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Q3328544 História

“É no norte e no oeste da região amazônica que se desenvolvem diferentes padrões linguísticos. Já apontamos para o papel do empréstimo no caso das línguas Karib e também em algumas línguas Maipure-Arawak. Que tipos de contato teriam levado a esses empréstimos? Tratar-se-ia de um multilinguismo difundido? Línguas de comércio teriam se formado nessa área em tempos pré-colombianos? Qual a idade desses padrões? Essas são algumas das questões que é preciso abordar em relação ao papel da língua [entre os povos pré-colombianos].”



(URBAN, Greg. A história da cultura brasileira segundo as línguas nativas. In: CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992, p. 101, adaptado.)



Greg Urban aponta como o estudo da língua pode ser útil para reconstruir a história dos povos originários e da cultura brasileira, segundo estes estudos, é possível afirmar que:

Alternativas

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Alternativa Correta: D

A questão aborda a importância do estudo das línguas nativas para a reconstrução da história dos povos originários e da cultura brasileira. O foco está no entendimento de como os padrões linguísticos podem refletir a dispersão geográfica e histórica de determinados grupos indígenas, com destaque para os grupos Jê e Tupi.

Tema central: O estudo da linguística histórica é uma ferramenta poderosa para compreender a história das populações indígenas na América do Sul, especialmente na região amazônica. As línguas são vestígios culturais que nos permitem deduzir migrações, contactos interculturais e processos históricos de um povo.

Justificativa da alternativa correta (D): As línguas Tupi e Jê são dois dos principais grupos linguísticos indígenas no Brasil. A alternativa correta destaca que as línguas Tupi se distinguem das Jê por seus padrões de dispersão geográfica. No caso dos Jê, a distância geográfica entre os povos corresponde à distância histórica, ou seja, quanto mais distantes no espaço, mais antigos são os desvios linguísticos. Este fenômeno sugere que a distribuição atual dos Jê pode ser resultado de movimentos migratórios ou de isolamento prolongado, refletindo sua história e evolução.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Embora o intercâmbio de plantas seja um indício importante de contato entre diferentes regiões, a questão foca na linguística e não no trânsito de espécies vegetais. Portanto, essa alternativa se desvia do tema central.
  • B: A alternativa menciona a profundidade cronológica das línguas Jê e Tupi, mas não aborda a relação direta com a dispersão geográfica claramente, como proposto na correta.
  • C: Esta alternativa sugere que divergências são devido ao isolamento, mas erra ao afirmar que os Macro-Jê se dispersaram apenas pelo Nordeste. Na verdade, eles ocupam uma área mais ampla no Brasil.
  • E: A alternativa exagera ao comparar as redes de comércio do Xingu com civilizações da Grécia antiga ou Europa feudal. O foco deveria ser no papel linguístico, e não no comércio em si.

Para resolver questões como esta, é essencial identificar o tema central no enunciado e relacioná-lo com as alternativas. Observe palavras-chave e conceitos destacados, como dispersão geográfica e distância histórica, que podem guiar o raciocínio para a resposta correta.

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Comentários

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As línguas Tupi, considerando o atual estado do conhecimento, parecem se distinguir das línguas Jê em seus padrões de dispersão geográfica. Entre os Jê, a distância geográfica parece corresponder, grosso modo, à distância histórica.

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