Questões de Concurso
Sobre treinamento desportivo em educação física
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I. O modelo clássico fundamenta-se no princípio da variação pendular entre volume e intensidade ao longo do macrociclo, pressupondo que a capacidade adaptativa é limitada e não permite desenvolvimento simultâneo de múltiplas capacidades em níveis elevados, justificando a sequenciação temporal.
II. A periodização ondulatória diária ou semanal propõe variações frequentes nos parâmetros de carga dentro de microciclos curtos, fundamentando-se na hipótese de que a variação constante previne a acomodação e maximiza as adaptações, sendo modelo consensualmente superior aos demais para todas as populações.
III. O conceito de efeito residual de treinamento, que fundamenta os modelos de blocos, estabelece que as adaptações desenvolvidas em um mesociclo persistem por períodos distintos após a redução ou cessação do estímulo específico, permitindo sobreposição de capacidades em alto nível através de sequenciamento estratégico.
É correto o que se afirma em:
I. O HIIT é método superior ao treinamento contínuo em todas as circunstâncias, devendo substituí-lo completamente na preparação de atletas de modalidades coletivas, uma vez que reproduz com maior fidelidade o padrão intermitente característico dessas modalidades.
II. Intervalos curtos de alta intensidade (10-30 segundos) com recuperação incompleta priorizam o estresse sobre o sistema glicolítico anaeróbio e a tolerância ao acúmulo de metabólitos, enquanto intervalos longos (3-5 minutos) próximos ao VO2max com recuperação ativa prolongam o tempo em alta demanda oxidativa.
III. A manipulação da relação esforço-recuperação altera o acúmulo de lactato sanguíneo e a demanda sobre o sistema oxidativo durante a recuperação; proporções de 1:1 ou menores aumentam o estresse metabólico, enquanto proporções de 1:3 ou maiores permitem recuperação mais completa da fosfocreatina.
É correto o que se afirma em:
I. A estratégia "treinar baixo" (realizar sessões com disponibilidade reduzida de carboidratos) potencializa sinalizações moleculares que promovem biogênese mitocondrial e oxidação de gorduras, porém pode comprometer a capacidade de realizar sessões de alta intensidade e aumentar o risco de lesões e imunossupressão.
II. A disponibilidade crônica reduzida de carboidratos deve ser adotada universalmente por atletas de endurance, uma vez que a maior oxidação de gorduras elimina completamente a dependência de glicogênio durante competições de longa duração.
III. A supercompensação de glicogênio eleva as reservas musculares e hepáticas acima dos níveis basais através de fase de depleção seguida de sobrecarga de carboidratos, sendo estratégia com benefício demonstrado para eventos de endurance com duração superior a 90 minutos.
É correto o que se afirma em:
I. A prática randômica (alternância entre habilidades a cada tentativa) produz desempenho inferior durante a aquisição, porém superior em testes de retenção e transferência, fenômeno explicado pelo maior esforço cognitivo de reconstrução do plano motor a cada tentativa.
II. A prática bloqueada é universalmente inferior à prática randômica em todos os contextos e níveis de habilidade, devendo ser completamente eliminada dos programas de treinamento técnico em favor de estruturações que maximizem a interferência contextual.
III. O efeito de interferência contextual apresenta interação com o nível de habilidade: iniciantes podem beneficiar-se de prática bloqueada inicial para estabilização do padrão básico, enquanto atletas avançados beneficiam-se mais de prática randômica para refinamento e adaptabilidade.
É correto o que se afirma em:
De acordo com Tubino (1984), os êxitos de atletas de alto rendimento, independente da especialização esportiva, estão ligados a uma grande quantidade (volume) e uma alta qualificação (intensidade) no trabalho, sendo que, estas duas variáveis (volume e intensidade) deverão sempre estar adequadas às fases de treinamento. Para o autor, esse princípio do treinamento desportivo é nomeado princípio da:
A passagem do bastão é elemento significativo das corridas de revezamento. Ela é exaustivamente treinada pelas equipes, pois a passagem mal-sucedida ou o não acontecimento dela pode trazer resultados bastante penosos, como a perda de tempo ou, no pior dos casos, a desclassificação da equipe. Entre as técnicas de passagem do bastão, de acordo com Petris (2016), a passagem não-visual conta com alguns estilos utilizados historicamente:
Ao descrever os princípios do treinamento esportivo, Tubino (1984) aborda a individualidade biológica enquanto fenômeno que:
Para Cronin e Blazevich (2011), o treinamento de velocidade contra resistência implica a movimentação do atleta:
Ao destacar aspectos sobre o treinamento com atletas de esportes de raquete, Ackland, Kerr e Newton (2011) assinalam a exigência de níveis elevados de flexibilidade, possibilitando maior força contrátil quando a batida ocorre com os músculos em:
Para Gava (2025), o manejo de bola no basquetebol é um dos fundamentos mais essenciais e cativantes do jogo. Ele permite que os jogadores se movimentem livremente, com confiança, além de criar oportunidades para ataques eficazes e jogadas espetaculares. O manejo de bola refere-se:
Segundo Gallahue e Ozmun (2005), todo movimento humano envolve um elemento de:
As fases do desenvolvimento motor são conceitos importantes para área do treinamento esportivo. Assim, Gallahue e Ozmun (2005) afirmam que a fase motora especializada possui os estágios nomeados:
Treinamento Funcional, em poucas palavras, consiste em puxar, empurrar, estabilizar, levantar, arremessar, correr ou saltar transformar o corpo em uma ferramenta que produza movimentos mais eficientes, melhorando a performance e prevenindo lesões, em um processo contínuo de aprendizado, desafio e evolução constantes. Considerando a escolha do exercício “agachamento búlgaro” em um plano de treinamento funcional, a opção que melhor define seu objetivo é: