Questões de Concurso
Sobre história da educação brasileira em pedagogia
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Leia o texto a seguir.
No início da década de 1930, o Canto Orfeônico passou a ser contemplado nas leis e decretos federais para o ensino secundário. A Reforma de ensino de Francisco Campos em 1931 foi resultado da intervenção do maestro Heitor VillaLobos em prol da educação musical e, em particular, do Canto Orfeônico na escola. Com esta reforma, o Governo Federal procurou expandir e tornar o ensino do Canto Orfeônico obrigatório na escola, não apenas no ensino primário, como também no ginasial.
LEMOS JÚNIOR, Wilson. O ensino do canto orfeônico na escola secundária brasileira: décadas de 1930 e 1940. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. 42, p. 279-295, jun. 2011.
O Canto Orfeônico foi uma importante proposta para a musicalização escolar no Brasil. Seu ensino assentava-se nos seguintes princípios:
Leia o texto que a seguir.
No universo da música, uma escola de música ou um conservatório é o espaço da excelência para uma iniciação legitimada. [...] A origem da instituição ‘conservatório’ reporta ao século XVI da Itália, quando o termo foi utilizado para denominar instituições de caridade que conservavam moças órfãs e pobres. Dentre as atividades desenvolvidas nesses asilos, destacava- se a música, que mais tarde configurouse como a única. Ao final do século XVIII, o Conservatório Superior de Música de Paris tornou-se o modelo de instituição de ensino musical difundido e firmado no século XIX. Chegou ao Brasil naquele mesmo século, com a criação das três primeiras escolas de música do País, hoje denominadas Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1848), Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (1895) e Instituto Estadual Carlos Gomes (1895), localizado em Belém, Pará [...]
VIEIRA, Lia Braga. A escolarização do ensino de música. In: Pro-Posições. Campinas, v. 15, n. 2, mai./ago. 2004. p. 141-150.
Até os dias atuais, o modelo de ensino abordado no texto, conhecido como conservatorial, é expressivo na educação musical brasileira. É objetivo central deste modelo de ensino:
I. Em um sistema de ensino superior amplamente dominado, em termos quantitativos, por instituições privadas, a pós-graduação tem se concentrado desde o seu início fundamentalmente em universidades públicas.
II. Criou-se, no interior da pós-graduação, um sistema nacional de avaliação dos programas, realizado pelos pares, que se transformou em um dos mecanismos responsáveis pelo seu êxito.
III. O desenvolvimento da pós-graduação permitiu uma profunda renovação no ensino superior brasileiro, na medida em que propiciou a institucionalização da atividade de pesquisa nas universidades brasileiras, uma vez que as instituições que existiam até meados da década de 1960 desenvolviam fundamentalmente atividades de ensino.
IV. A pós-graduação foi institucionalizada por meio da Reforma Universitária de 1968, que modernizou o sistema de ensino superior no Brasil, criando um padrão de instituições públicas integradas, e reduzindo o papel do setor privado na área.
São verdadeiras as informações:
O processo descrito acima - um importante capítulo da história da educação brasileira - deve ser caracterizado como resultado da
Segundo Dermeval Saviani (2008, p. 10-11), em Política educacional brasileira: limites e perspectivas, “A partir da década de 1930, com o incremento da industrialização e urbanização, começa a haver, também, um incremento correspondente nos índices de escolarização, sempre, porém, em ritmo aquém do necessário à vista dos escassos investimentos. Assim, os investimentos federais em ensino passam de 2,1%, em 1932, para 2,5% em 1936; os estaduais se reduzem de 15,0% para 13,4% e os municipais se ampliam de 8,1% para 8,3% no mesmo período (RIBEIRO, 2003, p. 117). Isso não obstante a Constituição de 1934 ter determinado que a União e os municípios deveriam aplicar nunca menos de 10% e os estados 20% da arrecadação de impostos ‘na manutenção e desenvolvimento dos sistemas educacionais’ (art. 156). Essa vinculação orçamentária foi retirada na Constituição de 1937, do Estado Novo, e foi retomada na Carta de 1946, que fixou em 20% a obrigação mínima dos estados e municípios e 10% da União. No entanto, em 1955 tínhamos os seguintes índices: União, 5,7%; estados, 13,7%; municípios, 11,4%. As Constituições do regime militar, de 1967, e a Emenda, de 1969, voltaram a excluir a vinculação orçamentária. Constata-se, então, que o orçamento da União para educação e cultura caiu de 9,6% em 1965, para 4,31% em 1975. A atual Constituição, promulgada em 1988, restabeleceu a vinculação fixando 18% para a União e 25% para estados e municípios”.
Considerando esses acontecimentos, conforme apresentados no texto acima, verifica-se o seguinte, no Brasil:
(VEIGA, Ilma P. A. (Org.). Técnicas de ensino: novos tempos, novas configurações. São Paulo: Papirus, 2006.)
I - O ensino simultâneo, que hoje vige nas instituições escolares, resulta de um processo de construção histórico-educacional escolar. Ele expressa o modo de organizar o ensino; não se trata apenas de uma disposição dos alunos ao professor e ao velho quadro negro.
II - O ensino simultâneo envolve ações pluridimensionais de ordem intelectual, comportamental, corporal, psíquica, social, ética, pedagógica, metodológica entre outras. Estas observações também se referem ao ensino individual e mútuo.
III - Quando o ensino simultâneo começou a se generalizar por meio da emergência, os educadores viram-se instigados a assumir uma educação escolar que viesse a situar o ensino e a aprendizagem como polos que se intercruzam.
Está correto apenas o que se afirma em
(Oliveira & Robazzi, 2006.)
Sobre a importância do conceito da criança e da infância após a idade média, assinale a afirmativa correta.
Na década de 1920, o setor educacional foi induzido a participar do movimento de renovação educacional. Inúmeras reformas foram feitas no ensino. Nessa época, surgiu a primeira leva de geração de educadores brasileiros, dentre os quais podemos destacar Anísio Teixeira; Fernando de Azevedo; Lourenço Filho; Almeida Júnior; dentre outros. Dentre seus atributos maiores, lideraram movimentos, com o intuito de implantar, no Brasil, as ideologias da Escola Nova. A divulgação do “Manifesto dos Pioneiros”, em 1932, consta como um documento histórico que formalizava os pontos centrais desse movimento ideológico, redefinindo, assim, o papel elementar do Estado no quesito matéria educacional.
(Piletti, 1996.)
De acordo com o Manifesto dos Pioneiros, assinale a afirmativa INCORRETA.
Associe a concepção pedagógica às suas característica.
CONCEPÇÕES PEDAGÓGICAS
1 - Pedagogia tradicional
2 - Pedagogia nova
CARACTERÍSTICAS
( ) a preocupação se centra nas “teorias do ensino” e o problema fundamental se traduz pela pergunta “como ensinar” e a resposta consiste na tentativa de se formular métodos de ensino.
( ) a tarefa da escola é transmitir os conhecimentos acumulados pela humanidade, segundo uma gradação lógica, cabendo aos alunos assimilar os conteúdos que lhes são transmitidos.
( ) concebe a escola como um espaço aberto à iniciativa dos alunos que, interagindo entre si e com o professor, realizam a própria aprendizagem, construindo seus conhecimentos.
( ) torna-se hegemônica até o início da segunda metade desse século e, diante das contestações críticas que enfrenta, assegura seu predomínio assumindo novas versões, entre as quais o construtivismo é, provavelmente, a mais difundida na atualidade.
( ) a ênfase é posta nas “teorias da aprendizagem” e o problema fundamental se traduz pela pergunta “como aprender”, o que levou à generalização do lema “aprender a aprender”.
A sequência correta é
( ) A reflexão sobre a educação escolar historicamente promovida pelo Estado brasileiro para os povos indígenas mostra, na maioria das vezes, a presença de um ensino de história de viés civilizatório.
( ) O ensino de história indígena, para assumir uma perspectiva plural, deve estar diretamente relacionado a um repensar da noção de história do Brasil como processo unívoco.
( ) A demanda por um ensino de história indígena diferenciado é, ela mesma, parte importante do processo histórico de resistência protagonizado pelos próprios sujeitos indígenas no Brasil.
( ) Historicamente, observa-se que o ensino de história praticado em escolas não-indígenas se difere daquele praticado em escolas indígenas por sua perspectiva menos folclorizada.
De acordo com a análise das afirmações, a sequência correta, no sentido da primeira à última afirmação, é
Numere a sequência histórica das racionalidades instituídas às propostas de elaboração de planos nacionais de educação:
( ) Racionalidade democrática.
( ) Concepção tecnicista e tecnocrática da educação.
( ) Introdução da racionalidade científica na educação.
( ) Controle político-ideológico por meio da política educacional.
( ) Racionalidade neoliberal, preocupações sobre custo-benefício, eficácia na execução e excelência do produto.
A sequência correta dessa numeração é
(__) As primeiras informações musicais eruditas foram trazidas ao Brasil pelos portugueses, por intermédio dos jesuítas.
(__) Com a vinda de D. João VI, a música recebeu especial tratamento, quando retornou a Portugal, a educação musical ficou instável até a coroação de Dom Pedro II.
(__) Apesar de presente desde o descobrimento, foi somente em 1854 que se instituiu oficialmente o ensino de música nas escolas públicas brasileiras.
(__) Com a chegada da família real ao Brasil, no ano de 1808, a música não se estendeu para os teatros, ficando restrita à Igreja.
(__) Durante o período colonial (1500-1815), a educação musical estava diretamente vinculada à Igreja Católica e ao repertório musical europeu.
(__) Com a primeira Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a iniciação musical foi substituída nominalmente pela educação artística brasileira.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
"As tendências pedagógicas brasileiras foram muito influenciadas pelo momento cultural e político da sociedade, pois foram levadas à luz graças aos movimentos sociais e filosóficos. Essas formaram a prática pedagógica do país".
Disponível em: https://educador.brasilescola.uol.com.br/trabalho-docente/ tendencias-pedagogicas-brasileiras
Falar das tendências pedagógicas que se destacaram no Brasil é falar sobre:
(LIBÂNEO, 1997, p. 100.)
Mesmo sendo 1932 o ano em que ocorreu o grande alarde em torno da Escola Nova em nosso país, foi somente em 1960 que ela atingiu o auge, refluindo logo depois. Sobre a nova tendência educacional – a Liberal Progressivista ou Escola Nova, está correto o que se afirma em:
Os autores acima estão se referindo à
Fonte: Introdução à História da Educação e sua Relação com as Ciências Sociais: Influências dos Elementos Sócio-Históricos no Processo Educativo. Disponível em: < mmeentoos_ssoccoo__hstorrcos __daa_eduucacao.pddf /Biblioteca/Livro_3/6-Fundamentos_socio_historicos_da_educacao.pdf > (modificado).
Diante disso, identifique a alternativa que demonstra claramente a importância da história na educação.