Questões de Concurso Público EBSERH 2024 para Área de Atuação - Pneumologia Pediátrica
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Um paciente de 66 anos, casado, aposentado, durante consulta com nefrologista em unidade de referência secundária, relatou tosse há 40 dias, inicialmente seca. Após 1 semana, evoluiu com expectoração amarelada. Refere febre vespertina e perda ponderal de 3kg no período. HPP: DM há 12 anos em uso de glimepirida 4 mg dia e metformina 500 mg 2cp no café e 2cp no jantar. HAS há 12 anos, em uso de enalapril 10 mg 2x ao dia, hidroclorotiazida 25 mg dia. Doença renal crônica em tratamento conservador. HS: ex-tabagista há 10 anos. CT 20 anos-maço. Quando jovem, aos 22 anos, relatou “água na pleura” que melhorou sem tratamento específico. Nos exames laboratoriais: glicemia de jejum 268 mg/dl, HbA1c 8,1%, UR 194 mg/dl e CR 2,8 mg/dl sem critério para hemodiálise. O nefrologista solicitou exame de escarro: teste rápido molecular para tuberculose (TRM- TB) e baciloscopia (pesquisa de BAAR), além de radiografia de tórax. A enfermeira checou os resultados: BAAR (+), TRM - TB detectável e sensível à rifampicina. O paciente foi encaminhado ao pneumologista, sendo solicitados cultura para micobactéria, identificação e TSA.
Considerando-se o quadro clínico e laboratorial desse paciente, a conduta mais adequada para o tratamento é:
Um paciente de 23 anos, sem comorbidades prévias, apresentou náuseas e vômitos, após 3 semanas de início de esquema básico (EB) para tratamento de tuberculose pleural. Nega etilismo e doenças hepáticas prévias. Tinha peso de 51 quilos. Em uso de 4 comprimidos, 1 x por dia, de RHZE, dose fixa combinada. Foi solicitada rotina laboratorial que mostrou TGO 108 U/L (VN até 40 U/L) e TGP 122 U/L (VN até 56 U/L.
Diante desse quadro, a conduta mais adequada para esse paciente é:
Uma paciente de 35 anos foi encaminhada ao posto de saúde pelo reumatologista para avaliação e tratamento de ILTB (infecção latente por tuberculose), pois a paciente fará uso de imunobiológico anti-TNF alfa. Além do relatório médico detalhado, é portadora de artrite reumatoide com anti-CCP positivo, com dores em articulações de mãos e punhos sem melhora com uso de metotrexato e hidroxicloroquina. Trouxe também o resultado do IGRA Quantiferon Gold plus positivo e radiografia de tórax normal (com laudo). Paciente assintomática do ponto de vista respiratório. Nega febre, sudorese noturna e emagrecimento. Peso: 58 kg.
Atualmente, o tratamento preferencial e preconizado pelo Ministério da Saúde para tratamento da ILTB, nesse caso descrito acima, é:
Uma mulher de 68 anos queixa-se de falta de ar ao andar no plano, necessitando parar algumas vezes para recuperar o fôlego. Refere, também, tosse com expectoração acinzentada, principalmente pela manhã ao acordar. Tabagista de 40 anos-maço. HAS em uso de losartana 50 mg de 12 em 12 horas. Nega DM, hepatites e alergias. Ao exame físico: lúcida, orientada, hidratada, acianótica e afebril. PA 130 x 90 mmHg, FR 18 irpm, FC 80 bpm. AP: MV diminuído sem ruídos adventícios. Sat 02 95% em ar ambiente, sem esforço respiratório em repouso. Realizou espirometria, que revelou CVF normal, VEF1/CVF 66% pós-BD e VFE1 de 52%. Prova broncodilatadora negativa.
Nesse cenário clínico, a classificação de gravidade, segundo os critérios do GOLD, levando em consideração os parâmetros espirométricos, é:
Um paciente de 64 anos, fumante até os 55 anos de aproximadamente 60 anos-maço, tem história de emagrecimento não intencional de 15 Kg nos últimos três meses, assim como tosse usualmente seca e muita prostração. A radiografia de tórax evidencia lesão expansiva no lobo superior direito, associada a imagem em parábola do mesmo lado. A equipe assistente indicou a realização de uma toracocentese com biópsia pleural diagnóstica, mas os achados foram inconclusivos.
A melhor opção para dar sequência à investigação será:
Uma paciente de 72 anos, coronariopata, interna-se com insuficiência cardíaca descompensada. No quarto dia de hospitalização, apresenta febre e piora dos marcadores inflamatórios do sangue periférico. A radiografia de tórax no leito sugere aumento do acúmulo de líquido pleural à direita, agora sugerindo infecção associada do mesmo lado. Foi realizada toracocentese guiada por ultrassonografia à beira do leito.
O resultado com melhor prognóstico para esse procedimento foi:
Um paciente de 35 anos interna-se com pneumonia comunitária grave. Após melhora inicial com o esquema terapêutico proposto, volta a fazer febre e piora do seu estado geral. Exames complementares mostram hemograma leucometria e bastonemia aumentados, piora da PCR total e a radiografia de tórax está muito semelhante à da internação, exceto pela presença de opacidade de contorno lobulado justa pleural.
Após a realização de uma toracocentese diagnóstica, foi considerado um caso de derrame pleural complicado e houve indicação de drenagem torácica baseada no seguinte achado do líquido pleural:
Um paciente de 78 anos, ex-tabagista com carga elevada, em tratamento para adenocarcinoma de pulmão com quimioterapia, apresenta piora da sua dispneia e, ao ser radiografado, é constado derrame pleural de início recente. Na sequência, optase pela realização de uma toracocentese para confirmação da etiologia do líquido pleural. Embora não seja o resultado esperado, o líquido é do tipo transudato.
No contexto clínico e laboratorial do paciente, é correto afirmar que esse achado justifica-se pelo(a):
Uma paciente de 65 anos chega na emergência com relato de dois dias de muita prostração, febre de 39 °C, tosse produtiva com expectoração purulenta e cansaço progressivo. Estava lúcida e orientada, com PA 80 x 60 mmHg, FC 100 bom, FR 20 irpm. A radiografia de tórax mostrava consolidação em lobo inferior direito. Os exames laboratoriais registraram ureia de 35 mg/dL, creatinina 1,1 e PCR de 12 mg/dL. O diagnóstico foi de pneumonia comunitária. Diante desse contexto da paciente foi decidida a internação hospitalar.
Os parâmetros que justificam melhor essa decisão são:
Uma paciente de 72 anos, coronariopata, interna-se na unidade coronariana com quadro de angina instável. Após três dias, recebe alta hospitalar. Passadas pouco mais de 48 horas, a paciente é trazida por familiares com história de queda importante do estado geral, febre, tosse e dispneia e, nas últimas horas, confusão mental. Após avaliação, foi feito diagnóstico de choque séptico secundário a pneumonia. A CCIH é acionada e informam que há um surto de Klebsiella produtora de betalactamase de espectro estendido.
Com esse quadro clínico, o primeiro antibiótico a ser prescrito antes do resultado das culturas será:
Um paciente de 55 anos faz procedimento odontológico prolongado, ficando por várias horas na cadeira do seu dentista. Cerca de três semanas após, apresenta quadro com síndrome febril, associada a tosse purulenta, em grande quantidade, de odor fétido. A radiografia de tórax mostra lesão escavada no lobo superior direito, com nível hidroaéreo no seu interior, sem presença de corpo estranho.
A principal conduta terapêutica para esse paciente é:
Um paciente de 62 anos, grande fumante, sem outras comorbidades, interna-se com quadro clínico de síndrome coronariana aguda. Etilista diário, tinha recebido recomendação de interromper o uso do álcool por alteração laboratorial prévia (aumento das transaminases). A radiografia de tórax de rotina feita no leito mostra nódulo pulmonar no terço superior direito. A tomografia de tórax evidencia nódulo de 2,0 cm, bem definido, com halo em vidro fosco. Refere ter contato, em seu apartamento de cobertura, com morcegos que buscavam fruta. É solicitada sorologia para histoplasmose que mostra-se positiva para banda M.
Sabendo que não há qualquer queixa respiratória e sintomas sistêmicos, a conduta mais adequada para esse paciente é:
A prevalência das bronquiectasias cresce a cada cem mil pessoas com o passar dos anos, muito provavelmente pelo aumento na qualidade dos exames de imagem.
Os sinais definidores na tomografia de tórax que melhor contribuem para o diagnóstico das bronquiectasias são:
Um paciente de 67 anos procurou auxílio médico para investigação de tosse crônica. Negava tabagismo. Referia que o sintoma era antigo e recorrente, mas estava progressivamente pior e agora apresentava-se com mais secreção. Em sua história, referia idas periódicas ao pronto-socorro por essa queixa respiratória. No entanto, nunca aprofundou essa investigação. Procurou um pneumologista, que solicitou uma tomografia computadorizada de tórax que evidenciou bronquiectasias.
Considerando-se a história clínica do paciente, a etiologia mais comum para essa afecção respiratória é(são):
Uma paciente de 74 anos, sabidamente com lesões estruturais irreversíveis na sua árvore brônquica, teve seu primeiro diagnóstico de colonização por Pseudomonas aeruginosa há muitos anos. Cansada de sofrer com as exacerbações, decide se tratar de forma adequada.
Considerando o contexto clínico apresentado pela paciente, a terapêutica de manutenção mais adequada é:
Um paciente de 45 anos internou-se no andar para tratamento de pneumonia comunitária. Após antibioticoterapia adequada, evoluiu, depois de alguns dias, com febre e estabilização em níveis elevados de parâmetros inflamatórios no sangue (proteína C reativa).
Nesse contexto, a realização de uma tomografia computadorizada é necessária para:
Um paciente, previamente saudável, apresenta-se no ambulatório com queixa de tosse seca persistente há 2 meses, associada a fadiga, dor torácica leve e dispneia aos leves esforços. Refere perda ponderal de 4 quilos no último mês, sem febre. Nega tabagismo ou história ocupacional. Apresenta tatuagem antiga onde nota haver local endurecido recentemente. Alguns gânglios são palpáveis na região cervical. A radiografia de tórax mostra adenomegalia hilar bilateral acompanhada de infiltrado intersticial em terços médios de ambos os pulmões.
O exame mais adequado para confirmar o diagnóstico dessa doença, levando-se em consideração o contexto clínico-radiológico, é:
Um paciente de 67 anos é submetido à punção de massa periférica de 4 cm. Tem história de tabagismo 40 anos-maço. O diagnóstico é adenocarcinoma. Realizado PET CT e posteriormente EBUS, verifica-se que a doença está em estágio II.
Após a ressecção cirúrgica, a droga mais adequada considerando a presença de mutação EGFR, é:
Um paciente de 36 anos, com cerca de 80 quilos, é levado para a emergência com quadro agudo de dispneia. Ele relata panturrilha inchada e dolorida e refere história de embolia pulmonar há 5 anos. É anticoagulado por 2 anos. Sua pressão arterial é de 80 x 60 mmHg e a frequência cardíaca de 105 bpm. Após hidratação adequada, sua pressão sobe para 105 x 85 mmHg e sua Sat O2 é de 92% em ar ambiente.
Enquanto o paciente aguarda a angiotomografia, o tratamento mais adequado é: