Questões de Concurso
Sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
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O resgate das experiências significativas do professor em formação serve de paradigma para que ele realize o mesmo em relação aos seus estudantes. Em simetria, o uso dos conhecimentos construídos pelos professores em formação serve para propor experiências significativas aos estudantes do ensino básico, que, do mesmo modo, podem resgatar aquilo que conhecem ao resolverem novas situações.
(Carvalho; Porto, 2005, p. 19.)
É possível afirmar que a pesquisa é consideravelmente importante para a prática pedagógica de qualidade dos professores, pois:
A avaliação é um fenômeno que envolve múltiplos fatores, tanto conceituais quanto metodológicos, pois desde muito tempo passou por várias definições até chegar no âmbito educacional. Ela é uma atividade complexa que faz parte do cotidiano do estudante, do professor e das relações escolares. Do estudante, porque tão somente ele passa a ser alvo do sistema em ser considerado apto ou não de suas capacidades intelectuais e de seus níveis de estudo. Do professor, porque perpassa pelas suas práticas de ensino e de suas competências curriculares. E, por fim, das relações que são geradas entre esses sujeitos durante e após cada ciclo de aplicação dos mais variados instrumentos avaliativos estabelecidos pelo sistema educacional, com a visão de que “(…) ajuda o aluno aprender e o professor a ensinar”.
(Perrenoud, 1993, p. 173.)
Considerando o exposto e a avaliação da aprendizagem dentro das várias tendências pedagógicas em diferentes épocas e contextos educacionais, verifica-se que na tendência progressista crítico-social dos conteúdos o papel da avaliação na prática escolar:
Para Coll e Solé (1996, p. 294), “a aula configura um espaço comunicativo regido por uma série de regras, cujo respeito permite que os participantes [...] possam comunicar-se e alcançar os objetivos a que se propõem”. A apropriação do conhecimento implica um determinado processo de aprendizagem que depende da motivação e da capacidade do aluno em agir e interagir sobre esse conhecimento, que poderá resultar em apreensão. Nessa perspectiva, o professor é o orientador, o coordenador e o facilitador do processo de ensino-aprendizagem. Considerando o exposto, o professor, em sua prática docente, se depara com problemas e dificuldades de ordem formativa, epistemológica e pedagógica, porque apresenta:
I. Obstáculos encontrados na construção de vínculos pedagógicos com o aluno.
II. Dificuldade de analisar e interpretar mais profundamente certas questões da ciência que ministra.
III. Inadequação dos procedimentos didático-científicos que não permitem suprir as condições do aluno no exercício intelectual necessário para reconhecer a problematização de temas essenciais à análise e à investigação.
IV. Resultado da proibição da fala do aluno, para legitimar a fala unilateral do professor equivalendo à obstrução da própria dinâmica do processo de construção das estruturas do conhecimento e da produção do conhecimento-conteúdo.
Está correto o que se afirma em
I. O professor deve buscar maneiras diversificadas para abordar os assuntos tratados em sala de aula, de forma a abranger as diferentes formas de aprendizado e contextos que os alunos estão inseridos, possibilitando uma maior efetividade na consolidação do conhecimento.
II. Cabe ao professor elaborar avaliações quantitativas de forma complementar às qualitativas, sabendo que as quantitativas possuem maior importância, pois traduzem os resultados dos alunos de forma numérica.
III. Ao ensinar matemática, o professor deve valorizar os diferentes conhecimentos adquiridos pelos alunos e possibilitar-lhe que descubra e desenvolva formas alternativas de resolver os problemas propostos, incentivando a criatividade e o pensamento crítico do aluno para lidar de forma ética e cidadã, com os diferentes desafios que a vida lhe trará.
Assinale a alternativa correta.
(Lourenço; Mori, 2014.)
Considerando o exposto, são vertentes da educação progressista no Brasil as pedagogias, EXCETO:
(Delizoicov; Angotti; Pernambuco, 2004.)
[...] Contrariando o ensino descontextualizado, a contextualização expressa-se no conhecimento presente na vida do aluno, que possibilita a resolução de problemas e a construção de uma visão de mundo mais complexa.
(Morin, 2000; 2005.)
Considerando as informações, a necessidade do ensino contextualizado em relação à construção de momentos na prática pedagógica favorece a:
I. Expressão do saber prévio dos participantes do processo educativo.
II. Constante busca pela dissociabilidade entre o fenômeno e seu contexto.
III. Organização das situações que proporcionem um ambiente democrático, em que todos ensinem e aprendam.
IV. Abordagem de objetos ou temas de situações em relação com o meio em que estão inseridos.
Está correto o que se afirma em
(Zeichner, 1998.)
Sobre a formação continuada do professor com enfoque prático-reflexivo e do ensino reflexivo, pode ser considerado como; analise as afirmativas a seguir.
I. A constatação da riqueza da experiência que reside na prática dos bons profissionais.
II. A aprovação de que o processo de aprender a ensinar se prolonga por toda a vida.
III. O reconhecimento de que a produção de conhecimentos depende tão somente dos conhecimentos produzidos pelas universidades.
IV. Uma reação contra o fato de os professores serem vistos como técnicos que se limitam a cumprir o que os outros determinam fora da sala de aula.
Está correto o que se afirma apenas em
(Otávio Pinheiro.)
A pesquisa Indicador de Alfabetismo Funcional, conduzida pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a ONG Ação Educativa, aponta que apenas 22% dos brasileiros que chegaram à universidade têm plena condição de compreender e se expressar. Na prática, esses jovens adultos estão no chamado nível proficiente, o mais avançado estágio de alfabetismo. São leitores capazes de entender e se expressar por meio de letras e números. Mais ainda, compreendem e elaboram textos de diferentes modalidades (email, descrição e argumentação) e estão aptos a opinar sobre um posicionamento ou estilo de autores e textos. Em contrapartida, a pesquisa de 2016 aponta que 4% dos universitários estão no grupo dos analfabetos funcionais.
Os dados de leitura, escrita e interpretação no Brasil ajudam a entender algumas origens desse baixo índice de letramento como, por exemplo, os resultados do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2014, que mostra que 537 mil alunos zeraram a redação da prova [...] e em 2017, por sua vez, 309 mil zeraram a redação, e apenas 53 tiraram a nota máxima.
(Disponível em:https://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2018/07/ nunca-se-escreveu-tanto-tao-errado-e-se-interpretou-tao-mal.shtml. Acesso em: 22/07/2022.)
Os problemas relacionados na reportagem têm como base questões bem complexas, sociais e econômicas, além das educacionais. Particularmente, temos que o professor deve ser alfabetizador no sentido estrito durante todo o processo de escolarização. O professor alfabetizador precisa, dentre outros fatores, ter um bom conhecimento do nosso sistema gráfico para poder melhor sistematizar o ensino, para entender as dificuldades ortográficas de seus alunos e para auxiliá-los a superá-las. A língua portuguesa tem uma representação gráfica alfabética com memória etimológica. Isto significa dizer que:
I. As unidades gráficas – letras – representam basicamente unidades sonoras como as consoantes e as vogais, e não palavras ou sílabas.
II. A escrita alfabética tem, como princípio geral, a ideia de que cada unidade sonora será representada por uma determinada letra e de cada letra representará uma unidade sonora.
III. O princípio da memória etimológica toma como critério para fixar a forma gráfica de certas palavras não apenas as unidades sonoras que as compõem, mas também sua origem.
IV. Ao operar também com a memória etimológica, o sistema gráfico relativiza o princípio geral da escrita alfabética, a relação unidade sonora-letra não será 100% regular, introduzindo uma certa faixa de representações arbitrárias.
Está correto o que se afirma em
I. A principal característica do jogo é a presença de regras, o que implica na ausência da imaginação. Assim, podemos afirmar que o jogo como atividade pedagógica é uma atividade incompleta, apesar de que a aprendizagem da criança ganhe novas possibilidades por meio da vivência, da troca de conhecimentos com os colegas, do exercício da expressividade e de sua experiência corporal.
II. A brincadeira está associada à ação livre e espontânea da criança. Enquanto no jogo o primeiro elemento característico que aparece é a regra, na brincadeira é a imaginação. Também há regras na brincadeira, mas elas são mais flexíveis e mutáveis.
III. Enquanto os jogos já trazem consigo regras predeterminadas, que os participantes podem modificar ou não, as regras das brincadeiras não são preestabelecidas, pois são criadas assim que cada brincadeira se inicia.
IV. No brinquedo, a criança opera com significados desligados dos objetos e ações que estão habitualmente vinculados; entretanto, uma contradição muito interessante surge, uma vez que, no brinquedo, ela inclui também ações reais e objetos reais. As ações da criança serão guiadas mais por suas ideias do que pelo objeto em si. Dessa forma, podemos concluir que o brinquedo não reproduz apenas objetos, mas também realidades sociais.
Está correto o que se afirma em
contraproducente a polêmica do MEC
sobre métodos de alfabetização
(Redação, 3 de abril de 2019.)
O debate sobre o melhor método para a alfabetização infantil retomou força no Brasil. As novas autoridades políticas e educacionais acreditam que letramento e construtivismo são teorias políticas e ideológicas, não educacionais. Por isso, defendem uma prática baseada no método fônico. O que pensa sobre a polêmica? Sei que esse é um tópico atual de preocupação no Brasil, mas deixe-me responder baseada no processo e na experiência nos Estados Unidos, que, evidentemente, conheço melhor. Por aqui, o conflito sobre métodos de alfabetização para ensinar a leitura é visto hoje, ao menos nos ambientes educacionais mais respeitados, como algo supervalorizado de forma contraproducente. É muito lamentável ver questões educacionais que precisam ser resolvidas com estudos, pesquisas e avaliações sérias e detalhadas de resultados associadas, direta ou indiretamente, a posições políticas. A fonética, ou método fônico, não é um método “de direita”, nem tampouco a atenção ao significado de textos e oportunidades para desenvolver habilidadeslinguísticas constitui uma abordagem “de esquerda”. O que as crianças precisam, a rigor, é de uma série de oportunidades para aprender a serem bons leitores, com compreensão efetiva dos textos. E o processo para a construção dessas oportunidades certamente inclui linguagem rica, envolvimento com o texto, acesso à instrução e prática com o princípio alfabético. Nenhum desses itens é mais ou importante que o outro. Quando a disputa se torna política, as pessoas se alinham de um lado, por paixão, e deixam de perceber e de apreciar o que há de valor científico ou metodológico na posição do outro. E aí a questão técnica e o reconhecimento das verdadeiras necessidades das crianças são abandonados ou ficam desequilibrados.
(Disponível em:https://revistaeducacao.com.br/2019/04/03/ mecalfabetizacao-2/. Acesso em: 26/07/2022.)
A polêmica parece estar sobretudo em dois pontos de divergência: a divergência sobre como orientar a aprendizagem de forma direta e explícita, no paradigma fonológico, ou de forma indireta, no paradigma construtivista. No paradigma construtivista, alfabetizar constitui-se de um conjunto de procedimentos, tais como:
I. A criação de condições para que a criança interaja intensamente com a escrita, com estímulo à descoberta da natureza da escrita, em uma perspectiva analítica e com contexto.
II. A proposta de situações-problema que levem a criança a experimentar a escrita, construindo hipóteses sobre sua natureza.
III. A proposição de abordagens sintéticas para que a criança compreenda o sistema de escrita dos elementos menos complexos aos mais complexos como, por exemplo, primeiro as vogais, depois as consoantes.
IV. O incentivo à reflexão diante de uma hipótese inadequada, indicando a necessidade de sua desconstrução ou reformulação, em uma perspectiva da alfabetização pela imagem.
Está correto o que se afirma apenas em
I. Assédio sexual e moral estão sendo generalizados e confundidos com o bullying – nem todas as violências que acontecem nas instituições educacionais devem ser enquadradas nessa nomenclatura, já que uma das atribuições mal interpretadas atribuídas ao bullying é de que trata-se de mais uma situação de violência.
II. Não é necessário um público para fortalecer o agressor, que atua longe dos olhares dos adultos, os quais, na maioria das vezes, interpretam essa atitude como normal para a idade. A violência é sutil e velada aos olhos do adulto e ocorre em menos de um minuto.
III. Entre as ações de bullying estão: perseguição, intimidação, xingamentos, disseminação de falsos rumores, caretas ou gestos, exclusão social ou isolamento, agressões físicas e discriminação física, social, racial, religiosa e sexual.
IV. O bullying escolar causa sofrimento, solidão, danos materiais, físicos, morais, cognitivos, depressão, automutilação e ideação suicida ao intimidado, que sempre reage às agressões. Outras consequências são indecisões comportamentais e atitudinais nos espectadores e insatisfação psicológica no agressor, além de ameaça ao desenvolvimento saudável de crianças e jovens, futuros adultos em todo mundo.
Está correto o que se afirma apenas em
(Lourenço; Mori, 2014.)
Considerando o exposto, são vertentes da educação progressista no Brasil as pedagogias, EXCETO: