Questões de Concurso Sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina

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Q3926779 Medicina
Homem de 58 anos, previamente hipertenso e dislipidêmico, é encaminhado para avaliação cardiológica após diagnóstico recente de fibrilação atrial persistente detectada em exame de rotina. Relata episódios prévios de palpitações leves, mas atualmente encontra-se assintomático, negando dispneia, tontura ou dor torácica. Usa losartana 50 mg/dia e atorvastatina 20 mg/dia. Nega tabagismo, etilismo, diabetes ou cardiopatia estrutural prévia.
Ao exame físico: frequência cardíaca 92 bpm, pressão arterial 126/78 mmHg, ritmo irregular, sem sopros.
Ecocardiograma transtorácico: átrio esquerdo 38 mm, fração de ejeção 62%, sem valvopatias significativas. Função tireoidiana, renal e eletrolítica normais. ECG confirma fibrilação atrial com resposta ventricular média de 90 bpm.
Considerando o quadro clínico e os achados complementares, a conduta inicial mais apropriada no manejo da fibrilação atrial, entre controle de ritmo e controle de frequência, é 
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Q3926778 Medicina
Mulher de 63 anos comparece à consulta de cardiologia para avaliação de palpitações intermitentes. Relata episódios recorrentes de palpitações irregulares nos últimos dois anos, com duração variável entre 30 minutos e 4 horas, ocorrendo mensalmente.
Durante alguns episódios, realizou eletrocardiograma que documentou fibrilação atrial. Possui smartwatch que registrou múltiplos episódios de frequência cardíaca irregular acima de 120 bpm, durando entre 45 minutos e 5 horas, totalizando aproximadamente 6% do tempo monitorado no último mês.
Antecedentes: hipertensão arterial sistêmica controlada com losartana 50 mg/dia, obesidade grau I (IMC 32 kg/m²). Nega diabetes, dislipidemia, insuficiência cardíaca, tabagismo, doença vascular ou eventos tromboembólicos prévios. Não apresenta sangramentos prévios nem contraindicações à anticoagulação.
Exame físico: frequência cardíaca 76 bpm, ritmo regular; pressão arterial 128/82 mmHg. Exames complementares: eletrocardiograma atual em ritmo sinusal; ecocardiograma transtorácico com átrio esquerdo 32 mL/m² (VR até 34), fração de ejeção 62%, sem valvopatias significativas. Calculados os escores: CHA₂DS₂-VASc = 1 ponto (hipertensão) e HAS-BLED = 1 ponto (hipertensão controlada).

Considerando os achados clínicos e os escores de risco apresentados, a conduta mais apropriada em relação à anticoagulação oral é 
Alternativas
Q3926775 Medicina
Um paciente de 60 anos, com hipertensão arterial de longa data, diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crônica (TFG estimada de 45 mL/min), está em tratamento há mais de um ano e relata seguir rigorosamente a prescrição. Seu regime anti-hipertensivo atual, utilizado nas doses máximas toleradas, consiste em

• Losartana (100 mg/dia);
• Anlodipino (10 mg/dia);
• Hidroclorotiazida (25 mg/dia).
A média das três últimas aferições da Pressão Arterial (PA) no consultório, registradas em visitas separadas nos últimos 6 meses, foi de 158 x 98 mmHg.

De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial - 2025, a primeira conduta diante da suspeita de hipertensão resistente neste paciente é
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Q3926774 Medicina
Paciente de 52 anos, sexo masculino, procura consulta ambulatorial para avaliação de rotina. Nega comorbidades prévias e uso de medicações. Refere pai hipertenso e avô paterno com história de infarto agudo do miocárdio aos 58 anos. Nega tabagismo, consome bebidas alcoólicas socialmente.
Ao exame físico: peso 88 kg, altura 1,75 m, IMC 28,7 kg/m2 . Aferição da pressão arterial no consultório, após repouso de 5 minutos, com esfigmomanômetro automático de braço validado, em três medidas com intervalo de 1 minuto: 148/94 mmHg, 146/92 mmHg e 144/90 mmHg. Frequência cardíaca 76 bpm. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos. Exames laboratoriais: glicemia de jejum 102 mg/dL, hemoglobina glicada 5,6%, creatinina 1,0 mg/dL, clearance de creatinina estimado 85 mL/min/1,73m2, potássio 4,2 mEq/L, colesterol total 210 mg/dL, LDL 140 mg/dL, HDL 42 mg/dL, triglicerídeos 160 mg/dL, ácido úrico 6,8 mg/dL. Eletrocardiograma: ritmo sinusal, sem alterações.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a conduta apropriada para confirmação diagnóstica e avaliação complementar inclui
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Q3926772 Medicina
Mulher de 63 anos, hipertensa e dislipidêmica, procura avaliação ambulatorial por dor torácica em aperto, desencadeada aos esforços e aliviada pelo repouso, há cerca de três meses.
O eletrocardiograma em repouso mostra alterações inespecíficas do segmento ST-T. A paciente apresenta obesidade grau II e gonartrose bilateral, o que limita a realização de exercício físico. O exame físico é normal, e a troponina de alta sensibilidade é negativa. O ecocardiograma transtorácico evidencia função sistólica preservada e ausência de alterações segmentares de contratilidade.
Com base nas diretrizes atuais da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, 2024) para doença arterial coronariana crônica, o próximo exame complementar mais indicado é o(a)
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Q3926768 Medicina
Homem de 55 anos, hipertenso recém-diagnosticado, comparece à primeira consulta de seguimento após confirmação de pressão arterial média de 148 x 94 mmHg em duas visitas distintas. É ex-tabagista, com circunferência abdominal aumentada, e refere dieta rica em sódio.
Durante a consulta, o médico discute os exames laboratoriais necessários para a avaliação inicial do quadro.
De acordo com as diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), Europeia (ESC 2024) e Americana (AHA/ACC 2025), a avaliação inicial completa do paciente hipertenso é
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Q3926757 Medicina
Paciente masculino, 55 anos, diabético e hipertenso, comparece à emergência referindo dor torácica intensa, em aperto, com irradiação para o membro superior esquerdo, iniciada há 40 minutos. Ao exame físico, apresenta-se pálido, sudoreico e com pressão arterial de 100 por 60 mmHg. O eletrocardiograma (ECG) inicial revela supradesnivelamento do segmento ST de 3 mm em derivações V2 a V4. O tempo estimado até a chegada ao laboratório de hemodinâmica é de 15 minutos.

Diante deste quadro clínico, a conduta terapêutica imediata mais apropriada é
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Q3926674 Medicina
Um homem de 55 anos, com histórico de Diabetes tipo 2 e dislipidemia, apresenta pressão arterial de 160 x 100 mmHg em uma consulta de rotina. Ele é fumante e tem um estilo de vida sedentário.

O principal objetivo do tratamento da hipertensão arterial nesse paciente é
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Q3926670 Medicina
Mulher de 60 anos, hipertensa há 10 anos, DM2 controlado com metformina. PA média: 148 x 92 mmHg. TFG 58mL/min/1,73m2 .

A melhor classe medicamentosa para iniciar ou intensificar o tratamento anti-hipertensivo é a de
Alternativas
Q3926637 Medicina
A hipertensão arterial sistêmica é um problema de saúde pública mundial, que tem sofrido um aumento da prevalência nos casos pediátricos, principalmente associado ao sobrepeso e obesidade nessa faixa etária.

Na faixa etária de 1 a 13 anos, a hipertensão arterial sistêmica é definida como um valor da média da pressão arterial sistólica e/ou diastólica, aferida em três ou mais ocasiões diferentes, maior ou igual ao
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Q3926601 Medicina
O paciente é um homem de 62 anos, obeso (IMC 34), hipertenso controlado com losartana e diabético tipo 2 em uso de metformina. Ele foi indicado para colecistectomia eletiva devido à colelitíase sintomática recorrente.

Na consulta pré-operatória, apresenta dispneia leve aos grandes esforços, sem dor torácica. Ao exame físico, PA 135 x 80 mmHg, FC 78 bpm, ausculta cardíaca normal, saturação O₂ 97% em ar ambiente. O ECG mostra hipertrofia ventricular esquerda. O paciente não apresenta história de infarto, angina instável ou insuficiência cardíaca descompensada.

Nesse caso, a conduta mais adequada em relação à avaliação do risco cirúrgico será
Alternativas
Q3926589 Medicina
Mulher de 60 anos, com longa história de hipertensão arterial mal controlada e tabagismo, é levada ao pronto-socorro após desenvolver cefaleia súbita, intensa, descrita como “a pior de sua vida”, durante subida de escada. Logo após o início da dor, apresentou breve perda de consciência.

No momento da avaliação, encontra-se sonolenta, com fotofobia, cefaleia difusa intensa e rigidez de nuca. O exame neurológico não identificou déficit focal. Sinais vitais: PA 186 x 106 mmHg e FC 88 bpm. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste foi inconclusiva. A punção lombar revelou líquor xantocrômico, com aumento difuso do número de hemácias em todos os tubos coletados.

Assinale o mecanismo mais provável para a condição apresentada.
Alternativas
Q3926583 Medicina
Com relação à Semiologia Cardíaca, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.

( ) Na estenose aórtica, o sopro é sistólico em diamante (crescendo–decrescendo), audível principalmente no foco aórtico, com irradiação típica para a fúrcula e as carótidas, podendo estar associado ao fenômeno de Gallavardin, presença de B4 e pulso parvus et tardus.
( ) Na insuficiência aórtica, o sopro é diastólico aspirativo, melhor audível no foco aórtico acessório, com o paciente sentado e inclinado para frente (anteflexão do tronco) e em expiração forçada, com intensidade aumentada pela manobra de handgrip, podendo estar associado à B3, ao sopro de Austin Flint e a pulso em martelo d’água (Corrigan).
( ) Na cardiomiopatia hipertrófica, o sopro é sistólico, audível em bordo esternal inferior esquerdo, com intensidade que aumenta durante a manobra de Valsalva ou ortostatismo e diminui com o agachamento, podendo estar associado à B4 e à presença de pulso bisferiens.

As afirmativas são, respectivamente,
Alternativas
Q3884409 Medicina
Um homem de 23 anos foi trazido às pressas ao pronto-socorro após desmaiar durante uma partida de futebol recreativa. Seu irmão mais velho, que também estava jogando, referiu que ele não tinha nenhuma doença conhecida e só havia ido ao hospital 2 vezes na vida: uma quando foi operado de apendicite aos 14 anos e a outra quando foi levar para emergência seu pai que sofreu infarto fulminante aos 46 anos. Apesar de todos os cuidados em sala de emergência e tentativas de reanimação cardiopulmonar, ele foi a óbito 20 minutos após a chegada.
Assinale a alternativa que aponta a causa mais provável de morte do referido paciente.
Alternativas
Q3884345 Medicina
Mulher de 78 anos, hipertensa, obesa (IMC 32 kg/m²) e portadora de fibrilação atrial. Apresenta sintomas de dispneia aos esforços, que a limitam em atividades simples, classificada como ClasseIII de NYHA, perfil hemodinâmico B. Recentemente, foi diagnosticada com insuficiência cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP), com um escore H2FPEF de 9. Ao exame físico: PA 180x110 mmHg e FC média de 120 bpm, arrítmica, com crepitações pulmonares em base, além de edema de membros inferiores de 2+/4+.
**Laboratório: NT pro BNP elevado (998 pg/ml), TFG de 60ml/min e potássio de 4 mEq/l.
**Eletrocardiograma (ECG): fibrilação atrial com resposta ventricular irregular, sem evidências de bloqueios de ramo ou outras anormalidades significativas.
**Ecocardiograma: fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada (≥ 50%), com hipertrofia ventricular esquerda e função diastólica alterada, do tipo pseudonormal, além de aumento doátrio esquerdo (52mm). PAP 45mmHg, strain global longitudinal -16% e E/e' 12.
Considerando o caso clínico apresentado, as diretrizes atuais e os trials mais recentes sobre o manejo da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP), é correto afirmar:
Alternativas
Q3883461 Medicina
Paciente com cinco anos de idade, com história de vômitos e diarreia, chega ao hospital com quadro de taquicardia e desidratação. Ao exame físico, apresenta-se eupneica, acianótica, anictérica, febril (T = 38°C), com desidratação de grau moderado, PAS = 110 x 75mmHg, ausculta cardiopulmonar sem alterações. Abdome: doloroso à palpação difusa, sem visceromegalias ou massas palpáveis. Extremidades sem edemas, pulsos presentes e simétricos. Perfusão capilar periférica = 3 segundos. O traçado eletrocardiográfico na derivação DII longo apresenta o seguinte ritmo cardíaco:
Imagem associada para resolução da questão
Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o ritmo identificado e sua(s) principal(is)causa(s)
Alternativas
Q3883460 Medicina
Lactente com 5 meses de idade portador de tetralogia de Fallot, há três dias apresentando quadro diarreico agudo, hoje apresentou quadro de cianose importante ao choro; dando entrada no pronto atendimento com saturação de 65%.
A principal hipótese diagnóstica e conduta são, respectivamente,
Alternativas
Q3883420 Medicina
Homem, 75 anos, hipertenso e diabético, com diagnóstico prévio de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE = 32%) em uso de nifedipino 20mg/dia, furosemida 40mg/dia e metformina 850mg 3 vezes ao dia. Procura o pronto atendimento por palpitações e dispneia aos esforços moderados. Ao exame físico: pressão arterial 128/78 mmHg, frequência cardíaca irregular em torno de 112 bpm, estertores bibasais discretos, sem edema periférico. ECG confirma fibrilação atrial.
Com base nos critérios de anticoagulação e no manejo da insuficiência cardíaca associado à fibrilação atrial, a conduta mais adequada para este paciente segundo diretrizes da SBC é a seguinte:
Alternativas
Q3883418 Medicina
Gumercindo, portador de cirrose hepática alcoólica há 4 anos, comparece à consulta em UBS do seu bairro. Relata abstinência alcoólica nos últimos dois anos e nunca apresentou episódios de hematêmese ou melena. Encontra-se assintomático no momento, mas traz consigo resultado de endoscopia digestiva alta realizada há 6 meses na qual foram identificadas varizes esofágicas de médio calibre, sem sinais de sangramento recente. Encontra-se em acompanhamento por hipertensão arterial sistêmica, em uso de losartana 100 mg/dia, mas mantém valores pressórico sem torno de 150/95 mmHg, confirmados em diferentes aferições ambulatoriais. No exame físico atual, apresenta pressão arterial de 152/96 mmHg, frequência cardíaca de 82 bpm, ausência de ascite, fígado não palpável, telangiectasias no tronco e circulação colateral discreta, sem edemas periféricos. Exames laboratoriais recentes mostram creatinina de 0,9 mg/dL, bilirrubina total de 1,5mg/dL, INR de 1,3 e albumina sérica de 3,6 g/dL.
Diante do quadro descrito e considerando as comorbidades apresentadas pelo paciente, a conduta mais apropriada para o manejo da hipertensão neste caso é
Alternativas
Q3883415 Medicina
Homem de 68 anos vai à consulta em UBS por queixa de “tontura” há cerca de 1 ano de caráter intermitente, descrita como sensação de instabilidade e turvação visual ao levantar-se da cama, com melhora após deitar-se novamente, que se intensificou no último mês. Nega náuseas, vômitos, tinnitus ou hipoacusia. Faz uso de losartana e nifedipino, cuja dose foi otimizada recentemente. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 135/80 mmHg em decúbito e de 100/65 mmHg após 3minutos em ortostatismo, acompanhada de frequência cardíaca de 102 bpm, sem outras alterações em sinais vitais. Na propedêutica neurológica, a manobra de Dix-Hallpike não desencadeia nistagmo ou sintomas, o teste de Romberg é negativo e o teste de Fukuda não mostra lateropulsão significativa.
Considerando o quadro clínico descrito, o exame complementar indicado para confirmar a hipótese diagnóstica etiológica mais provável é o(a)
Alternativas
Respostas
1781: B
1782: D
1783: E
1784: A
1785: C
1786: E
1787: C
1788: D
1789: C
1790: D
1791: A
1792: C
1793: C
1794: D
1795: C
1796: B
1797: A
1798: A
1799: C
1800: A