Questões de Concurso Para especialista educacional

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Q3458419 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo que define as aprendizagens essenciais a serem desenvolvidas ao longo da educação básica. Qual das alternativas a seguir descreve corretamente algumas ideias da BNCC, conforme o documento oficial?
Alternativas
Q3545942 Pedagogia
Analisando as manchetes a seguir:
         “Dois milhões de crianças e adolescentes de 11 a 19 anos não estão frequentando a escola no Brasil, alerta UNICEF”
(Fonte: https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/doismilhoes-de-criancas-e-adolescentes-de-11-a-19-anos-nao-estaofrequentando-a-escola-no-brasil).
        “Quase 9 milhões de brasileiros de 18 a 29 anos não concluíram a escola, apontam dados divulgados pelo MEC”
(Fonte: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2024/02/22/censoescolar-2023.ghtml).
        “Estudo aponta que 40% dos estudantes enfrentam dificuldade na alfabetização”
(Fonte: https://g1.globo.com/bom-diabrasil/noticia/2023/04/28/estudo-aponta-que-40percent-dosestudantes-enfrentam-dificuldade-na-alfabetizacao-cenario-e-piorentre-os-mais-pobres.ghtml).
        As manchetes acima revelam um grande desafio para a educação brasileira e aponta as mazelas sociais que levam milhares de estudantes apresentarem dificuldades de aprendizagem, evadirem da escola e ou serem reprovados e caírem num ciclo de repetência criando um grande obstáculo para o progresso acadêmico desses estudantes. Isso gera um impacto negativo na motivação e no engajamento dos estudantes. O supervisor educacional tem um papel crucial na identificação dessas situações do cotidiano escolar e em mobilizar ações que resultem no apoio a esses alunos. É fundamental a criação de um ambiente de aprendizagem positivo, o qual pode ajudar a prevenir dificuldades de aprendizagem, evasão e repetência.
Identifique e marque a alternativa que apresenta, a estratégia que o supervisor escolar pode adotar com o objetivo de combater as dificuldades de aprendizagem, a evasão escolar e a repetência.
Alternativas
Q3545941 Pedagogia
A supervisão educacional moderna enfatiza a participação de todos os membros da comunidade escolar na tomada de decisões. A cooperação é um elemento chave na supervisão educacional atual, promovendo um ambiente de trabalho em equipe e colaboração mútua em prol da melhoria da qualidade da educação. Qual das alternativas abaixo revela esse modelo cooperativo de trabalho na escola?
Alternativas
Q3545940 Pedagogia
Apresenta-se abaixo uma situação problema. Analise-a e responda o que se pede.
Situação Problema:
        A Escola Municipal de Ensino Fundamental “Aprendendo Sempre” tem enfrentado um desafio significativo em relação ao rendimento escolar dos alunos do 9º ano. Apesar dos esforços dos professores e da direção, as notas nas disciplinas de Matemática e Português têm sido consistentemente baixas, e muitos alunos estão em risco de reprovação.
        A Sra. Maria, a supervisora educacional da escola, foi chamada para ajudar a resolver essa situação. Ela começou analisando os dados de avaliação dos alunos e observando as aulas para entender melhor o problema. Ela notou que muitos alunos pareciam desinteressados durante as aulas e tinham dificuldade em entender os conceitos básicos.
Ao analisar a situação problema acima é preciso considerar que a avaliação é um processo complexo que vai além da simples mensuração do rendimento escolar. Ela envolve a análise de uma variedade de fatores, incluindo o progresso do aluno, a eficácia do ensino e o ambiente de aprendizagem. Considerando esses fatores, uma das soluções que caberá à Sra. Maria enquanto supervisora após analisar os dados das avaliações e observar os alunos em aula é: 
Alternativas
Q3545939 Pedagogia
O projeto político pedagógico (PPP) é um instrumento que orienta as ações educativas de uma escola e, a supervisão educacional desempenha um papel crucial na construção coletiva do projeto político pedagógico, bem como é responsável por garantir a execução e mediação das ações do PPP. Neste sentido, é possível inferir que:
Alternativas
Q3545938 Pedagogia
A concepção do currículo escolar como política cultural implica que não se trata de um documento neutro, mas sim de algo com diretrizes carregadas de valores e ideologias diferentes. Instituições e profissionais reconhecem que o currículo é influenciado por forças políticas e sociais, que determinam quais conhecimentos e habilidades são/serão valorizados e ensinados conforme um objetivo a atingir enquanto projeto de nação.
Neste sentido, as diferentes concepções de currículo podem refletir
Alternativas
Q3545937 Pedagogia
O currículo é mais do que apenas um plano de estudos. Ele é uma expressão da política cultural de uma sociedade, refletindo suas prioridades, valores e crenças. Existem várias concepções de currículo e sendo assim, é possível afirmar que:
Alternativas
Q3545936 Pedagogia
Após a proclamação da Constituição da República de 1988, houveram muitas mudanças estruturais em diversos segmentos estruturais da sociedade brasileira. Dentre essas mudanças destaca-se a reforma educacional dos anos 90 foi marcada por uma série de mudanças estruturais no sistema educacional brasileiro. Essas mudanças foram impulsionadas por uma combinação de fatores. Assinale a alternativa correta que indique essas combinações de fatores.
Alternativas
Q3545935 Pedagogia
O livro “Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação” de Lilian Bacich e José Moran discute a combinação de métodos de ensino online e offline. Segundo Bacich e Moran, qual é uma das principais vantagens do ensino híbrido?
Alternativas
Q3545934 Pedagogia
As Tecnologias da Informação e Comunicação têm um papel cada vez mais importante na educação. O uso das TICs no meio escolar pode ser uma ferramenta poderosa para melhorar o ensino e a aprendizagem. Contudo, a integração das TICs ao currículo escolar se apresenta ao mesmo tempo como desafio e oportunidade para avançar os métodos e didática na educação. Considerando isso, como as TICs podem ser integradas ao currículo escolar?
Alternativas
Q3545933 Pedagogia
Observando o texto a seguir responda:
“Como a educação inclusiva tem avançado no Brasil”
        “A maioria dos brasileiros concorda que a educação inclusiva é um caminho positivo para buscar equidade e qualidade na educação, como apontou a pesquisa “O que a população brasileira pensa sobre educação inclusiva”, encomendada pelo Instituto Alana e realizada pelo Datafolha em julho deste ano.
        Foram entrevistadas 2.074 pessoas acima de 16 anos e colhidas informações de mais de 7.000 brasileiros, de 130 municípios. Segundo os dados, 86% acreditam que as escolas se tornam melhores ao incluir pessoas com deficiência. Para 76%, crianças com deficiência aprendem mais quando estudam com crianças sem deficiência.
        Entre os que convivem com pessoas com deficiência na escola, a atitude é ainda mais favorável: 93% concordam que as escolas se tornam melhores quando há inclusão.”
(Fonte: https://educacaointegral.org.br/reportagens/educacaoinclusiva-no-brasil/).
A reportagem destaca o avanço da educação inclusiva no Brasil e a percepção positiva da população sobre a inclusão nas escolas. Explorando a compreensão sobre o assunto e considerando o que a LDB preconiza sobre a educação inclusiva a melhor opção que descreve a percepção da população brasileira sobre a educação inclusiva é a de que:
Alternativas
Q3545932 Pedagogia
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) é um marco na educação de jovens e adultos, pois ela reconhece a educação como um direito de todos, independentemente da idade, classe social e ou histórico de vida. Isso amplia horizontes para diversas pessoas que por algum motivo durante sua trajetória de vida teve de abandonar os estudos quando adolescente. Conforme preconiza a LDB, qual das seguintes afirmações é verdadeira sobre a Educação de Jovens e Adultos?
Alternativas
Q3545931 Pedagogia
As manchetes jornalísticas a seguir refletem um retrato social sobre a situação da profissão e carreira dos professores no Brasil.
        “O Brasil pode enfrentar um ‘apagão de professores’ em 2040, de acordo com uma pesquisa. O desinteresse dos jovens pelas carreiras de licenciatura, o envelhecimento do corpo docente e o abandono da profissão contribuem para que, em menos de duas décadas, faltem 235 mil professores na educação básica”.
(Fonte: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2022/09/29/brasil-podeenfrentar-apagao-de-professores-em-2040-diz-pesquisa.ghtml).
        “A falta de mão de obra qualificada está piorando no Brasil, e o país é o nono com mais falta de mão de obra qualificada em 2022, dentre 40 países e territórios. No Brasil, 81% dos empregadores disseram enfrentar dificuldade para encontrar trabalhadores com a qualificação necessária”.
(Fonte: https://economia.uol.com.br/empregos-ecarreiras/noticias/redacao/2022/06/20/falta-mao-de-obraqualificada-brasil-manpowergroup.htm).

A formação de professores é um aspecto importante da educação e o incentivo é crucial para que não aconteça o que se prevê nessas reportagens. A respeito disso, a LDB:
Alternativas
Q3545930 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
O ECA é um importante instrumento de proteção aos direitos das crianças e adolescentes, contudo também prevê em casos de cometimento de atos infracionais, medidas socioeducativas como medida de controle e orientação social. A idade máxima para que um adolescente cumpra medida socioeducativa, segundo o ECA é de:
Alternativas
Q3545929 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
        A Lei Federal 8.069/1990 instituiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), documento esse que trata de um conjunto de normas do ordenamento jurídico brasileiro com objetivo de garantir a proteção integral da criança e do adolescente, aplicando medidas diversas e expedindo encaminhamentos para o juiz da vara da infância. Não há dúvidas que o ECA é o amparo legal e regulatório dos direitos humanos de crianças e adolescentes. O ECA garante compulsoriamente uma série de direitos fundamentais a todas as crianças e adolescentes do Brasil. Entre eles, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
A escola é uma instituição que tem função importante como guardiã dos direitos das crianças e adolescentes e, considerando o que é preconizado pelo ECA a gestão escolar deve acionar o conselho tutelar imediatamente quando o aluno 
Alternativas
Q3545928 Pedagogia
As medidas socioeducativas é um instrumento de controle contido no ECA e se destina:
Alternativas
Q3545527 Português
As cidades que nos abrigam

Historicamente, se registra que a humanidade preferiu construir cidades litorâneas, do que resulta inúmeros centros urbanos próximo aos oceanos, mares e em estuários de rios importantes, muitos com portos movimentados, importantes. Por vezes, as cidades eram fortificadas para conter possíveis ataques por mar. Isso não evitou grandes batalhas entre povos inimigos, e o vencedor poderia se dar ao desfrute de paz durante anos. Mas como os romanos criaram o mote, "si vis pacem para bellum", ou "se quer a paz, prepara-te para a guerra", com isso, a humanidade viveu tranquilamente por anos e séculos.

Atualmente, há conflitos locais e uma preocupação enorme de que essas contendas possam se ampliar regionalmente, ou pior, que sejam usadas armas nucleares, conforme noticia a mídia televisada e escrita. O risco de guerra deixa de ser local ou regional e passa a ser mundial pela amplitude dos danos que poderiam ocasionar. Há temor quanto a essa possibilidade, o que restringe os donos dos botões vermelhos para conter essa insânia desumana incomparável de uso de armamento nuclear.

Afastado o perigo de hecatombe — que pouco tem a ver com o meio urbano, objeto deste escrito, e, sim, com políticas nacionais ou continentais —, as cidades em geral estão em seu cotidiano com seus habitantes e o meio urbano sentindo-se à vontade em suas atividades diárias. Com isso, entende-se que se alargam os territórios das cidades ou adensam seu espaço urbanizado, sobretudo nas áreas centrais. No caso de Brasília, alguns argumentam que o Plano Piloto não pode ficar "engessado". Traduzindo, o mercado imobiliário deseja construir empregando outra tipologia de edifícios, mais altos. O que não se entende é ter edifícios fora do padrão vigente no Plano Piloto.

Todavia, há em Brasília favelas, como Pôr do Sol e Sol Nascente, em que não há infraestrutura, são carentes de atenção por parte dos governadores do DF e de Goiás. As favelas deveriam receber mais atenção das autoridades porque sua população está submetida à falta de infraestruturas básicas, não contam com água tratada e o esgoto está a céu aberto. Por isso, o favelamento deve acabar ou receber água tratada e esgotamento sanitário, com o que se findarão as epidemias em que as vítimas são crianças e idosos. Sem favelas, haveria cidades em que a população está se ocupando em seus afazeres, sobretudo se tiver onde trabalhar e linhas de ônibus para os deslocamentos para o trabalho ou buscar serviços em outros pontos da cidade.

No DF, é desejável que os agentes imobiliários procurem outros espaços para construir, que não destruam o que foi imaginado para o Plano Piloto e para o DF desde os primórdios. Uma cidade deve ser mostrada como um espaço em que não haja edificações fora dos padrões urbanísticos, como Águas Claras. Essa região administrativa (RA) serve de exemplo de espaço repleto de edificações com muitos andares e onde o setor imobiliário esteve intensamente presente. Águas Claras é o núcleo urbano que difere das demais RAs. Nestas, há restrições para edificações elevadas.

Nos anos de 1960, outros países se interessaram no que foi feito na capital federal, sobretudo no que diz respeito à urbanização. Alguns preciosistas podem levantar a preocupação de que, em seus 5.800 quilômetros quadrados, o DF se consolidou com uma espacialização alargada e pouco recomendável. Todavia, com o passar dos anos verificou-se que cada núcleo urbano (RA) se organizou internamente de forma a evitar que seus respectivos habitantes tivessem que percorrer grandes distâncias para obter bens e serviços. Todos esses núcleos organizaram-se de modo a contar com os necessários equipamentos e instituições para servir seus habitantes.

Os serviços do alto poder Judiciário, do Executivo e do Legislativo federais são encontrados apenas no Plano Piloto, e isso não haverá de se modificar porque foi assim que o núcleo histórico se estruturou e consolidou, devendo permanecer assim por décadas à frente. Nada impede, todavia, que os demais núcleos urbanos desenvolvam atividades e organizem serviços voltados para as pessoas próximas em termos de comércio e pequenas indústrias, não poluentes ambientais.

Outros argumentarão que o território como está organizado exige deslocamentos diários dos trabalhadores que exercem atividades em outras localidades e dos que buscam serviços fora de seu local de moradia. Isso se acomodará, pois os ajustamentos urbanos realizados no DF nessas seis décadas podem se assemelhar aos de outras cidades brasileiras. Nelas, há intensos deslocamentos dos trabalhadores da periferia para o centro nas primeiras horas da manhã e, em sentido contrário, ao fim do dia. Essa mobilidade ininterrupta é uma das características das grandes cidades que nos acolhem. 

(Fonte: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. In: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. [S. l.], 11 abr. 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/04/6835502-artigo-as-cidades-que-nos-abrigam.html).
Juntamente à leitura do texto, analise a charge a seguir para responder à questão.
Imagem associada para resolução da questão (Fonte: http://apugssind.com.br/wp-content/uploads/2017/05/chargecongresso.jpg).

A charge apresentada mantém relação intertextual com o texto de Aldo Paviani, o que pode ser comprovado, principalmente, pela alternativa: 
Alternativas
Q3545526 Português
As cidades que nos abrigam

Historicamente, se registra que a humanidade preferiu construir cidades litorâneas, do que resulta inúmeros centros urbanos próximo aos oceanos, mares e em estuários de rios importantes, muitos com portos movimentados, importantes. Por vezes, as cidades eram fortificadas para conter possíveis ataques por mar. Isso não evitou grandes batalhas entre povos inimigos, e o vencedor poderia se dar ao desfrute de paz durante anos. Mas como os romanos criaram o mote, "si vis pacem para bellum", ou "se quer a paz, prepara-te para a guerra", com isso, a humanidade viveu tranquilamente por anos e séculos.

Atualmente, há conflitos locais e uma preocupação enorme de que essas contendas possam se ampliar regionalmente, ou pior, que sejam usadas armas nucleares, conforme noticia a mídia televisada e escrita. O risco de guerra deixa de ser local ou regional e passa a ser mundial pela amplitude dos danos que poderiam ocasionar. Há temor quanto a essa possibilidade, o que restringe os donos dos botões vermelhos para conter essa insânia desumana incomparável de uso de armamento nuclear.

Afastado o perigo de hecatombe — que pouco tem a ver com o meio urbano, objeto deste escrito, e, sim, com políticas nacionais ou continentais —, as cidades em geral estão em seu cotidiano com seus habitantes e o meio urbano sentindo-se à vontade em suas atividades diárias. Com isso, entende-se que se alargam os territórios das cidades ou adensam seu espaço urbanizado, sobretudo nas áreas centrais. No caso de Brasília, alguns argumentam que o Plano Piloto não pode ficar "engessado". Traduzindo, o mercado imobiliário deseja construir empregando outra tipologia de edifícios, mais altos. O que não se entende é ter edifícios fora do padrão vigente no Plano Piloto.

Todavia, há em Brasília favelas, como Pôr do Sol e Sol Nascente, em que não há infraestrutura, são carentes de atenção por parte dos governadores do DF e de Goiás. As favelas deveriam receber mais atenção das autoridades porque sua população está submetida à falta de infraestruturas básicas, não contam com água tratada e o esgoto está a céu aberto. Por isso, o favelamento deve acabar ou receber água tratada e esgotamento sanitário, com o que se findarão as epidemias em que as vítimas são crianças e idosos. Sem favelas, haveria cidades em que a população está se ocupando em seus afazeres, sobretudo se tiver onde trabalhar e linhas de ônibus para os deslocamentos para o trabalho ou buscar serviços em outros pontos da cidade.

No DF, é desejável que os agentes imobiliários procurem outros espaços para construir, que não destruam o que foi imaginado para o Plano Piloto e para o DF desde os primórdios. Uma cidade deve ser mostrada como um espaço em que não haja edificações fora dos padrões urbanísticos, como Águas Claras. Essa região administrativa (RA) serve de exemplo de espaço repleto de edificações com muitos andares e onde o setor imobiliário esteve intensamente presente. Águas Claras é o núcleo urbano que difere das demais RAs. Nestas, há restrições para edificações elevadas.

Nos anos de 1960, outros países se interessaram no que foi feito na capital federal, sobretudo no que diz respeito à urbanização. Alguns preciosistas podem levantar a preocupação de que, em seus 5.800 quilômetros quadrados, o DF se consolidou com uma espacialização alargada e pouco recomendável. Todavia, com o passar dos anos verificou-se que cada núcleo urbano (RA) se organizou internamente de forma a evitar que seus respectivos habitantes tivessem que percorrer grandes distâncias para obter bens e serviços. Todos esses núcleos organizaram-se de modo a contar com os necessários equipamentos e instituições para servir seus habitantes.

Os serviços do alto poder Judiciário, do Executivo e do Legislativo federais são encontrados apenas no Plano Piloto, e isso não haverá de se modificar porque foi assim que o núcleo histórico se estruturou e consolidou, devendo permanecer assim por décadas à frente. Nada impede, todavia, que os demais núcleos urbanos desenvolvam atividades e organizem serviços voltados para as pessoas próximas em termos de comércio e pequenas indústrias, não poluentes ambientais.

Outros argumentarão que o território como está organizado exige deslocamentos diários dos trabalhadores que exercem atividades em outras localidades e dos que buscam serviços fora de seu local de moradia. Isso se acomodará, pois os ajustamentos urbanos realizados no DF nessas seis décadas podem se assemelhar aos de outras cidades brasileiras. Nelas, há intensos deslocamentos dos trabalhadores da periferia para o centro nas primeiras horas da manhã e, em sentido contrário, ao fim do dia. Essa mobilidade ininterrupta é uma das características das grandes cidades que nos acolhem. 

(Fonte: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. In: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. [S. l.], 11 abr. 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/04/6835502-artigo-as-cidades-que-nos-abrigam.html).
Os pronomes são importantes elementos de coesão textual e atuam na manutenção temática, já que sua função referencial permite ao autor evitar a repetição desnecessária de palavras ou expressões.
Assinale a alternativa em que o referente do pronome destacado está corretamente indicado entre parênteses.
Alternativas
Q3545525 Português
As cidades que nos abrigam

Historicamente, se registra que a humanidade preferiu construir cidades litorâneas, do que resulta inúmeros centros urbanos próximo aos oceanos, mares e em estuários de rios importantes, muitos com portos movimentados, importantes. Por vezes, as cidades eram fortificadas para conter possíveis ataques por mar. Isso não evitou grandes batalhas entre povos inimigos, e o vencedor poderia se dar ao desfrute de paz durante anos. Mas como os romanos criaram o mote, "si vis pacem para bellum", ou "se quer a paz, prepara-te para a guerra", com isso, a humanidade viveu tranquilamente por anos e séculos.

Atualmente, há conflitos locais e uma preocupação enorme de que essas contendas possam se ampliar regionalmente, ou pior, que sejam usadas armas nucleares, conforme noticia a mídia televisada e escrita. O risco de guerra deixa de ser local ou regional e passa a ser mundial pela amplitude dos danos que poderiam ocasionar. Há temor quanto a essa possibilidade, o que restringe os donos dos botões vermelhos para conter essa insânia desumana incomparável de uso de armamento nuclear.

Afastado o perigo de hecatombe — que pouco tem a ver com o meio urbano, objeto deste escrito, e, sim, com políticas nacionais ou continentais —, as cidades em geral estão em seu cotidiano com seus habitantes e o meio urbano sentindo-se à vontade em suas atividades diárias. Com isso, entende-se que se alargam os territórios das cidades ou adensam seu espaço urbanizado, sobretudo nas áreas centrais. No caso de Brasília, alguns argumentam que o Plano Piloto não pode ficar "engessado". Traduzindo, o mercado imobiliário deseja construir empregando outra tipologia de edifícios, mais altos. O que não se entende é ter edifícios fora do padrão vigente no Plano Piloto.

Todavia, há em Brasília favelas, como Pôr do Sol e Sol Nascente, em que não há infraestrutura, são carentes de atenção por parte dos governadores do DF e de Goiás. As favelas deveriam receber mais atenção das autoridades porque sua população está submetida à falta de infraestruturas básicas, não contam com água tratada e o esgoto está a céu aberto. Por isso, o favelamento deve acabar ou receber água tratada e esgotamento sanitário, com o que se findarão as epidemias em que as vítimas são crianças e idosos. Sem favelas, haveria cidades em que a população está se ocupando em seus afazeres, sobretudo se tiver onde trabalhar e linhas de ônibus para os deslocamentos para o trabalho ou buscar serviços em outros pontos da cidade.

No DF, é desejável que os agentes imobiliários procurem outros espaços para construir, que não destruam o que foi imaginado para o Plano Piloto e para o DF desde os primórdios. Uma cidade deve ser mostrada como um espaço em que não haja edificações fora dos padrões urbanísticos, como Águas Claras. Essa região administrativa (RA) serve de exemplo de espaço repleto de edificações com muitos andares e onde o setor imobiliário esteve intensamente presente. Águas Claras é o núcleo urbano que difere das demais RAs. Nestas, há restrições para edificações elevadas.

Nos anos de 1960, outros países se interessaram no que foi feito na capital federal, sobretudo no que diz respeito à urbanização. Alguns preciosistas podem levantar a preocupação de que, em seus 5.800 quilômetros quadrados, o DF se consolidou com uma espacialização alargada e pouco recomendável. Todavia, com o passar dos anos verificou-se que cada núcleo urbano (RA) se organizou internamente de forma a evitar que seus respectivos habitantes tivessem que percorrer grandes distâncias para obter bens e serviços. Todos esses núcleos organizaram-se de modo a contar com os necessários equipamentos e instituições para servir seus habitantes.

Os serviços do alto poder Judiciário, do Executivo e do Legislativo federais são encontrados apenas no Plano Piloto, e isso não haverá de se modificar porque foi assim que o núcleo histórico se estruturou e consolidou, devendo permanecer assim por décadas à frente. Nada impede, todavia, que os demais núcleos urbanos desenvolvam atividades e organizem serviços voltados para as pessoas próximas em termos de comércio e pequenas indústrias, não poluentes ambientais.

Outros argumentarão que o território como está organizado exige deslocamentos diários dos trabalhadores que exercem atividades em outras localidades e dos que buscam serviços fora de seu local de moradia. Isso se acomodará, pois os ajustamentos urbanos realizados no DF nessas seis décadas podem se assemelhar aos de outras cidades brasileiras. Nelas, há intensos deslocamentos dos trabalhadores da periferia para o centro nas primeiras horas da manhã e, em sentido contrário, ao fim do dia. Essa mobilidade ininterrupta é uma das características das grandes cidades que nos acolhem. 

(Fonte: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. In: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. [S. l.], 11 abr. 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/04/6835502-artigo-as-cidades-que-nos-abrigam.html).
“Outros argumentarão que o território como está organizado exige deslocamentos diários dos trabalhadores que exercem atividades em outras localidades e dos que buscam serviços fora de seu local de moradia.”
A inserção de vírgulas após “trabalhadores” e antes de “e”, acarretaria:
Alternativas
Q3545524 Português
As cidades que nos abrigam

Historicamente, se registra que a humanidade preferiu construir cidades litorâneas, do que resulta inúmeros centros urbanos próximo aos oceanos, mares e em estuários de rios importantes, muitos com portos movimentados, importantes. Por vezes, as cidades eram fortificadas para conter possíveis ataques por mar. Isso não evitou grandes batalhas entre povos inimigos, e o vencedor poderia se dar ao desfrute de paz durante anos. Mas como os romanos criaram o mote, "si vis pacem para bellum", ou "se quer a paz, prepara-te para a guerra", com isso, a humanidade viveu tranquilamente por anos e séculos.

Atualmente, há conflitos locais e uma preocupação enorme de que essas contendas possam se ampliar regionalmente, ou pior, que sejam usadas armas nucleares, conforme noticia a mídia televisada e escrita. O risco de guerra deixa de ser local ou regional e passa a ser mundial pela amplitude dos danos que poderiam ocasionar. Há temor quanto a essa possibilidade, o que restringe os donos dos botões vermelhos para conter essa insânia desumana incomparável de uso de armamento nuclear.

Afastado o perigo de hecatombe — que pouco tem a ver com o meio urbano, objeto deste escrito, e, sim, com políticas nacionais ou continentais —, as cidades em geral estão em seu cotidiano com seus habitantes e o meio urbano sentindo-se à vontade em suas atividades diárias. Com isso, entende-se que se alargam os territórios das cidades ou adensam seu espaço urbanizado, sobretudo nas áreas centrais. No caso de Brasília, alguns argumentam que o Plano Piloto não pode ficar "engessado". Traduzindo, o mercado imobiliário deseja construir empregando outra tipologia de edifícios, mais altos. O que não se entende é ter edifícios fora do padrão vigente no Plano Piloto.

Todavia, há em Brasília favelas, como Pôr do Sol e Sol Nascente, em que não há infraestrutura, são carentes de atenção por parte dos governadores do DF e de Goiás. As favelas deveriam receber mais atenção das autoridades porque sua população está submetida à falta de infraestruturas básicas, não contam com água tratada e o esgoto está a céu aberto. Por isso, o favelamento deve acabar ou receber água tratada e esgotamento sanitário, com o que se findarão as epidemias em que as vítimas são crianças e idosos. Sem favelas, haveria cidades em que a população está se ocupando em seus afazeres, sobretudo se tiver onde trabalhar e linhas de ônibus para os deslocamentos para o trabalho ou buscar serviços em outros pontos da cidade.

No DF, é desejável que os agentes imobiliários procurem outros espaços para construir, que não destruam o que foi imaginado para o Plano Piloto e para o DF desde os primórdios. Uma cidade deve ser mostrada como um espaço em que não haja edificações fora dos padrões urbanísticos, como Águas Claras. Essa região administrativa (RA) serve de exemplo de espaço repleto de edificações com muitos andares e onde o setor imobiliário esteve intensamente presente. Águas Claras é o núcleo urbano que difere das demais RAs. Nestas, há restrições para edificações elevadas.

Nos anos de 1960, outros países se interessaram no que foi feito na capital federal, sobretudo no que diz respeito à urbanização. Alguns preciosistas podem levantar a preocupação de que, em seus 5.800 quilômetros quadrados, o DF se consolidou com uma espacialização alargada e pouco recomendável. Todavia, com o passar dos anos verificou-se que cada núcleo urbano (RA) se organizou internamente de forma a evitar que seus respectivos habitantes tivessem que percorrer grandes distâncias para obter bens e serviços. Todos esses núcleos organizaram-se de modo a contar com os necessários equipamentos e instituições para servir seus habitantes.

Os serviços do alto poder Judiciário, do Executivo e do Legislativo federais são encontrados apenas no Plano Piloto, e isso não haverá de se modificar porque foi assim que o núcleo histórico se estruturou e consolidou, devendo permanecer assim por décadas à frente. Nada impede, todavia, que os demais núcleos urbanos desenvolvam atividades e organizem serviços voltados para as pessoas próximas em termos de comércio e pequenas indústrias, não poluentes ambientais.

Outros argumentarão que o território como está organizado exige deslocamentos diários dos trabalhadores que exercem atividades em outras localidades e dos que buscam serviços fora de seu local de moradia. Isso se acomodará, pois os ajustamentos urbanos realizados no DF nessas seis décadas podem se assemelhar aos de outras cidades brasileiras. Nelas, há intensos deslocamentos dos trabalhadores da periferia para o centro nas primeiras horas da manhã e, em sentido contrário, ao fim do dia. Essa mobilidade ininterrupta é uma das características das grandes cidades que nos acolhem. 

(Fonte: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. In: PAVIANI, Aldo. As cidades que nos abrigam. [S. l.], 11 abr. 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/04/6835502-artigo-as-cidades-que-nos-abrigam.html).
Assinale a alternativa em que a palavra destacada é mero conectivo, ou seja, não possui função sintática, nem apresenta valor semântico.
Alternativas
Respostas
101: D
102: D
103: B
104: C
105: D
106: C
107: A
108: C
109: B
110: A
111: C
112: C
113: B
114: D
115: D
116: A
117: A
118: C
119: B
120: D