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Q3330751 Português
Texto: Outro de Elevador 

Quando perguntavam "Sobe ou desce?" respondia "A primeira alternativa". Depois dizia "Descende", "Ruma para baixo", "Cai controladamente", "A segunda alternativa"... "Gosto de improvisar", justificava-se. Mas como toda arte tende para o excesso, chegou ao preciosismo. Quando perguntavam "Sobe?" respondia "É o que veremos..." ou então "Como a Virgem Maria". Desce? "Dei" Nem todo o mundo compreendia, mas alguns o instigavam. Quando comentavam que devia ser uma chatice trabalhar em elevador ele não respondia "tem seus altos e baixos", como esperavam, respondia, criticamente, que era melhor do que trabalhar em escada, ou que não se importava embora o seu sonho fosse, um dia, comandar alguma coisa que andasse para os lados... E quando ele perdeu o emprego porque substituíram o elevador antigo do prédio por um moderno, automático, daqueles que têm música ambiental, disse: "Era só me pedirem ― eu também canto!"

Luís Fernando Veríssimo 
O termo em destaque, excesso possui o significado no texto de: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema da questão: interpretação de texto e semântica lexical (sentido contextual de vocábulo).

Pista no texto: “Mas como toda arte tende para o excesso, chegou ao preciosismo.” Nesse contexto, excesso é usado como sinônimo de exagero, demasia, isto é, quando algo vai além do comum e ultrapassa a medida, levando ao preciosismo.

Resposta correta: D — “Que ultrapassa o habitual.”

Por quê? No trecho, o narrador sugere que a “arte” do personagem de responder de forma criativa foi se intensificando até ultrapassar o limite do razoável, tornando-se preciosista (refinado em excesso). Logo, excesso equivale a “ultrapassagem do normal/habitual”, isto é, exagero ou demasia.

Estratégia de leitura (para chegar ao sentido):

  • Localize as palavras próximas que funcionam como marcadores semânticos: “tende para” indica movimento em direção a um limite; “preciosismo” confirma a ideia de refinamento exagerado.
  • Substitua mentalmente: “toda arte tende para o exagero... chegou ao preciosismo”. A frase continua coerente, validando a alternativa D.

Análise das alternativas incorretas:

  • A — “Que transfere para outras esferas.” Ideia de transferência ou “transcender” não aparece no contexto. O texto não fala em passar para outro campo, mas em passar da medida.
  • B — “Que se junta a outras necessidades.” Relaciona-se a acréscimo ou adição, não ao exagero. “Excesso” não significa “somar necessidades”, e sim ultrapassar limites.
  • C — “Que caminha na direção.” Isso descreve o verbo rumar (que, inclusive, aparece no texto: “Ruma para baixo”), mas não explica excesso. É uma distração usando vocábulo do próprio texto, porém com sentido diferente.

Fundamentação normativa e lexical:

  • Semântica lexical (gramática normativa): Em gramáticas como Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), a determinação do sentido de vocábulos é feita pelo contexto e por relações de sinonímia/antonímia. Aqui, “preciosismo” reforça a leitura de “excesso” como “exagero”.
  • Ortografia (VOLP):Excesso” (com xc e ss) é a forma correta; não confundir com “acesso”. O VOLP registra: “excesso; excessivo; exceder” — família que traz a noção de exceder a medida.

Dica de prova:

  • Quando a questão pedir o significado de um termo, procure apoios de contexto logo antes ou depois da palavra (como “tende para” e “preciosismo”).
  • Desconfie de alternativas que trocam a ideia central por um termo do texto com outro sentido (como “rumar”), típica pegadinha.

Gabarito: D — Que ultrapassa o habitual.

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Comentários

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Cadê o texto?

texto??

"Outro de elevador" de Luis fernando veríssimo

"Ascende", dizia o ascensorista. Depois: "Eleva-se". "Para cima". "Para o alto". "Escalando". Quando perguntavam "Sobe ou desce?" respondia "A primeira alternativa". Depois dizia "Descende", "Ruma para baixo", "Cai controladamente", "A segunda alternativa"... "Gosto de improvisar", justificava-se. Mas como toda arte tende para o excesso, chegou ao preciosismo. Quando perguntavam "Sobe?" respondia "É o que veremos..." ou então "Como a Virgem Maria". Desce? "Dei". Nem todo o mundo compreendia, mas alguns o instigavam. Quando comentavam que devia ser uma chatice trabalhar em elevador, ele não respondia "tem seus altos e baixos", como esperavam, respondia, criticamente, que era melhor do que trabalhar em escada, ou que não se importava embora o seu sonho fosse, um dia, comandar alguma coisa que andasse para os lados... E quando ele perdeu o emprego porque substituíram o elevador antigo do prédio por um moderno, automático, daqueles que têm música ambiental, disse: "Era só me pedirem ― eu também canto!"

Tirem suas conclusões .. Boa sorte gente

Só faltou o texto mesmo, mas tudo bem!

O negócio ta desmantelado kkk

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