O muro com as marcas da bola.
Lembrou-se, então, com uma intensidade que quase o sufocou, do time. O Valores da Zona. Que tempo bom. Nunca mais fora tão feliz. A ideia do time tinha sido dele. Ele é que tinha bola. Ele é que contribuíra com a maior parcela, tirada de sua mesada, para a compra das camisetas. Lembrava ainda a formação do ataque: Venancinho, Alemão, ele, Mangola e Tobias da dona Ester, para diferenciar do Tobias da dona Inácia, que era beque.
O Venancinho morava numa casa de madeira em frente à dele. Será que... Atravessou a rua e bateu na porta. Apareceu uma menina dos seus oito anos.
— Quié.
— O Venancinho ainda mora aqui?
— Quem? — Venâncio. Venâncio, ahn...
Tentou se lembrar do sobrenome. Inútil. Só se lembrava de Venancinho. Vulgo Bicudo.
— Peraí — disse a menina, e fechou a porta.
Nunca mais, desde aquele tempo, tivera tantos amigos. O grito de guerra do time era “Valores da Zona — Unidos! Unidos! Unidos!”. E eram unidos. Com eles provara o primeiro cigarro. Comprara as primeiras revistas de sacanagem. Lembrava das reuniões no galpão atrás da casa do Chico Babão. Os concursos de... Apareceu uma senhora.
— Quer falar com quem?
— O Venâncio ainda mora aqui?
— Mora.
— Ele está?
— Está aposentado — disse a mulher, como se dissesse “só pode estar em casa”. E apontou para o próprio peito — Pulmão.
— Será que eu posso falar com ele?
— Qual é sua graça?
Ele disse. Explicou quem era. A mulher tornou a fechar a porta. Ele ouviu a mulher gritando para alguém. Seu nome e sua descrição. E ouviu a voz de um homem exclamando:
— Ih. É o Bacana...
Não sabia que aquele era o seu apelido. Compreendeu tudo. Era como o chamavam pelas costas. Só porque sua casa era maior e ele tinha mesada. Segundos antes de se virar e voltar para o carro, teve um pensamento definitivo.
— Só me deixavam jogar de centroavante porque a bola era minha…
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Não sabia que aquele era o seu apelido.
O pronome “seu”, empregado no excerto apresentado, remete: