Uma paciente de 74 anos, sabidamente com lesões estruturais ...
Uma paciente de 74 anos, sabidamente com lesões estruturais irreversíveis na sua árvore brônquica, teve seu primeiro diagnóstico de colonização por Pseudomonas aeruginosa há muitos anos. Cansada de sofrer com as exacerbações, decide se tratar de forma adequada.
Considerando o contexto clínico apresentado pela paciente, a terapêutica de manutenção mais adequada é:
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Tema central: A questão aborda o manejo de pacientes com bronquiectasias e colonização crônica por Pseudomonas aeruginosa. Pacientes assim apresentam risco aumentado de exacerbações e piora da função pulmonar, sendo estratégico avaliar o melhor tratamento de manutenção.
Alternativa correta: D) antibiótico administrado por via inalatória.
Justificativa: O uso de antibióticos inalatório (especialmente tobramicina ou colistina) é a abordagem padrão ouro em casos de colonização crônica por Pseudomonas nas vias aéreas de pacientes com bronquiectasias. Isso se deve à elevada concentração do medicamento localmente, controle da colonização e redução das exacerbações, com menor toxicidade sistêmica.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Fibrose Cística do Ministério da Saúde: “O tratamento de infecção pulmonar crônica (colonização) por Pseudomonas aeruginosa é feito em ciclos alternados de 28 dias com e 28 dias sem a tobramicina.” (PCDT Fibrose Cística, 2022).
Revisões e estudos (UpToDate, British Thoracic Society, 2019) reforçam a redução de exacerbações, hospitalizações e piora clínica com essa estratégia.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Corticoide inalatório: Não controla a colonização por Pseudomonas nem reduz exacerbações em bronquiectasias não asmáticas (Diretriz da SBPT, 2019).
- B) Mucolíticos orais: Podem ajudar na expectoração, mas não atuam na colonização bacteriana ou redução de exacerbações graves.
- C) Remoção cirúrgica: Reservada para casos refratários e focais, com controle clínico insatisfatório e risco cirúrgico baixo, não sendo terapêutica de manutenção.
- E) Antipseudomonas sistêmico por 3 meses: Prolongada exposição aumenta resistência e efeitos adversos, sem eficácia sustentada no controle da colonização crônica.
Dicas para provas: Observe os termos "colonização crônica", "comorbidades" e "abordagem de manutenção" ― guias de prática atuais são claros quanto à via inalatória, evitando pegadinhas que sugerem terapias sistêmicas prolongadas ou cirurgias.
Conclusão: Para casos de bronquiectasias com Pseudomonas, antibiótico inalatório é o padrão, comprovado por diretrizes e evidências.
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