Questões de Concurso
Comentadas sobre normas regulamentadoras de ministério do trabalho e emprego em segurança e saúde no trabalho
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À luz da CLT, das Normas Regulamentadoras e das boas práticas de gestão de risco, assinale a alternativa CORRETA:
Um operador de guindaste de 48 anos é trazido ao posto médico do canteiro de obras por colegas após episódio súbito de palpitações rápidas, tontura e sudorese fria durante operação da máquina a 15m de altura. ECG de 12 derivações confirma fibrilação atrial paroxística (FA) com resposta ventricular 140–160 bpm. PA 210/110 mmHg, sat O2 96% AA, sem dor torácica ou sinais de ICC. Histórico de HAS não controlada e tabagismo; atividade crítica enquadrada em NR-35. Não há história de FA prévia ou anticoagulação.
Considerando o quadro de FA e o score CHA2DS2-VASc, a conduta terapêutica adequada e considerações ocupacionais pós-estabilização hemodinâmica consistem em:
Um caminhoneiro autônomo de 50 anos, com 25 anos de longas jornadas em rodovias (12–15h/dia de direção), procura serviço de medicina do trabalho com cefaleia pulsátil matinal, tontura postural e visão embaçada há 3 semanas. PA com paciente sentado: 168/102 mmHg (braço direito). PA ortostática: 150/94 mmHg. IMC 29 kg/m², circunferência abdominal 105 cm, sedentário, dieta salina de lanches rodoviários. MAPA 24h PA média diurna 152/90 mmHg, noturna 142/82 mmHg (padrão não “dipper”). ECG normal sem HVE ou isquemia. Refere ainda estresse e taquicardia por “preocupação com prazos e trabalho noturno”.
Considerando a atividade laboral e o risco cardiovascular desse paciente, a conduta inicial que melhor integra tratamento anti-hipertensivo medicamentoso e emissão de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) para aptidão como motorista profissional (categorias C e E) é:
Um serralheiro de 49 anos trabalha há 15 anos em serralheria que presta serviços para uma Universidade, utilizando esmerilhadeiras e furadeiras pneumáticas por 6–8 horas diárias. Refere dor persistente nas mãos e braços, dormência nos dedos e episódios de palidez e dor intensa ao frio nas mãos (fenômeno de Raynaud) há 2 anos, piorando após jornadas prolongadas. A dosimetria ambiental confirma aceleração de vibração >12 m/s² (A(8)), e a capilaroscopia ungueal revela alterações patológicas compatíveis com síndrome de vibração mão-braço (SVMB).
São medidas adequadas para manejo inicial dessa suspeita ocupacional (NR-15 Anexo 8), EXCETO:
Uma supervisora de 38 anos atua em mineradora subterrânea com alta rotatividade laboral e jornadas 12x36. Os indicadores setoriais revelam absenteísmo de 18% nos últimos 12 meses (acima do benchmark 8–10%), com 45% dos afastamentos por transtornos mentais (F43/F32 CID-11) e 30% musculoesqueléticos (M54/M75). Ela relata estresse coletivo: queixas de sobrecarga, assédio moral percebido e ausência de canais formais de diálogo. A CIPA local, integrada ao SESMT, examina dados PCMSO/PGR e Mapa de Riscos, identificando fatores psicossociais (sobrecarga, baixa autonomia) associados a absenteísmo e presenteísmo patológico.
São atribuições corretas da CIPA conforme NR-5 atualizada (2023) nessa situação com riscos psicossociais, EXCETO:
Um eletricista de 47 anos atua em manutenção de subestações elétricas, atividade classificada como trabalho em altura pela NR-35 (>2m com risco de queda). No exame ocupacional periódico (ASO), refere palpitações ocasionais há 6 meses durante esforços, sem síncope, dispneia ou pré-síncope. PA 134/82 mmHg controlada com enalapril 20 mg/dia. ECG 12 derivações em repouso revela arritmia sinusal isolada (FC 78 bpm), sem alterações ST-T, hipertrofia VE ou blocos de condução. Ausência de epilepsia, vertigem ou medicamentos sedativos e hipotensores adicionais. ECG Holter 24h solicitado complementarmente é normal (carga ventricular ectópica <1%, sem taquiarritmias sustentadas).
A avaliação de aptidão para essa atividade crítica, conforme a NR-35, é:
Um vacinador de 42 anos trabalha no serviço de imunização de hospital público e sofre ferimento puntiforme contaminado com terra e material orgânico no dedo indicador da mão direita durante manuseio de caixa de suprimentos nos arredores do estabelecimento. Ele refere não ter histórico completo de vacinação contra difteria e tétano (dT) e nunca ter recebido reforço nos últimos 10 anos. O ferimento é classificado como de alto risco para tétano (profundo >1 cm, contaminado com solo orgânico, evolução >6 horas). Não há sinais locais de infecção no momento da avaliação; títulos antitetânicos não disponíveis no momento.
A profilaxia antitetânica adequada para esse trabalhador, considerando o contexto ocupacional e o risco do ferimento é:
Caso clínico: um trabalhador ceramista, 45 anos, com 18 anos de atividade no setor de moagem e acabamento de peças cerâmicas, relata tosse crônica e dispneia aos esforços moderados. A espirometria evidencia padrão ventilatório restritivo.
Considerando as medidas de vigilância à saúde, bem como o controle da exposição ocupacional, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico do trabalho para o caso em questão:
Caso clínico: Um trabalhador de 48 anos, operador de máquinas em indústria metalúrgica há 15 anos, refere dificuldade progressiva para compreender fala em ambientes ruidosos. Relata exposição ocupacional contínua a níveis elevados de ruído, confirmada por avaliações ambientais que demonstram níveis acima dos limites de tolerância estabelecidos na legislação vigente.
A audiometria tonal liminar evidencia perda auditiva neurossensorial bilateral, com entalhe audiométrico nas frequências de 3.000, 4.000 e 6.000 Hz, com recuperação parcial em 8.000 Hz.
Com base nos achados clínicos, ocupacionais e nas diretrizes de vigilância em saúde do trabalhador, assinale a alternativa CORRETA:
Caso clínico: um trabalhador de 29 anos, atuando há três anos como montador em uma montadora automotiva, desempenha atividades com movimentos repetitivos, exigência de força manual e ritmo produtivo elevado. Evoluiu com dor lateral em cotovelo, limitação funcional progressiva e redução de desempenho laboral. A avaliação clínica e a ultrassonografia confirmaram epicondilite com sinais inflamatórios, associada à diminuição da força muscular para 3/5 no membro acometido.
De acordo com os princípios de prevenção, manejo clínico e gestão ocupacional das Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT), a conduta mais adequada do médico do trabalho é:
Caso clínico: um trabalhador de 46 anos, exercendo a função de lixador, apresenta parestesia em mãos após exposição ocupacional à vibração de mãos e braços por 8 horas diárias. Avaliação ambiental integrada ao PGR identificou dosimetria de vibração acima dos níveis recomendados para exposição ocupacional segundo referências internacionais. A eletroneuromiografia (EMG) evidencia alteração sensitiva compatível com neuropatia periférica.
A conduta adequada para o caso é: