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Q3758759 Educação Física
A perspectiva ampla de escola composta por professores, alunos, gestores, técnicos, pais, comunidade e associações, pode tornar esse espaço como ambiente de intervenção da promoção da saúde em diversos aspectos, sendo um deles, a atividade física regular. Analise as assertivas abaixo:

I. Atualmente, o aumento de problemas de saúde relacionados ao excesso de atividade física tem atingido jovens adultos e adolescentes, principalmente com doenças crônico-não transmissíveis (DCNT), tais como obesidade, diabetes, hipertensão, dislipidemia, dentre outros.
II. A pouca atividade física é decorrente de fatores sociais e educacionais, sendo esse último ainda plenamente indefinido o seu papel na escola via componente curricular educação física devido a embates epistemológicos, diversas vezes pouco produtivos.
III. O esporte é o principal conteúdo da educação física na escola. Desde a forte influência política e econômica entre as décadas de 1950 a 1990, esse conteúdo é fonte de instrumentalização pedagógica, científica e cultural.
IV. É evidente que há desportos convencionais e desportos pouco convencionais, no entanto, as aulas de educação física tende a fornecer aos alunos a oportunidade de conhecer a cultura de movimento de diferentes desportos, seja individuais e coletivos, radicais ou de tabuleiro, com ou sem acessórios.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3758757 Pedagogia
Uma concepção de educação física sustenta uma determinada visão sobre a criança e o seu desenvolvimento, as mudanças desejáveis no contexto sociocultural, a missão e o papel da escola e as relações entre a função da escola, as mudanças socioculturais desejáveis e o desenvolvimento da criança. Partindo destes princípios, Crum (1994), conceptualizou cinco concepções de educação física, sendo elas: Concepção biológica, Concepção pedagogista, Concepção personalista, Concepção de socialização e Concepção sócio crítica. Sendo assim, assinale a alternativa correta no que se trata das concepções supracitadas:
Alternativas
Q3758755 Pedagogia
Considerando a literatura que versa sobre a “Educação física e lazer” do Roberto Alves Garcia, assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as afirmações falsas.

( ) O brincar e o jogar não apresenta uma importância muito grande no processo de desenvolvimento humano da infância à melhor idade.
( ) É por meio das brincadeiras e dos jogos que as crianças ampliam seus conhecimentos sobre si, sobre as pessoas que as rodeiam e sobre o mundo em que estão inseridas.
( ) Adequar os diferentes jogos e brincadeiras às características dos jogadores é imprescindível para a obtenção de sucesso.

A sequência correta é:
Alternativas
Q3758754 Educação Física
A Educação Física é um campo acadêmicoprofissional multidisciplinar ligado a diferentes áreas. Ela foi construída, historicamente, aproximada à área da saúde, que representa a sustentação teórica mais consolidada para a sua inclusão nos diferentes segmentos sociais. Assinale V para as afirmações Verdadeiras e F para as afirmações Falsas:

( ) Até a década de 80, o professor de Educação física era reconhecido basicamente cm escolas, clubes e praças públicas. Porém, nos dias de hoje, ele atua em academias, em salas personalizadas, em hotéis, em hospitais, em empresas, em festas infantis, entre outros.
( ) Pode-se afirmar, então, que o mercado de trabalho do professor de Educação Física alterou-se com o passar dos anos, sofrendo influências das mais diferentes áreas, inclusive na saúde podendo até enquanto atribuição prescrever medicamentos.
( ) Com a vinculação da Educação Física como disciplina escolar, aspectos de formação humana foram incorporados, ligando-a, também, à área educacional.

A sequência correta é:
Alternativas
Q3758753 Pedagogia
No que tange a obra “Educação física e cotidiano escolar: reflexões e pesquisas contemporâneas” os autores citam que o lúdico na educação infantil pode ser trabalhado em todas as atividades, pois é uma maneira de aprender/ensinar, despertar o prazer e dessa forma a aprendizagem se realiza. No entanto, o verdadeiro sentido da educação lúdica só estará garantido se o professor estiver preparado para realizá-lo, tendo conhecimento sobre os fundamentos da mesma. Assinale a alternativa correta de acordo com a citação acima:  
Alternativas
Q3758752 Pedagogia
Segundo Venditti Júnior, na obra “educação física inclusiva e interdisciplinaridade: diferenças e alteridades na atuação profissional”... “é inadmissível que uma pessoa seja restrita a frequentar um espaço público, ou ser excluída de praticar atividade física, ou até mesmo de uma sala de aula, por apresentar algum tipo de deficiência [...]” Nesta mesma obra, Ríos (2009) relata diversas barreiras que podem afetar o processo de inclusão em atividades físicas, sendo assim assinale a alternativa que faz interface com as respectivas barreiras:
Alternativas
Q3758751 Educação Física
O conhecimento e o trato pedagógico das práticas corporais na escola são fundamentais para que na infância e adolescência seja potencializada no estimulo das atividades físicas, sendo assim analise as assertivas abaixo:

I. Uma vida saudável tem início na infância e adolescência, com prática de atividade física frequente, sendo as aulas de Educação Física uma das formas em que os adolescentes têm a oportunidade de realizar estas práticas no ambiente escolar, mas, apesar disso, observase que eles dispõem de pouco tempo, local ou interesse para serem ativos nos momentos de lazer, o que pode influenciar a prática para uma vida mais ativa.
II. A participação de uma criança em momentos e atividades da aula é determinada por meio do despertar da curiosidade, interesse, atenção, prazer, alegria, em situações que a estimule a realizar estas atividades.
III. A motivação no ambiente escolar é um fator decisivo na má qualidade de aprendizagem e do desempenho.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3758750 Educação Física
Na obra “Passado, presente e futuro da educação física: uma perspectiva histórica mundial, brasileira e catarinense” do Rafael cunha Laux, 2021, o autor cita que a origem da Educação Física nos remete ao homem primitivo, que necessitou desenvolver seu corpo para atender suas finalidades e desafios. Esse período é certificado com registros humanos de força física, velocidade e agilidade. Sendo assim analise as assertivas abaixo:

I. No Oriente, mais propriamente na Índia e na China, a prática de exercícios corporais esteve muito relacionada a ginástica labora, mas foi na sociedade sueca, berço dos Jogos Olímpicos, que os esportes se propagaram, dando ao homem o caráter de vitalidade, intelectualidade e domínio de suas capacidades físicas e emocionais.
II. No Brasil, a Educação Física se propagou através de uma gama de culturas. Teve-se, com os povos indígenas, os primeiros registros de movimento, através de brincadeira, jogos, corridas e realização de rituais de dança.
III. Para o povo indiano, a prática de atividade física assume características medicinais, higiênicas, filosóficas, morais e religiosas, sendo considerada uma nação que atingiu o maior grau espiritual da humanidade, conectandose ao fato de serem os criadores da Yoga, desenvolvendo uma perspectiva de integração do físico, do intelecto e do emocional em uma bela concepção do ser humano.
IV. O povo japonês desenvolvia suas atividades físicas relacionadas ao mar em decorrência das condições geográficas da região à que o passado, presente e futuro da Educação Física pertencem, com características utilitárias, guerreiras, higiênicas, ritualísticas, recreativas e espiritual.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3758747 Pedagogia
Para explicar a evolução da Educação Física no Brasil, buscamos a fundamentação em Darido e Rangel (2005), que mencionam uma linha de tendências nem sempre destacadas uma das outras de forma estanque, que às vezes interagem e se completam. Para efeito didático, as autoras classificam essas tendências em: Higienismo e militarismo, Esportivista, Recreaconista. Considerando a classificação citada pelas autoras, analise as alternativas abaixo.

I. Sobre o higienismo e militarismo. no primeiro instante os objetivos eram os hábitos de higiene e saúde, em que se buscava o aprimoramento físico e moral, através dos exercícios. As aulas geralmente eram ministradas por médicos e militares.
II. Na tendência esportivista, a mesma foi caracterizada pela política do pão e circo, que segundo Melo e Alves Júnior (2003) uma forma de dominação e controle de massa. Foi quando o governo pregou a ideologia do aprimoramento físico através dos esportes, incentivando a sua prática nas escolas.
III. No que concerne a tendência recreacionista as críticas à tendência esportivista foram iniciadas e tornaram-se constantes, dando espaço ao surgimento, como alternativa, à tendência recreacionista. Porém, a recreação única e exclusiva também deixa a desejar como ferramenta pedagógica, e não foram apresentadas mudanças significativas.
IV. Na tendência recreacionista a educação física passou a significar esportes de alto rendimento e esta era a palavra de ordem.

É correto o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3756826 Português
Leia o Texto III para responder à questão.

TEXTO III


Captura_de tela 2025-12-05 090132.png (401×396)

Fonte: https://www.instagram.com/p/DJrcW2exVZ9/. Acesso em 28/08/2025.
Na tirinha, a pontuação é usada para organizar o sentido das falas. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3756825 Português
Leia o Texto III para responder à questão.

TEXTO III


Captura_de tela 2025-12-05 090132.png (401×396)

Fonte: https://www.instagram.com/p/DJrcW2exVZ9/. Acesso em 28/08/2025.
Na tirinha, a personagem explica o conceito de ludopatia. Considerando os aspectos semânticos presentes, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3756824 Português
TEXTO I

COMO ESCRITA À MÃO BENEFICIA O CÉREBRO E GANHA NOVA CHANCE EM ESCOLAS

Aprender a escrever em cursivo parece ativar caminhos neurais importantes ao aprendizado; Califórnia volta a adotar a técnica em escolas a partir deste ano.

Por BBC

Captura_de tela 2025-12-05 085223.png (404×231)


Especialista diz que ‘escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado’. — Foto: GETTY IMAGES via BBC


A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva. Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.

A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA. Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.

A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que “mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem”.

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o ensino da habilidade de se escrever em letra cursiva nos primeiros anos do ensino fundamental. Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos. Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.

Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes. Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.

Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano podem melhorar as habilidades de leitura. A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.

Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores. “Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos”, explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretoraexecutiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. “Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente.”

Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas. Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças. “Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos”, diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).

A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. Já a Finlândia pôs fim à exigência da escrita cursiva de suas escolas em 2016. O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.

Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos. Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras. “É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia”, opina a especialista Voltz-Poremba.

Fonte: Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/ noticia/2024/01/31/como-escrita-a-mao-beneficia-o-cerebro-eganha-nova-chance-em-escolas.ghtml. Acesso em 28/08/2025.


Considere o texto I e o texto II, a seguir, para responder, de forma comparativa, à questão.

TEXTO II

O LUXO DE MANDAR UM CARTÃO OU UM BILHETE ESCRITO À MÃO

Papelaria personalizada abre ateliê no Leblon

Por Jacqueline Costa

RIO - Pense. Quantas vezes nos últimos tempos você recebeu um bilhete ou um cartão de agradecimento escrito à mão? Em tempos de tantas mensagens virtuais, isso tem se tornado algo cada vez mais exclusivo, elegante. Um carinho a mais, para quem dá a devida importância ao papel. E foi justamente pensando assim que o trio de empresários formado por Marcelo Nogueira, Fernanda Fróes e Anna Luiza Padua criou a Nina Write, marca de papelaria personalizada com ateliê na Dias Ferreira, no Leblon.

— Percebemos que as pessoas estão voltando a valorizar o uso de cartas e cartões na comunicação pessoal. Luxo mesmo é mandar e receber um cartão com a gramatura certa do papel, a impressão perfeita e um texto com caligrafia manual — diz Marcelo, que, antes de se juntar a Fernanda e Anna Luiza, trabalhou durante 12 anos na Paul Nathan, a primeira empresa a produzir no Brasil impressos em relevo francês.

Como se fosse uma grife de moda, toda a produção da Nina Write é dividida em coleções, explica a publicitária Anna Luiza. A primeira, que vem em caixas com dez envelopes e dez cartões, é ilustrada com ícones (alguns têm a cara do Rio). São eles: árvore, sol, coroa, bicicleta e os relevos de montanhas cariocas.

— A nossa ideia é dar uma cara mais contemporânea à papelaria, combinando cores e papéis mais elaborados. Esse mercado lá fora conta com marcas importantes há muito tempo. Hoje, muitas pessoas compram esses artigos em viagens, porque eles não estão à disposição no Brasil com uma qualidade equivalente. Decidimos justamente preencher esse vazio — explica Fernanda, que é designer.

Agora, o trio da Nina Write já está pensando numa coleção especial para lançar na época do Natal. Moleskines também podem vir por aí, avisa Anna Luiza.

— O método é quase artesanal. O artesão precisa ter uma mão talentosa para controlar a quantidade de tinta e não borrar —explica ela.

Por enquanto, os produtos da Nina Write estão sendo vendidos na multimarcas Dona Coisa e na AC Álbum, na Dias Ferreira. Ainda estão sendo negociados outros pontos. Em breve, os itens serão oferecidos também por meio de e-commerce (www. ninawrite.com).

Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/gente/o-luxo-de-mandar-um-cartaoou-um-bilhete-escrito-mao-16950047. Acesso em 25/08/2025.
Em ambos os textos, a coesão se constrói por meio de referenciação e uso de conectores. Assinale a alternativa que melhor descreve esse funcionamento.
Alternativas
Q3756823 Português
TEXTO I

COMO ESCRITA À MÃO BENEFICIA O CÉREBRO E GANHA NOVA CHANCE EM ESCOLAS

Aprender a escrever em cursivo parece ativar caminhos neurais importantes ao aprendizado; Califórnia volta a adotar a técnica em escolas a partir deste ano.

Por BBC

Captura_de tela 2025-12-05 085223.png (404×231)


Especialista diz que ‘escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado’. — Foto: GETTY IMAGES via BBC


A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva. Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.

A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA. Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.

A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que “mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem”.

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o ensino da habilidade de se escrever em letra cursiva nos primeiros anos do ensino fundamental. Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos. Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.

Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes. Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.

Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano podem melhorar as habilidades de leitura. A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.

Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores. “Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos”, explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretoraexecutiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. “Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente.”

Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas. Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças. “Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos”, diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).

A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. Já a Finlândia pôs fim à exigência da escrita cursiva de suas escolas em 2016. O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.

Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos. Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras. “É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia”, opina a especialista Voltz-Poremba.

Fonte: Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/ noticia/2024/01/31/como-escrita-a-mao-beneficia-o-cerebro-eganha-nova-chance-em-escolas.ghtml. Acesso em 28/08/2025.


Considere o texto I e o texto II, a seguir, para responder, de forma comparativa, à questão.

TEXTO II

O LUXO DE MANDAR UM CARTÃO OU UM BILHETE ESCRITO À MÃO

Papelaria personalizada abre ateliê no Leblon

Por Jacqueline Costa

RIO - Pense. Quantas vezes nos últimos tempos você recebeu um bilhete ou um cartão de agradecimento escrito à mão? Em tempos de tantas mensagens virtuais, isso tem se tornado algo cada vez mais exclusivo, elegante. Um carinho a mais, para quem dá a devida importância ao papel. E foi justamente pensando assim que o trio de empresários formado por Marcelo Nogueira, Fernanda Fróes e Anna Luiza Padua criou a Nina Write, marca de papelaria personalizada com ateliê na Dias Ferreira, no Leblon.

— Percebemos que as pessoas estão voltando a valorizar o uso de cartas e cartões na comunicação pessoal. Luxo mesmo é mandar e receber um cartão com a gramatura certa do papel, a impressão perfeita e um texto com caligrafia manual — diz Marcelo, que, antes de se juntar a Fernanda e Anna Luiza, trabalhou durante 12 anos na Paul Nathan, a primeira empresa a produzir no Brasil impressos em relevo francês.

Como se fosse uma grife de moda, toda a produção da Nina Write é dividida em coleções, explica a publicitária Anna Luiza. A primeira, que vem em caixas com dez envelopes e dez cartões, é ilustrada com ícones (alguns têm a cara do Rio). São eles: árvore, sol, coroa, bicicleta e os relevos de montanhas cariocas.

— A nossa ideia é dar uma cara mais contemporânea à papelaria, combinando cores e papéis mais elaborados. Esse mercado lá fora conta com marcas importantes há muito tempo. Hoje, muitas pessoas compram esses artigos em viagens, porque eles não estão à disposição no Brasil com uma qualidade equivalente. Decidimos justamente preencher esse vazio — explica Fernanda, que é designer.

Agora, o trio da Nina Write já está pensando numa coleção especial para lançar na época do Natal. Moleskines também podem vir por aí, avisa Anna Luiza.

— O método é quase artesanal. O artesão precisa ter uma mão talentosa para controlar a quantidade de tinta e não borrar —explica ela.

Por enquanto, os produtos da Nina Write estão sendo vendidos na multimarcas Dona Coisa e na AC Álbum, na Dias Ferreira. Ainda estão sendo negociados outros pontos. Em breve, os itens serão oferecidos também por meio de e-commerce (www. ninawrite.com).

Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/gente/o-luxo-de-mandar-um-cartaoou-um-bilhete-escrito-mao-16950047. Acesso em 25/08/2025.
Os dois textos abordam a escrita à mão em contextos distintos. Considerando seus propósitos discursivos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3756822 Português
TEXTO I

COMO ESCRITA À MÃO BENEFICIA O CÉREBRO E GANHA NOVA CHANCE EM ESCOLAS

Aprender a escrever em cursivo parece ativar caminhos neurais importantes ao aprendizado; Califórnia volta a adotar a técnica em escolas a partir deste ano.

Por BBC

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Especialista diz que ‘escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado’. — Foto: GETTY IMAGES via BBC


A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva. Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.

A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA. Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.

A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que “mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem”.

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o ensino da habilidade de se escrever em letra cursiva nos primeiros anos do ensino fundamental. Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos. Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.

Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes. Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.

Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano podem melhorar as habilidades de leitura. A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.

Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores. “Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos”, explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretoraexecutiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. “Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente.”

Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas. Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças. “Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos”, diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).

A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. Já a Finlândia pôs fim à exigência da escrita cursiva de suas escolas em 2016. O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.

Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos. Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras. “É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia”, opina a especialista Voltz-Poremba.

Fonte: Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/ noticia/2024/01/31/como-escrita-a-mao-beneficia-o-cerebro-eganha-nova-chance-em-escolas.ghtml. Acesso em 28/08/2025.
No trecho: “alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos”, o verbo “temem” pressupõe que:
Alternativas
Q3756820 Português
TEXTO I

COMO ESCRITA À MÃO BENEFICIA O CÉREBRO E GANHA NOVA CHANCE EM ESCOLAS

Aprender a escrever em cursivo parece ativar caminhos neurais importantes ao aprendizado; Califórnia volta a adotar a técnica em escolas a partir deste ano.

Por BBC

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Especialista diz que ‘escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado’. — Foto: GETTY IMAGES via BBC


A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva. Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.

A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA. Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.

A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que “mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem”.

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o ensino da habilidade de se escrever em letra cursiva nos primeiros anos do ensino fundamental. Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos. Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.

Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes. Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.

Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano podem melhorar as habilidades de leitura. A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.

Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores. “Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos”, explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretoraexecutiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. “Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente.”

Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas. Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças. “Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos”, diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).

A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. Já a Finlândia pôs fim à exigência da escrita cursiva de suas escolas em 2016. O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.

Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos. Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras. “É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia”, opina a especialista Voltz-Poremba.

Fonte: Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/ noticia/2024/01/31/como-escrita-a-mao-beneficia-o-cerebro-eganha-nova-chance-em-escolas.ghtml. Acesso em 28/08/2025.
Assinale a alternativa que apresenta a função sintática de “a respeito do valor da escrita à mão” no período: “Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão”.
Alternativas
Q3756819 Português
TEXTO I

COMO ESCRITA À MÃO BENEFICIA O CÉREBRO E GANHA NOVA CHANCE EM ESCOLAS

Aprender a escrever em cursivo parece ativar caminhos neurais importantes ao aprendizado; Califórnia volta a adotar a técnica em escolas a partir deste ano.

Por BBC

Captura_de tela 2025-12-05 085223.png (404×231)


Especialista diz que ‘escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado’. — Foto: GETTY IMAGES via BBC


A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva. Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.

A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA. Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.

A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que “mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem”.

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o ensino da habilidade de se escrever em letra cursiva nos primeiros anos do ensino fundamental. Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos. Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.

Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes. Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.

Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano podem melhorar as habilidades de leitura. A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.

Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores. “Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos”, explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretoraexecutiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. “Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente.”

Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas. Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças. “Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos”, diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).

A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. Já a Finlândia pôs fim à exigência da escrita cursiva de suas escolas em 2016. O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.

Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos. Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras. “É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia”, opina a especialista Voltz-Poremba.

Fonte: Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/ noticia/2024/01/31/como-escrita-a-mao-beneficia-o-cerebro-eganha-nova-chance-em-escolas.ghtml. Acesso em 28/08/2025.
O texto I apresentado pode ser classificado como:  
Alternativas
Q3756818 Português
TEXTO I

COMO ESCRITA À MÃO BENEFICIA O CÉREBRO E GANHA NOVA CHANCE EM ESCOLAS

Aprender a escrever em cursivo parece ativar caminhos neurais importantes ao aprendizado; Califórnia volta a adotar a técnica em escolas a partir deste ano.

Por BBC

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Especialista diz que ‘escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado’. — Foto: GETTY IMAGES via BBC


A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva. Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.

A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA. Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.

A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que “mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem”.

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o ensino da habilidade de se escrever em letra cursiva nos primeiros anos do ensino fundamental. Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos. Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.

Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes. Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.

Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano podem melhorar as habilidades de leitura. A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.

Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores. “Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos”, explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretoraexecutiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. “Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente.”

Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas. Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças. “Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos”, diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).

A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. Já a Finlândia pôs fim à exigência da escrita cursiva de suas escolas em 2016. O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.

Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos. Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras. “É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia”, opina a especialista Voltz-Poremba.

Fonte: Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/ noticia/2024/01/31/como-escrita-a-mao-beneficia-o-cerebro-eganha-nova-chance-em-escolas.ghtml. Acesso em 28/08/2025.
No trecho: “Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano podem melhorar as habilidades de leitura”, a palavra destacada:
Alternativas
Q3756817 Português
TEXTO I

COMO ESCRITA À MÃO BENEFICIA O CÉREBRO E GANHA NOVA CHANCE EM ESCOLAS

Aprender a escrever em cursivo parece ativar caminhos neurais importantes ao aprendizado; Califórnia volta a adotar a técnica em escolas a partir deste ano.

Por BBC

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Especialista diz que ‘escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado’. — Foto: GETTY IMAGES via BBC


A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva. Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.

A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA. Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.

A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que “mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem”.

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o ensino da habilidade de se escrever em letra cursiva nos primeiros anos do ensino fundamental. Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos. Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.

Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes. Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.

Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano podem melhorar as habilidades de leitura. A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.

Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores. “Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos”, explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretoraexecutiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. “Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente.”

Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas. Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças. “Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos”, diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).

A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. Já a Finlândia pôs fim à exigência da escrita cursiva de suas escolas em 2016. O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.

Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos. Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras. “É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia”, opina a especialista Voltz-Poremba.

Fonte: Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/ noticia/2024/01/31/como-escrita-a-mao-beneficia-o-cerebro-eganha-nova-chance-em-escolas.ghtml. Acesso em 28/08/2025.
No trecho: “Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro”, o conector destacado indica:
Alternativas
Q3756816 Português
TEXTO I

COMO ESCRITA À MÃO BENEFICIA O CÉREBRO E GANHA NOVA CHANCE EM ESCOLAS

Aprender a escrever em cursivo parece ativar caminhos neurais importantes ao aprendizado; Califórnia volta a adotar a técnica em escolas a partir deste ano.

Por BBC

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Especialista diz que ‘escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado’. — Foto: GETTY IMAGES via BBC


A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva. Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.

A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA. Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.

A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que “mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem”.

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o ensino da habilidade de se escrever em letra cursiva nos primeiros anos do ensino fundamental. Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos. Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.

Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes. Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.

Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano podem melhorar as habilidades de leitura. A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.

Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores. “Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos”, explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretoraexecutiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. “Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente.”

Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas. Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças. “Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos”, diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).

A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. Já a Finlândia pôs fim à exigência da escrita cursiva de suas escolas em 2016. O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.

Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos. Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras. “É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia”, opina a especialista Voltz-Poremba.

Fonte: Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/ noticia/2024/01/31/como-escrita-a-mao-beneficia-o-cerebro-eganha-nova-chance-em-escolas.ghtml. Acesso em 28/08/2025.
De acordo com o texto I, a valorização da escrita à mão em escolas contemporâneas pode ser explicada por:
Alternativas
Q3756815 Português
TEXTO I

COMO ESCRITA À MÃO BENEFICIA O CÉREBRO E GANHA NOVA CHANCE EM ESCOLAS

Aprender a escrever em cursivo parece ativar caminhos neurais importantes ao aprendizado; Califórnia volta a adotar a técnica em escolas a partir deste ano.

Por BBC

Captura_de tela 2025-12-05 085223.png (404×231)


Especialista diz que ‘escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado’. — Foto: GETTY IMAGES via BBC


A partir de 2024, crianças do primeiro ao sexto ano de escolas públicas da Califórnia (EUA) estão novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva. Essa escrita à mão havia saído do currículo californiano em 2010, mas agora está de volta — movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.

A escrita cursiva — em que se escreve em uma letra parecida à itálica, sem necessariamente tirar o lápis do caderno — chegou a ser vista como uma técnica moribunda nos EUA. Agora, a decisão na Califórnia reacende debates educacionais e científicos a respeito do valor da escrita à mão, bem como dos benefícios ao cérebro e das implicações globais se essa técnica acabar caindo no esquecimento.

A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Califórnia, diz que “mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que escrever letras em cursivo, especialmente em comparação com digitar, ativa caminhos neurais específicos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem”.

No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o ensino da habilidade de se escrever em letra cursiva nos primeiros anos do ensino fundamental. Karin James, professora de Ciências Cerebrais e Psicológicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crianças de 4 a 6 anos. Ela identificou que aprender as letras por meio da escrita à mão ativa redes do cérebro que não são ativadas pela digitação num teclado. Isso inclui áreas cerebrais que têm papel crucial no desenvolvimento da leitura.

Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), também mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digitação usam funções cerebrais relacionadas, porém diferentes. Além disso, no caso da digitação em teclado, os movimentos do dedo são os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequência, se apenas aprenderem a digitar, as crianças perderão a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever.

Um pequeno estudo italiano aponta que o ensino da cursiva a alunos de primeiro ano podem melhorar as habilidades de leitura. A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crianças pequenas vinha se tornando mais raro. Em vários países, essa técnica não é mais obrigatória.

Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando à luz, ele não é padronizado — o que traz desafios aos professores. “Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exigência da escrita cursiva entre o 3° e o 5° anos”, explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretoraexecutiva do Colaborativo de Escrita à Mão, organização que ensina boas práticas nessa área. “Mas essa exigência não é imposta nem recebe financiamento, então o ensino da escrita à mão não é endereçado de forma consistente.”

Dessa forma, professores californianos terão agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas. Mesmo assim, a iniciativa do Estado é vista como benéfica, num momento pós-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a dependência das telas entre crianças. “Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos estão tendo dificuldades na escola, que não foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos”, diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).

A escrita cursiva ainda é amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em países como Reino Unido, Espanha, Itália, Portugal e França. Já a Finlândia pôs fim à exigência da escrita cursiva de suas escolas em 2016. O Canadá tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensiná-la em 2023. O Ministério de Educação da província de Ontário restabeleceu a exigência da escrita cursiva e agora está virando uma espécie de laboratório para outras regiões que tentam entender quais as melhores práticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequência essa técnica deve ser ensinada.

Em meio a tantas diferenças globais, as pesquisas ressaltam que não há lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a ligação entre escrever à mão e melhorar a leitura não sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos. Além disso, o mero ato de escrever ajuda a memória e o aprendizado de palavras. “É importante achar um equilíbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia”, opina a especialista Voltz-Poremba.

Fonte: Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/ noticia/2024/01/31/como-escrita-a-mao-beneficia-o-cerebro-eganha-nova-chance-em-escolas.ghtml. Acesso em 28/08/2025.
O texto I destaca que escrever à mão é benéfico para o cérebro, especialmente em termos de memória e aprendizado. Sobre os efeitos da escrita manual, analise as assertivas:

I. A escrita à mão ativa diversas áreas do cérebro, incluindo regiões relacionadas à memória e ao processamento visual.
II. A digitação no computador estimula mais áreas cognitivas do que a escrita manual, promovendo maior retenção de informações.
III. Escrever à mão pode favorecer a aprendizagem de crianças e adultos, pois fortalece a conexão entre pensamento e movimento.
IV. A escrita manual tem sido redescoberta em escolas, apesar de o ensino atual priorizar dispositivos digitais.

É correto o que se afirma apenas em:
Alternativas
Respostas
1621: C
1622: A
1623: D
1624: C
1625: B
1626: B
1627: C
1628: A
1629: D
1630: A
1631: C
1632: B
1633: E
1634: D
1635: C
1636: B
1637: A
1638: C
1639: A
1640: E