Questões de Concurso Sobre história da educação brasileira em pedagogia

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Q4412203 Pedagogia
A respeito da concepção de educação proposta pela Escola Nova, analise as asserções a seguir e assinale a alternativa correta.

I - No entendimento da Escola Nova, a educação, como fator de equalização social, será um instrumento de correção da marginalidade na medida em que cumprir a função de ajustar, de adaptar os indivíduos à sociedade, incutindo neles o sentimento de aceitação dos demais e pelos demais.
II - A educação será um instrumento de correção da marginalidade na medida em que contribuir para a constituição de uma sociedade cujos membros, não importam as diferenças de quaisquer tipos, aceitem-se mutuamente e respeitem-se na sua individualidade específica.
Alternativas
Q4412161 Pedagogia
As correntes pedagógicas que influenciaram a organização escolar ao longo da história apresentam compreensões distintas acerca da relação entre o aluno, o professor e o conhecimento científico. contraposição entre o modelo tradicional e os métodos preconizados pela Escola Nova evidencia diferentes formas de estruturar os passos didáticos e os objetivos da aprendizagem.

Com base nas distinções conceituais entre o ensino tradicional e o ensino novo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4410472 Pedagogia
Alunos montam uma linha do tempo com marcos da difusão do código de pontos em relevo e da trajetória da instituição pioneira na educação de pessoas cegas no Brasil. Considere os acontecimentos listados abaixo, apresentados fora da ordem:
(1) Criação, por decreto imperial, do Imperial Instituto dos Meninos Cegos.
(2) Publicação, por Louis Braille, do método de escrita por pontos em relevo.
(3) Morte de José Álvares de Azevedo, aos 19 anos, vítima de tuberculose.
(4) Retorno de José Álvares de Azevedo ao Brasil após estudar no instituto de Paris.
(5) Adoção, pela instituição, do nome Instituto Benjamin Constant.
Assinale a alternativa que apresenta a ordem cronológica CORRETA desses acontecimentos:
Alternativas
Q4405000 Pedagogia
Considere os excertos a seguir, extraídos da obra História das ideias pedagógicas no Brasil, de Demerval Saviani, e que tratam da consolidação da pedagogia tecnicista no Brasil, ocorrida no final da década de 1960, como aponta o referido autor.
Excerto 1:
“Aincorporação das ideias pedagógicas tecnicistas na organização do sistema de ensino foi empreendida pelas iniciativas de reforma que começaram com o ensino superior a partir de estudos desenvolvidos no âmbito do então Conselho Federal de Educação (CFE). Assim é que, com base em parecer elaborado por Valnir Chagas sobre a 'Reestruturação das universidades brasileiras', baixou-se o Decreto-Lei n. 53, de 18 de novembro de 1966, complementado por um novo Decreto-Lei, o de n. 252, de 28 de fevereiro de 1967, também relatado, em sua fase preparatória no Conselho Federal de Educação (CFE), por Valnir Chagas. No ano seguinte, no auge da crise estudantil, com as principais universidades tomadas pelos alunos, o governo criou, por decreto de 2 de julho de 1968, um Grupo de Trabalho (GT) para elaborar projeto da reforma universitária. Valnir Chagas integrou esse GT, tendo importante atuação no aspecto doutrinário do projeto que veio a converter-se na Lei n. 5.540, promulgada em 28 de novembro de 1968”.
Excerto 2:
“Entre a aprovação da lei e a imposição do decreto [Decreto-Lei n. 464/69, que ajustava a implantação da reforma universitária aos interesses do regime], houve o Ato Institucional nº 5: o caráter ditatorial do regime agora se impunha sem rebuços. O crescimento econômico acelerou-se, configurando o que foi chamado de “milagre brasileiro”. Os militares forjaram as palavras de ordem “Brasil grande” e “Brasil potência”, criando um clima de euforia favorecido pela vitória da seleção brasileira na Copa do Mundo realizada no México, conquistando definitivamente a Taça Jules Rimet. Foi, portanto, sob a égide da estratégia do “autoritarismo triunfante” (SAVIANI, 2006b, pp. 107-129) que se deu a elaboração e aprovação do projeto da Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, que instituiu as diretrizes e bases do ensino de primeiro e segundo graus, reformando o antigo ensino primário e médio”.
Excerto 3:
“Se, como constatado, Anísio Teixeira foi a figura central da educação brasileira na década de 1950 e início dos anos de 1960, a figura emblemática na segunda metade da década de 1960 e ao longo dos anos de 1970 foi Valnir Chagas”. Fonte: SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. Ed. 6. (Livro eletrônico). Campinas: Autores Associados, 2021
Considerando os excertos, analise as assertivas a seguir a respeito das tendências pedagógicas.
I- São bases teóricas, econômicas e científicas do tecnicismo a teoria do capital humano, a organização racional do trabalho, expressa no taylorismo e no fordismo, o enfoque sistêmico e o behaviorismo.
II- Visando atenuar a ineficiência do ensino, na pedagogia tecnicista, o professor é sujeito central e decisório, enquanto o aluno constitui-se num receptor passivo dos conteúdos do conhecimento.
III- No último excerto apresentado, Saviani sugere que Valnir Chagas foi continuador do pensamento educacional de Anísio Teixeira, reconhecido como pioneiro da Escola Nova.
IV- A tendência pedagógica tecnicista tem como lema “aprender a fazer” e, como exemplos de propostas instrumentais, o microensino e a instrução programada.
É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q4398279 Pedagogia

Em Ensino de História: fundamentos e métodos, Circe Bittencourt discute a constituição da disciplina escolar História e suas relações com o conhecimento acadêmico. Analise os itens abaixo, classificando os em verdadeiro (V) ou falso (F):


( ) A divisão da História em grandes períodos -Antiguidade, Idade Média, Moderna e Contemporânea - criada para organizar os estudos escolares, acabou por definir também as especialidades dos historiadores nas universidades.


( ) A organização das disciplinas escolares e acadêmicas é descrita como um processo mecânico e linear, em que o conhecimento produzido na universidade é automaticamente incorporado pela escola.


( ) A formação de professores, proveniente dos cursos superiores, evidencia a necessidade de diálogo constante entre as disciplinas escolares e as acadêmicas.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

Alternativas
Q4398274 Pedagogia
No livro Escola e Democracia, Dermeval Saviani afirma que a Escola Nova não se constituiu como verdadeiramente democrática, pois seus procedimentos ditos democráticos beneficiaram apenas pequenos grupos privilegiados. Assinale a alternativa correta:
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Q4396044 Pedagogia
Joaquim Maria de Lacerda, em seu livro Pequena história do Brasil, cuja primeira edição é provavelmente do final de 1870, existem reproduções copiadas da obra de Jean de Léry, Viagem à terra do Brasil, provavelmente da edição de 1878 de Gaffarel e de Jean Baptiste Debret, Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, da edição francesa publicada entre 1834 a 1839. A partir de gravuras das obras assinaladas foram feitos desenhos, alguns deles assinados por Navellière, para os livros de Joaquim Maria de Lacerda, desenhos que se constituíram em veículos de divulgação da documentação iconográfica para jovens brasileiros desde o final do século XIX. Os grupos indígenas dessas primeiras obras didáticas eram representados como “selvagens”, e as cenas escolhidas eram, predominantemente, de guerra e rituais antropofágicos.

(Circe Bittencourt, Livros didáticos entre textos e imagens. Em: Circe Maria Fernandes Bittencourt. O saber histórico na sala de aula,1998. Adaptado)

A escolha das imagens colocadas nos livros de Joaquim Maria de Lacerda revela, para Circe Bittencourt,
Alternativas
Q4395029 Pedagogia
Segundo Barbosa e Coutinho (2011), os pressupostos teóricos para o movimento da Escola Nova foram principalmente defendidos por Anísio Teixeira e incorporados às Reformas Educacionais do Distrito Federal, com Fernando de Azevedo; no Espírito Santo, por Atílio Vivacqua; em Pernambuco, por Carneiro Leão; e em Minas Gerais, por Francisco Campos. Tais pressupostos teóricos têm sua fundamentação em 
Alternativas
Q4392597 Pedagogia
Quanto à trajetória histórica da educação brasileira, assinale a opção correta.
Alternativas
Q4382985 Pedagogia
A trajetória histórica da educação, desde a Antiguidade até a Idade Média, revela como os sistemas de ensino foram moldados por diferentes concepções filosóficas, sociais e políticas. Cada sociedade estruturou suas práticas educacionais a partir de valores e necessidades específicas, influenciando profundamente as concepções pedagógicas que ainda ressoam nos tempos contemporâneos. Sobre o assunto, correlacione as colunas da tabela abaixo. 

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Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 
Alternativas
Q4369772 Pedagogia
Ao longo da história da educação brasileira, o Ensino Religioso passou por diferentes formas de organização e concepções. Considerando essa trajetória, pode-se afirmar que o(a):
Alternativas
Q4361877 Pedagogia
What was the Manifesto of the Pioneers of New Education, published in Brazil in 1932?
Alternativas
Q4357946 Pedagogia
Leia o trecho do discurso de Anísio Teixeira, na inauguração do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, em 1950. Desejamos dar, de novo, à escola primária, o seu dia letivo completo. Desejamos dar-lhe os seus cinco anos de curso. E desejamos dar-lhe seu programa completo de leitura, aritmética e escrita, e mais ciências físicas e sociais, e mais artes industriais, desenho, música, dança e educação física. Além disso, desejamos que a escola eduque, forme hábitos, forme atitudes, aspirações culturais, prepare, realmente, uma criança para a sua civilização. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v.31, n.73, 1959. p.78-84. Considerando a concepção de educação integral presente no modelo original do Centro Educacional Carneiro Ribeiro (Escola Parque) e sua relação com o Programa "Nossa Rede Educação Integral em Tempo Integral", instituído pelo Decreto nº 38.734/2024, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4356018 Pedagogia
O movimento da Escola Nova, difundido no Brasil a partir das primeiras décadas do século XX, buscou superar práticas pedagógicas consideradas “tradicionais”, valorizando novas formas de compreender o ensino, a aprendizagem e o papel da criança. No ensino de Artes, essas concepções também influenciaram as práticas educativas.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente princípios e práticas associados ao escolanovismo, à exceção de uma. Assinale-a. 
Alternativas
Q4354425 Pedagogia

A Educação Especial no Brasil teve seus primeiros marcos durante o período imperial, com a criação de instituições destinadas ao atendimento educacional de pessoas com deficiência.


A primeira delas foi fundada em 1854, durante o governo de Dom Pedro II, representando um importante avanço para a educação das pessoas com deficiência.


Assinale a alternativa que identifica corretamente essa instituição.  

Alternativas
Q4351256 Pedagogia
Ao longo da história, a educação infantil esteve marcada por diferentes concepções e formas de organização. Sobre a trajetória histórica da educação infantil, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4348142 Pedagogia
Leia o trecho da reportagem a seguir.

"Segundo o Movimento Brasil Competitivo (MBC), [...] apenas 21,5% dos alunos do ensino médio estão matriculados em cursos técnicos ou profissionalizantes. [...] O mercado de trabalho mudou mais rapidamente do que a capacidade do país de formar profissionais com as competências demandadas pelas empresas."
MARTINS, André. Escassez de mão de obra qualificada custa R$ 335 bilhões ao Brasil, diz estudo. Exame, São Paulo, 18 de julho de 2026. Disponível em: https://exame.com/brasil/escassez-de-mao-de-obraqualificada-custa-r-335-bilhoes-ao-brasil-diz-estudo/. Acesso em: 27 jul. 2026.

O diagnóstico contemporâneo apresentado na reportagem pode ser relacionado à trajetória histórica da educação profissional brasileira, cuja organização no período imperial e institucionalização ao longo da República foram marcadas pela 
Alternativas
Q4346655 Pedagogia
Sobre a influência do modelo de Walter Smith no ensino do desenho brasileiro entre o final do século XIX e o início do século XX, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4344859 Pedagogia
Sobre o contexto histórico da implantação da Educação Profissional no Brasil, é correto afirmar que 
Alternativas
Q4339103 Pedagogia
O texto I abaixo serve de base de análise para a questão.

TEXTO I

    Um certo Miguilim morava com sua mãe, seu pai e seus irmãos, longe, longe daqui, muito depois da Vereda-do-Frangod'Água e de outras veredas sem nome ou pouco conhecidas, em ponto remoto, no Mutum. No meio dos Campos Gerais, mas num covoão em trecho de matas, terra preta, pé de serra. Miguilim tinha oito anos. Quando completara sete, havia saído dali, pela primeira vez: o Tio Terêz levou-o a cavalo, à frente da sela, para ser crismado no Sucuriju, por onde o bispo passava. Da viagem, que durou dias, ele guardara aturdidas lembranças, embaraçadas em sua cabecinha. De uma, nunca pôde se esquecer: alguém, que já estivera no Mutum, tinha dito: "É um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte; e lá chove sempre..."
    Mas sua mãe, que era linda e com cabelos pretos e compridos, se doía de tristeza de ter de viver ali. Queixava-se, principalmente nos demorados meses chuvosos, quando carregava o tempo, tudo tão sozinho, tão escuro, o ar ali era mais escuro; ou, mesmo na estiagem, qualquer dia, de tardinha, na hora do sol entrar. — "Oê, ah, o triste recanto..." — ela exclamava. Mesmo assim, enquanto esteve fora, só com o tio Terêz, Miguilim padeceu tanta saudade, de todos e de tudo, que às vezes nem conseguia chorar, e ficava sufocado.
    Quando voltou para casa, seu maior pensamento era que tinha a boa notícia para dar à mãe: o que o homem tinha falado — que o Mutum era lugar bonito... A mãe, quando ouvisse essa certeza, havia de se alegrar, ficava consolada. Era um presente; e a ideia de poder trazê-lo desse jeito de cor, como uma salvação, deixava-o febril até nas pernas. Tão grave, grande, que nem o quis dizer à mãe na presença dos outros, mas insofria por ter de esperar; e, assim que pôde estar com ela só, abraçou-se a seu pescoço e contou-lhe, estremecido, aquela revelação. A mãe não lhe deu valor nenhum, mas mirou triste e apontou o morro; dizia:
    — Estou sempre pensando que lá por detrás dele acontecem outras coisas, que o morro está tapando de mim, e que eu nunca hei de poder ver...
    Era a primeira vez que a mãe falava com ele um assunto todo sério. No fundo de seu coração, ele não podia, porém, concordar, por mais que gostasse dela: e achava que o moço que tinha falado aquilo era que estava com a razão. [...]
    De repente lá vinha um homem a cavalo. Eram dois. Um senhor de fora, o claro da roupa. Miguilim saudou, pedindo a bênção. O homem trouxe o cavalo cá bem junto. Ele era de óculos, corado, alto, com um chapéu diferente, mesmo.
     — Deus te abençoe, pequenino. Como é teu nome?
     — Miguilim. Eu sou irmão do Dito.
     — E seu irmão Dito é o dono daqui?
    — Não, meu senhor. O Ditinho está em glória. O homem esbarrava o avanço do cavalo, que era zelado, manteúdo, formoso como nenhum outro. Redizia:
    — Ah, não sabia, não. Deus o tenha em sua guarda... Mas, que é que há, Miguilim?
    Miguilim queria ver se o homem estava mesmo sorrindo para ele, por isso é que o encarava.
    — Por que você aperta os olhos assim? Você não é limpo de vista? Vamos até lá. Quem é que está em tua casa?
    — É Mãe, e os meninos...
    Estava Mãe, estava Tio Terêz, estavam todos. O senhor alto e claro se apeou. O outro, que vinha com ele, era um camarada.
    O senhor perguntava à Mãe muitas coisas do Miguilim. Depois perguntava a ele mesmo:
   — Miguilim, espia daí: quantos dedos da minha mão você está enxergando? E agora?
    Miguilim espremia os olhos. Drelina e a Chica riam. Tomezinho tinha ido se esconder.
    — Este nosso rapazinho tem a vista curta. Espera aí, Miguilim...
    E o senhor tirava os óculos e punha-os em Miguilim, com todo o jeito.
    — Olha, agora!
    Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo... O senhor tinha retirado dele os óculos, e Miguilim ainda apontava, falava, contava tudo como era, como tinha visto. Mãe esteve assim assustada; mas o senhor dizia que aquilo era do modo mesmo, só que Miguilim também carecia de usar óculos, dali por diante. O senhor bebia café com eles. Era o doutor José Lourenço, do Curvelo. Tudo podia. Coração de Miguilim batia descompasso, ele careceu de ir lá dentro, contar à Rosa, à Maria Pretinha, a Mãitina. A Chica veio correndo atrás, mexeu:
    — Miguilim, você é piticego... E ele respondeu:
  — Donazinha... Quando voltou, o doutor José Lourenço já tinha ido embora. [...]
    Miguilim não sabia. Todos eram maiores do que ele, as coisas reviravam sempre dum modo tão diferente, eram grandes demais.
    — Pra onde ele foi?
    — A foi p´ra a Vereda do Tipã, onde os caçadores estão. Mas amanhã ele volta, de manhã, antes de ir s´embora para a cidade. Disse que, você querendo. Miguilim, ele junto te leva... O doutor era homem muito bom, levava o Miguilim, lá ele comprava uns óculos pequenos, entrava para a escola, depois aprendia ofício. Você mesmo quer ir?
    Miguilim não sabia. Fazia peso para não soluçar. Sua alma, até ao fundo, se esfriava. Mas Mãe disse:
     — Vai, meu filho. É a luz dos teus olhos, que só Deus teve poder para te dar. Vai. Fim do ano, a gente puder, faz a viagem também. Um dia todos se encontram...
    E Mãe foi arrumar a roupinha dele. A Rosa matava galinha, para pôr na capanga, com farofa. Miguilim ia no cavalo Diamante — depois era vendido lá na cidade, o dinheiro ficava pra ele.
    — Mãe, é o mar? Ou é para a banda do Pau-Roxo, Mãe? É muito longe?
   — Mais longe é, meu filhinho. Mas é do lado do Pau-Roxo não. É o contrário... A Mãe suspirava suave.
    — Mãe, mas por que é, então, para que é, que aconteceu tudo?!
   — Miguilim, me abraça, meu filhinho, que eu tenho tanto amor... [...] O doutor chegou. 
    — Miguilim, você está aprontado? Está animoso? Miguilim abraçava todos, um por um, dizia adeus até aos cachorros, ao Papaco-o-Paco, ao gato Sossõe que lambia as mãozinhas se asseando. Beijou a mão da mãe do Grivo.
     — Dá lembrança a seo Aristeu... Dá lembrança a seo Deográcias... Estava abraçado com Mãe. Podiam sair. Mas, então, de repente, Miguilim parou em frente do doutor. Todo tremia, quase sem coragem de dizer o que tinha vontade. Por fim, disse. Pediu. O doutor entendeu e achou graça. Tirou os óculos, pôs na cara de Miguilim. E Miguilim olhou para todos, com tanta força. Saiu lá fora. Olhou os matos escuros de cima do morro, aqui a casa, a cerca de feijão-bravo e são-caetano; o céu, o curral, o quintal; os olhos redondos e os vidros altos da manhã. Olhou, mais longe, o gado pastando perto do brejo, florido de são-josés, como um algodão. O verde dos buritis, na primeira vereda. O Mutum era bonito! Agora ele sabia. Olhou Mãitina, que gostava de o ver de óculos, batia palmas-de-mão e gritava:
   — Cena, Corinta!... Olhou o redondo de pedrinhas, debaixo do jenipapeiro. Olhava mais era para Mãe. Drelina era bonita, a Chica, Tomezinho. Sorriu para Tio Terêz:
    — Tio Terêz, o senhor parece com o Pai... Todos choravam. O doutor limpou a goela, disse:
    — Não sei, quando eu tiro esses óculos, tão fortes, até meus olhos se enchem d´água...
     Miguilim entregou a ele os óculos outra vez. Um soluçozinho veio. Sempre alegre, Miguilim... Sempre alegre, Miguilim... Nem sabia o que era alegria e tristeza. Mãe o beijava. A Rosa punhalhe doces-de-leite nas algibeiras, para a viagem. Papaco-oPaco falava, alto, falava.

ROSA, Guimarães. Campo Geral. Adaptado.
Leia o texto abaixo antes de responder ao que se pede:
Transporte escolar para alunos do campo é lei
Sim, o transporte escolar para alunos do campo é uma lei no Brasil. O Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e o programa Caminho da Escola são exemplos de políticas públicas que garantem o transporte escolar para alunos da educação básica pública residentes em áreas rurais. Essas políticas visam assegurar o acesso à educação e reduzir a evasão escolar, especialmente em comunidades que possuem dificuldades de locomoção.
Fonte: www.gov.br
A partir da comparação entre os fatos expostos sobre o personagem Miguilim no texto I e a obrigatoriedade de políticas públicas voltadas para a oferta de transporte escolar rural, é correto afirmar, levando-se em consideração a História da Educação no Brasil que, no início do século XX:
Alternativas
Respostas
1: E
2: D
3: E
4: A
5: D
6: C
7: B
8: E
9: B
10: D
11: D
12: D
13: E
14: D
15: A
16: A
17: C
18: D
19: A
20: A