Uma paciente de 72 anos, coronariopata, interna-se na unidad...
Uma paciente de 72 anos, coronariopata, interna-se na unidade coronariana com quadro de angina instável. Após três dias, recebe alta hospitalar. Passadas pouco mais de 48 horas, a paciente é trazida por familiares com história de queda importante do estado geral, febre, tosse e dispneia e, nas últimas horas, confusão mental. Após avaliação, foi feito diagnóstico de choque séptico secundário a pneumonia. A CCIH é acionada e informam que há um surto de Klebsiella produtora de betalactamase de espectro estendido.
Com esse quadro clínico, o primeiro antibiótico a ser prescrito antes do resultado das culturas será:
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Tema central: A questão aborda pneumonia hospitalar/choque séptico por bactéria produtora de ESBL (betalactamase de espectro estendido), um agente multirresistente frequentemente relacionado ao ambiente hospitalar, especialmente em pacientes idosos e com comorbidades.
Justificativa da alternativa correta (C – Ertapenem): Neste cenário, a Klebsiella pneumoniae ESBL é um patógeno que confere resistência a penicilinas, cefalosporinas e monobactâmicos, restando os carbapenêmicos como primeira opção de tratamento. De acordo com o “Manual de Terapia Antimicrobiana 2023”, recomenda-se: “Meropenem 1-2g IV a cada 8h ou Ertapenem 1g IV a cada 24h” para infecções por ESBL. O ertapenem, sendo um carbapenêmico, é altamente eficaz e seguro para tratar infecções graves, como pneumonia hospitalar por ESBL, sendo indicação respaldada pelas diretrizes nacionais e internacionais.
Análise das alternativas incorretas:
A) Vancomicina: ativa apenas contra Gram-positivos; não cobre Klebsiella, bactéria Gram-negativa.
B) Levofloxacino: embora seja ativo contra algumas Gram-negativas, não apresenta boa efetividade contra ESBL devido à alta prevalência de resistência.
D) Ampicilina/sulbactam: o inibidor de beta-lactamase é insuficiente para neutralizar ESBL, tornando a combinação ineficaz para esse patógeno.
E) Ceftazidima/avibactam: embora ativa frente ESBL, não é a opção preferencial como terapia empírica inicial nesta situação segundo os protocolos, sendo reservada para casos com falha dos carbapenêmicos ou restrição a seu uso.
Estratégia para resolução:
Identifique no enunciado termos como “ESBL”, “Klebsiella”, “pneumonia hospitalar” e o quadro de gravidade (choque séptico). Associe imediatamente a necessidade de cobertura ampliada com carbapenêmicos. Cuidado: opções como quinolonas e inibidores de beta-lactamases podem confundir, mas lembre que carbapenêmico é padrão-ouro nessas situações.
Segundo o Protocolo do HC-FMB: “Para pneumonias hospitalares causadas por bactérias ESBL+, recomendamos sempre o uso de um carbapenêmico.” (Pág. 7).
Resumo: O uso do ertapenem está alinhado com as melhores práticas assistenciais, prostocolos e evidências científicas atuais para pneumonia grave hospitalar por ESBL.
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