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Nos sistemas de anestesia inalatória o fluxo de oxigênio deve ser ajustado para evitar acúmulo de CO₂ e garantir uma anestesia segura.
Qual dos seguintes fluxos de oxigênio é recomendado para manter a anestesia em um cão utilizando um circuito valvular com retorno completo?
Um Nelore adulto e macho será anestesiado para procedimento cirúrgico. O paciente permanecerá em decúbito lateral direito e o procedimento demorará em torno de 90 minutos. Você define que a anestesia inalatória será a melhor opção para este paciente.
Analise as afirmativas sobre o caso e assinale a alternativa incorreta:
A anestesia geral para procedimentos cirúrgicos de duração prolongada em equinos é geralmente realizada pela administração de anestésicos inalatórios. Contudo, os agentes inalatórios são potentes depressores cardiopulmonares dose-dependente e a prevenção da resposta nociceptiva à cirurgia requer concentrações mais altas desses agentes do que as concentrações necessárias para produzir inconsciência. Dessa forma, têm-se observado o aumento da utilização de agentes anestésicos intravenosos para manter a anestesia geral, graças ao desenvolvimento de substâncias com farmacocinética compatível para o uso em infusão contínua.
(COELHO, 2009; UMAR et al., 2015; VILLALBA et al., 2014)
Considerando a afirmação acima assinale a resposta incorreta.
A dexmedetomidina é o enantiômero dextrógiro da medetomidina, sendo considerada, como protótipo dos agonistas α2 -adrenérgicos superseletivos. A respeito dela, podemos inferir:
I - Os efeitos da dexmedetomidina podem ser revertidos com uso do antagonista atipamezol
II - Insuficiência hepática e idade avançada não interferem na administração de dexmedetomidina mesmo ela apresentando uma ampla biotransformação no fígado, sendo excretada na urina (95%) e nas fezes (5%).
III - A bradicardia e hipotensão podem ocorrer quando a dexmedetomidina for administrada por via IV rápida (bólus). Esses efeitos ocorrem devido ao agonismo com os receptores adrenérgicos pré-sinápticos α2B
Os medicamentos, na sua maioria, são compostos orgânicos com propriedades de ácidos ou bases fracas, e portanto, em solução aquosa se apresentam parcialmente ionizados. Para cálculo da proporção ionizada e não ionizada de um medicamento deve ser utilizada a equação de Henderson-Hasselbalch. Diante de exposto, julgue os itens abaixo:
I- A equação pH – pK =log(I/NI) é utilizada para bases fracas e a equação pH-pK= log(NI/I) é utilizada para ácidos fracos.
II- Em meio ácido um medicamento ácido é melhor absorvido e um medicamento básico terá maior dificuldade, pois apresentará, neste meio ácido, mais moléculas não ionizadas presentes no meio.
III- O medicamento será melhor eliminado quando apresentar mais moléculas na conformação ionizada do que não ionizada.
Ao final do século XIX, Langley e Ehrlich iniciaram trabalhos experimentais que possibilitaram compreender as teorias para receptores que se desenvolveriam no século seguinte. Referente a esses receptores, julgue os itens abaixo:
I – Proteína G é constituída por três subunidades, α, β e ϒ que estão ancoradas na membrana citoplasmática e podem se deslocar livremente no plano da membrana na conformação de complexo, não podendo ser separadas.
II – Receptores acoplados à proteína G podem exercer sua ação tanto em enzimas efetoras como em canais iônicos
III – Receptores ligados à quinase e nucleares possibilitam a transcrição gênica para a produção de proteínas levando aos efeitos celulares.
IV – Os segundos mensageiros AMPc, IP3 e DAG são liberados quando a enzima efetora é a fosfolipase C e a adenilatociclase, respectivamente.
Anestésicos locais são substâncias que bloqueiam a condução nervosa de forma reversível, sendo seu uso seguido de recuperação completa da função do nervo. Referente aos anestésicos locais, julgue os itens abaixo:
I – O anestésico local penetra nos tecidos de forma gradativa através de sua forma ionizada, enquanto sua ação ocorre através de sua forma não ionizada.
II - O mecanismo de ação dos AL ocorre através de interações com canais de sódio, bloqueando os mesmos.
III - A hidrólise enzimática é a principal via de biotransformação dos AL.
Os anestésicos locais são essenciais para proporcionar alívio da dor e facilitar procedimentos médicos, minimizando a necessidade de anestesia geral em diversos casos. Além disso, sua versatilidade permite o manejo eficaz da dor em diferentes contextos, melhorando a experiência do paciente e contribuindo para uma recuperação mais rápida e confortável. As técnicas anestésicas aplicadas nos membros torácicos e pélvicos dos bovinos são amplamente utilizadas, podendo ser empregadas para proporcionar anestesia pré, durante e pós-estímulo nociceptivo cirúrgico, como em amputações de dígitos. Além disso, podem servir como ferramenta diagnóstica para claudicações causadas por pododermatites assépticas ou outras lesões músculo esqueléticas nos membros torácicos e pélvicos. Sobre as técnicas e aplicações de bloqueios em ruminantes assinale a alternativa correta.
I - O bloqueio do plexo braquial em bovinos é realizado por meio do bloqueio de ramos dos nervos cervicais e torácicos (C6 –C8, T1 e T2), causando anestesia do terço médio do braço até a articulação do cotovelo.
II - Nos bovinos os bloqueios intravenosos são as formas mais convenientes de anestesia dos membros pélvicos.
III - A meio da injeção do anestésico local ao redor dos tecidos é conhecida como técnica em anel ou anestesia infiltrativa circular. Nos membros torácicos e pélvicos, o fármaco é aplicado da pele até o osso, de modo a circundar o metacarpo ou metatarso, possibilitando uma anestesia satisfatória do dígito.
Considerando a fisiologia da dor assinale a alternativa INCORRETA.
O cartunista Maurício de Sousa criou um pedido no qual seu personagem Chico Bento solicita à presidenta brasileira da época o veto ao novo Código Florestal.

Fonte: https://mst.org.br/2012/05/23/chico-bento-pede-para-dirma-vetar-mudancas-no-codigo-florestal/
Se o pedido da personagem Chico Bento fosse reescrito, de modo a atender à normapadrão, teríamos a seguinte possibilidade de texto:
Não importa se o aluno lê quadrinho ou a "literatura": o que importa é o ato de ler, de descodificar. Importa que cada um descubra a proposta estética daquilo que gosta de ler, seja o que for. Dentro de nossa cultura, situados na instituição a que pertencemos, a escola, o que fazemos é a imposição de um determinado gosto literário, uma certa maneira de descodificar e de receber as obras, isto é, algumas delas. O que é arte senão aquilo que eu aprendo e apreendo como arte? E o que eu aprendo é o que a escola me diz que é. Assim, fecho os olhos à inovação, ao diferente e ao divergente porque foge aos padrões a que me acostumei ou a que fui acostumado. Do mesmo modo, só aceito o que é novo, estranho e incompreensível apenas por ser novo, desprezando o antigo e já conhecido, simplesmente por ser antigo. Não aceito a pluralidade de linguagens, de formas, de gostos, a sua concomitância ou comunidade. Abafo a voz alheia por não ser a minha voz. O descentramento moderno trouxe-nos a pluralidade e mostrou-nos que a verdade não é única. A Linguística questionou a essência da linguagem e a Semiótica apontou-nos a multidão de signos e de linguagens. É preciso saber ler. Ler tudo e não apenas, narcisicamente, escutar a nossa própria voz. É possível mostrarmos a outra pessoa nosso caminho literário, nosso percurso, e fazê-la caminhar conosco: basta partirmos do trilho já percorrido por essa pessoa. Já que a imparcialidade é impossível, vamos fazer-nos menos sectários, ramificando nosso caminho. A literatura é literaturas: para descobri-las, é preciso fazermos o jogo entre obra e leitor, percebermos suas tendências estéticas, seus dados de leitura, sua fruição, seus objetivos. Sem jogarmos esse jogo múltiplo, estaremos impondo ao leitor, ao nosso aluno, aquilo que, para nós, é literatura.
Assinale a alternativa que apresenta uma possibilidade de reescrita da frase “A literatura é literaturas: para descobri-las, é preciso fazermos o jogo entre obra e leitor, percebermos suas tendências estéticas, seus dados de leitura, sua fruição, seus objetivos.” presente na penúltima frase do texto, sem que haja alteração em seu valor semântico:
Literatura: modos de ler na escola
Rildo Cosson (Ceale/UFMG)
Em A literatura em perigo, Tzvetan Todorov, renomado crítico e teórico da literatura, lamenta que o ensino de literatura tenha se perdido em métodos e aplicações de teorias em lugar da leitura das obras. Para ele, a análise das obras literárias na escola deveria ter como tarefa “nos fazer ter acesso ao sentido dessas obras – pois postulamos que esse sentido, por sua vez, nos conduz ao conhecimento do humano, o qual importa a todos” (Todorov, 2010, p. 89). Para chegar ao sentido de uma obra, Todorov diz que “todos os métodos” são bons, desde que continuem a ser meios, em vez de se tornarem fins em si mesmos” (idem, p. 90). Mas quais são esses métodos, esses modos de ler na escola que nos levam ao sentido da obra?
Uma resposta imediata seriam os métodos usados pela crítica literária. Dessa forma, estariam disponíveis para os professores e alunos no trabalho com o texto escolar as várias correntes teórico-críticas que vão do formalismo russo aos estudos culturais, passando por new criticism, estruturalismo, hermenêutica, semiótica, estética da recepção, crítica de gênero, pós-estruturalismo e tudo o mais que constitui a formação do professor de Letras. Todavia, bem o sabemos, tal não acontece. A começar porque nem mesmo nos cursos de Letras os alunos que serão os futuros professores recebem tal “treinamento”. As escolas críticas são estudadas, é verdade, mas nem sempre praticadas. Além disso, ainda que essas práticas de leitura crítica fossem dominadas pelos professores, haveria que se questionar se esse conhecimento deveria se fazer presente nas escolas do Ensino Básico, quando o objetivo não é formar um profissional das Letras, mas sim um leitor competente.
Outra resposta seria a verificação dos programas e das práticas de sala de aula. Nesse caso, os modos de ler na escola têm sido amplamente condenados. São vários os estudiosos que mostram que o ensino de literatura no Ensino Fundamental se perde em servir de pretexto para questões gramaticais, como era comum nos livros didáticos, ou para um hedonismo inconsequente, no qual a leitura vale pela leitura, sem nenhuma orientação. Trata-se, como já explicitamos em outro lugar (Cosson, 2011), da divisão escolar entre leitura ilustrada e leitura aplicada. À primeira, notadamente nos anos iniciais do Ensino Fundamental, reserva-se a pura fruição das obras literárias, sem que esse exercício de leitura seja inserido em um processo verdadeiramente educativo. Já a leitura aplicada, mais forte nos anos finais do Ensino Fundamental, usa os textos literários para ampliar e consolidar a competência da leitura e da escrita, auxiliando o desenvolvimento cognitivo do aluno, como se observa em atividades de preencher fichas de leitura, responder questões de compreensão no livro didático, debater o tema do livro lido em casa, entre outras. No Ensino Médio, a situação, não é muito diferente, apesar da existência de um espaço disciplinar próprio. Aqui persiste o ensino de história da literatura ou mais precisamente de períodos ou escolas literárias, apesar das muitas restrições apresentadas a esse conteúdo e modo de ensinar literatura que ele costuma acarretar, ou seja, uma lista de traços característicos, seguida de outra lista de obras, biografia de autores e fragmentos de textos que “comprovam” os traços identificadores de cada período literário. No conjunto, tem razão Graça Paulino quando, após analisar os cânones estéticos e os cânones escolares na perspectiva do letramento literário, conclui que “os modos escolares de ler literatura nada têm a ver com a experiência artística, mas com objetivos práticos, que passam da morfologia à ortografia sem qualquer mal-estar” (Paulino, 2010, p. 161).
Uma terceira possibilidade de resposta consiste em localizar no espaço existente entre a academia e a escola esses modos de ler, buscando organizá-los dentro de um sistema coerente com seus fins pedagógicos. É isso que pretendemos realizar neste texto. Para tanto, é preciso que fique claro que esse mapeamento tem caráter de constructo teórico, ou seja, trata-se não de revelar práticas escolares de uso do texto literário, mas sim de indicar as possibilidades da leitura escolar da literatura. Além disso, o estudo não tem viés prescritivo, isto é, não se pretende com a descrição dos diferentes modos de ler subescrevê-los como legítimos ou adequados, antes explicitá-los para que possam ser usados segundo os objetivos pretendidos pelo aluno, pelo professor, pela escola. Nesse sentido, a pergunta que norteia esse estudo é: o que lemos quando lemos o texto literário na escola?
No trecho “São vários os estudiosos que mostram que o ensino de literatura no Ensino Fundamental se perde em servir de pretexto para questões gramaticais, como era comum nos livros didáticos, ou para um hedonismo inconsequente, no qual a leitura vale pela leitura, sem nenhuma orientação.”, a palavra em destaque poderia ser substituída, sem prejuízo semântico para o texto, por outra que apresentasse a seguinte denotação: