Por que seria tão controvertida a utilização das fontes or...
(Gwyn Prins, História Oral. Em: Peter Burke (org.).
A escrita da história: novas perspectivas)
Gwyn Prins responde à própria pergunta afirmando que os historiadores
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Alternativa correta: D
Tema central: A questão aborda o uso e a valorização das fontes orais na pesquisa histórica e discute as razões pelas quais alguns historiadores ainda resistem à sua utilização. O tema é fundamental para entender as mudanças de métodos na História e a ampliação dos tipos de fontes consideradas legítimas.
Resumo teórico: Tradicionalmente, a pesquisa histórica priorizava documentos escritos, especialmente a partir do método de Leopold von Ranke, que defendia o uso rigoroso de fontes documentais. Contudo, a partir do século XX, principalmente com a chamada “nova história” e os avanços das ciências sociais, a história oral passou a ser valorizada, permitindo reconstruir experiências de grupos silenciados ou pouco documentados.
Segundo Peter Burke e Paul Thompson, um dos principais desafios da história oral em sociedades letradas é o preconceito inconsciente: a escrita é vista como mais confiável, enquanto a oralidade é desvalorizada. Essa resistência é cultural, não metodológica.
Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa D explica que historiadores, vivendo em sociedades letradas, tendem a desprezar a palavra falada por influência cultural. O texto de apoio reforça essa ideia, indicando que há razões profundas e inconscientes para a rejeição da oralidade, além do costume acadêmico. Isso é discutido por Burke em A escrita da história: novas perspectivas e por Thompson em A Voz do Passado.
Análise das alternativas incorretas:
A: Diz que informações orais são difíceis de confrontar com outras fontes, mas não é esse o foco do trecho; as dificuldades técnicas não são o principal motivo da resistência destacada.
B: Alega que a oralidade oferece “uma única visão”, porém o método oral pode comparar múltiplos relatos e enriquecer o entendimento.
C: Aponta para a formação acadêmica tradicional, mas o texto fala de questões culturais amplas, não apenas institucionais.
E: Valoriza outros documentos como se fossem isentos de subjetividade, o que não é verdade. Todo documento, inclusive escrito, pode ser parcial ou incompleto.
Estrategicamente: Preste atenção em palavras que indicam causas profundas ou culturais (“inconscientemente tendem a desprezar”), evite cair em justificativas técnicas simples ou em argumentos que supõem o documento escrito como absolutamente neutro.
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Comentários
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O método rankeano, associado a Leopold von Ranke, é uma abordagem historiográfica baseada na análise crítica de fontes escritas (documentos primários) para reconstruir o passado de forma objetiva, rejeitando especulações e interpretações teleológicas. O foco está na verdade dos fatos históricos e na capacidade das fontes falarem por si. Portanto, letra D.
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