Questões de Concurso Sobre história
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Texto 2
Tendo uma perspectiva efetivamente conservadora “[...] na equiparação entre os métodos das ciências naturais e sociais, na afirmação literal da rigorosa neutralidade do cientista social, e na busca de leis gerais e invariáveis que regeriam as sociedades humanas” (Barros, 2011) é que se consolida um sistema em favor de uma ordem estabelecida.
Texto 3
Na historiografia, somente em meados do século XIX, com Taine, Renan e Buckler, as ideias de progresso “[...] geralmente relacionadas aos avanços tecnológicos e ao conjunto das explicações científicas para os diversos fenômenos naturais e sociais - e também aparecem as referências aos 'estágios da civilização', estabelecendo-se uma hierarquia entre sociedades que situa a Europa no topo e rebaixa paternalisticamente os povos americanos e africanos” (Barros, 2011). Nesse contexto é que se afirma essa nova corrente historiográfica.
Fonte: BARROS, José de D'Assunção. Teoria da História: os primeiros paradigmas: positivismo e historicismos. Petrópolis-RJ: Vozes, 2011 (v. II).
Ambos os textos nos remetem apenas ao:
Fonte: FURTADO, Júnia Ferreira. Cultura e sociedade no Brasil colônia. São Paulo: Atual, 2000.
Um dos aspectos que marca as características da sociedade brasileira é a religiosidade. Considerando este aspecto, analise as afirmativas a seguir.
I- O tempo da religião era o tempo da eternidade, transcendia a vida terrena e a dominava; a Deus, cabia manipular o destino dos homens e, no final, realizar o acerto de contas do que se havia feito na vida.
II- No universo religioso da América portuguesa, os sacerdotes católicos bem preparados devido às diretrizes do Concílio de Trento condenavam fortemente as práticas sociais que feriam a ética cristã católica, tais como o mancebo e a agiotagem.
III- A fragilidade da instituição Igreja no Brasil foi um dos obstáculos sempre presentes à uniformização da fé católica, pois os padres não eram bem preparados. Os fiéis, geralmente analfabetos, eram mal instruídos no catecismo, e a distância entre a Colônia e a Corte dificultava o controle da instituição sobre sacerdotes e fiéis.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: SILVA, Edson; SILVA, Maria da Penha da (Orgs.). A temática indígena na sala de aula: reflexões para o ensino a partir da Lei 11.645/2008. Recife. Editora Universitária UFPE, 2013.
Analise as afirmativas a seguir tendo como premissa o tema da construção da identidade nacional.
I- Como símbolo da nacionalidade, a imagem do indígena, mais precisamente do Tupi, expressada pelo Romantismo apareceu como representação do Brasil nas diversas caricaturas políticas em muitos periódicos do século XIX, tendo a representação do índio como imagem heroica.
II- O intelectual Francisco Varnhagen, sócio e secretário do IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro), foi um dos seguidores do pensamento naturalista alemão, ao adotar as propostas metodológicas de Martius sobre a degeneração dos índios, defendendo o emprego da violência no trato com os índios.
III- Com o advento da Lei de Terras de 1850, as imagens de degeneração foram vinculadas à do desaparecimento dos indígenas e, em ambos os casos, negavam a ideia da mestiçagem como forma de construção da identidade nacional.
É CORRETO o que se afirma em:
“A religiosidade afro-brasileiro foi um dos temas preferidos da música popular desde o final do século XIX” (Mattos, 2009, p. 198).
Fonte: MATTOS, Regiane Augusto. História e cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2009.
Considerando esta temática, analise as afirmativas a seguir.
I- Na década de 1930, Chiquinha Gonzaga, em parceria com Augusto de Castro, gravou um ponto de Exu, dois de Ogum e um de Iansã.
II- A africanidade foi erradicada do cenário musical brasileiro na década de 1960 devido à repressão da elite brasileira. Inclusive, as manifestações afro tornaram-se caso de polícia.
III- Clara Nunes foi uma das cantoras de samba mais populares na década de 1970, fazendo muito sucesso, com músicas que falavam sobre o universo do candomblé e dos orixás, como Conto de Areia.
É CORRETO o que se afirma em:
“Uma boa parte dessa nova história é o produto de um pequeno grupo associado à revista Annales, criada em 1929. Embora esse grupo seja chamado geralmente de a 'Escola dos Annales', por se enfatizar o que possuem em comum, seus membros, muitas vezes, negam existência ao realçarem as diferentes contribuições individuais no interior do grupo” (Burke, 1997, p. 11).
Fonte: BURKE, Peter. A Escola dos Annales – 1929-1989: a revolução francesa da historiografia. Tradução de Nilo Odália. São Paulo: Fundação Editora UNESP, 1997.
Considere a Escola dos Annales, avalie as afirmativas a seguir.
I- Nos anos 1960 e 1970, uma importante mudança ocorreu nos Annales: o itinerário intelectual de alguns historiadores transferiu se da base econômica para a “superestrutura” cultural.
II- Philippe Ariès, que despertou a atenção para a história das mentalidades, tinha os seus interesses voltados para uma perspectiva quantitativa e para o mundo burocrático-industrial moderno.
III- Entre as ideias defendidas pelos Annales, é a substituição da tradicional narrativa de acontecimentos por uma história-problema.
É CORRETO o que se afirma em:
Fonte: JANCSÓ, István. A sedução da liberdade. in: SOUZA, Laura de Mello e. História da vida privada do Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997 (v. 1).
Considerando estes eventos, analise as afirmativas a seguir.
I- Quanto aos homens de menor condição que se envolveram em projetos sediciosos, estes consolidaram sua presença no cenário da vida pública. Inclusive, a maioria desses homens veio a se tornar ricos proprietários de escravos.
II- As sedições do final do século XVIII circunscreviam-se ao universo dos homens livres, ainda que, no limite, chegassem a contar com a participação de escravos cuja prática social cotidiana dotava-os dos meios de integração em formas de sociabilidade que abriram a perspectiva de negação política de sua condição.
III- O cotidiano das sedições revela, em especial quando se trata de grupos políticos com composição social heterogênea, como ocorreu nos eventos baianos, que a trama política se desdobrava numa rede de pequenos favorecimentos.
É CORRETO o que se afirma em:
“A década de 1970 testemunhou a ascensão, ou pelo menos a definição, de um novo gênero histórico, a 'micro-história', associado a um pequeno grupo de historiadores italianos, como Carlo Ginzburg, Giovanni Levi e Edoardo Grendi” (Burke, 2005, p. 60).
Fonte: BURKE, Peter. O que é História Cultural? Tradução de Sérgio Goes de Paula. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,2005.
Tendo como premissa a micro-história, analise as afirmativas a seguir.
I- A micro-história foi uma reação contra um certo estilo de história social que seguia o modelo da história econômica, empregando métodos quantitativos e descrevendo tendências gerais.
II- A micro-história recebeu uma grande contribuição da antropologia porque os antropólogos ofereciam um modelo alternativo, a ampliação do estudo de caso, no qual havia espaço para a cultura, para a liberdade em relação ao determinismo social e econômico.
III- A micro-história fundamentalmente passou a valorizar uma história triunfalista, com grandes narrativas em busca do progresso e da consolidação da moderna civilização ocidental.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
“Para os cristãos medievais, a hostilidade com os bizantinos não se fazia sem alguma crise de consciência, uma vez que mantinham relações com eles. Mas em relação aos muçulmanos parece não ter havido qualquer drama” (Le Goff, 2005, 138).
Fonte: LE GOFF, Jacques. A civilização do ocidente medieval. Tradução de José Rivair de Macedo. Bauru-SP: Edusc, 2005.
Considerando as relações entre a cristandade e os muçulmanos, avalie as afirmativas a seguir.
I- As atitudes dos cristãos medievais com respeito aos muçulmanos foi marcada pela unidade de pensamento, pois viam nos infiéis um fanatismo, marcado por ações terroristas, e, a partir do século IX, percebiam Maomé como a besta do apocalipse.
II- No século XI, quando as cruzadas são preparadas, elas são orquestradas por toda uma propaganda que coloca em primeiro plano os ódios cristãos aos partidários de Maomé.
III- Na Terra Santa, principal lugar de enfrentamento bélico entre cristãos e muçulmanos, nunca estabeleceram, até os dias de hoje, coexistência pacífica.
É CORRETO o que se afirma em: