Questões de Concurso
Para agente de trânsito
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I. A assistência judiciária gratuita e integral aos necessitados, na forma da lei, é proibida ao adolescente pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
II. Compete ao CONTRAN, entre outras atribuições, a de zelar pela não uniformidade e descumprimento das normas contidas no Código de Trânsito Brasileiro e nas resoluções complementares.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. A violência sexual contra a mulher é entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
II. À luz do Estatuto da Criança e do Adolescente, não se considera ato infracional a conduta descrita como crime ou contravenção penal.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.
II. O Estatuto da Criança e do Adolescente assegura ao adolescente, entre outras, a garantia de defesa técnica por advogado.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes não cabendo, ainda que no âmbito das respectivas competências, adotar quaisquer medidas destinadas a assegurar esse direito.
II. São penalmente inimputáveis os menores de vinte e oito anos, sujeitos às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A violência física contra a mulher inclui, entre outras, qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento.
II. Compete ao Corpo de Bombeiros Civil do município, entre outras atribuições, a de estabelecer as normas regulamentares referidas no Código de Trânsito Brasileiro e as diretrizes da Política Nacional de Trânsito.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. Qualquer adolescente pode ser privado de sua liberdade ainda que sem o flagrante de ato infracional ou sem ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente.
II. Para os efeitos do Estatuto da Criança e do Adolescente, diante da prática de ato infracional, deve ser considerada a idade do adolescente à data do fato.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. Considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente.
II. A violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher, é uma forma de violência doméstica e familiar contra as mulheres.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários dos municípios, no âmbito de sua circunscrição, desencorajar e inibir projetos e programas de educação e segurança, ainda que estes estejam de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN.
II. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários dos municípios, no âmbito de sua circunscrição, implementar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do trânsito seguro.
II. A liberdade assistida não deve ser adotada, ainda que se afigure como a medida mais adequada para o fim de acompanhar, auxiliar e orientar o adolescente.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários dos municípios, no âmbito de sua circunscrição, arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos, e escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou perigosas.
II. O Estatuto da Criança e do Adolescente define a prestação de serviços comunitários como a realização de tarefas gratuitas de interesse geral, por período não excedente a seis meses, junto a entidades assistenciais, hospitais, escolas e outros estabelecimentos congêneres, bem como em programas comunitários ou governamentais.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O Estatuto da Criança e do Adolescente determina que o adolescente apenas deve ser privado de sua liberdade na ausência do devido processo legal.
II. Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários dos municípios, no âmbito de sua circunscrição, fiscalizar, autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis, relativas a infrações por excesso de peso, dimensões e lotação dos veículos, sendo-lhes vedado notificar e arrecadar as multas que aplicar.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O condutor que tenha o propósito de ultrapassar um veículo de transporte coletivo que esteja parado, efetuando embarque ou desembarque de passageiros, deverá reduzir a velocidade, dirigindo com atenção redobrada ou parar o veículo com vistas à segurança dos pedestres.
II. É assegurado ao adolescente, entre outros, o direito de ser ouvido pessoalmente pela autoridade competente.
Marque a alternativa CORRETA:
I. No Brasil, o trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres, aquáticas e aéreas do território nacional, abertas à circulação ou não, rege-se pelo Código de Trânsito Brasileiro (lei nº 10.350, de 23 de setembro de 2007).
II. Compete ao CONTRAN, entre outras atribuições, a de estabelecer as diretrizes do regimento das JARI.
Marque a alternativa CORRETA:
Homem dividido
por João Vítor Figueira
Aos 82 anos de idade e com sete lançamentos (somando festivais e circuito comercial) na última década, Domingos Oliveira está em uma fase prolífica de sua carreira de mais de meio século. Em suas produções contemporâneas, o realizador têm se mantido fiel a características que elevaram ao status de clássicas produções consagradas do passado, como a ênfase nos relacionamentos e processos criativos. Aconteceu na Quarta-Feira, que incorpora tais características, é um trabalho irregular ao mesmo tempo em que faz jus à veia autoral do cineasta.
O roteiro de Oliveira acompanha as lamúrias de um casal de atores de teatro formado por Júlio (Ricardo Kosovski), um homem mais velho sem talento para as artes dramáticas que é perturbado por uma série de aflições, e Júlia (Priscilla Rozenbaum), artista magnetizante de talento reconhecido. "Dependo dela", reconhece um inseguro Júlio, mais famoso por seus trabalhos na televisão. Os dois dividem um palco em uma peça consagrada e, em casa, vivem uma relação de amor e ódio. No meio deles está o psicanalista Marco (André Mattos), que dribla a ética profissional ao aceitar contar para Júlia as confissões que o esposo lhe faz durante as sessões de terapia.
Em Domingos, documentário dirigido por Maria Ribeiro, Oliveira afirma que Godard o ensinou a fazer cinema com liberdade, embora, para ele, o francês "não tenha grandes filmes". Aconteceu na Quarta-Feira também não é um grande filme, mas tem seus méritos. As atuações exageradas, especialmente a de Mattos, a direção desarmoniosa e o uso de tipografias que explicam o sentimento do personagem (como se os diálogos não tivessem sido suficientemente claros) atenuam a força de uma obra que trata de conceitos instigantes.
O texto, que sempre foi o forte da carreira de Oliveira, mais uma vez se destaca neste projeto. O longa-metragem tem diálogos e monólogos ricos sobre a arte, as dicotomias entre bem e mal e sobre as angústias dos personagens. As reflexões ganham forma mais robusta quando um doppelgänger de Júlio entra em cena, levando a história para um lado ainda mais complexo de sua proposta de explorar os delírios da mente humana e a pulsão pela morte enquanto um elemento de criação. Visualmente, entretanto, as representações do duplo são um tanto amadoras e a cena do beijo no espelho é quase constrangedora.
As quebras constantes da quarta parede, incluindo uma cena que interrompe os créditos finais para falar direto com o espectador na sala de cinema, são sinais bem vindos de ousadia de um diretor veterano ainda inquieto. O resultado final é desarmonioso. Nem todas as ideias do filme são bem sucedidas. Ao autor resta a satisfação pelo exercício de autoralidade.
Doppelgänger: duplo-eu ou sósia. Disponível em http://www.adorocinema.com/filmes/filme-268505/criticas-adorocinema/ Acessado em 11/11/2018 Texto adaptado
João Vítor Figueira considera Aconteceu na Quarta-Feira uma obra
Há quase dez anos, em agosto de 2007, falei de um agricultor japonês, da ilha de Shikoku, que não se conformava com a dificuldade para guardar uma melancia na geladeira. O formato da fruta não ajudava – grande e arredondada, tomava muito espaço na prateleira e deixava cantos vagos e ociosos, difíceis de ser ocupados. Além disso, era instável, não parava quieta, era complicado cortá-la. Nosso herói perguntou-se se esse erro de design da natureza não seria passível de correção.
Como agricultor de mão cheia, calculou que, se começasse a cultivar melancias em caixas de vidro, elas acabariam adotando o formato da caixa. Talvez precisasse de muitas gerações de melancias para atingir o efeito, mas os japoneses não são como nós, sabem esperar – e, se ele não conseguisse, seus descendentes continuariam a tarefa. O importante era produzir uma melancia quadrada, não importava quantos sóis nascessem e morressem.
Levou 20 anos, mas, naquele ano de 2007, o lavrador conseguiu. A melancia quadrada era uma realidade. Li aquilo e empolguei-me tanto que escrevi uma coluna a respeito. Há poucos dias, vi pela televisão que as melancias quadradas são um sucesso nos mercados asiáticos e que o Japão fatura milhões com sua produção e exportação. É bom saber que uma empreitada deu certo. Pois, para minha surpresa, descobri que o Ceará também se tornou produtor de melancias quadradas – e que os cearenses estão competindo em vendas com o Japão! Interpreto isto como um alento. Quem sabe, no futuro, inspirando-nos em bons exemplos, não seremos também um país?
Considere a frase do último parágrafo.
Quem sabe, no futuro, inspirando-nos em bons exemplos, não seremos também um país?
No trecho reescrito nas alternativas, a expressão destacada apresenta ideia de condição em:
Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, trinta anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome.
Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos de comerciantes, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.
Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome. O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa – não é homem. E os outros homens cumprem deu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.
Não é de alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome.
E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.
E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, um homem morreu de fome.
Morreu de fome.
http://contobrasileiro.com.br/noticia-de-jornal-cronica-de-fernando-sabino/
As vírgulas foram empregadas em “Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa – não é homem” com o objetivo de separar.