Questões de Concurso Sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia

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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Pedagogia |
Q4115696 Pedagogia
De acordo com Tardiff (2002) o saber dos professores é plural e também temporal, uma vez que é adquirido no contexto de uma história de vida e de uma carreira profissional. Dizer que o saber dos professores é temporal significa dizer que ensinar supõe

I – aprender a ensinar.

II – aprender a dominar progressivamente os saberes necessários à realização do trabalho docente.

III – desconsiderar as experiências familiares e escolares anteriores à formação inicial na aquisição do saber-ensinar.

IV – adquirir crenças, representações e certezas sobre a prática do ofício de professor, bem como sobre o que é ser aluno.

V – construir o saber profissional, por meio da socialização profissional, da consolidação das experiências de trabalho, da continuidade e ruptura que marcam a trajetória profissional.


Está correto apenas o que se afirma em
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Pedagogia |
Q4115695 Pedagogia
Preencha as lacunas do texto a seguir.
Considera-se comum confundir trabalho de grupo com dinâmica de grupo. Todavia, são duas coisas diferentes no contexto educacional. As dinâmicas de grupo são usadas para resolver problemas referentes às relações entre os membros de um grupo. O trabalho de grupo, entretanto, é uma técnica __________ utilizada para promover __________ de determinados conteúdos, sejam eles de natureza __________, __________ ou __________. (VEIGA, 2006, p. 51)
A sequência que preenche corretamente as lacunas é
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Pedagogia |
Q4115693 Pedagogia
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir.

As distinções exercidas entorno dos conceitos de método e técnica de ensino ficam ofuscadas, posto que a tecnologia educativa envolve técnicas, processos, métodos, meios e instrumentos. No entanto, a dimensão mediadora é inconteste, conferindo centralidade às relações entre _________ e _________, expressas pelo necessário encadeamento entre o _________ e a _________. (VEIGA, 2006, p. 32. Adaptado).
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Pedagogia |
Q4115692 Pedagogia
“É em vista da ampliação da escolarização, que nasce, ao final do século do XVIII o ensino mútuo ou monitorial - o qual irá substituir gradualmente o predomínio do ensino individual. E a partir de meados do século XIX, generaliza se o ensino simultâneo, época em que a escolarização primaria se apresenta mais adensada, em alguns países europeus, propiciando-lhes a superação do analfabetismo no início do século XX.”
(VEIGA, Ilma P. A. (Org.). Técnicas de ensino: novos tempos, novas configurações. São Paulo: Papirus, 2006.)

I - O ensino simultâneo, que hoje vige nas instituições escolares, resulta de um processo de construção histórico-educacional escolar. Ele expressa o modo de organizar o ensino; não se trata apenas de uma disposição dos alunos ao professor e ao velho quadro negro.

II - O ensino simultâneo envolve ações pluridimensionais de ordem intelectual, comportamental, corporal, psíquica, social, ética, pedagógica, metodológica entre outras. Estas observações também se referem ao ensino individual e mútuo.

III - Quando o ensino simultâneo começou a se generalizar por meio da emergência, os educadores viram-se instigados a assumir uma educação escolar que viesse a situar o ensino e a aprendizagem como polos que se intercruzam.



Está correto apenas o que se afirma em
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Pedagogia |
Q4115691 Pedagogia
Libâneo (2004) afirma que a escola necessária para os novos tempos para fazer frente a novas realidades é a que provê formação cultural e científica, que possibilita o contato dos alunos com a cultura, aquela cultura provida pela ciência, pela técnica, pela linguagem, pela estética e pela ética.
Sobre este assunto é correto afirmar que(,)

I - a escola de hoje deve limitar-se a passar informação sobre as matérias e a transmitir o conhecimento do livro didático.
II - na escola, pelos conhecimentos e pelo desenvolvimento das competências cognitivas, torna-se possível analisar e criticar a informação.
III - a escola precisa articular sua capacidade de receber e interpretar informação e considerar o aluno sujeito do seu próprio conhecimento.


Está correto apenas o que se afirma em
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Pedagogia |
Q4115689 Pedagogia
Segundo Luckesi (2010), são vários os aspectos em que professores e professoras repetem modelos inconscientes de agir na prática da avaliação da aprendizagem escolar.
Analise as afirmações a seguir.

I - A avaliação diagnóstica pode ser registrada em forma de nota, mas nota não é avaliação. No entanto, na prática escolar cotidiana e corriqueira, ela é tomada como avaliação, quando, de fato, não representa a avaliação da aprendizagem em si.

II - O uso do conceito e da prática de “notas” na escola como equivalente de avaliação é outro ponto de representação social dos educadores no contexto do tema avaliação. A nota esconde nela mesma o seu verdadeiro significado, que não vem à tona num primeiro momento.

III - A avaliação tem como finalidade diagnosticar a situação de aprendizagem para que o professor possa tomar decisões quanto aos métodos avaliativos adotados, considerando a qualidade do desempenho do educando, pois a avaliação do aluno deve medir seus resultados de forma pontual e objetiva.

Está correto apenas o que se afirma em
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Pedagogia |
Q4115687 Pedagogia
De acordo com Vasconcellos (2019. p. 22) é praticamente impossível mudar a prática de sala de aula sem vinculá-la

I - a uma leitura de realidade.
II - à filosofia do mundo do trabalho.
III - a uma proposta isolada e definida de escola.
IV - a um leque de ações, intervenções e interações.
V - às concepções de pessoa, sociedade, currículo, planejamento, disciplina.

Está correto apenas o que se afirma em
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Pedagogia |
Q4115684 Pedagogia
Para enfocar questões de identidade e diferença na sala de aula, Moreira e Caudau (2008) propõem definir determinadas metas e estratégias.
Quanto às metas e estratégias propostas pelos autores informe (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.

( ) Articular as semelhanças encontradas nos grupos.
( ) Estimular o desenvolvimento de uma imagem positiva dos grupos privilegiados.
( ) Procurar aumentar a consciência das situações de opressão que se expressam em diferentes espaços sociais.
( ) Propiciar ao estudante a aquisição de informações referentes a distintos tipos de discriminações e preconceitos.
( ) Propiciar ao aluno a possibilidade de novos posicionamentos e novas atitudes que venham a caracterizar propostas de ação e intervenção.
( ) Facilitar ao estudante a compreensão e a crítica dos aspectos das identidades sociais estimuladas pelos diferentes meios de comunicação.
( ) Favorecer a compreensão do significado e da construção de conceitos que têm sido empregados para dividir e discriminar indivíduos e grupos, em diferentes momentos históricos e em diferentes sociedades.


A sequência correta é
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Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: IF-BA Prova: FCM - 2022 - IF-BA - Professor PEBTT - Pedagogia |
Q4115681 Pedagogia
Arroyo (2012) afirma que o termo “outras pedagogias” desestabiliza as teorias pedagógicas porque(,)
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Q4115597 Pedagogia
Os avanços tecnológicos e as lutas sociais têm modificado as relações no mundo do trabalho. Diante disso, a educação para o trabalho deve ser colocada em pauta.
Avalie as exigências da escola especializada aos trabalhadores.

I – Participação maior nos destinos e nos processos de trabalho.
II – Conhecimento da tecnologia, da ciência e dos processos necessários para a produção.
III – Exigência do desempenho de tarefas mecânicas.

Está correto apenas o que se afirma em 
Alternativas
Q4115582 Pedagogia

AS AULAS “CHATAS” DE FÁBIO



Celso Antunes*


O CASO:

Fábio, professor de Língua Portuguesa, parece reunir todas as condições que se consideram essenciais a um bom educador. Excelente formação acadêmica, ávido leitor, pesquisador interessado e extremamente capaz de se solidarizar com os colegas é reconhecido por todos, inclusive pela maior parte de seus alunos, como uma “pessoa extremamente simpática”, com grande potencial para fazer amizades. Mas, Fábio reconhece que suas aulas são “chatas” e como ouve seus alunos, e consegue mostrar-se sincero e incapaz de valer-se de uma informação para fazer perseguições, sabe que sua opinião sobre a qualidade da aula é por eles referendada. Lê bastante e não apenas temas específicos aos conteúdos que explora, conhece bem os caminhos da motivação humana, mas não descobre estratégia para tornar aulas mais interessantes e, dessa forma, acolher em seus alunos uma recepção com mais entusiasmo para o que busca ensinar. O que fazer?

A ANÁLISE DO CASO:
É possível que o problema enfrentado pelo Fábio não esteja em sua pessoa, mas no desconhecimento sobre situações de aprendizagem significativas. Busca sempre tornar sua aula “interessante”, mas a única estratégia de ensino que aprendeu foi a “aula expositiva” e, por essa razão, passa aos alunos a monotonia de uma estratégia que a maior parte de seus colegas repete, provocando o desinteresse, o tédio e a evasão pela indisciplina.


*Escritor, professor e especialista em inteligência e cognição. Nasceu em
São Paulo, em 1937.
Disponível em: http://www.celsoantunes.com.br/as-aulas-chatas-de-fabio/. Adaptado.

Leia a passagem seguinte.


“Mas não descobre estratégia para tornar aulas mais interessantes e, dessa forma, acolher em seus alunos uma recepção com mais entusiasmo para o que busca ensinar. O que fazer?”


Muitos professores de língua portuguesa encontram diversos desafios em sala de aula, além da escolha da metodologia de ensino.


A sequência que faz parte das práticas inadequadas no ensino de língua portuguesa é


Alternativas
Q4115366 Pedagogia
Methods serve as a foil for reflection that can aid teachers in bringing to conscious awareness the thinking that underlies their actions. Considering such idea, developed by Larsen-Freeman in Techniques and Principles in Language (2011), associate the method to its respective principle.

METHODS

1 - Direct 2 - Audio-Lingual 3 - Silent Way 4 - Desuggestopedia 5 - Community Language Learning 6 - Total Physical Response 7 - Communicative Language Teaching

PRINCIPLES

( ) Dramatization is a particularly valuable way of playfully activating the material. Fantasy reduces barriers to learning.
( ) Developing a community among the class members builds trust and can help to reduce the threat of the new learning situation.
( ) The purpose of language learning is communication; therefore, students need to learn how to ask questions as well as answer them.
( ) Spoken language should he emphasized over written language. Students can initially learn one part of the language rapidly by moving their bodies.
( ) Language learning is a process of habit formation. The more often something is repeated, the stronger the habit and the greater the learning.
( ) The teacher works with gestures, and sometimes instructions in the student’s native language, to help the students to produce the target language sounds as accurately as possible.
( ) Students should be given opportunities to listen to language as it is used in authentic communication. They may be coached on strategies for how to improve their comprehension.

A sequência correta é
Alternativas
Q4115317 Pedagogia
A avaliação é parte integrante do processo ensino-aprendizagem e ganhou, na atualidade, espaço muito amplo nos processos de ensino. Requer preparo técnico e grande capacidade de observação dos profissionais envolvidos. Na avaliação da aprendizagem, o professor não deve permitir que os resultados das provas periódicas, geralmente de caráter classificatório, sejam supervalorizados em detrimento de suas observações diárias, de caráter diagnóstico e formativo. Neste contexto, a avaliação é vista como:

I. Uma ferramenta fundamental aos professores para atingirem metas relacionadas ao avanço dos estudantes, através de formas diferenciadas de avaliação, no ato de proporcionar-lhes a qualificação da aprendizagem de seus alunos com vistas ao oferecimento de alternativas para um progresso satisfatório.
II. Instrumento que preconiza a autonomia colaborativa por parte dos participantes nesse processo (professor/aluno), de uma forma que o aluno seja instigado a formar, por si só, seu senso crítico e não ser mais um “depósito” de informações.
III. Momento que se fortifica no processo da construção da aprendizagem em que o educador mostra os caminhos para que se chegue a ela, mas que o aluno é o próprio protagonista desse saber.
IV. Processo que respeita os vários saberes, considerando que cada um tem a sua maneira própria de aprimorá-lo, e é nessa hora, que o professor, enquanto mediador, adentra no processo conduzindo cada um de acordo com suas limitações e potencialidade.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4115316 Pedagogia
A consciência do caráter homogeneizador e monocultural da escola é cada vez mais forte, assim como a consciência da necessidade de romper com esta e construir práticas educativas em que a questão da diferença e do multiculturalismo se façam cada vez mais presentes. Para isso, a escola deve: 
Alternativas
Q4115315 Pedagogia
A interdisciplinaridade começou a ser abordada no Brasil a partir da Lei nº 5.692/1971. Desde então, sua presença no cenário educacional brasileiro tem se tornado mais presente e, recentemente, mais ainda, com a nova Lei de Diretrizes e Bases – Lei nº 9.394/1996, bem como com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Além da sua grande influência na legislação e nas propostas curriculares, a interdisciplinaridade tornou-se cada vez mais presente no discurso e na prática de professores. Quando se coloca a questão da interdisciplinaridade, pensa-se logo em um processo integrador, articulado, orgânico, de tal modo que, em que pesem as diferenças de formas e meios, as atividades desenvolvidas levam ao mesmo fim. Sempre uma articulação entre totalidade e unidade. Quando se questiona o caráter interdisciplinar da prática do conhecimento, é preciso ter bem presente que:
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Q4115310 Pedagogia
Um estudo recém-publicado indicou que adolescentes entre 12 e 15 anos que sofrem bullying na escola apresentam risco até três vezes maior de tentar o suicídio. Agora, uma nova pesquisa fortalece a relação entre a prática violenta no ambiente escolar e o pensamento suicida.
(Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/alerta-1-em-cada-5- criancas-pensa-em-suicidio-por-causa-do-bullying/. Acesso em: 02/05/2022.)

Pesquisas como essa, confirmadas pelas notícias de suicídio entre jovens, despertam a necessidade de os profissionais da educação estarem atentos à prática que também ocorre nos espaços escolares. A palavra bullying é conceituada de forma diferente em vários países e, por este motivo, os pesquisadores tiveram dificuldades em encontrar termos nos próprios idiomas que correspondessem ao sentido dela. Assim, preserva-se o termo em inglês, mas a definição inclui componentes importantes sobre o bullying; analise-os.

I. É um comportamento agressivo que envolve ações negativas indesejáveis.
II. Envolve um padrão de comportamento repetitivo ao longo do tempo.
III. Envolve equilíbrio de poder ou força.
IV. As ações negativas podem ser verbais, como simples ameaças, insultos, provocações e nomes impróprios.
V. As ações negativas não são físicas; pois, ao chegar nesse nível, deixa de ser bullying.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4115299 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Considerando a reflexão sobre a leitura e construção de sentidos no espaço escolar, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4115298 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Sobre os aspectos sociolinguísticos da alfabetização, analise as afirmativas a seguir.

I. A codificação e a descodificação garantem que a aquisição da leitura e da escrita seja significativa, no sentido de que partem da discussão da palavra geradora, através do diálogo e dos códigos que o alfabetizando já domina, e constituem- -se em fase necessária de exploração das potencialidades mentais do alfabetizando, por intermédio das linguagens que devem preceder a técnica de ler e escrever, e que o instrumentalizam para o desempenho social, tendo acesso ao poder de reivindicação, através das habilidades de discutir, tomar a palavra, expor e superar as formas contemplativas (ingênuas) de compreender o mundo.
II. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.
III. O diálogo entre professor e aluno é imprescindível, pois, através dele, o professor descobre a visão de mundo dos educandos para, no segundo passo, intervir, trazendo conhecimentos científicos que promovam a transformação da visão de mundo.
IV. A partir do momento em que o aluno tem a oportunidade de falar, e é ouvido pelo professor, sua postura se transforma em sala de aula e o respeito mútuo surge como elemento fundamental na construção da aprendizagem e da disciplina.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4115297 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Considerando o desenvolvimento cognitivo da criança de maneira coerente e epistemológica relacionado à aquisição da leitura e escrita por meio dos processos de alfabetização e letramento, analise as afirmativas a seguir.

I. A criança no processo de alfabetização precisa estar em contato com diferentes suportes textuais; vale salientar que apenas o contato com gêneros diversificados não garante que o aluno se alfabetize, ou seja, não o fará leitor ou escritor, é necessária a participação em atividades que explorem seus usos e funções sociais de forma significativa e contextualizada no uso de práticas cotidianas.
II. O professor alfabetizador, sob a égide do alfabetizar letrando, poderá oportunizar ao educando um momento de discussão sobre o gênero recado e explicitar a sua função social de maneira contextualizada.
III. O ensino, pautado nas concepções do alfabetizar letrando, culminou em diferentes reflexões voltadas para a distinção entre os processos de alfabetização e letramento, embora sejam processos distintos e indissociáveis, caminham sempre juntos.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4114969 Pedagogia
Segundo a BNCC, a diversidade faz parte do desenvolvimento biológico e cultural da humanidade e se expressa nos saberes, valores, princípios, técnicas artísticas, científicas, experiências de sociabilidade e aprendizagem. Assinale a seguir a opção que melhor compreende o conceito do texto escrito.
Alternativas
Respostas
36261: D
36262: A
36263: C
36264: E
36265: A
36266: C
36267: B
36268: D
36269: E
36270: C
36271: E
36272: A
36273: A
36274: D
36275: D
36276: B
36277: B
36278: A
36279: A
36280: C