Os medievais tinham uma experiência da passagem do tempo b...

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Q3575023 História
Os medievais tinham uma experiência da passagem do tempo bastante diferente da nossa. A Idade Média não se interessava por uma clara e uniforme quantificação do tempo. Os intervalos muito pequenos (segundos) eram simplesmente ignorados, os pequenos (minutos) pouco considerados, os médios (horas) contabilizados grosseiramente por velas, ampulhetas, relógios d’água, observação do Sol. Apenas o clero, por necessidades litúrgicas, estabeleceu um controle maior sobre as horas, contando-as precariamente de três em três a partir da meia-noite. Maior precisão apareceu somente no século XIV, com o relógio mecânico, que porém tinha apenas o ponteiro das horas.  (Hilário Franco Júnior, Idade Média, nascimento do ocidente. 
Adaptado) Segundo Franco Júnior, os medievais calculavam imprecisamente o tempo porque
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Alternativa correta: C - não havia necessidade de fazer de outro modo.

Tema central: A questão explora a percepção e a medição do tempo na Idade Média. Entender como as sociedades medievais lidavam com o tempo ajuda a compreender mudanças culturais e tecnológicas ao longo da História Geral.

Resumo teórico: Durante a Idade Média, o modo de vida era menos acelerado e não exigia precisão no controle das horas. As atividades cotidianas, predominantemente agrícolas ou religiosas, eram marcadas por ritmos naturais (luz solar, estações, hábitos coletivos). Apenas o clero, por questões litúrgicas, buscava alguma precisão, mas de forma bastante rudimentar. A mudança para uma medição mais rigorosa do tempo só ocorreu com o desenvolvimento dos relógios mecânicos (século XIV), que inicialmente só marcavam as horas inteiras.

Fontes como Hilário Franco Júnior e Jacques Le Goff demonstram que a relação medieval com o tempo era prática e adaptada às realidades da época, sem a obsessão moderna pela exatidão dos minutos e segundos.

Justificativa da alternativa correta:
A alternativa C está correta porque não havia demanda social ou econômica para medições mais precisas do tempo. A sociedade medieval era estruturada em torno do ritmo do trabalho rural e das práticas religiosas, dispensando a necessidade de uma divisão minuciosa do tempo.

Análise das alternativas incorretas:

  • A - o controle do tempo dependia da vontade divina: O texto não fala em fatalismo ou dependência espiritual para medir o tempo, e sim em adaptabilidade social.
  • B - inexistiam possibilidades técnico-científicas: Apesar das limitações técnicas, já havia instrumentos (ampulhetas, velas, relógios d’água). O problema não era apenas tecnologia, mas a ausência de necessidade.
  • D - desconheciam a dimensão cíclica do tempo: Ao contrário, os medievais tinham forte consciência do ciclo natural (dia-noite, estações) e religioso.
  • E - tinham temor da morte e da justiça de Deus: Essa questão moral ou religiosa não está relacionada com a precisão da marcação do tempo.

Estrategicamente, ao interpretar questões assim, busque sempre o motivo mais direto citado no texto e desconfie de respostas que apelam para interpretações religiosas, técnicas extremadas ou desconhecimento total.

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