Foram encontradas 22.019 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Leia e responda a questão abaixo:
O TESOURO DO MENDIGO
Era uma vez um andarilho muito sábio que vagava de vila em vila pedindo esmolas e compartilhando os seus conhecimentos nas praças e nos mercados.
Ele estava em uma praça em Akbar quando um homem chegou perto dele e disse:
– Ontem, um mago muito poderoso me disse que aqui nesta praça eu encontraria um mendigo, que apesar de sua miserável aparência me daria um tesouro de valor inestimável e que isto mudaria completamente a minha vida. Quando vi você, percebi de imediato que era o homem que eu procurava. Por favor, me dê o seu tesouro.
O mendigo olhou para ele sem falar nada, enfiou a mão em um alforje de couro bem desgastado e em seguida estendeu a mão para o homem, dizendo:
– Deve ser isto então! Entregando-lhe um diamante enorme.
O outro levou um grande susto e exclamou:
– Mas esta pedra deve ter um valor enorme!
– É mesmo? Pode ser. Eu a encontrei no bosque. Disse o mendigo.
– Muito bem, quanto devo dar por ela?
– Nada! Para mim ela não serve. Não preciso dela. Se ela lhe serve, leve-a. Não foi isto que o mago lhe disse? Perguntou o mendigo.
– Sim, foi isto que ele me disse. Obrigado.
Muito confuso, o homem guardou a pedra e foi embora.
Meia hora mais tarde ele voltou. Procura o mendigo na praça e encontrando-o diz:
– Tome sua pedra e me dê o tesouro.
– Não tenho nada para lhe dar. Disse o mendigo.
– Tem sim! Quero que me ensine como pôde abrir mão dela sem que isso o incomodasse.
O homem então passou anos ao lado do mendigo até que aprendeu o que era o desapego.
(https://www.tudosaladeaula.com/)
Leia o texto a seguir para responder a questão.
O sentido da vida (Luiz Fernando Emediato)
O sentido da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer, deixando sob a terra este antigo corpo constituído da solitária e silenciosa matéria de que foram feitas as estrelas e seus filhos, e os filhos de seus filhos.
Sim, é este o sentido da vida, ou não.
O sentido da vida é descobrir alegre ou amargamente a consciência das coisas, da alegria e da dor, da tristeza e do tédio, e então alegrar-se ou entristecer-se.
Sim, é este o sentido da vida, ou não.
Será porventura o sentido da vida caminhar juntos sobre a mesma velha e generosa e solitária terra, dividir angústias e dor, enredar-se no cipoal das palavras?
Sim, o sentido da vida é este, ou não.
Será o sentido da vida buscar luz nas sombras ou sombras na luz, consumir dias e noites a trilhar o áspero caminho imperfeito, buscar o caminho torto, a estrada estreita e, no fim da estrada, apenas neblina, mistério?
Sim, o sentido da vida é bem este, ou não.
Será, meu Deus, o sentido da vida acreditar em Deus, ou alguma coisa superior à capacidade de entender, cair de joelhos e em prantos pedir caridade ou outro vago sentimento qualquer, e nada ouvir em resposta, ou, sim, ouvir uma voz silenciosa, e, então, chorar, dormir, sonhar?
Sim, o sentido da vida é bem este – ou não.
Será o sentido da vida crer na dourada utopia, descobrir então a insustentável fragilidade dos seres, o poder, a miséria?
Sim, é bem este, ou não, o sentido da vida.?
Estará o sentido da vida em sonhar o sonho impossível, alcançar a estrela inatingível, vencer o inimigo imbatível, tocar a realidade intangível, e encontrar nada mais que pesadelo, o nada, a fantasia, as miragens?
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não.
Será o sentido da vida entregar-se apaixonadamente às ideias de grande extensão, consumirse como o fogo e ver apagar-se a chama? Será, criaturas, o sentido da vida consumir o sangue das veias, esgotar a serenidade, despentear os cabelos, perseguir a ilusão?
Sim, é bem este o sentido da vida, ou não.
Mas, se há perguntas demais e respostas de menos, sempre haverá a busca, a esperança, a vida, a luz no fim da escuridão.
Porque é isto – buscar – o sentido da vida.
(Texto adaptado – O Estado de S. Paulo)