Questões de Concurso
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PAIVA, V. L. M. de O. e. Tecnologias digitais no ensino de línguas: passado, presente e futuro. Revista da Abralin, v. XVIII, n. 1, p. 1-26, 2019 (adaptado).
Preocupada em atender às habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Língua Portuguesa que discorrem sobre o ensino mediado pelas tecnologias, uma professora dos Anos Finais do Ensino Fundamental propôs, em seu planejamento, uma atividade que mobilizasse o uso criativo dos recursos tecnológicos. Para tanto, solicitou a seus alunos que gravassem, em seus smartphones, um vídeo divertido, destinado a um amigo, e que utilizassem os recursos disponíveis no aparelho ou em aplicativos para torná-lo animado, como aceleração ou diminuição da velocidade da voz, ruídos estranhos, performance de algum personagem preferido, entre outras possibilidades. Feito isso, deveriam postá-lo em uma rede social e marcar o colega na publicação. Se este colega o repostasse em suas próprias redes sociais, a atividade teria êxito.
Nesse contexto, ao associar diferentes linguagens e tecnologias ao planejamento de ensino a partir de uma abordagem sociointeracional de linguagem, o uso de recursos tecnológicos favorece a
COSSON, R. Letramento Literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2006 (adaptado).
Em uma escola de Ensino Fundamental, uma professora deseja promover o letramento literário entre seus alunos. Ela percebe que muitos estudantes têm dificuldade de se envolver com a leitura de obras literárias e quer encontrar estratégias eficazes para despertar o interesse deles. A professora motiva os alunos a se envolverem com a leitura por meio de temas relevantes e interessantes e prepara os estudantes para receberem os textos, contextualizando-os e despertando a curiosidade deles. Além disso, ela organiza oficinas de leitura, nas quais os alunos exploram obras literárias de diferentes gêneros (contos, poesias, romances etc.) e de autores de diversas origens, culturas e épocas.
Considerando-se a perspectiva exposta no texto e a situação apresentada, a professora atingirá seu objetivo se levar a turma a compreender que o letramento literário
FILHO, O. F. O que é falso sobre fake news. Revista USP, São Paulo, n. 116, p. 39-44, jan./fev./mar. 2018 (adaptado).
A fim de oferecer mais detalhamento sobre o conceito de fake news e, consequentemente, sobre sua identificação, um professor de Língua Portuguesa de uma turma do Ensino Médio refletiu, com seus alunos, sobre as características desse tipo de notícia. Em sua análise, o docente explorou o fato de que, além de consistirem em informações falsas, as fake news apresentam outros importantes aspectos a serem considerados. Na sequência, o docente apresentou aos alunos as charges a seguir e perguntou a eles o seguinte: “Qual dessas charges explora a capacidade das fake news de trazerem prejuízo a terceiros, utilizando-se da literalidade como recurso de humor?”.
FIGURA 1
Disponível em: https://www.oliberal.com/
charges/. Acesso em: 04 jun. 2024. FIGURA 2
Disponível em: https://br.ifunny.co/picture/.
Acesso em: 4 jun. 2024. FIGURA 3
Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/chargefake-news-3/. Acesso em: 4 jun. 2024. FIGURA 4
Disponível em: https://concursos.estrategia.com/public/. Acesso em: 4 jun. 2024.
Nessa situação, a charge que responde à pergunta do professor é a indicada na Figura
Os Ainu, embora tenham sido os primeiros habitantes de Hokkaido, foram oprimidos e marginalizados pelo domínio japonês durante séculos. Tiveram uma história difícil. Alguns acadêmicos acreditam que sejam descendentes de uma população indígena que se espalhou pelo norte da Ásia. Recentemente, as coisas começaram a melhorar para os Ainu. Em abril de 2019, eles foram legalmente reconhecidos pelo governo como um povo indígena do Japão, após muitos anos de debate.
BBC. Ainu, o povo indígena do Japão que vivia com ursos. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/. Acesso em: 9 jun. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Cultura, humor e violência. É neste entrelaçamento que o anime Golden Kamuy traz referências históricas e consegue mesclar fatos com ficção. O campo ético dos homens é ameaçado por catástrofes naturais amenizadas pela sabedoria da guerreira Ainu, que ensina métodos de sobrevivência na selva. Na trama, o povo Ainu está em busca de 75 quilos de ouro, que representam 800 milhões de ienes, ouro este que os Ainus estavam juntando para formar um exército com o objetivo de lutar contra os japoneses que haviam tomado suas terras.
BARRO, B. Análise – Golden Kamuy. Disponível em: https://artejaponesaunifesp.medium.com/. Acesso em: 9 jun. 2024 (adaptado).
Uma professora de Língua Portuguesa de uma turma do Ensino Médio pretende elaborar uma proposta didática que relacione a literatura brasileira com a história do povo indígena japonês chamado Ainu (apresentada no Texto 1) e com o anime Golden Kamuy (resenhado no Texto 2), que tem como referência essa tribo pouco conhecida. Seu objetivo é que os alunos adaptem o anime com base em uma obra literária brasileira que guarde semelhanças com o confronto travado entre os japoneses e o povo Ainu.
Para alcançar seu objetivo, a professora deve propor a atividade de adaptação do anime tomando como base
TEXTO 1
ZIRALDO. O menino maluquinho. Edição comemorativa do 1º milhão de exemplares. São Paulo: Melhoramentos, 2008.
TEXTO 2
Disponível em: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/. Acesso em: 9 maio 2024.
Considerando-se a intertextualidade explícita que constrói coerentemente a textualidade da charge, é correto afirmar que o intertexto realiza uma
E os caras: “Não, toma essa roubada. Toma a Bíblia, toma a cruz, toma o colégio, toma a universidade, toma a estrada, toma a ferrovia, toma a mineradora, toma a porrada”. Ao que os povos responderam: “O que é isso? Que programa esquisito! Não tem outro, não?”.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras. p. 29-30.
A partir da leitura desse trecho, a docente pretende destacar como a repetição da palavra “toma” cria um efeito de insistência, utilizado pelo autor como estratégia para enfatizar a imposição da civilização sobre os povos tradicionais. Ao considerar que a civilização impôs uma única visão de progresso, ignorando outras possibilidades, a professora promoverá a interdisciplinaridade com a disciplina de História, relembrando a resistência indígena no período da colonização e a preservação das tradições culturais ao longo do tempo.
Nessa situação, é adequado que a professora, ao contrapor a literatura canônica à não canônica, explique aos alunos que a literatura não canônica de Krenak
MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 3. ed.
São Paulo: Cortez, 2001. p. 48 (adaptado).
Considerando as orientações da professora e o que se refere às estratégias de retextualização de textos orais e escritos, assinale a opção que indica o percurso a ser traçado pelos alunos para compreender e retextualizar a palestra.
RAJAGOPALAN, K. Línguas nacionais como bandeiras patrióticas, ou a linguística que nos deixou na mão: observando mais de perto o chauvinismo linguístico emergente no Brasil. In: SILVA, F. L. da; RAJAGOPALAN, K. (org.). A linguística que nos faz falhar: investigação crítica. São Paulo: Parábola, 2004. p. 14 (adaptado).
Com base nas informações apresentadas, quanto ao uso de léxico estrangeiro associado à tecnologia computacional e à Internet, assinale a opção correta.
Poeminha do Contra
Todos estes que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
QUINTANA, M. Poesia completa: Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005.
TEXTO 2
Disponível em: https://www.facebook.com/mentirinhas/photos/. Acesso em: 7 jun. 2024.
TEXTO 3
Disponível em: https://denisemiletto.blogspot.com/2014/05/eles-passarao-eu-passarinho.html.
Acesso em: 7 jun. 2024. A respeito da relação estabelecida entre o Texto 1 e os Textos 2 e 3, os quais apresentam uma releitura do poema, assinale a opção correta.
Uma atividade condizente com o objetivo de aprendizagem estipulado pela professora é solicitar que os estudantes
Considerando essa situação e as atuais concepções de letramento literário, a modificação mais adequada a ser realizada pela professora em sua sequência didática é
Disponível em: http://www.pautasocial.com.br/. Acesso em: 8 maio 2024.
Nessa situação, a aula preparada pelo professor exemplifica o fenômeno semântico da
JESUS, C. E. A. Caderno de Atividades Zine. Disponível em: https://acesse.dev/BNF13.
Acesso em: 25 maio 2024.
Considerando essa situação, assinale a opção que apresenta a relação adequada entre o trecho destacado do fanzine e a intervenção pedagógica a ser realizada pela professora.
Nessa situação, uma prática pedagógica adequada para se trabalhar com o gênero sugerido pelos alunos é
Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.
Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. Como que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em terra alheia.
AZEVEDO, A. O cortiço. SP: Ática, 1995. p. 36.
Uma das características da literatura está na literariedade, termo cunhado pelo formalismo russo na tentativa de identificar propriedades presentes nas obras literárias que as diferenciam de outros discursos produzidos na sociedade.
No fragmento apresentado de O cortiço, a literariedade está presente no trecho
TEXTO 1
Disponível em: https://www.instagram.com/escola_
da_depressao2018/. Acesso em: 10 jun. 2024. TEXTO 2
Disponível em: https://www.instagram.com/escoladadepressao/. Acesso em: 10 jun. 2024. Nessa situação, ao analisar os textos com os alunos, o professor deve considerar que
Disponível em: https://web.facebook.com/tirinhasinteligentess/posts/. Acesso em: 3 jun. 2024.
Considerando o contexto escolar dessa estudante, assinale a opção correta, a respeito do texto produzido por ela.
Lembro-me ainda do temor de minha mãe nos dias de fortes chuvas. Em cima da cama, agarrada a nós, ela nos protegia com seu abraço. E com os olhos alagados de prantos balbuciava rezas a Santa Bárbara, temendo que o nosso frágil barraco desabasse sobre nós. E eu não sei se o lamento-pranto de minha mãe, se o barulho da chuva... Sei que tudo me causava a sensação de que a nossa casa balançava ao vento. Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava! Chorava, chovia! Então, por que eu não conseguia lembrar a cor dos olhos dela?
[...]
E também, já naquela época, eu entoava cantos de louvor a todas as nossas ancestrais, que desde a África vinham arando a terra da vida com as suas próprias mãos, palavras e sangue. Não, eu não esqueço essas Senhoras, nossas Yabás, donas de tantas sabedorias. Mas de que cor eram os olhos de minha mãe?
EVARISTO, C. Olhos d’água. Rio de Janeiro: Pallas. Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
Nessa situação, para promover uma discussão com a turma, é adequado o professor explicar aos alunos que a narrativa apresentada pelo texto
ROJO, R. H. R. Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012 (adaptado).
Nesse contexto, ao preparar uma atividade para o desenvolvimento do letramento digital em uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), o professor deve considerar que
O período do Romantismo é fruto de dois grandes acontecimentos na história da humanidade: a Revolução Francesa e a Revolução Industrial. As duas revoluções provocaram e geraram novos processos, desencadeando forças que resultaram na formação da sociedade moderna, moldando, em grande parte, os seus ideais (sociais). As instituições políticas tradicionais sofreram fortes abalos e as fronteiras entre os povos foram modificadas, o que criou novo equilíbrio entre as nações.
FALBEL, N. Os fundamentos históricos do Romantismo. In: GUINSBURG, J. (org.). O romantismo. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2011. p. 23-50 (adaptado).
TEXTO 2
A ideia de que a literatura brasileira deve ser interessada foi expressa por toda a nossa crítica tradicional, desde Ferdinand Denis e Almeida Garrett. Para os românticos, a literatura brasileira começava propriamente, em virtude do tema indianista, com Durão e Basílio, reputados, por este motivo, superiores a Cláudio e Gonzaga.
CANDIDO, A. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 6. ed. v. 2, Belo Horizonte: Itatiaia, 2000. p. 27-28 (adaptado).
Considerando-se os textos apresentados e o que se refere à História da Literatura, é correto afirmar que um dos principais fatores que motivou o surgimento do movimento romântico no Brasil foi