Questões de Concurso Nível superior

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Q4407697 Psiquiatria
Uma criança de 6 anos apresenta vocabulário amplo e bom desempenho em atividades de leitura para a idade. Na escola, responde quando é chamada e participa das tarefas propostas, porém costuma prolongar conversas sobre mapas, tem dificuldade para perceber quando os colegas querem mudar de assunto e raramente compartilha espontaneamente o interesse deles nas brincadeiras. A família relata desconforto importante quando o caminho habitual até a escola é alterado e informa que a criança organiza repetidamente miniaturas de ônibus na mesma sequência. Essas características estão presentes desde os primeiros anos, embora tenham ficado mais evidentes com o aumento das demandas sociais. Qual interpretação é mais consistente com as características nucleares do transtorno do espectro autista? 
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Q4407696 Psicologia
Um adolescente de 16 anos com TEA está em acompanhamento multiprofissional. Um dos objetivos do Plano Terapêutico Individualizado é ampliar sua autonomia nos deslocamentos dentro da escola. Nas últimas oito semanas, ele passou a realizar sozinho trajetos conhecidos entre a sala de aula, a biblioteca e o laboratório, utilizando um roteiro visual no celular; em quatro observações, solicitou ajuda adequadamente quando encontrou mudanças de sinalização. A terapeuta ocupacional relata desempenho semelhante em treino de rotas no serviço. Em uma mudança inesperada de sala, porém, o adolescente permaneceu cerca de dez minutos no corredor até telefonar para a mãe. Depois disso, a família pediu ao psicólogo um documento recomendando acompanhamento adulto contínuo em todos os deslocamentos escolares. O adolescente afirma que esse acompanhamento o constrange e propõe manter o roteiro visual, com possibilidade de procurar um adulto de referência quando houver alteração de percurso. A escola solicita uma posição da equipe para revisar o apoio oferecido. Diante desses dados, qual é a conduta prioritária mais adequada ao psicólogo?
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Q4407695 Psiquiatria
Um adolescente de 16 anos com TEA, sem deficiência intelectual, mantém acompanhamento psicológico há dois anos. Até recentemente, frequentava a escola de forma regular, participava semanalmente de um grupo de robótica e, embora precisasse de tempo sozinho após dias muito ruidosos, retomava suas atividades no dia seguinte. Há seis semanas, depois de uma reorganização das turmas e de episódios de provocações por colegas, passou a faltar às aulas, deixou de frequentar a robótica, reduziu o interesse por jogos que costumava procurar e começou a dormir várias horas mais tarde. A família percebe maior irritabilidade e entende o quadro como reação à mudança escolar. Em atendimento, ao falar sobre as faltas, o adolescente afirma que se sente 'um peso' e relata que, em alguns dias, gostaria de 'dormir e não precisar acordar para enfrentar o dia seguinte'. Considerando a temporalidade, o prejuízo funcional e a necessidade de hierarquizar a avaliação, qual aspecto deve ser priorizado pelo psicólogo neste momento? 
Alternativas
Q4407694 Psicologia
Um adolescente de 13 anos com TEA está em acompanhamento multiprofissional. No Plano Terapêutico Individualizado, o objetivo psicológico definido para oito semanas foi aumentar o uso independente de uma estratégia de regulação emocional diante de frustração, em situações reais da rotina. O psicólogo ensinou duas estratégias e realizou ensaios graduados durante as sessões. Ao final do período, o adolescente utiliza uma delas de forma independente em 8 de 10 situações simuladas no consultório. Na escola, os registros mostram uso independente em 2 de 10 episódios; quando um adulto fornece um lembrete breve, o uso ocorre em 8 de 10 episódios. Em casa, os cuidadores relatam padrão semelhante. Na reunião da equipe, não foram identificadas dificuldades de compreensão da estratégia nem piora clínica global. Diante desses resultados, qual decisão do psicólogo é mais coerente para a revisão do plano terapêutico? 
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Q4407693 Psicologia
Um adolescente de 13 anos com TEA, fala fluente e desempenho cognitivo compatível com a idade apresenta ansiedade intensa em apresentações orais na escola. Ele identifica sinais corporais de ansiedade e consegue graduá-los em uma escala visual, porém encontra dificuldade em discutir pensamentos por longos períodos de forma abstrata. Nas últimas semanas, passou a evitar os dias de apresentação e aceitou perder pontos para não expor trabalhos. Sua participação em conversas e atividades sociais permanece semelhante ao padrão habitual. Foi pactuado como objetivo terapêutico aumentar sua permanência em sala e sua participação progressiva em apresentações curtas. Considerando o perfil e o objetivo definidos, qual plano de intervenção psicológica é o mais coerente? 
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Q4407692 Psicologia
Um menino de 11 anos com TEA participa de atendimento psicológico voltado à ampliação de autonomia acadêmica. Em atividades escritas com seis ou mais itens, especialmente quando exigem maior esforço, ele empurra o material, bate a mão na mesa e vocaliza em tom elevado cerca de 30 segundos após a apresentação da tarefa. Em 10 de 12 episódios registrados, o adulto retirou a folha por três a cinco minutos e depois a reapresentou. O mesmo adulto oferece atenção em frequência semelhante durante jogos e tarefas curtas, contextos nos quais esses comportamentos quase não ocorrem. Quando a folha é reapresentada após a pausa, os comportamentos tendem a reaparecer. Com base nesse padrão, qual hipótese funcional e estratégia de intervenção são mais consistentes com os dados disponíveis? 
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Q4407691 Psicologia
Uma criança de 7 anos com TEA utiliza, durante os atendimentos psicológicos, um cartão com a figura de “ajuda” para solicitar apoio quando encontra dificuldade em uma tarefa. No consultório, já usa esse recurso com pouca ajuda. Em casa, porém, diante de tarefas semelhantes, costuma abandonar a atividade e chamar o adulto de forma pouco específica. Os cuidadores relatam que frequentemente percebem a dificuldade e realizam a parte mais difícil da tarefa antes que a criança utilize o cartão. O objetivo pactuado é ampliar o uso funcional dessa habilidade no cotidiano. Qual orientação do psicólogo aos cuidadores é mais adequada a esse objetivo?
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Q4407690 Psicologia
Um adolescente de 15 anos, com diagnóstico de TEA desde a infância e acompanhamento psicológico regular, apresentava rotina estável, frequentava a escola e mantinha interesse por jogos digitais e encontros semanais com dois colegas. Nas últimas seis semanas, passou a recusar atividades que antes buscava, reduziu a participação tanto em casa quanto na escola, apresenta dificuldade para iniciar o sono e tem feito comentários como “estrago tudo” e “não consigo fazer nada direito”. A família interpreta a mudança como aumento das dificuldades próprias do TEA. Considerando a compreensão psicológica do caso, qual interpretação deve orientar prioritariamente a formulação de hipóteses? 
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Q4407689 Psicologia
Uma criança de 8 anos é encaminhada para avaliação psicológica por dificuldades de interação com colegas e rigidez diante de mudanças na rotina escolar. Na entrevista, os responsáveis relatam poucas dificuldades em casa. A professora descreve prejuízo mais evidente em atividades coletivas e preenche um instrumento de rastreio, cujo resultado indica elevada presença de características associadas ao TEA. Em duas sessões individuais, estruturadas e com baixa demanda social, a criança interage adequadamente com o psicólogo. Considerando o processo de avaliação psicológica, qual procedimento é tecnicamente mais adequado?
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Q4407688 Psicologia
Durante uma atividade em grupo, o psicólogo observa uma criança de 9 anos com TEA que utiliza frases bem estruturadas e comunica pedidos com clareza. Quando um colega conta algo que aconteceu no fim de semana, a criança responde introduzindo um tema de seu próprio interesse e encontra dificuldade para manter a troca sobre o assunto iniciado pelo colega. Em outra situação, percebe que o colega aponta para um objeto, mas não acompanha espontaneamente o gesto para compartilhar com ele o foco de atenção. Considerando as características do TEA relacionadas à comunicação e à interação social, assinale a interpretação profissional adequada.
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Q4407687 Psicologia
Durante uma avaliação do desenvolvimento, o psicólogo observa uma criança de 20 meses. Os responsáveis relatam que ela utiliza poucas palavras, costuma conduzir a mão do adulto até objetos desejados e raramente aponta para mostrar algo de seu interesse. Em diferentes situações, responde de forma inconsistente quando chamada pelo nome. Na brincadeira, demonstra interesse prolongado em girar as rodas de carrinhos e pouco alterna o olhar entre um objeto e o adulto para compartilhar a experiência. Qual interpretação é mais adequada diante desse conjunto de informações? 
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Q4407647 Terapia Ocupacional

Um adolescente de 15 anos com TEA, acompanhado no CEIDITEA, comunica preferências e compreende orientações concretas. No Projeto Terapêutico Individualizado (PTI), um dos objetivos é ampliar sua participação em atividades da comunidade. Ele manifesta o desejo de realizar, sem acompanhante, o trajeto de aproximadamente 700 metros entre a escola e a biblioteca do bairro. O percurso é conhecido e possui semáforos em dois cruzamentos.

Nas últimas seis semanas, realizou oito treinos com o pai. Em seis deles, completou o trajeto seguindo o roteiro visual e respeitando os cruzamentos. Em duas ocasiões, entretanto, uma obra alterou temporariamente a calçada e o adolescente seguiu adiante sem utilizar a rota alternativa previamente combinada, sendo necessário que o pai interviesse antes de sua aproximação à via. A terapeuta ocupacional relata bom desempenho em trajetos previsíveis e recomenda ampliar o treinamento para situações de alteração do percurso. A família reconhece a evolução, mas manifesta preocupação com a realização do trajeto desacompanhado. O adolescente mantém o desejo de desenvolver maior autonomia. Não há condição clínica que contraindique a atividade.

Considerando os dados funcionais, o objetivo de autonomia, a segurança no deslocamento, a participação do adolescente nas decisões e a articulação entre família e equipe multiprofissional, qual é a conduta pediátrica mais adequada? 

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Q4407646 Medicina
Um menino de 10 anos com TEA, que utiliza frases curtas e costuma indicar desconforto de modo pouco específico, mantém há meses boa participação escolar e terapêutica. Há duas semanas mudou de sala na escola e, desde então, passou a ficar irritado no fim da manhã, recusar algumas atividades sentadas e pressionar repetidamente a região inferior do abdome. A família atribuiu a mudança à nova rotina. Nos últimos dez dias, evacuou três vezes, com fezes volumosas e endurecidas; em duas ocasiões houve pequena quantidade de fezes na roupa íntima. O apetite diminuiu discretamente, sem vômitos, febre, sangue nas fezes, perda ponderal ou alteração urinária. Ao exame, está hidratado, afebril, com abdome discretamente distendido, sem defesa ou dor localizada, e massa fecal palpável em hipogástrio. Qual interpretação e prioridade de conduta são mais adequadas neste momento? 
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Q4407645 Medicina
Um adolescente de 13 anos com TEA é acompanhado regularmente por fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia, com boa adaptação escolar no último ano. A família procura o pediatra para renovar um relatório e informa que, nos últimos dois anos, as consultas médicas ocorreram em geral para intercorrências. O prontuário mostra crescimento sem registro seriado recente, vacinação sem conferência desde os 10 anos e ausência de revisão documentada do desenvolvimento puberal. O adolescente usa medicação prescrita por especialista, com benefício comportamental referido pela família, e não apresenta queixa aguda. Durante a consulta, demonstra compreender perguntas diretas e manifesta interesse em participar de atividades esportivas da escola. Qual plano de acompanhamento pediátrico é mais adequado neste momento?
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Q4407644 Medicina
Um adolescente de 12 anos com TEA, linguagem oral funcional e estereotipias motoras conhecidas é levado à consulta por episódios iniciados há seis semanas. Duas a quatro vezes por semana, durante atividades variadas, ele interrompe abruptamente o que está fazendo, permanece com olhar fixo, não responde ao chamado nem ao toque e realiza movimentos repetidos de mastigação por cerca de 40 a 60 segundos. Em seguida, retoma contato gradualmente e fica confuso por alguns minutos. Os eventos têm padrão semelhante entre si e diferem das estereotipias habituais, durante as quais permanece responsivo e que aumentam em situações de excitação. Entre os episódios, mantém seu funcionamento habitual e exame neurológico sem alterações focais. Não houve evento com duração superior a cinco minutos, crises em sequência sem recuperação, trauma ou comprometimento cardiorrespiratório. Qual é a interpretação e a conduta pediátrica mais adequadas?
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Q4407643 Medicina
Um menino de 7 anos com diagnóstico de TEA, acompanhado regularmente, utiliza frases para comunicar necessidades, compreende instruções verbais simples e mantém padrão estável de interesses restritos e necessidade de previsibilidade. Nos últimos quatro meses, a família percebeu que ele passou a pedir repetição de perguntas e aumentou o volume da televisão. Na escola, deixou de cumprir algumas instruções dadas oralmente quando o professor está fora de seu campo visual, mas responde melhor quando a orientação é acompanhada de gesto ou apoio visual. Nesse período, apresentou três episódios de otite média. Não houve perda de autonomia, alteração motora ou mudança dos comportamentos repetitivos habituais. Considerando o diagnóstico prévio de TEA e a mudança recente de funcionamento, qual hipótese associada e abordagem pediátrica são mais adequadas?
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Q4407642 Medicina
Um adolescente de 13 anos com TEA, com desempenho escolar e participação nas terapias previamente estáveis, apresenta há seis semanas irritabilidade no período da manhã, dificuldade de atenção nas primeiras aulas e redução da participação nas sessões. A mãe relata que ele passou a demorar cerca de 90 minutos para adormecer e tem dormido aproximadamente duas horas a menos por noite. Nesse período, começou a usar videogame no quarto até próximo do horário de dormir. Não houve mudança dos medicamentos habituais, febre, dor, roncos, pausas respiratórias percebidas ou despertares frequentes. Ao exame clínico, não há alteração nova. Qual é a conduta pediátrica inicial mais adequada?
Alternativas
Q4407641 Medicina
Uma criança de 8 anos com TEA é acompanhada pelo pediatra. Há cerca de um ano, sua alimentação tornou-se progressivamente mais restrita: atualmente aceita arroz, macarrão, pão, batata, frango empanado, leite e iogurte, recusando feijão, carnes não empanadas, frutas, verduras e legumes. A família nega vômitos, diarreia ou dor abdominal. Na Caderneta da Criança, peso e estatura mantêm trajetória ascendente semelhante à anterior, sem desaceleração do crescimento. Ao exame, não há sinais clínicos de desnutrição. A mãe pergunta se o crescimento preservado permite considerar a alimentação atual suficiente. Qual é a conduta pediátrica mais adequada?
Alternativas
Q4407640 Medicina
Uma criança de 26 meses é levada à consulta pediátrica porque a família e a creche observam pouca iniciativa para compartilhar brincadeiras e dificuldade para acompanhar propostas em grupo. Ela caminha e corre sem dificuldade, monta torres, utiliza cerca de 20 palavras e costuma conduzir a mão do adulto até o objeto que deseja. Na consulta, responde ao nome em algumas ocasiões, faz pouco uso de gestos para compartilhar interesse e brinca repetidamente fazendo girar as rodas de um carrinho. O exame físico geral não mostra alterações relevantes. Diante da suspeita de transtorno do espectro autista, qual é a abordagem pediátrica inicial mais adequada? 
Alternativas
Q4407639 Medicina
Uma criança de 6 anos, com diagnóstico de TEA, é acompanhada pelo pediatra. Possui linguagem oral e vocabulário amplo, pede ajuda quando necessita e conversa longamente sobre trens, tema pelo qual demonstra grande interesse. A família relata dificuldade para manter conversas sobre assuntos escolhidos por outras pessoas e desconforto importante quando há mudanças inesperadas na rotina. Durante a consulta, responde às perguntas do médico, mas frequentemente retorna ao tema dos trens e pouco comenta as experiências relatadas pela mãe. Qual interpretação clínica melhor caracteriza esse conjunto de manifestações? 
Alternativas
Respostas
6361: E
6362: E
6363: C
6364: A
6365: D
6366: B
6367: D
6368: A
6369: E
6370: C
6371: B
6372: C
6373: E
6374: B
6375: A
6376: C
6377: A
6378: B
6379: D
6380: A