Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3333984 Português
Leia o texto para responder à questão:


     O texto é uma proposta de sentido e se acha aberto a várias alternativas de compreensão. Mas todo cuidado aqui é pouco, pois o texto não é uma caixinha de surpresas ou algum tipo de caixa preta. Se assim fosse, ninguém se entenderia e viveríamos em eterna confusão. Há, pois, limites para a compreensão textual.

(Luiz Antônio Marcuschi, Produção textual,
análise de gêneros e compreensão, 2008)
Com base em Ingedore Koch (Desvendando os segredos do texto, 2018), é correto afirmar que as expressões “uma caixinha de surpresas” e “algum tipo de caixa preta” assumem sentido
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Q3333983 Português
De acordo com Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto, São Paulo: Contexto, 2011), que afirmam que os gêneros textuais são produtos sociais, conclui-se que eles
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Q3333981 Português
Para responder à questão, leia o texto em que Alfredo Bosi comenta a prosa de Guimarães Rosa e ilustra com trecho do próprio escritor:


   Sujeito e objeto opõem-se na aparência, mas no fundo partilham de algo infinitamente mutável: o devir:

   “É e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é… Quase todo mais grave criminoso feroz, sempre é muito bom marido, bom filho, bom pai, e é bom amigo-de-seus-amigos! Sei desses. Só que tem os depois – e Deus, junto. Vi muitas nuvens.

     Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam.”


(Alfredo Bosi, História concisa da literatura brasileira, 2015)
Como ilustra o texto de Guimarães Rosa, o devir deve ser entendido como
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Q3333979 Português

Leia o texto para responder à questão:



(Wagner Rodrigues Silva; Andreia Cristina Fidelis e Kiahra Antonella, Laboratório virtual de pesquisa escolar com gramática: educação científica em aulas de língua materna, 2024)

Com base em Koch e Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011), na fala do estudante “nossa eu me empenharia muito mais”, o termo destacado deve ser analisado como 
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Q3333978 Português

Leia o texto para responder à questão:



(Wagner Rodrigues Silva; Andreia Cristina Fidelis e Kiahra Antonella, Laboratório virtual de pesquisa escolar com gramática: educação científica em aulas de língua materna, 2024)

Na entrevista do aluno a um dos organizadores da pesquisa, fica evidente que as atividades do projeto
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Q3333977 Português
Apresentam uma sucessão temporal/causal de eventos, ou seja, há sempre um antes e um depois, uma situação inicial e uma situação final, entre as quais ocorre algum tipo de modificação de um estado de coisas. Há predominância de verbos de ação, bem como de adverbiais temporais, causais e, também, locativos. É frequente a presença do discurso relatado.
(Koch e Elias, Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011. Adaptado)

As informações apresentadas referem-se à superestrutura 
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Q3333976 Português
Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão. 2008), ao tratar o ensino de língua na escola, assume a perspectiva de que o trabalho com ela parte
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Q3333975 Português
De acordo com Dolz, Noverraz e Schneuwly (em Bernard Schneuwly & Joaquim Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004), o procedimento “sequência didática” prevê o trabalho com gêneros textuais que
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Q3333973 Português
O Brasil é o maior país da América do Sul. A região norte é ocupada pela Bacia Amazônica e pelo Planalto das Guianas. A região nordeste possui, em parte, o clima semiárido. A região sudeste é altamente industrializada. A região sul recebeu grande número de imigrantes europeus. A região centro-oeste abriga, além da capital – Brasília –, o famoso Pantanal.
(Ingedore Koch, Desvendando os segredos do texto, 2018. Adaptado)

O texto exemplifica a progressão temática – articulação tema-rema – com
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Q3333972 Português
Ao analisar a ideia de que o português é uma língua muito difícil, Marcos Bagno (Preconceito linguístico, 2015) pondera que se trata de uma afirmação 
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Q3333971 Português
Um professor, ao organizar o trabalho com gêneros textuais com base na Proposta Provisória de Agrupamento de Gêneros (Bernard Schneuwly & Joaquim Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004), selecionou o domínio social de comunicação “documentação e memorização das ações humanas”, aspecto tipológico “relatar” e capacidade de linguagem dominante “representação pelo discurso de experiências vividas, situadas no tempo”. Portanto, os gêneros incluídos pelo docente em seu planejamento foram:
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Q3333970 Português
No Currículo Paulista: ensino fundamental (2019), uma das Competências Específicas de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental explicita a ideia de “Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.”
Com base nessa afirmação, em uma prática de produção escrita, o aluno atenderia ao contido nessa competência com a informação: 
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Q3333969 Português
Em relação aos novos letramentos, Roxane Rojo e Eduardo Almeida (Letramentos, mídias, linguagens, 2019) explicam que
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Q3333968 Português
Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.
(Currículo Paulista: ensino fundamental, 2019)

De acordo com Dolz, Noverraz e Schneuwly (em Bernard Schneuwly & Joaquim Dolz, Gêneros orais e escritos na escola, 2004) e Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão, 2008), o professor que tenha o objetivo de trabalhar um texto oral, um texto escrito e um texto multimodal selecionará, correta e respectivamente: 
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Q3333964 Português
Leia o texto para responder à questão:


     Os exemplos de textos jornalísticos foram apresentados numa unidade temática sobre drogas num supletivo básico (equivalente às 1a e 2a séries) para adultos. Em consequência da pouca familiaridade dos alunos com a escrita em cursos desse tipo, em que a maioria são adultos que voltam à escola depois de ter passado uns poucos meses na escola quando crianças, é necessário, primeiro, explorar com os alunos os acordos tácitos anteriores à leitura do jornal, entre jornalista e leitor.

    Em primeiro lugar, o texto jornalístico deve ser aceito como fonte de informações pertinentes e de novidades, quer dizer, preenchendo funções que, nas culturas não letradas, são preenchidas, primordialmente, pelos membros da família e pela comunidade imediata, oralmente. Em segundo lugar, é preciso deixar claro para o aluno a ampla variedade de informações e notícias que um jornal da imprensa séria, de circulação nacional traz, o que implica uma maneira seletiva de procura de textos interessantes, mediante a leitura da manchete e do resumo destacado na primeira página, ou na seção pertinente ao assunto tratado.

     A familiarização com a forma do jornal e do texto jornalístico poderia ser, de fato, um dos primeiros objetivos da aula e, nesse caso, poder-se-ia focalizar a relação entre a manchete, o resumo ou chamada e o texto propriamente dito dentro do jornal. Ligada também à leitura do jornal está a maneira de abordar a leitura do jornal para aquilo que nos interessa. Poder-se-ia, então, demonstrar para o aluno a função da manchete em relação ao relato da notícia, bem como a leitura tipo sondagem (também conhecida por seu nome inglês, “scanning”), assim, efetivamente, demonstrando a relação existente entre objetivo de leitura e estratégias de abordar o texto, de ler.


(Angela Kleiman, Oficina de leitura: teoria & prática, 2017. Adaptado)
Analisando os processos de coesão conectiva no texto, com base em Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão, 2008), identifica-se um operador metalinguístico na passagem:
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Q3333963 Português
Leia o texto para responder à questão:


     Os exemplos de textos jornalísticos foram apresentados numa unidade temática sobre drogas num supletivo básico (equivalente às 1a e 2a séries) para adultos. Em consequência da pouca familiaridade dos alunos com a escrita em cursos desse tipo, em que a maioria são adultos que voltam à escola depois de ter passado uns poucos meses na escola quando crianças, é necessário, primeiro, explorar com os alunos os acordos tácitos anteriores à leitura do jornal, entre jornalista e leitor.

    Em primeiro lugar, o texto jornalístico deve ser aceito como fonte de informações pertinentes e de novidades, quer dizer, preenchendo funções que, nas culturas não letradas, são preenchidas, primordialmente, pelos membros da família e pela comunidade imediata, oralmente. Em segundo lugar, é preciso deixar claro para o aluno a ampla variedade de informações e notícias que um jornal da imprensa séria, de circulação nacional traz, o que implica uma maneira seletiva de procura de textos interessantes, mediante a leitura da manchete e do resumo destacado na primeira página, ou na seção pertinente ao assunto tratado.

     A familiarização com a forma do jornal e do texto jornalístico poderia ser, de fato, um dos primeiros objetivos da aula e, nesse caso, poder-se-ia focalizar a relação entre a manchete, o resumo ou chamada e o texto propriamente dito dentro do jornal. Ligada também à leitura do jornal está a maneira de abordar a leitura do jornal para aquilo que nos interessa. Poder-se-ia, então, demonstrar para o aluno a função da manchete em relação ao relato da notícia, bem como a leitura tipo sondagem (também conhecida por seu nome inglês, “scanning”), assim, efetivamente, demonstrando a relação existente entre objetivo de leitura e estratégias de abordar o texto, de ler.


(Angela Kleiman, Oficina de leitura: teoria & prática, 2017. Adaptado)
De acordo com Ingedore Koch (Desvendando os segredos do texto, 2018), as expressões destacadas no 2o parágrafo “Em primeiro lugar” / “Em segundo lugar” são articuladores
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Q3333962 Português
Leia o texto para responder à questão:


     Os exemplos de textos jornalísticos foram apresentados numa unidade temática sobre drogas num supletivo básico (equivalente às 1a e 2a séries) para adultos. Em consequência da pouca familiaridade dos alunos com a escrita em cursos desse tipo, em que a maioria são adultos que voltam à escola depois de ter passado uns poucos meses na escola quando crianças, é necessário, primeiro, explorar com os alunos os acordos tácitos anteriores à leitura do jornal, entre jornalista e leitor.

    Em primeiro lugar, o texto jornalístico deve ser aceito como fonte de informações pertinentes e de novidades, quer dizer, preenchendo funções que, nas culturas não letradas, são preenchidas, primordialmente, pelos membros da família e pela comunidade imediata, oralmente. Em segundo lugar, é preciso deixar claro para o aluno a ampla variedade de informações e notícias que um jornal da imprensa séria, de circulação nacional traz, o que implica uma maneira seletiva de procura de textos interessantes, mediante a leitura da manchete e do resumo destacado na primeira página, ou na seção pertinente ao assunto tratado.

     A familiarização com a forma do jornal e do texto jornalístico poderia ser, de fato, um dos primeiros objetivos da aula e, nesse caso, poder-se-ia focalizar a relação entre a manchete, o resumo ou chamada e o texto propriamente dito dentro do jornal. Ligada também à leitura do jornal está a maneira de abordar a leitura do jornal para aquilo que nos interessa. Poder-se-ia, então, demonstrar para o aluno a função da manchete em relação ao relato da notícia, bem como a leitura tipo sondagem (também conhecida por seu nome inglês, “scanning”), assim, efetivamente, demonstrando a relação existente entre objetivo de leitura e estratégias de abordar o texto, de ler.


(Angela Kleiman, Oficina de leitura: teoria & prática, 2017. Adaptado)
De acordo com Angela Kleiman (Oficina de leitura: teoria & prática, 2017), a proposta apresentada delineia uma abordagem de leitura 
Alternativas
Q3333961 Português
Leia o texto para responder à questão:


     Os exemplos de textos jornalísticos foram apresentados numa unidade temática sobre drogas num supletivo básico (equivalente às 1a e 2a séries) para adultos. Em consequência da pouca familiaridade dos alunos com a escrita em cursos desse tipo, em que a maioria são adultos que voltam à escola depois de ter passado uns poucos meses na escola quando crianças, é necessário, primeiro, explorar com os alunos os acordos tácitos anteriores à leitura do jornal, entre jornalista e leitor.

    Em primeiro lugar, o texto jornalístico deve ser aceito como fonte de informações pertinentes e de novidades, quer dizer, preenchendo funções que, nas culturas não letradas, são preenchidas, primordialmente, pelos membros da família e pela comunidade imediata, oralmente. Em segundo lugar, é preciso deixar claro para o aluno a ampla variedade de informações e notícias que um jornal da imprensa séria, de circulação nacional traz, o que implica uma maneira seletiva de procura de textos interessantes, mediante a leitura da manchete e do resumo destacado na primeira página, ou na seção pertinente ao assunto tratado.

     A familiarização com a forma do jornal e do texto jornalístico poderia ser, de fato, um dos primeiros objetivos da aula e, nesse caso, poder-se-ia focalizar a relação entre a manchete, o resumo ou chamada e o texto propriamente dito dentro do jornal. Ligada também à leitura do jornal está a maneira de abordar a leitura do jornal para aquilo que nos interessa. Poder-se-ia, então, demonstrar para o aluno a função da manchete em relação ao relato da notícia, bem como a leitura tipo sondagem (também conhecida por seu nome inglês, “scanning”), assim, efetivamente, demonstrando a relação existente entre objetivo de leitura e estratégias de abordar o texto, de ler.


(Angela Kleiman, Oficina de leitura: teoria & prática, 2017. Adaptado)
A proposta de trabalho com textos jornalísticos apresentada permite concluir que
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Q3333960 Português

Leia o texto para responder à questão:


Cinco horas da tarde


Recebi agora um bilhete de mana Rita, que aqui vai colado:

9 de janeiro


“Mano,

Só agora me lembrou que faz hoje um ano que você voltou da Europa aposentado. Já é tarde para ir ao cemitério de São João Batista, em visita ao jazigo da família, dar graças pelo seu regresso; irei amanhã de manhã, e peço a você que me espere para ir comigo.

Saudades da Velha mana, Rita”.

Não vejo necessidade disso, mas respondi que sim.


10 de janeiro


     Fomos ao cemitério. Rita, apesar da alegria do motivo, não pôde reter algumas velhas lágrimas de saudade pelo marido que lá está no jazigo, com meu pai e minha mãe. Ela ainda agora o ama, como no dia em que o perdeu, lá se vão tantos anos. No caixão do defunto mandou guardar um molho dos seus cabelos, então pretos, enquanto os mais deles ficaram a embranquecer cá fora.


    Não é feio o nosso jazigo; podia ser um pouco mais simples, — a inscrição e uma cruz — mas o que está é bem feito. Achei-o novo demais, isso sim. Rita fá-lo lavar todos os meses, e isto impede que envelheça. Ora, eu creio que um velho túmulo dá melhor impressão do ofício, se tem as negruras do tempo, que tudo consome. O contrário parece sempre da véspera.


    Rita orou diante dele alguns minutos, enquanto eu circulava os olhos pelas sepulturas próximas. Em quase todas havia a mesma antiga súplica da nossa: “Orai por ele! Orai por ela!” Rita me disse depois, em caminho, que é seu costume atender ao pedido das outras, rezando uma prece por todos os que ali estão. Talvez seja a única. A mana é boa criatura, não menos que alegre.


(Machado de Assis, Memorial de Aires)

Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de gêneros e compreensão, 2008) explica que a intertextualidade “supõe a presença de um texto em outro”, como se pode comprovar com a passagem: 
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Q3333959 Português

Leia o texto para responder à questão:


Cinco horas da tarde


Recebi agora um bilhete de mana Rita, que aqui vai colado:

9 de janeiro


“Mano,

Só agora me lembrou que faz hoje um ano que você voltou da Europa aposentado. Já é tarde para ir ao cemitério de São João Batista, em visita ao jazigo da família, dar graças pelo seu regresso; irei amanhã de manhã, e peço a você que me espere para ir comigo.

Saudades da Velha mana, Rita”.

Não vejo necessidade disso, mas respondi que sim.


10 de janeiro


     Fomos ao cemitério. Rita, apesar da alegria do motivo, não pôde reter algumas velhas lágrimas de saudade pelo marido que lá está no jazigo, com meu pai e minha mãe. Ela ainda agora o ama, como no dia em que o perdeu, lá se vão tantos anos. No caixão do defunto mandou guardar um molho dos seus cabelos, então pretos, enquanto os mais deles ficaram a embranquecer cá fora.


    Não é feio o nosso jazigo; podia ser um pouco mais simples, — a inscrição e uma cruz — mas o que está é bem feito. Achei-o novo demais, isso sim. Rita fá-lo lavar todos os meses, e isto impede que envelheça. Ora, eu creio que um velho túmulo dá melhor impressão do ofício, se tem as negruras do tempo, que tudo consome. O contrário parece sempre da véspera.


    Rita orou diante dele alguns minutos, enquanto eu circulava os olhos pelas sepulturas próximas. Em quase todas havia a mesma antiga súplica da nossa: “Orai por ele! Orai por ela!” Rita me disse depois, em caminho, que é seu costume atender ao pedido das outras, rezando uma prece por todos os que ali estão. Talvez seja a única. A mana é boa criatura, não menos que alegre.


(Machado de Assis, Memorial de Aires)

Para comunicar-se com seu irmão, Rita utilizou um bilhete. Com base em Koch e Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011), as expressões “Mano”, “você”, “seu regresso” e “me espere” dizem respeito à sequência tipológica 
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Respostas
20921: B
20922: E
20923: C
20924: D
20925: B
20926: C
20927: A
20928: C
20929: B
20930: D
20931: B
20932: C
20933: E
20934: A
20935: C
20936: E
20937: C
20938: B
20939: A
20940: A