Questões de Concurso Sobre história geral em história

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Q3583485 História
“A Alemanha produziu a filosofia da história e seu antídoto: Hegel e Ranke são, respectivamente, os maiores representantes da filosofia da história e da história científica” (Reis, 1996) Fonte: REIS, José Carlos. Ahistória entre a filosofia e a ciência. SP. Ática, 1996. p.10

Considerando a História no decorrer do século XIX, analise as afirmações a seguir.

I- A História, para Ranke, era o reino do espírito, que se manifestava de forma individual. Era feita de individualidades, cada uma dotada de estrutura interna e sentido únicos.
II- A História científica seria produzida por um sujeito que se neutraliza enquanto sujeito para fazer aparecer o seu objeto.
III- Os positivistas franceses praticaram os mesmos princípios defendidos por Ranke, dominado pelo Espírito que produz a História.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Q3583482 História
A Europa Ocidental no período medieval foi marcada fortemente pela influência do pensamento cristão. Considerando o cristianismo medieval, analise as proposições a seguir:

I- O movimento canonical que renovou a instituição dos cônegos, impondo-lhes a regra de Santo Agostinho, expandiu-se no fim do século XI e início do século XII, deu origem a novas ordens que afirmavam a necessidade de ir ao deserto reencontrar na solidão os verdadeiros valores cristãos.
II- Os clérigos medievais condenavam radicalmente os livros pagãos e todo o pensamento cultural antigo, inclusive os conhecidos pais da Igreja.
III- O papado, com a Reforma Gregoriana, não só libertou, e com ele começou a libertar a Igreja de um certo servilismo perante a ordem feudal laica, mas afirmou-se na liderança da hierarquia laica e religiosa.


É CORRETO o que se afirma em:
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Q3583476 História
No trabalho do historiador, seja como pesquisador, seja como docente, tem-se a presença de documentos. Sobre documentos históricos é CORRETO afirmar que:
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Q3583475 História
Nas últimas décadas do século passado tornou-se mais preciso e evidente a História Cultural. Considerando esse campo historiográfico, analise as proposições a seguir:

I- A História Cultural, tal como a entende Roger Chartier, tem por principal objeto identificar o modo como em diferentes lugares e momentos uma determinada realidade cultural é construída, pensada, dada a ler.

II- Uma das grandes contribuições de Roger Chartier para a História Cultural está na elaboração de práticas e representações e de acordo com este horizonte teórico, a cultura poderá ser examinada no âmbito produzido pela relação interativa entre estes dois polos.

III- Para o historiador Roger Chartier as representações não se inserem em campo de concorrências e competições e não geram apropriações nem enunciam termos de poder e de dominação.


É CORRETO o que se afirma em:
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Q3583473 História
“As especificidades dos conceitos históricos a ser apreendidos no processo de escolarização têm conotações próprias de formação intelectual e valorativa, e a precisão conceitual torna-se fundamental para evitar deformações ideológicas” (Bittencourt, 2004).
Fonte: BITTENCOURT, Circe Mª Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. SP. Cortez, 2004. p. 195

A partir do contexto, analise as afirmativas a seguir:

I- A noção de tempo histórico é fundamental no processo de ensino e de pesquisa histórica, desta forma, torna-se indispensável que o professor trabalhe com seus educandos o tempo concebido, que varia de acordo com as culturas e gera relações diferentes com o tempo vivido.

II- O professor de História na atualidade deve desenvolver o trabalho docente com convicção de que, ao aplicar a metodologia e a fundamentação teórica adequada, apreende uma racionalidade objetiva que garante que a disciplina pode ser assimilada como conhecimento verdadeiro, único e inquestionável.

III- A História possui um conteúdo escolar que necessita estar articulado, desde o início da escolarização, com os fundamentos teóricos, para evitar conotações morais e de sedimentação de dogmas.


É CORRETO o que se afirma em:
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Q3583472 História
Segundo a Base Nacional Comum Curricular o processo de ensino e aprendizagem da História no Ensino Fundamental – Anos Finais está pautado por três procedimentos, destacamos: “Pelo desenvolvimento das condições necessárias para que os alunos selecionem, compreendam e reflitam sobre os significados da produção, circulação e utilização de documentos (materiais ou imateriais), elaborando críticas sobre formas já consolidadas de registro e de memória, por meio de uma ou várias linguagens” (BRASIL, 2018)
Fonte: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf

Tendo como referência a Base Nacional Comum Curricular e o ensino de História nos anos finais do ensino fundamental, analise as proposições a seguir:

I- O professor de História deve ficar atento ao fato de que, embora os estudantes desenvolvam a capacidade de identificar, interpretar e compreender as formas de registro, eles não têm condições de analisar e fazer crítica aos documentos históricos.

II- Os documentos são portadores de sentido, capazes de sugerir mediações entre o que é visível e o que é invisível, permitindo ao discente formular problemas e colocar em questão a sociedade que os produziu.

III- O professor, ao trabalhar com os anos finais do ensino fundamental, deve estimular a identificação das propriedades do objeto, a compreensão dos sentidos que a sociedade atribuiu ao objeto, seus usos e a utilização e transformações de significado a que o objeto foi exposto ao longo do tempo.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Q3583471 História
Considerando o que afirmam os Parâmetros Curriculares Nacionais quanto à aprendizagem e ao ensino de História nos anos finais do nível fundamental, analise as afirmativas a seguir.

I- O saber histórico escolar, na sua relação com o saber histórico, compreende, de modo amplo, a delimitação de três conceitos fundamentais: o de fato histórico, de sujeito histórico e de tempo histórico. Os contornos e as definições que são dados a esses três conceitos orientam a concepção histórica, envolvida no ensino da disciplina.

II- O professor de História tem que entender que os discentes desta faixa etária precisam trabalhar com o concreto, não explorando as subjetividades, e por isto os fatos históricos devem ser traduzidos apenas como sendo aqueles relacionados aos eventos políticos, às festas cívicas e às ações de heróis nacionais.

III- O conceito de tempo histórico deve estar limitado exclusivamente ao estudo do tempo cronológico (calendários e datas), repercutindo em uma compreensão dos acontecimentos como sendo pontuais, uma data, organizados em uma longa e infinita linha numérica.


É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Q3575024 História
A Idade Média Central, em relação às estruturas econômicas, conheceu importantes mudanças nos elementos que tinham caracterizado a fase anterior, entre os séculos IV e X. Em primeiro lugar, a passagem da agricultura dominial para a senhorial. Diante do incremento demográfico que se manifestava desde meados do século X, os mansos da época carolíngia foram divididos em lotes bem menores, com cerca de 3 ou 4 hectares, as tenências. Havia dois tipos básicos delas, ambas de concessão pouco onerosa para o camponês, a censive e a champart.
(Hilário Franco Júnior, Idade Média, nascimento do ocidente. Adaptado)
Outra transformação econômica, segundo Franco Júnior, entre os séculos XI e XIII, foi
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Q3575023 História
Os medievais tinham uma experiência da passagem do tempo bastante diferente da nossa. A Idade Média não se interessava por uma clara e uniforme quantificação do tempo. Os intervalos muito pequenos (segundos) eram simplesmente ignorados, os pequenos (minutos) pouco considerados, os médios (horas) contabilizados grosseiramente por velas, ampulhetas, relógios d’água, observação do Sol. Apenas o clero, por necessidades litúrgicas, estabeleceu um controle maior sobre as horas, contando-as precariamente de três em três a partir da meia-noite. Maior precisão apareceu somente no século XIV, com o relógio mecânico, que porém tinha apenas o ponteiro das horas.  (Hilário Franco Júnior, Idade Média, nascimento do ocidente. 
Adaptado) Segundo Franco Júnior, os medievais calculavam imprecisamente o tempo porque
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Q3575022 História
A África foi vítima do maior holocausto que o mundo já conheceu, desdobrado em dois momentos: o tráfico escravista árabe dos séculos VIII e IX e o mercantilismo europeu dos séculos XV a XIX.
 (Elisa Larkin Nascimento, Sankofa: significado e intenções.  Em: Elisa Larkin Nascimento (org.). A matriz africana no mundo)
 Para Elisa Nascimento, o holocausto europeu na África 
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Q3575021 História
Para que os objetivos da colonização portuguesa em Angola fossem alcançados na íntegra, seria necessário exercer também o domínio cultural. Assim, entre outros documentos, foi instituído o “atestado de assimilação”, por meio do qual se daria ao nativo o estatuto de cidadão português.
(Ismael Diogo da Silva, Angola ontem e hoje. Em: Elisa Larkin  Nascimento (org.). A matriz africana no mundo. Adaptado)
Segundo o artigo citado, para o nativo de Angola, o “atestado de assimilação” significava
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Q3575018 História
O saber histórico na sala de aula tem se caracterizado por um duplo movimento. De um lado, tenta-se compreender aspectos do presente por meio do passado. De outro, busca-se reelaborar a história a partir de novos questionamentos.
(Currículo Paulista)
Segundo o Currículo Paulista, tal perspectiva do saber histórico
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Q3575016 História
No artigo “Cultura escolar como objeto histórico”, Dominique Julia considera que as disciplinas escolares são
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Q3575015 História
Por que seria tão controvertida a utilização das fontes orais? Paul Thompson sugeriu que os velhos professores não gostam de aprender novos truques e resistem ao que percebem ser uma erosão da posição especial do método rankeano. Isso pode ser verdade, mas eu suspeito de que há razões mais profundas, e menos estridentes.
 (Gwyn Prins, História Oral. Em: Peter Burke (org.).
 A escrita da história: novas perspectivas)
Gwyn Prins responde à própria pergunta afirmando que os historiadores
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Q3575014 História
Não procurei resumir para os leitores brasileiros a história da África portuguesa, tampouco “brasilianizar” de qualquer jeito personagens e feitos ultramarinos.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes:  formação do Brasil no Atlântico Sul)
Na obra citada, o autor pretendeu
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Q3575011 História
Considera-se como o país cristão mais antigo da África subsaariana, sem que houvesse contato com a coloniza ção. O cristianismo foi introduzido a partir de Alexandria, durante a ocupação romana do Egito. Salvo uma curta ocupação da Itália no século XX, o país nunca foi ver dadeiramente colonizado. O cristianismo só perdeu sua preponderância perante o islamismo, imposto durante o império otomano.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
O excerto apresenta referências
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Q3575010 História
O que Marc Bloch não aceitava em seu mestre Charles Seignobos, principal representante dos historiadores “positivistas”, era iniciar o trabalho do historiador somente com a coleta dos fatos.
(Jacques Le Goff, Prefácio. Em: Marc Bloch, Apologia da história,
 ou, O ofício do historiador
. Adaptado)
Para Marc Bloch, havia uma fase anterior à coleta de fatos, que exige do historiador
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Q3575009 História
 Estudar as crônicas de uma aldeia, o que é feito com enorme frequência hoje em dia, é algo completamente sem sentido. O dever do historiador é estudar as origens daquelas ideias que moldam nossas vidas, não escrever novelas. Basta eu citar um exemplo: há muita conversa atualmente sobre a necessidade de retorno ao mercado. Quem inventou o mercado? Os homens do século dezoito. E na Itália quem se preocupava com isso? Os pensadores do Iluminismo, Genovese e Verri. É importante situar firmemente no centro de nossos estudos as raízes de nossa vida moderna.
(Franco Venturi, Lumi di Venezia. Apud Giovanni Levi. Em: Peter Burke
(org.). A escrita da história: novas perspectivas, 2011, p. 10. Adaptado)
Segundo o excerto, Franco Venturi,
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Q3575008 História
A nova história é a história escrita como uma reação deliberada contra o “paradigma” tradicional. Será conveniente descrever este paradigma tradicional como “história rankeana”. Em prol da simplicidade e da clareza, o contraste entre a antiga e a nova história pode ser resumido em seis pontos.
(Peter Burke (org.). A escrita da história: novas perspectivas. Adaptado)
De acordo com Peter Burke, um dos pontos que diferencia a nova história do paradigma tradicional afirma que
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Q3569335 História
A emergência da história e memória como campos interdisciplinares tem produzido debates intensos sobre os usos do passado, a construção de identidades coletivas e as disputas por reconhecimento. Autores como Paul Ricoeur, Pierre Nora e Michel Pollak destacam os diferentes regimes de historicidade em jogo nas narrativas públicas. Qual alternativa expressa uma compreensão crítica e metodologicamente sólida sobre a relação entre história e memória?
Alternativas
Respostas
1641: D
1642: E
1643: B
1644: D
1645: D
1646: A
1647: E
1648: A
1649: C
1650: B
1651: C
1652: A
1653: B
1654: D
1655: B
1656: B
1657: B
1658: C
1659: E
1660: E