Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. Adaptado.
A operação descrita no texto permite compreender que a construção historiográfica sobre as civilizações africanas pré-coloniais foi profundamente condicionada por uma lógica de deslegitimação que, ao negar sua historicidade, produziu interpretações que
HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914– 1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
No interior da formulação estratégica da política externa dos Estados Unidos no início da Guerra Fria, a interpretação de que a expansão soviética deveria ser enfrentada por meio de um processo contínuo de limitação geopolítica, sem confronto direto, tornou-se um dos fundamentos da atuação norteamericana no cenário internacional.
A denominação historicamente consagrada dessa estratégia é
HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789–1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. Adaptado.
A interpretação da Revolução Industrial como um processo de transformação estrutural das relações sociais implica reconhecer que sua especificidade histórica não se reduz à inovação técnica, mas tem como fundamento principal a
HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789–1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. Adaptado.
Considerada um momento decisivo da constituição da ordem burguesa, a Revolução Francesa articula-se ao surgimento do capitalismo por ter
Henrique IV em Canossa, Eduard Schwoiser, 1862
A chamada Reforma Gregoriana, associada ao papado de Gregório VII, representou um movimento de afirmação da autonomia da Igreja frente ao poder secular. Nesse contexto, a controvérsia das investiduras expressou a disputa pela autoridade de nomeação de bispos e abades, evidenciando o conflito entre a pretensão papal e a tradição imperial de controle sobre as estruturas eclesiásticas.
LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente medieval. Tradução de José Rivair Macedo. Bauru: EDUSC, 2005. Adaptado.
A Penitência de Canossa, ocorrida em janeiro de 1077, inserese no contexto da Controvérsia das Investiduras, conflito que envolveu a definição das prerrogativas relativas à nomeação de autoridades eclesiásticas no Ocidente medieval.
A interpretação historiograficamente consistente desse episódio, à luz da Reforma Gregoriana, implica reconhecer
ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. Tradução de Renato Prelorentzou. São Paulo: Brasiliense, 2004. Adaptado.
A compreensão historicamente fundamentada do processo descrito exige reconhecer que a formação do feudalismo corresponde à
FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Grécia e Roma. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2019. Adaptado.
Considere que um professor de História afirma que, ao analisar a passagem da República para o Império em Roma, não se deve compreender esse processo como uma simples substituição de instituições, mas como uma transformação na forma de exercício do poder, mantendo-se estruturas anteriores sob nova lógica política.
A aplicação adequada do conhecimento histórico ao argumento apresentado permite concluir que essa interpretação é
SANZIO, Raffaello. A Escola de Atenas. 1509.
A pintura A Escola de Atenas, de Rafael Sanzio, representa diversos filósofos da Antiguidade clássica reunidos em um espaço arquitetônico inspirado na tradição greco-romana. No centro da cena, Platão e Aristóteles ocupam posição de destaque, simbolizando diferentes concepções de conhecimento e de realidade. A obra, produzida no contexto do Renascimento, não constitui uma representação histórica literal, mas uma releitura que expressa a valorização humanista da filosofia grega como fundamento da racionalidade ocidental.
HAUSER, Arnold. História social da arte e da literatura. Tradução de Álvaro Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 2000. Adaptado.
A compreensão historicamente fundamentada da obra A Escola de Atenas, de Rafael Sanzio, em relação à Grécia Antiga, implica reconhecer que
BOTTOMORE, Tom. Dicionário do pensamento marxista. Tradução de Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. Adaptado.
Considere que durante um seminário acadêmico, quatro interpretações foram apresentadas sobre as sociedades mesopotâmicas:
I. A existência de excedente econômico e de coerção sobre os produtores diretos é suficiente para classificá-las como sociedades escravistas, independentemente das formas históricas específicas de organização da produção.
II. A centralização estatal na organização do trabalho e na apropriação do excedente permite identificar formas de exploração associadas ao chamado modo de produção asiático.
III. A ausência de propriedade privada amplamente disseminada impede a caracterização de relações estruturadas de exploração social.
IV. A presença de formas de dependência pessoal e de trabalho compulsório autoriza a identificação de elementos de exploração.
À luz do materialismo histórico e da análise teoricamente apropriada dessas interpretações, a alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas é:
MALERBA, Jurandir (org.). Lições de história: o caminho da ciência no longo século XIX. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2019. Adaptado.
Considerando os fundamentos teórico-metodológicos da tradição historiográfica metódico-documental consolidada no século XIX, a prática historiográfica que melhor expressa seus pressupostos caracteriza-se por
RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001. Adaptado.
À luz dessa perspectiva teórica, a relação entre conceito de História e consciência histórica é corretamente compreendida como:
HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914– 1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
No contexto das guerras da Coreia (1950–1953) e do Vietnã (1955–1975), a atuação dos Estados Unidos esteve diretamente relacionada à
Quando expectativas de valorização se inverteram, dificuldades financeiras alcançaram bancos, empresas e famílias e passaram a interferir sobre investimento, emprego e demanda, produzindo mecanismos de retroalimentação da contração econômica.
A depressão também atingiu economias relacionadas aos Estados Unidos por comércio e fluxos financeiros, enquanto respostas governamentais modificaram posteriormente concepções sobre intervenção econômica.
No desenvolvimento da crise, a forte _______________ financeira ampliou a exposição dos agentes, a contração do _______________ reduziu capacidade de financiamento, a queda da _______________ agravou dificuldades produtivas e o crescimento do _______________ limitou novamente o consumo.
A transmissão desses efeitos entre países evidenciou a _______________ das economias capitalistas.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas acima.
Entre os documentos existem informações convergentes e divergentes, inclusive registros oficiais cuja autenticidade material foi confirmada, mas cujas afirmações entram em conflito com outras evidências disponíveis.
A investigação pretende produzir conhecimento historicamente fundamentado e socialmente relevante, preservando procedimentos capazes de tornar suas escolhas e interpretações examináveis pela comunidade acadêmica.
A respeito do trabalho do historiador diante dessa documentação, analise as afirmações seguintes.
I.A autenticidade material de uma fonte não dispensa a investigação das condições em que seu conteúdo foi produzido e dos interesses relacionados à sua elaboração.
II.A existência de versões incompatíveis autoriza o historiador a privilegiar aquela produzida mais próxima dos acontecimentos, pois a contemporaneidade reduz interferências interpretativas.
III.A crítica histórica envolve interrogar documentos a partir de problemas de pesquisa, relacionando autoria, contexto, finalidade e confronto com outras fontes.
IV.A divergência entre interpretações historiográficas demonstra insuficiência metodológica quando pesquisadores utilizam o mesmo conjunto documental e alcançam conclusões diferentes.
V.A responsabilidade pública do historiador é compatível com interpretações debatíveis, desde que fontes, procedimentos e argumentos possam ser submetidos à crítica.
Está correto o que se afirma em:
As decisões tomadas nas semanas posteriores ao atentado de Sarajevo não decorreram de uma causa isolada, pois diferentes governos avaliaram riscos estratégicos, possibilidades de mobilização e consequências de apoiar ou abandonar seus parceiros.
O conflito posteriormente mobilizou economias e sociedades em escala ampliada, ao mesmo tempo que apresentou experiências militares diferentes entre frentes e momentos da guerra.
A respeito da Primeira Guerra Mundial, examine as afirmações seguintes.
I.A existência de alianças determinou juridicamente a entrada imediata de todos os respectivos membros, tornando secundárias as decisões estratégicas tomadas por cada governo.
II.A mobilização militar de uma potência podia alterar os cálculos estratégicos de outras, pois planos de guerra relacionavam tempo de mobilização e possibilidade de ofensiva.
III.A guerra articulou capacidades industriais, finanças, propaganda e recursos coloniais às necessidades militares dos Estados participantes.
IV.A estabilização da frente ocidental em trincheiras caracterizou de modo equivalente as operações militares desenvolvidas nos diferentes teatros europeus.
V.A competição imperial explica a eclosão do conflito independentemente das crises nacionalistas e dos cálculos diplomáticos realizados no sistema europeu.
Está correto o que se afirma em:
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão formulou princípios gerais que passaram a integrar o vocabulário político revolucionário, mas sua aplicação ocorreu em meio a disputas sobre critérios eleitorais, propriedade, escravidão e participação das mulheres.
As sucessivas fases da Revolução modificaram instituições e condições de exercício político, permitindo avaliar a relação entre a linguagem universal dos direitos e sua concretização histórica.
Considerando essas características do processo revolucionário francês, qual interpretação está correta?
Parte dos moradores associa o edifício às experiências de trabalho e sociabilidade da cidade, enquanto outros grupos destacam relações de desigualdade e episódios anteriormente pouco presentes nas narrativas públicas sobre o local.
As mudanças de significado atribuídas ao mesmo bem ocorrem em contextos nos quais diferentes sujeitos selecionam referências do passado e formulam interpretações relacionadas às experiências do presente.
Considerando os conceitos de tempo histórico, memória, cultura e identidade, qual interpretação está correta?
Categorias utilizadas pelos agentes coloniais nem sempre correspondiam às formas pelas quais essas populações definiam seus próprios pertencimentos, e experiências compartilhadas no contexto da escravização podiam produzir novas identificações.
A análise dessas trajetórias exige considerar tanto referências provenientes das sociedades africanas quanto relações construídas nas diferentes condições encontradas no Brasil.
A respeito da participação dos povos africanos na formação da sociedade brasileira, examine as afirmações seguintes.
I.Categorias atribuídas aos africanos no Brasil podem ser utilizadas como evidências históricas, mas sua interpretação exige distinguir classificações coloniais de identidades assumidas pelos próprios sujeitos.
II.A formação de novas identidades na diáspora demonstra que vínculos provenientes das sociedades africanas perderam relevância quando indivíduos de diferentes origens passaram a compartilhar experiências no Brasil.
III.Práticas culturais afro-brasileiras podem resultar de continuidades, reelaborações e intercâmbios, razão pela qual sua historicidade não se reduz à reprodução de formas existentes anteriormente na África.
IV.A diversidade das sociedades africanas impede identificar experiências comuns entre pessoas escravizadas no Brasil, pois diferenças linguísticas e políticas determinavam formas distintas de inserção social.
V.Quilombos e outras organizações coletivas podem ser analisados como experiências historicamente variadas de resistência, sociabilidade e construção de comunidades.
Está correto o que se afirma em:
Essas experiências ocorreram em cidades e cortes conectadas por redes comerciais, universidades, oficinas de impressão, instituições religiosas e sistemas de patronato que condicionavam a circulação das obras e conhecimentos.
A presença simultânea de temas cristãos, referências clássicas e procedimentos intelectuais renovados revela uma transformação cuja compreensão depende das relações estabelecidas entre inovação e permanência.
Diante dessas evidências, qual interpretação caracteriza historicamente o Renascimento?