Um paciente de 67 anos é submetido à punção de massa perifé...
Um paciente de 67 anos é submetido à punção de massa periférica de 4 cm. Tem história de tabagismo 40 anos-maço. O diagnóstico é adenocarcinoma. Realizado PET CT e posteriormente EBUS, verifica-se que a doença está em estágio II.
Após a ressecção cirúrgica, a droga mais adequada considerando a presença de mutação EGFR, é:
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o tratamento adjuvante do câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) estágio II após ressecção cirúrgica, com foco nos pacientes portadores de mutação EGFR.
O entendimento do protocolo adjuvante em CPNPC é essencial: após cirurgia, pacientes em estádio II necessitam de terapia complementar para reduzir o risco de recorrência, especialmente quando possuem mutações específicas, como EGFR.
Justificativa da alternativa correta (B: Osimertinibe):
O osimertinibe é um inibidor de tirosina quinase de terceira geração, direcionado às mutações ativadoras do EGFR. Segundo as Diretrizes de Tratamento da SBOC:
“Discutir tratamento adjuvante com Osimertinibe 80mg/dia VO por 3 anos para tumores com mutação ativadora do gene EGFR (del19 ou L858R) após término da QT adjuvante (NE I/ FR B).” (SBOC, 2022)
O estudo ADAURA (NEJM, 2020) comprovou a eficácia do osimertinibe na redução de recorrência, inclusive em sistema nervoso central, com ganho significativo de sobrevida livre de doença.
Análise das alternativas incorretas:
A) Pembrolizumab: imunoterapia indicada para CPNPC metastático ou localmente avançado, prioritariamente sem mutação EGFR; não recomendada como adjuvante nesse contexto.
C) Sotarasib: inibidor do KRAS G12C; não tem indicação para EGFR.
D) Atezolizumab: imunoterapia anti-PD-L1. Apesar de aprovado como adjuvante em alguns casos, pacientes com mutação EGFR não são os principais beneficiários segundo as principais diretrizes.
E) Nivolumab: também imunoterapia anti-PD-1, fora das indicações para adjuvância em EGFR mutado.
Dicas para provas:
Fique atento a termos como "mutação EGFR" e "estágio II ressecado": indicam necessidade de terapia alvo, não imunoterapia. Não confunda os inibidores específicos (Osimertinibe para EGFR) com imunoterápicos, que têm perfil próprio de indicação.
Resumo: Para CPNPC estágio II ressecado, com mutação EGFR, osimertinibe é o tratamento adjuvante indicado.
Referências: SBOC 2022; NEJM 2020; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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