Questões de Concurso Sobre aspectos sociológicos da educação em pedagogia

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Q4346471 Pedagogia
Em Surdez e educação (2007), a autora, Maura Corcini Lopes, propõe que a surdez seja compreendida como uma invenção que se dá na cultura, afastando-se da concepção clínico-terapêutica que a define como condição de deficiência. A autora situa os Estudos Surdos no campo da investigação educacional. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa que expressa corretamente a proposta de inversão epistemológica.
Alternativas
Q4346424 Pedagogia
Em uma turma do Ensino Fundamental, os estudantes apresentam opiniões divergentes sobre uma situação de conflito envolvendo liberdade de expressão e respeito às convicções religiosas. O professor pretende desenvolver uma atividade que contribua para a formação ética e a cultura de paz. A estratégia didática mais pertinente é:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FAURGS Órgão: IF-SC Prova: FAURGS - 2026 - IF-SC - Assistente de Alunos |
Q4344712 Pedagogia
Leia o texto a seguir.

Nos últimos meses, o clima de convivência em um câmpus do IFSC vinha se deteriorando: apelidos depreciativos, brincadeiras de mau gosto e o hábito de ignorar certos colegas durante as atividades em grupo. Pequenos gestos que, isoladamente, parecem inofensivos, se acumularam sem que qualquer providência formal fosse tomada. Certa manhã um professor corrigiu publicamente o modo de falar de um estudante oriundo da zona rural, comparando-o, em tom jocoso, à forma de expressão dos colegas da cidade, o que parte da turma interpretou como reforço, ainda que involuntário, de uma hierarquia cultural entre os próprios estudantes.
Diante da repercussão do episódio, a coordenação pedagógica optou por promover uma roda de conversa entre os envolvidos, com vistas a reparar os vínculos rompidos, em lugar de aplicar sanção imediata aos estudantes que haviam reagido ao professor com deboche.

A narrativa factual expõe um cenário de ___________, por denotar a prática de apelidos e brincadeiras. Destarte, a ridicularização da forma de falar do estudante rural configura ____________. E, indubitavelmente, a _____________ ocupa lugar central nos debates da educação contemporânea.

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto acima. 
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Q4342642 Pedagogia

Em uma escola da rede municipal, os registros de ocorrência do 3º ano concentram desentendimentos no horário do recreio, e a maioria dos casos é encaminhada diretamente à direção. A equipe pedagógica propõe rever o encaminhamento e discutir os fundamentos da autoridade docente na relação com a turma. Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.



I.Diante de um conflito entre estudantes do 3º ano, cabe ao professor mediar a escuta das partes e conduzir a reparação com a turma, em vez de encaminhar de imediato o caso à direção.


PORQUE


II.A autoridade do professor decorre da posição hierárquica que ocupa na instituição, o que dispensa a construção de acordos com os estudantes sobre as regras de convivência.



A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:

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Q4342390 Pedagogia
A convivência escolar oferece oportunidades para o desenvolvimento de vínculos, participação e aprendizagem nas relações estabelecidas entre os estudantes. Considerando estratégias de socialização no trabalho psicopedagógico, analise as assertivas.
I.Atividades cooperativas podem favorecer a interação entre os estudantes quando organizadas de modo que possibilitem participação, diálogo e construção conjunta.
II.A organização de momentos de escuta e diálogo pode contribuir para que os estudantes expressem diferentes perspectivas e desenvolvam formas respeitosas de convivência.
III.A formação de grupos por níveis semelhantes de desempenho favorece a socialização ao concentrar as interações entre estudantes que apresentam necessidades acadêmicas próximas. 
IV.Situações que envolvam colaboração e resolução conjunta de tarefas podem contribuir para o fortalecimento dos vínculos e da participação no ambiente escolar.
V.A socialização pode ser promovida por atividades orientadas principalmente à adaptação dos estudantes às formas de interação já estabelecidas pelo grupo.
É correto o que se afirma em:
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Q4341895 Pedagogia
Sobre a articulação entre ensino, pesquisa e extensão na Educação Profissional, Técnica e Tecnológica (EPT), à luz da compreensão histórica e sociológica da educação como fenômeno social, assinale a alternativa correta.
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Q4339100 Pedagogia
O texto I abaixo serve de base de análise para a questão.

TEXTO I

    Um certo Miguilim morava com sua mãe, seu pai e seus irmãos, longe, longe daqui, muito depois da Vereda-do-Frangod'Água e de outras veredas sem nome ou pouco conhecidas, em ponto remoto, no Mutum. No meio dos Campos Gerais, mas num covoão em trecho de matas, terra preta, pé de serra. Miguilim tinha oito anos. Quando completara sete, havia saído dali, pela primeira vez: o Tio Terêz levou-o a cavalo, à frente da sela, para ser crismado no Sucuriju, por onde o bispo passava. Da viagem, que durou dias, ele guardara aturdidas lembranças, embaraçadas em sua cabecinha. De uma, nunca pôde se esquecer: alguém, que já estivera no Mutum, tinha dito: "É um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte; e lá chove sempre..."
    Mas sua mãe, que era linda e com cabelos pretos e compridos, se doía de tristeza de ter de viver ali. Queixava-se, principalmente nos demorados meses chuvosos, quando carregava o tempo, tudo tão sozinho, tão escuro, o ar ali era mais escuro; ou, mesmo na estiagem, qualquer dia, de tardinha, na hora do sol entrar. — "Oê, ah, o triste recanto..." — ela exclamava. Mesmo assim, enquanto esteve fora, só com o tio Terêz, Miguilim padeceu tanta saudade, de todos e de tudo, que às vezes nem conseguia chorar, e ficava sufocado.
    Quando voltou para casa, seu maior pensamento era que tinha a boa notícia para dar à mãe: o que o homem tinha falado — que o Mutum era lugar bonito... A mãe, quando ouvisse essa certeza, havia de se alegrar, ficava consolada. Era um presente; e a ideia de poder trazê-lo desse jeito de cor, como uma salvação, deixava-o febril até nas pernas. Tão grave, grande, que nem o quis dizer à mãe na presença dos outros, mas insofria por ter de esperar; e, assim que pôde estar com ela só, abraçou-se a seu pescoço e contou-lhe, estremecido, aquela revelação. A mãe não lhe deu valor nenhum, mas mirou triste e apontou o morro; dizia:
    — Estou sempre pensando que lá por detrás dele acontecem outras coisas, que o morro está tapando de mim, e que eu nunca hei de poder ver...
    Era a primeira vez que a mãe falava com ele um assunto todo sério. No fundo de seu coração, ele não podia, porém, concordar, por mais que gostasse dela: e achava que o moço que tinha falado aquilo era que estava com a razão. [...]
    De repente lá vinha um homem a cavalo. Eram dois. Um senhor de fora, o claro da roupa. Miguilim saudou, pedindo a bênção. O homem trouxe o cavalo cá bem junto. Ele era de óculos, corado, alto, com um chapéu diferente, mesmo.
     — Deus te abençoe, pequenino. Como é teu nome?
     — Miguilim. Eu sou irmão do Dito.
     — E seu irmão Dito é o dono daqui?
    — Não, meu senhor. O Ditinho está em glória. O homem esbarrava o avanço do cavalo, que era zelado, manteúdo, formoso como nenhum outro. Redizia:
    — Ah, não sabia, não. Deus o tenha em sua guarda... Mas, que é que há, Miguilim?
    Miguilim queria ver se o homem estava mesmo sorrindo para ele, por isso é que o encarava.
    — Por que você aperta os olhos assim? Você não é limpo de vista? Vamos até lá. Quem é que está em tua casa?
    — É Mãe, e os meninos...
    Estava Mãe, estava Tio Terêz, estavam todos. O senhor alto e claro se apeou. O outro, que vinha com ele, era um camarada.
    O senhor perguntava à Mãe muitas coisas do Miguilim. Depois perguntava a ele mesmo:
   — Miguilim, espia daí: quantos dedos da minha mão você está enxergando? E agora?
    Miguilim espremia os olhos. Drelina e a Chica riam. Tomezinho tinha ido se esconder.
    — Este nosso rapazinho tem a vista curta. Espera aí, Miguilim...
    E o senhor tirava os óculos e punha-os em Miguilim, com todo o jeito.
    — Olha, agora!
    Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo... O senhor tinha retirado dele os óculos, e Miguilim ainda apontava, falava, contava tudo como era, como tinha visto. Mãe esteve assim assustada; mas o senhor dizia que aquilo era do modo mesmo, só que Miguilim também carecia de usar óculos, dali por diante. O senhor bebia café com eles. Era o doutor José Lourenço, do Curvelo. Tudo podia. Coração de Miguilim batia descompasso, ele careceu de ir lá dentro, contar à Rosa, à Maria Pretinha, a Mãitina. A Chica veio correndo atrás, mexeu:
    — Miguilim, você é piticego... E ele respondeu:
  — Donazinha... Quando voltou, o doutor José Lourenço já tinha ido embora. [...]
    Miguilim não sabia. Todos eram maiores do que ele, as coisas reviravam sempre dum modo tão diferente, eram grandes demais.
    — Pra onde ele foi?
    — A foi p´ra a Vereda do Tipã, onde os caçadores estão. Mas amanhã ele volta, de manhã, antes de ir s´embora para a cidade. Disse que, você querendo. Miguilim, ele junto te leva... O doutor era homem muito bom, levava o Miguilim, lá ele comprava uns óculos pequenos, entrava para a escola, depois aprendia ofício. Você mesmo quer ir?
    Miguilim não sabia. Fazia peso para não soluçar. Sua alma, até ao fundo, se esfriava. Mas Mãe disse:
     — Vai, meu filho. É a luz dos teus olhos, que só Deus teve poder para te dar. Vai. Fim do ano, a gente puder, faz a viagem também. Um dia todos se encontram...
    E Mãe foi arrumar a roupinha dele. A Rosa matava galinha, para pôr na capanga, com farofa. Miguilim ia no cavalo Diamante — depois era vendido lá na cidade, o dinheiro ficava pra ele.
    — Mãe, é o mar? Ou é para a banda do Pau-Roxo, Mãe? É muito longe?
   — Mais longe é, meu filhinho. Mas é do lado do Pau-Roxo não. É o contrário... A Mãe suspirava suave.
    — Mãe, mas por que é, então, para que é, que aconteceu tudo?!
   — Miguilim, me abraça, meu filhinho, que eu tenho tanto amor... [...] O doutor chegou. 
    — Miguilim, você está aprontado? Está animoso? Miguilim abraçava todos, um por um, dizia adeus até aos cachorros, ao Papaco-o-Paco, ao gato Sossõe que lambia as mãozinhas se asseando. Beijou a mão da mãe do Grivo.
     — Dá lembrança a seo Aristeu... Dá lembrança a seo Deográcias... Estava abraçado com Mãe. Podiam sair. Mas, então, de repente, Miguilim parou em frente do doutor. Todo tremia, quase sem coragem de dizer o que tinha vontade. Por fim, disse. Pediu. O doutor entendeu e achou graça. Tirou os óculos, pôs na cara de Miguilim. E Miguilim olhou para todos, com tanta força. Saiu lá fora. Olhou os matos escuros de cima do morro, aqui a casa, a cerca de feijão-bravo e são-caetano; o céu, o curral, o quintal; os olhos redondos e os vidros altos da manhã. Olhou, mais longe, o gado pastando perto do brejo, florido de são-josés, como um algodão. O verde dos buritis, na primeira vereda. O Mutum era bonito! Agora ele sabia. Olhou Mãitina, que gostava de o ver de óculos, batia palmas-de-mão e gritava:
   — Cena, Corinta!... Olhou o redondo de pedrinhas, debaixo do jenipapeiro. Olhava mais era para Mãe. Drelina era bonita, a Chica, Tomezinho. Sorriu para Tio Terêz:
    — Tio Terêz, o senhor parece com o Pai... Todos choravam. O doutor limpou a goela, disse:
    — Não sei, quando eu tiro esses óculos, tão fortes, até meus olhos se enchem d´água...
     Miguilim entregou a ele os óculos outra vez. Um soluçozinho veio. Sempre alegre, Miguilim... Sempre alegre, Miguilim... Nem sabia o que era alegria e tristeza. Mãe o beijava. A Rosa punhalhe doces-de-leite nas algibeiras, para a viagem. Papaco-oPaco falava, alto, falava.

ROSA, Guimarães. Campo Geral. Adaptado.
A partir da leitura do fragmento de Campo Geral no texto I, assinale a alternativa cuja afirmação esteja alinhada com o contexto educacional da época em relação ao ideal que se tem atualmente sobre o papel da Educação na sociedade.
Alternativas
Q4336502 Pedagogia
Para assegurar a eficácia das ações e a excelência no atendimento aos alunos e suas famílias, a colaboração entre os integrantes da equipe é fundamental no contexto escolar. Para fortalecer as relações interpessoais no ambiente de trabalho, os profissionais devem adotar atitudes pautadas no respeito, na cooperação e na comunicação. Nesse contexto, constitui um conjunto de atitudes que favorece relações interpessoais saudáveis:
Alternativas
Q4336198 Pedagogia
Ao planejar uma unidade didática sobre "A Organização do Bairro e os Serviços Públicos" para uma turma de 4º ano, uma professora propôs que os alunos realizassem entrevistas com moradores antigos e identificassem problemas da comunidade local, como a ausência de coleta seletiva e a precariedade da iluminação pública. Os dados levantados deram origem a debates, a reflexões e à elaboração de uma carta coletiva com propostas de melhoria para o bairro. Nessa perspectiva, a escola e o processo de ensino-aprendizagem organizam-se a partir do entendimento de que o(a):
Alternativas
Q4335752 Pedagogia
Em um grupo do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, são identificados participantes com diferentes idades, histórias familiares, condições socioeconômicas, culturas e características pessoais. Um dos adolescentes passa a ser alvo de comentários depreciativos relacionados à sua condição social.
Diante da situação, a atuação socioeducativa mais adequada é: 
Alternativas
Q4333438 Pedagogia
Em determinada escola, um estudante passou a apresentar queda significativa no rendimento escolar, além de demonstrar isolamento social e desmotivação nas atividades. Após diálogo com a família, a equipe escolar tomou conhecimento de que o aluno enfrenta dificuldades familiares recentes, incluindo mudanças no ambiente doméstico e instabilidade emocional. Considerando os fatores que podem interferir no processo de aprendizagem, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4332438 Pedagogia
Assinale a alternativa que expressa corretamente os pressupostos da Teoria Crítica do Currículo.
Alternativas
Q4332359 Pedagogia
Autores da sociologia da educação apontam que a escola pode desempenhar simultaneamente funções de reprodução social e de emancipação crítica. Nesse contexto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4332358 Pedagogia
Diversas teorias sociológicas da educação discutem o papel da escola na sociedade, especialmente no que se refere à reprodução ou à transformação das desigualdades sociais. A perspectiva crítica da educação defende que a escola deve:
Alternativas
Q4332351 Pedagogia
A relação entre educação e pobreza constitui tema central nas políticas educacionais contemporâneas, especialmente no contexto da Educação de Jovens e Adultos, cuja clientela frequentemente é composta por sujeitos em situação de vulnerabilidade social. Considerando essa relação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4332350 Pedagogia
A Educação de Jovens e Adultos envolve sujeitos com trajetórias sociais diversas, frequentemente marcadas por desigualdades socioeconômicas, experiências de trabalho precoce e interrupções na escolarização. À luz das discussões socioculturais sobre educação e sociedade, a prática pedagógica na EJA deve:
Alternativas
Q4332349 Pedagogia
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) possui forte relação com os processos históricos de exclusão educacional e social. No campo filosófico da educação, diversos autores defendem que a escola deve atuar não apenas como espaço de transmissão de conteúdos, mas também como instrumento de emancipação humana e transformação social. Nesse sentido, considerando a relação entre educação e sociedade na perspectiva crítica, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4331407 Pedagogia
As concepções de educação e de escola variam conforme os pressupostos teóricos adotados acerca da sociedade, do conhecimento e da formação humana. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4331362 Pedagogia
A compreensão contemporânea das dificuldades de aprendizagem afasta explicações lineares e monocausais, reconhecendo a complexidade dos fatores que incidem sobre o desenvolvimento do estudante. Nessa direção, autores como Vygotsky, Bossa e Coll defendem que elas precisam ser analisadas para além do desempenho individual imediato. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4327780 Pedagogia
Um facilitador de música desenvolve um projeto anual destinado a promover a participação de crianças, jovens, adultos e idosos. O projeto prevê oficinas de canto e instrumentos, jogos musicais, criação coletiva de repertório, ensaios e apresentações. Ao avaliar o projeto, o facilitador percebe que, além do desenvolvimento musical, os participantes passaram a demonstrar maior cooperação, criatividade, comunicação e sentimento de pertencimento ao grupo. Essa situação evidencia que: 
Alternativas
Respostas
41: B
42: D
43: D
44: B
45: B
46: E
47: B
48: A
49: C
50: C
51: A
52: B
53: D
54: B
55: D
56: A
57: C
58: C
59: B
60: B