Em uma turma de Ensino Médio, a professora de Língua Portugu...

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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Letras - Português |
Q4152280 Pedagogia
Em uma turma de Ensino Médio, a professora de Língua Portuguesa iniciou uma sequência didática baseada nas atuais concepções de letramento literário, para trabalhar a leitura e a interpretação do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. Na segunda aula da sequência, uma aluna questionou a professora se a leitura desse romance é adequada para o Ensino Médio e justificou seu questionamento com o vídeo de um famoso YouTuber, no qual ele afirma que a obrigatoriedade da leitura de obras canônicas na escola desestimula o gosto pela literatura nos adolescentes, por serem muito difíceis e fora da realidade dessa faixa etária. Como a situação gerou debate na turma, a professora decidiu realizar modificações em sua sequência didática, a fim de inserir e aprofundar a questão das resenhas literárias divulgadas em mídias sociais.

Considerando essa situação e as atuais concepções de letramento literário, a modificação mais adequada a ser realizada pela professora em sua sequência didática é
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo era comparar as alternativas e verificar qual delas altera a sequência didática diante da crítica à leitura obrigatória de uma obra canônica, em vez de apenas cercar Dom Casmurro com outras atividades.

Tema central: Letramento literário
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque flexibiliza a seleção da leitura, dando espaço aos interesses e repertórios dos estudantes, e deixa Dom Casmurro para um momento posterior.
B
Errada
Ela incorpora videorresenhas e mídias sociais, o que pode ser pertinente, mas não enfrenta o núcleo do problema indicado no enunciado. Dom Casmurro continua sendo o objeto central e imediato da sequência, de modo que a crítica à obrigatoriedade da obra difícil e distante da realidade juvenil não é resolvida; há apenas uma mediação adicional em torno da mesma leitura obrigatória.
C
Errada
A proposta reforça a legitimação do autor canônico por meio de uma fala expositiva de autoridade externa. Isso mantém o foco na valorização escolar do cânone e deixa o debate sobre resenhas como acessório, sem flexibilizar a experiência leitora nem responder ao questionamento sobre a adequação da imposição imediata da obra.
D
Errada
Embora promova posicionamento crítico dos estudantes sobre a fala do YouTuber, a atividade continua exigindo registros de leitura da própria obra contestada. Portanto, há debate sobre o problema, mas não há mudança do objeto de leitura nem da imposição inicial que gerou o impasse.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi fazer parecer que inserir resenhas, videorresenhas ou debate crítico já bastaria. Pela base adotada, isso não resolve a questão se a obra canônica obrigatória continua no centro imediato da sequência.
Dica para questões semelhantes
  • Se o problema didático está na imposição imediata da leitura, a intervenção mais adequada é a que modifica a seleção ou o momento da obra, não apenas as atividades ao redor dela.
  • Uso de mídias sociais e resenhas só responde ao enunciado quando altera o núcleo do trabalho leitor, e não quando apenas cerca a mesma obrigatoriedade.
  • Em questões sobre letramento literário, observe se a proposta fortalece a formação do leitor a partir de interesses e repertórios dos estudantes ou se apenas reafirma o cânone por outras vias.

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