Um Nelore adulto e macho será anestesiado para procedimento ...

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Q3330669 Veterinária

Um Nelore adulto e macho será anestesiado para procedimento cirúrgico. O paciente permanecerá em decúbito lateral direito e o procedimento demorará em torno de 90 minutos. Você define que a anestesia inalatória será a melhor opção para este paciente.


Analise as afirmativas sobre o caso e assinale a alternativa incorreta:

Alternativas

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Tema central: Anestesia inalatória em bovinos em decúbito lateral prolongado. Ruminantes têm riscos peculiares: regurgitação, salivação abundante, timpanismo e hipoxemia, exigindo jejum adequado, intubação cuffada e posicionamento protetor das vias aéreas.

Alternativa incorreta: D
O óxido nitroso (N₂O) não é recomendado em ruminantes. Ele difunde-se rapidamente para cavidades gasosas, expande o rúmen e aumenta o risco de timpanismo e regurgitação. Além disso, desloca O₂ do circuito, podendo agravar hipoxemia, especialmente em decúbito lateral, onde há piora da relação V/Q. O benefício (poupança de MAC) é modesto frente aos riscos. Referências: Lumb & Jones – Veterinary Anesthesia and Analgesia, 5ª ed.; Hall & Clarke – Veterinary Anaesthesia, 11ª ed.; revisões UpToDate/Vet-Anesthesia.

Por que as demais estão corretas?

A. Em bovinos, a anestesia geral é desafiadora por regurgitação, salivação e timpanismo; a intubação orotraqueal pode ser laboriosa (glote profunda, reflexos robustos). Conduta: tubo cuffado, aspiração orofaríngea e proteção da via aérea. (Lumb & Jones)

B. Jejum reduz conteúdo ruminal e risco de regurgitação: água 8–12 h e alimento 18–24 h são esquemas aceitos para adultos estáveis. Evitar >48 h de jejum alimentar, pois pode ocorrer bradicardia/arrítmia sinusal por aumento do tônus vagal, hipovolemia e distúrbios metabólicos. (Hall & Clarke; Lumb & Jones)

C. Em decúbito lateral prolongado: superfície acolchoada, membros dependentes tracionados cranialmente e não dependentes paralelos e acolchoados para prevenir neuropatias/miotraum as; cabeça e pescoço em leve extensão com a boca abaixo da faringe, facilitando drenagem de saliva/regurgito e reduzindo aspiração. (Lumb & Jones)

E. O isofluorano causa vasodilatação periférica, hipotensão (↓RVS) e depressão respiratória dependente da dose. Manejo: fluidoterapia criteriosa, vasopressores se necessário e ventilação assistida/controle de ETCO₂. (Lumb & Jones; Hall & Clarke)

Estratégia de prova: Em ruminantes, desconfie de alternativas que “recomendam” N₂O; priorize medidas que reduzam aspiração (cabeça mais baixa que a faringe, tubo cuffado) e previnam timpanismo (jejum adequado, posicionamento e, se preciso, descompressão ruminal).

Referências-chave: Lumb & Jones – Veterinary Anesthesia and Analgesia (5ª ed.); Hall & Clarke – Veterinary Anaesthesia (11ª ed.).

Gabarito: D

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