No texto, a palavra "estimativas" sugere que os dados aprese...
Dentes fracos e sensíveis? Estudo traça origens na infância
Revisão de pesquisas conduzida na USP revela fatores por trás de dentição opaca e enfraquecida entre crianças
Diferente da cárie, causada por bactérias, a hipomineralização molar incisivo é um defeito de desenvolvimento que resulta na formação de dentes com menor teor de cálcio e fósforo, tornando-os porosos, hipersensíveis a estímulos térmicos e mecânicos e suscetíveis a fraturas. Estimativas indicam que uma em cada cinco crianças pode ser afetada, com o problema crescendo nas últimas décadas. Embora estudos recentes tenham identificado associações relevantes, como doenças e episódios frequentes de febre na primeira infância, exposição a poluentes ambientais, uso de álcool durante a gestação e dificuldades no parto que resultam em hipóxia, as causas moleculares do problema ainda são desconhecidas, e faltam tratamentos específicos.
Para reunir o máximo de evidências sobre os fatores determinantes da hipomineralização molar incisivo (MIH, na sigla em inglês), pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Forp-USP) realizaram uma abrangente revisão de estudos publicada na revista científica Monographs in Oral Science.
“A hipomineralização resulta de uma deficiência mineral no esmalte do dente, devido a um problema que ocorre entre a gestação e os primeiros três anos de vida, e tem se tornado cada vez mais comum na prática clínica, o que destaca a urgência de intervenções precoces”, explica Francisco Wanderley Garcia de Paula-Silva, professor da Forp-USP e coordenador do trabalho. “Atualmente, muitos tratamentos falham devido à estrutura comprometida do esmalte, resultando em um elevado número de trocas de restaurações ao longo da vida das crianças.”
https://veja.abril.com.br/saude/dentes-fracos-e-sensiveis-estuda-traca-origens-na-infancia
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Tema da questão: interpretação de texto (semântica lexical) — compreensão do sentido da palavra “estimativas” no contexto.
Estratégia para resolver: no trecho do texto, observe os modalizadores que indicam incerteza ou aproximação: “estimativas”, “indicam”, “pode ser afetada”. Essas palavras sinalizam que os dados não são exatos, mas projeções baseadas em estudos.
Gabarito: A
Por que a alternativa A está correta? A palavra “estimativas” exprime cálculo aproximado, não um valor preciso. Segundo dicionários de referência (p.ex., Michaelis/Houaiss), “estimativa” é avaliação ou cálculo aproximado. Logo, quando o texto diz que “Estimativas indicam que uma em cada cinco crianças pode ser afetada”, está apresentando um valor aproximado, baseado em estudos, que indica tendência, sem garantir número exato.
Pegadinha comum: confundir “estimativa” com dado “preciso/definitivo” ou, ao contrário, tratá-la como “sem base científica”. Estimativas são técnicas e fundamentadas, mas conservam margem de incerteza.
Análise das alternativas
B) Incorreta. Fala em “medições exatas” e “número precisamente conhecido”. Isso contraria o valor semântico de estimativas, que não designa precisão absoluta.
C) Incorreta. “Consenso” e “número definitivo” sugerem unanimidade e fechamento da questão. O texto, ao usar estimativas e verbos como “indicam” e “pode”, mantém o sentido de aproximação e probabilidade, não de definitividade.
D) Incorreta. Diz que são “imprecisos e pouco confiáveis” e “sem base científica”. O texto informa que os dados vêm de revisão de pesquisas feita por universidade e publicada em revista científica, o que refuta a ausência de base científica. Estimativas são aproximadas, mas fundamentadas.
Pistas do texto que ajudam na interpretação
- “Estimativas indicam”: dupla marca de aproximação (substantivo e verbo de indicação, não de certeza).
- “pode ser afetada”: expressão de possibilidade, não de certeza.
- Menção a revisão de estudos: sugere base científica, rebatendo a alternativa D.
Nota linguística útil para provas
- Ortografia: “estimativa” e “estimativas” têm grafia registrada no VOLP/Academia Brasileira de Letras (confirmando a forma correta).
- Concordância: no trecho citado, “Estimativas indicam” (substantivo no plural + verbo no plural) e “uma em cada cinco crianças pode ser afetada” (o verbo concorda com “uma”, núcleo singular da expressão partitiva). Essa orientação está em gramáticas normativas, como Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e Cunha & Cintra, ao tratar da concordância com expressões partitivas do tipo “um em cada…”.
Resumo para memorizar: Em textos informativos, palavras como estimativa, projeção, tendência, indicam, pode sinalizam aproximação/probabilidade, não número exato nem consenso definitivo. Evite extremos nas alternativas (exatidão absoluta ou ausência total de base).
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Comentários
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GAB: A
A palavra estimativas indica que os dados apresentados não são exatos, mas sim aproximados, baseados em estudos que sugerem uma tendência. No texto, ao afirmar que uma em cada cinco crianças pode ser afetada, há uma clara indicação de aproximação estatística, e não de precisão absoluta.
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