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Q3330660 Veterinária
A reanimação cérebro-cárdio-pulmonar (RCCP) é a reassunção da vida, após realização de manobras que tem por objetivo restabelecer as funcionalidades do coração, pulmões e sistema nervoso central. Para tanto é necessário que os profissionais sejam aptos e capacitados para identificar e intervir frente aos primeiros sinais que podem levar à morte. Assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Tema central: Reanimação cardiopulmonar (RCP/RCCP) em pequenos e grandes animais. O foco é reconhecer as intervenções que aumentam a pressão de perfusão coronariana e cerebral durante a parada cardiorrespiratória, conforme as diretrizes RECOVER (JVECC 2012; atualizações 2020).

Alternativa correta – A: O uso de vasopressores (epinefrina) é recomendado para melhorar a perfusão coronariana e cerebral durante a RCP. Mecanismo: a ação alfa-1 causa vasoconstrição periférica, aumentando a pressão diastólica aórtica e, portanto, a pressão de perfusão coronariana, fator crítico para o retorno da circulação espontânea (ROSC). Conduta segundo RECOVER: epinefrina em baixa dose (≈0,01 mg/kg IV) a cada 3–5 min; em RCP prolongada, pode-se considerar dose mais alta. A vasopressina é alternativa aceitável em algumas situações. Referências: RECOVER 2012/2020; Silverstein & Hopper, Small Animal ECC.

Análise das incorretas:

B) A atropina é um parassimpaticolítico útil apenas quando há alto tônus vagal (p.ex., assistolia associada a estímulo vagal, atividade elétrica sem pulso de causa vagal). Não é o fármaco de primeira escolha geral na RCP e não substitui o vasopressor. Seu benefício é limitado em FV/TV sem pulso. Diretrizes RECOVER não a colocam como droga principal universal.

C) Procaína não é antiarrítmico indicado IV na RCP de cães e gatos e pode ser tóxica. Há confusão com procainamida (classe IA), que tampouco é fármaco de primeira linha na RCP veterinária. Para arritmias ventriculares e FV refratária, recomenda-se desfibrilação, amiodarona (≈5 mg/kg IV) ou lidocaína (cães ≈2 mg/kg IV; gatos dose menor), conforme RECOVER.

D) Durante a RCP, o uso de oxigênio a 100% é recomendado para maximizar a oferta de O2. A preocupação com espécies reativas de oxigênio é relevante após o ROSC; nesse momento deve-se tituar FiO2 para manter SpO2 94–98%, evitando hiperóxia. Portanto, não é contraindicado durante as manobras.

E) Em pacientes normovolêmicos, a infusão de grandes volumes durante a RCP pode elevar a pressão venosa central e reduzir a pressão de perfusão coronariana, piorando o sucesso da reanimação. A fluidoterapia é indicada quando há hipovolemia (hemorragia, desidratação), não como rotina em todos os pacientes. RECOVER orienta evitar bolus em normovolemia.

Dicas de prova: - Diferencie procaína (não indicada) de procainamida e lembre que desfibrilação/vasopressores são pilares. - O2 100% na RCP; titulação após ROSC. - Fluidos apenas se hipovolemia. - Atropina apenas em contextos de vagotonia.

Referências-chave: RECOVER Guidelines (JVECC 2012; Updates 2020); Silverstein & Hopper – Small Animal Emergency and Critical Care Medicine; Ettinger & Feldman – Textbook of Veterinary Internal Medicine.

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