Questões de Concurso Comentadas sobre ginecologia e obstetrícia em medicina

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Q3797761 Medicina
O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) é uma emergência obstétrica que põe em risco a vida materna e fetal, caracterizada classicamente por dor abdominal súbita e sangramento. Acerca do quadro clínico e diagnóstico do DPP, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.

(__)A hipertonia uterina é um sinal clássico, caracterizando-se por útero lenhoso e doloroso à palpação.
(__)O diagnóstico do DPP é eminentemente ultrassonográfico, devendo-se aguardar o laudo para definir a interrupção da gestação.
(__)O sangramento vaginal pode estar ausente em casos de DPP com formação de hematoma retroplacentário contido (hemorragia oculta).
(__)A rotura das membranas amnióticas não é um achado obrigatório no DPP, podendo a bolsa das águas permanecer íntegra sem qualquer alteração tensional perceptível ao exame vaginal.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3797760 Medicina
O sangramento na primeira metade da gestação é uma queixa comum nos serviços de emergência obstétrica e exige diagnóstico diferencial preciso entre as formas clínicas de abortamento. Assim, analise as afirmativas a seguir.

I.O abortamento inevitável caracteriza-se por sangramento vaginal, cólicas uterinas e colo uterino dilatado, com ou sem ruptura de membranas.
II.No abortamento incompleto, o colo uterino encontra-se fechado e o volume uterino é compatível com a idade gestacional, apesar do sangramento moderado.
III.O abortamento retido é definido pela morte do concepto sem sua expulsão, geralmente com colo fechado e regressão dos sintomas de gravidez.
IV.A ameaça de abortamento apresenta sangramento vaginal discreto, cólicas leves ou ausentes e colo uterino pérvio (aberto).

Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposição(ões) CORRETA(S): 
Alternativas
Q3797759 Medicina
A gravidez ectópica é a nidação do ovo fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais frequente. O tratamento pode ser expectante, medicamentoso ou cirúrgico. Acerca do tratamento medicamentoso com Metotrexato (MTX) na prenhez ectópica, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(__)A paciente deve estar hemodinamicamente estável para ser elegível ao tratamento com MTX.
(__)A presença de atividade cardíaca embrionária é uma contraindicação relativa, mas preferencialmente não deve estar presente para maior sucesso do tratamento.
(__)O saco gestacional deve ter diâmetro maior que 5,0 cm para garantir a eficácia da ação citotóxica do fármaco.
(__)Níveis de Beta-hCG inicial acima de 5.000 mUImL são considerados preditores de menor taxa de sucesso do tratamento medicamentoso.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3797758 Medicina
Durante a consulta de pré-natal, uma gestante de 12 semanas apresenta sorologia para Toxoplasmose com IgM positivo e IgG positivo. Para diferenciar entre infecção aguda recente (risco fetal) e infecção crônica (memória imunológica), assinale o exame complementar mais indicado e sua interpretação correta.
Alternativas
Q3797757 Medicina
A avaliação da vitalidade fetal intraparto é essencial para prevenir a asfixia perinatal. A cardiotocografia (CTG) é um método amplamente utilizado para esse fim. Com base na classificação do NICHD (National Institute of Child Health and Human Development) para os traçados de cardiotocografia, assinale a alternativa que descreve corretamente um achado de Categoria III (Anormal), que exige intervenção imediata. 
Alternativas
Q3797755 Medicina
O acompanhamento pré-natal adequado é fundamental para a redução da morbimortalidade materna e perinatal, exigindo o conhecimento das rotinas de rastreio e imunização vigentes no Brasil. Acerca das rotinas de assistência pré-natal preconizadas pelo Ministério da Saúde, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(__)A vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche) deve ser administrada em toda gestação, preferencialmente a partir da 20ª semana.
(__)O rastreamento para Estreptococo do grupo B (GBS) é obrigatório para todas as gestantes, independentemente de fatores de risco ou bacteriúria prévia por GBS na gestação atual.
(__)A suplementação de ácido fólico deve ser iniciada, idealmente, no período periconcepcional para prevenção de defeitos do tubo neural.
(__)O teste de tolerância oral à glicose (TOTG 75g) deve ser solicitado para todas as gestantes entre 24 e 28 semanas, caso a glicemia de jejum inicial tenha sido normal (< 92 mgdL).

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3797754 Medicina
Uma gestante Rh negativo (D-negativo), não sensibilizada previamente, dá à luz um recém-nascido Rh positivo. O Teste de Coombs Indireto realizado na admissão do parto foi negativo. Considerando a prevenção da isoimunização Rh (Doença Hemolítica Perinatal) em gestações futuras, assinale a conduta técnica correta a ser adotada no pós-parto imediato.
Alternativas
Q3797731 Medicina
As síndromes hipertensivas na gestação são importantes causas de morbimortalidade materna e fetal. A pré-eclâmpsia é caracterizada pelo surgimento de hipertensão arterial e proteinúria (ou disfunção de órgãos-alvo) após a 20ª semana de gestação. Assinale a alternativa que indica corretamente o medicamento de escolha para a prevenção de convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave.
Alternativas
Q3795437 Medicina
Mulher de 30 anos apresenta resultado do exame de rastreamento do câncer de colo uterino coletado há trinta dias. Analise o resultado do exame abaixo e assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada.


HPV 16: Detectado HPV 18: Não detectado Outros HPV (Grupo A e Grupo B): Não detectados
Alternativas
Q3795436 Medicina
O sangramento uterino anormal (SUA) tem causas diversas que, muitas vezes, estão relacionadas às diferentes fases da vida da mulher. Nesse sentido, analise as assertivas a seguir:

I. Nos primeiros anos pós-menarca, a principal causa de SUA é a anovulação por imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário.

II. Na perimenopausa, a principal causa de SUA é a insuficiência de progesterona e a exposição prolongada do endométrio ao estrogênio devido à anovulação, como consequência da diminuição da reserva ovariana.

III. Na pós-menopausa, a principal causa de SUA é a atrofia endometrial, devido ao hipoestrogenismo característico dessa fase.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3795435 Medicina
Paciente de 17 anos refere ciclos menstruais com intervalos de 90-120 dias desde a menarca que ocorreu aos 13 anos. Relata acne e hirsutismo, sem outras queixas. Nega início da atividade sexual, uso de hormônios e outros medicamentos. Ao exame, pressão arterial de 140/90 mmHg, desenvolvimento puberal normal, genitália externa feminina, acne, hirsutismo moderado e IMC de 28 kg/m². Traz os seguintes exames laboratoriais: Testosterona total: 80 ng/dL, SDHEA: 650 µg/dL, FSH: 4,0 mUI/mL, LH: 10 mUI/mL. Em relação a esse caso, analise a sentença abaixo:

Para o diagnóstico diferencial, deve-se solicitar TSH, prolactina e 17(OH) progesterona (1ª parte). Para uma melhor avaliação e tratamento da paciente, deve-se solicitar perfil lipídico, glicose, insulina, hemoglobina glicada e TOTG 75g/2h (2ª parte). Para o diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos, deve-se solicitar ultrassonografia pélvica ou dosagem do hormônio antimulleriano. O hirsutismo nesse caso é de origem ovariana, adrenal ou idiopático (3ª parte).

Quais partes estão corretas? 
Alternativas
Q3795178 Medicina
Mulher, 29 anos, hígida. Ao fazer um check-up anual, realizou ultrassonografia transvaginal que demonstrou, no ovário direito, imagem cística, paredes finas, sem septos, medindo 1,4 cm, sem alterações ao estudo Doppler, sem outros achados. Considerando esse caso, como seria a classificação feita pelo O-RADS US? 
Alternativas
Q3792398 Medicina
Primigesta de 24 anos, 40 semanas e 2 dias de gestação, em trabalho de parto há 14 horas, encontra-se em segundo período (período expulsivo) há 2 horas e 30 minutos. Pré-natal sem intercorrências, 10 consultas realizadas, todos os exames normais, sorologias negativas, grupo sanguíneo O positivo, cultura para Streptococcus agalactiae negativa. Nega comorbidades. Gestação espontânea, desejada. Peso pré-gestacional: 62 kg, peso atual: 78 kg (ganho de 16 kg). Admitida em trabalho de parto ativo (6 cm de dilatação) há 8 horas. Recebeu analgesia de parto (peridural) há 6 horas com boa analgesia. Bolsa rota há 10 horas (rotura espontânea), líquido claro. Ao exame obstétrico atual: paciente cansada, sonolenta entre as contrações, cooperativa mas com puxos ineficazes. PA: 125/78 mmHg, FC: 88 bpm, Tax: 37,1 °C. AU: 38 cm.

Toque vaginal:
•Dilatação: completa (10 cm)
•Apresentação: cefálica
•Variedade de posição: occipito-púbica (OP - occipício anterior)
•Plano de De Lee: +3 (cabeça no assoalho pélvico)
•Bolsa rota (líquido claro)
•Não há circular de cordão palpável
•Bossa serossanguínea pequena (edema fisiológico do couro cabeludo)
•Pelve: sem estreitamentos evidentes, diâmetros adequados 
•Dinâmica uterina: Contrações irregulares, 2-3/10 minutos, intensidade variável. Paciente com puxos fracos e descoordenados, refere exaustão. 

Cardiotocografia: BCF basal: 155-160 bpm (taquicardia leve). Variabilidade: mínima (< 5 bpm). Desacelerações tardias em 3 das últimas 5 contrações (nadir 110-120 bpm, recuperação lenta). Padrão categoria II tendendo a III (não tranquilizador).

Considerando o quadro clínico de período expulsivo prolongado com padrão de frequência cardíaca fetal não tranquilizador, qual a melhor conduta?
Alternativas
Q3792397 Medicina
Mulher de 31 anos procura o pronto-socorro ginecológico com queixa de atraso menstrual de 6 semanas, associado a sangramento vaginal discreto de cor vermelho-escuro há 3 dias e dor em baixo ventre à esquerda de intensidade leve a moderada, tipo "fisgada", com piora nas últimas 12 horas. Nega tonturas, síncope ou sangramento volumoso. Refere teste de gravidez de farmácia positivo há 1 semana. Última menstruação há 45 dias (DUM confiável, ciclos regulares de 28-30 dias). G2P0A1: gestação anterior há 3 anos resultou em aborto espontâneo com 8 semanas, tratado com curetagem uterina sem intercorrências. Antecedente de salpingite tratada há 5 anos (internação hospitalar, antibioticoterapia EV por 7 dias). Nega DIU atual ou prévio. Parceiro fixo há 2 anos. Nega alergias medicamentosas conhecidas. Ao exame físico: paciente em regular estado geral, consciente, orientada, sem palidez significativa. PA: 115/70 mmHg, FC: 82 bpm, Tax: 36,5 °C. Abdome: plano, ruídos hidroaéreos presentes, levemente doloroso à palpação profunda em fossa ilíaca esquerda, sem sinais de irritação peritoneal (Blumberg negativo), sem massas palpáveis. Exame especular: sangramento vaginal discreto em pequena quantidade, vermelho-escuro, sem coágulos, colo fechado. Toque vaginal: útero de volume normal, amolecido, colo fechado, anexo esquerdo discretamente doloroso à mobilização, sem massas palpáveis definidas, fundo de saco posterior livre (sem abaulamento ou dor intensa). 

Exames laboratoriais: β-hCG quantitativo: 2.850 mUI/mL Hemograma: Hb 12,8 g/dL, Ht 38%, leucócitos 8.200/mm³, plaquetas 268.000/mm³ Tipagem sanguínea: A negativo Progesterona sérica: 8,2 ng/mL

Ultrassonografia transvaginal: Útero: volume normal (60 cm³), endométrio espessado (12 mm, trilaminar), cavidade uterina vazia, sem saco gestacional intrauterino visível Anexo direito: ovário direito normal (8 cm³), sem massas. Anexo esquerdo: imagem anecoica arredondada para-anexial esquerda medindo 2,8 x 2,2 cm, com halo hiperêmico ao Doppler colorido, sem embrião visível no interior (compatível com saco gestacional extra-uterino). Líquido livre na cavidade pélvica: ausente Fundo de saco de Douglas: livre.

Considerando o diagnóstico de gravidez ectópica íntegra e as opções terapêuticas disponíveis, qual a melhor conduta?
Alternativas
Q3792396 Medicina
Gestante de 29 anos, G2P1, com 39 semanas e 3 dias de gestação pela DUM (confirmada por ultrassonografia do primeiro trimestre), procura o pronto-socorro obstétrico às 6 horas da manhã referindo perda súbita de líquido claro pela vagina há aproximadamente 8 horas (às 22 h da noite anterior), que ocorreu enquanto dormia. Relata que acordou com a cama molhada e o líquido continuou saindo em pequena quantidade ao longo da noite. Nega sangramento vaginal. Refere movimentação fetal preservada. Nega contrações uterinas regulares, apenas "endurecimento" abdominal esporádico e indolor. Pré-natal completo sem intercorrências, 9 consultas realizadas, todos os exames normais, sorologias negativas, grupo sanguíneo B positivo. Cultura para Streptococcus agalactiae (GBS) realizada com 36 semanas: positiva. Gestação anterior há 4 anos: parto vaginal a termo, RN 3.400g, sem complicações. Nega alergias medicamentosas. Ao exame físico: paciente em bom estado geral, afebril. PA: 118/74 mmHg, FC: 78 bpm, Tax: 36,7 °C. AU: 36 cm, feto único em situação longitudinal, apresentação cefálica, dorso à direita. BCF: 138 bpm. Útero normotônico, sem contrações palpáveis no momento do exame.

Exame especular: Perda de líquido claro pelo orifício cervical externo, que se acentua com manobra de Valsalva. pH vaginal (teste com papel de nitrazina): positivo (azul - pH alcalino > 6,0). Teste de cristalização (esfregaço de fundo de saco vaginal em lâmina): positivo (padrão em "samambaia" ou "folha de samambaia"). Colo fechado ao exame visual, sem sangramento.

Toque vaginal: Colo posterior, 1 cm de dilatação, 30% de apagamento, consistência firme, apresentação cefálica móvel, plano -3 de De Lee. Confirma saída de líquido durante o exame.

Cardiotocografia: BCF basal 135-140 bpm, variabilidade moderada, 3 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações. Sem contrações uterinas.

Ultrassonografia obstétrica: Feto único, apresentação cefálica, biometria compatível com 39 semanas, peso estimado 3.200g (percentil 50), índice de líquido amniótico: 4,8 cm (oligoidrâmnio moderado - normal: 8-24 cm), placenta grau II posterior, sem alterações.

Considerando o diagnóstico de rotura prematura de membranas a termo e as recomendações atuais, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792395 Medicina
Gestante de 27 anos, G1P0, com 31 semanas e 2 dias de gestação pela DUM (confirmada por ultrassonografia do primeiro trimestre), dá entrada no pronto-socorro obstétrico com queixa de contrações uterinas regulares e dolorosas há 3 horas, associadas a dor lombar baixa. Nega sangramento vaginal, perda de líquido amniótico ou trauma. Movimentação fetal preservada. Pré-natal sem intercorrências, sorologias negativas, grupo sanguíneo O positivo. Nega tabagismo, etilismo ou uso de drogas. Sem comorbidades. Nega gestações ou partos anteriores. Nega infecção urinária recente. Ao exame físico: paciente lúcida, orientada, corada, hidratada. PA: 115/72 mmHg, FC: 84 bpm, Tax: 36,8 °C. AU: 29 cm, feto único em situação longitudinal, apresentação cefálica. BCF: 142 bpm. Contrações uterinas palpáveis: 4 contrações em 10 minutos, duração 35-40 segundos, boa intensidade. Ao toque vaginal: colo centralizado, 3 cm de dilatação, 60% de apagamento, consistência amolecida, bolsa das águas íntegra, apresentação cefálica móvel, plano -3 de De Lee. Exame especular: colo sem dilatação visível externamente, sem sangramento ativo, secreção vaginal fisiológica (sem sinais de vaginose/corioamnionite).

Cardiotocografia: BCF basal 140-145 bpm, variabilidade moderada, 2 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações. Contrações regulares a cada 2-3 minutos.
Exames laboratoriais: Hemograma: Hb 12,1 g/dL, leucócitos 9.800/mm³ (sem desvio), plaquetas 245.000/mm³, PCR: 0,4 mg/dL (normal < 0,5 mg/dL), Urina I: normal, urocultura em andamento, Swab vaginal para Streptococcus agalactiae (GBS): resultado pendente.
Ultrassonografia obstétrica: Feto único, apresentação cefálica, biometria compatível com 31 semanas, peso estimado 1.650 g (percentil 45), líquido amniótico normal (ILA: 12 cm), placenta grau I anterior.

Considerando o diagnóstico de trabalho de parto prematuro e as recomendações atuais para manejo, qual a melhor conduta?
Alternativas
Q3792394 Medicina
Gestante de 25 anos, G2P1, com 32 semanas de gestação, comparece à consulta de pré-natal na Unidade Básica de Saúde. Pré-natal iniciado tardiamente no segundo trimestre (primeira consulta com 18 semanas). Realizou exames de rotina naquela ocasião, que incluíam VDRL não reagente. Gestação atual sem intercorrências até o momento. Nega comorbidades. Primeira gestação há 3 anos: parto vaginal a termo, recém-nascido saudável. Parceiro fixo há 2 anos, nega novos parceiros sexuais. Nega lesões genitais atuais ou prévias, corrimento ou sintomas urinários. Nega uso de drogas injetáveis. Ao exame físico: PA: 110/70 mmHg, AU: 30 cm, BCF: 145 bpm, apresentação cefálica. Ausência de lesões cutâneas ou em mucosas. Orofaringe sem alterações. Ausência de linfadenopatia. Resultado dos exames de rotina realizados na consulta atual (32 semanas): hemograma, glicemia, urina I, urocultura: normais VDRL: 1:16 (reagente), teste treponêmico rápido: REAGENTE. 

Ultrassonografia obstétrica (32 semanas): feto único, biometria compatível com idade gestacional, líquido amniótico normal, placenta grau I posterior. Sem sinais sugestivos de sífilis congênita (hepatoesplenomegalia, ascite, hidropsia, espessamento placentário).

A paciente nega tratamento prévio para sífilis. Relata que o parceiro não realizou exames recentemente e não tem acompanhamento médico regular. Questiona sobre o tratamento e possíveis riscos para o bebê. Considerando o diagnóstico de sífilis materna e as recomendações para prevenção da sífilis congênita, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792393 Medicina
Gestante de 32 anos, G1P0, com 31 semanas e 4 dias de gestação, é encaminhada do pré-natal de alto risco para avaliação em centro terciário devido à suspeita de restrição de crescimento intrauterino (CIUR). Relata pré-natal iniciado no primeiro trimestre, ultrassonografia inicial com idade gestacional confirmada. Nega comorbidades maternas. Não fuma, não usa drogas. História familiar: mãe hipertensa. Às 28 semanas, ultrassom morfológico evidenciou peso fetal estimado no percentil 8 (440 g abaixo do esperado) com relação céfalo-abdominal aumentada. Novo ultrassom com 30 semanas confirmou peso no percentil 5 com estagnação do crescimento. Paciente assintomática, nega sangramento, perda de líquido, contrações ou redução de movimentos fetais. Ao exame físico: PA: 125/78 mmHg, FC: 76 bpm, IMC: 21 kg/m². Altura uterina: 26 cm (abaixo do percentil 10 para idade gestacional). BCF: 148 bpm. Movimentação fetal presente. Exames laboratoriais maternos: hemograma, função renal, função hepática, proteinúria 24 h: todos normais. Sorologias (TORCHS): IgG positivo para toxoplasmose e rubéola, IgM negativo. CMV e sífilis: negativos. Ultrassonografia obstétrica (31 semanas e 4 dias):

•Biometria fetal: DBP: 74 mm (percentil 20), CC: 274 mm (percentil 15), CA: 228 mm (percentil 3), CF: 53 mm (percentil 8)
•Peso fetal estimado: 1.280 g (percentil 3 - abaixo de 2 desvios-padrão)
•Relação CC/CA: 1,20 (aumentada - normal < 1,0 após 32 semanas)
•Índice de líquido amniótico: 6,2 cm (reduzido - normal 8-24 cm)
•Placenta: grau II, localização fúndica
•Anatomia fetal: sem malformações detectadas
•Dopplervelocimetria: 
oSístole: Pico de velocidade normal (fluxo anterógrado)
oDiástole: AUSENTE - o fluxo retorna completamente à linha de base (diástole zero)
oÍndice de Pulsatilidade (IP): 2,8 (muito elevado - normal < 1,2 no 3º trimestre)
oÍndice de Resistência (IR): 1,0 (muito elevado - normal < 0,6-0,7)
oRelação S/D: Infinita (diástole = 0) 

•Outros Dopplers realizados:
oArtéria cerebral média: IP 1,2 (normal: 1,4-1,8) - vasodilatação cerebral (centralização)
oRelação cerebroplacentária: 0,43 (< 1,0 - anormal, confirma centralização fetal)
oDucto venoso: onda "a" positiva (normal)

•Cardiotocografia: BCF basal 145 bpm, variabilidade moderada, 2 acelerações em 20 minutos, sem desacelerações (reativa).

Considerando o quadro de CIUR grave com os achados dopplervelocimétricos apresentados, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3792392 Medicina
Gestante de 28 anos, G3P2, com 34 semanas de gestação, dá entrada no pronto-socorro obstétrico trazida pelo SAMU com queixa de dor abdominal intensa de início súbito há 1 hora, associada a sangramento vaginal moderado de cor vermelho-escuro. Refere que estava em repouso quando iniciou dor "em pontada" no abdome, contínua, que não alivia. Nega trauma abdominal. Nega perda de líquido amniótico. Movimentação fetal presente mas diminuída segundo a paciente. Pré-natal irregular (4 consultas), hipertensão arterial crônica em uso irregular de metildopa. Tabagista (10 cigarros/dia). Gestações anteriores: 2 partos vaginais, último há 2 anos. Nega uso de cocaína ou outras drogas ilícitas. Ao exame físico: paciente agitada, queixando-se de dor intensa. PA: 160/105 mmHg, FC: 108 bpm, Tax: 37,1 °C. Palidez cutâneo-mucosa 2+/4+. Abdome gravídico: útero hipertônico ("em tábua"), doloroso à palpação difusamente, altura uterina: 31 cm. Não é possível palpar partes fetais. Genitália externa: sangramento vaginal moderado, vermelho-escuro com coágulos. Ao toque vaginal: colo posterior, 2 cm de dilatação, 50% de apagamento. BCF detectado ao Sonar: 165 bpm, sem variabilidade. Não foi possível realizar cardiotocografia por agitação materna. Ultrassonografia à beira do leito: feto único, cefálico, BCF presente 168 bpm, diminuição do líquido amniótico, imagem sugestiva de hematoma retroplacentário. Considerando o quadro clínico e a hipótese diagnóstica mais provável, qual a conduta imediata mais adequada?
Alternativas
Q3792391 Medicina
Gestante de 30 anos, G2P1, com 26 semanas de gestação, comparece à consulta de pré-natal de rotina. Primeira gestação sem intercorrências, parto vaginal há 3 anos, recém-nascido com 4.200 g. Nega diabetes mellitus prévia. História familiar: mãe com diabetes tipo 2 diagnosticado aos 55 anos. IMC pré-gestacional: 31 kg/m² (obesidade grau I). Ganho ponderal atual: 8 kg. Nega sintomas de hiperglicemia. Glicemia de jejum no primeiro trimestre: 88 mg/dL (normal). Exame físico: PA: 120/75 mmHg, AU: 26 cm, BCF: 145 bpm. Foi solicitado teste oral de tolerância à glicose com 75g (TOTG75g) conforme protocolo de rastreamento. Paciente retorna com o resultado: TOTG-75g realizado com 26 semanas: Jejum: 88 mg/dL, 1 hora: 192 mg/dL, 2 horas: 163 mg/dL. Nega sintomas. Nega uso de corticoides ou outras medicações. Ultrassonografia obstétrica (26 semanas): feto único, biometria compatível com idade gestacional, percentil 60, líquido amniótico normal, placenta posterior grau 0. Considerando os resultados do TOTG-75g e as diretrizes atuais para diagnóstico e manejo do diabetes mellitus gestacional, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Respostas
1541: B
1542: C
1543: B
1544: B
1545: B
1546: B
1547: D
1548: C
1549: A
1550: E
1551: C
1552: A
1553: B
1554: C
1555: C
1556: B
1557: B
1558: C
1559: D
1560: C