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Leia atentamente a imagem e o texto abaixo e assinale a alternativa correta.

(Jean-Baptiste Debret. Sagração e coroação de d. Pedro I, 1828. Óleo sobre tela. Coleção do Palácio Itamaraty, Brasília.)
“Para o quadro da Sagração e coroação de d. Pedro I, Debret apresenta o monarca sentado no trono, dispondo de todas as suas insígnias, igualmente criadas pelo pintor. A cena se desenrola no interior da Capela Imperial no Rio de Janeiro, com a presença de toda a corte, inclusive da imperatriz Leopoldina e da princesa d. Maria da Glória, que assistem à cerimônia do alto do balcão. Vê-se ainda, com destaque, a figuração do alto clero, que realiza o ritual litúrgico para a sagração do monarca, reafirmando a religião católica como oficial no jovem Império. Apenas um grupo seleto presencia a cerimônia, enquanto os populares ficam do lado de fora, espreitam pela porta, à distância, a coroação do monarca vestido com seu manto tropicalizado cuja camurça era feita de penas de galo-da-serra”.
(SCHWARCZ, Lilia; STUMPF, Lúcia Klück; LIMA JUNIOR, Carlos. O sequestro da independência. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 40.)
O quadro de Debret e o texto acadêmico apresentado informam, sobre o processo de construção da independência do Brasil, que
Comentários
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C - CORRETA.
Por quê?
- O quadro foi encomendado.
- O ritual é teatral, religioso e elitizado.
- Há clara intenção de:
- legitimar o poder de D. Pedro,
- dar solenidade à independência,
- criar uma memória oficial.
Isso é construção simbólica do poder. Manual de História Cultural.
A - Errada.
- Debret não é neutro.
- A obra é oficial, encomendada, simbólica.
- Não existe “isenção” numa coroação encenada pelo Estado.
Naturalismo não anula ideologia. Pelo contrário, disfarça.
B - Errada no contexto da questão.
- Pode até ser debatido historicamente,
- mas não é isso que imagem e texto enfatizam.
- Aqui, os populares aparecem excluídos, não protagonistas.
D - Errada.
- A iconografia reforça, não questiona.
- D. Pedro está no centro, elevado, coroado, legitimado por Deus.
- Nada ali é crítica. É exaltação.
Debret não estava fazendo charge política.
E - Errada
perigosamente anacrônica.
- A escravidão continuou firme após 1822.
- O tráfico só foi proibido formalmente em 1831 (e burlado).
- A ausência de escravizados na pintura não é compromisso, é apagamento.
A imagem esconde a base real da economia.
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